A Arte da Omissao

Inside Job – A Verdade da Crise

200px-insidejob2010posterEstreia em Portugal, o documentário sobre a crise financeira de 2008.

É interessante verificar como do nada, a nossa comunicação social  passa a  noticiar um tema  que ao longo destes últimos anos, foi por demais investigado por gente séria também, (Jim Tucker, Daniel Estulin, Alex Jones, entre muitos), que deram origem a diversos documentários e livros mas só tiveram o mérito de pertenceram à já célebre prateleira”teoria da conspiração”.

Não questiono de forma alguma o Charles Ferguson, em termos da sua seriedade e isenção partidária, mas não posso deixar de interrogar:

Porquê documentários como, “Obama the Deception” ou “Fall of  the Republic“, entre outros, não “foram autorizados” a serem mencionados nem em roda pé das nossa cadeias de televisão?  Teria sido a linguagem usada?  Não, não pode ser. E sabem porquê?

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Notícia de 7-11-2010, por Marta Reis

Inside Job‘ é o segundo documentário realizado por Charles Ferguson, um filme que retrata a crise financeira, os seus protagonistas e consequências. Ferguson, que fez carreira no sector tecnológico como consultor e empreendedor (criou a Vermeer Technologies) é também escritor e um apaixonado pelo cinema. Em entrevista ao Económico, fala do sistema financeiro e do que o seu filme pretende mostrar, que esta era “uma crise completamente evitável”.

Disse várias vezes que a indústria financeira é criminosa. Foi o que quis mostrar?

Sim. Eu quis mostrar, primeiro, que esta indústria se tornou cada vez menos ética e até frequentemente criminosa; segundo, que os executivos financeiros são tratados com bastante mais complacência que as pessoas comuns que cometem crimes idênticos; terceiro, que esta criminalidade efectivamente desempenhou um grande papel como causa da crise económica; e, finalmente, que, levar quem cometeu estes crimes perante a justiça é uma questão importante na política económica, porque ajudaria a dissuadir comportamentos que poderão levar a futuras crises.

O documentário, e alguns das suas declarações sobre a crise, foram politicamente incorrectas. Recebeu ameaças ou comentários mais desagradáveis?

Não recebi quaisquer ameaças. No entanto, os meus antigos amigos na Administração Obama não voltarão a falar comigo, o que me deixa bastante triste.

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Charles Ferguson não recebeu quaisquer ameaças. Felizardo. O mesmo já não pode se dizer de outros.

Mas é bom que o Inside Job seja publicitado nas salas de cinema  e falado desta forma.
Resta a esperança que, quando surgirem outros temas ” cabeludos “, como por exemplo  “Quem mandou a baixo as Torres Gémeas”, temas directamente ou indirectamente ligados a esta elite podre, não se pense de imediato em teorias de conspiração, mas se passe a ter uma atitude mais crítica.  Ao invés de não darmos importancia  (efeito pretendido) analisemos, pois até pode ter algum fundamento.  Pode tratar-se já de uma conspiração e não de uma  teoria.
«O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-carácter, nem dos sem-ética O que mais preocupa é o silencio dos bons.» Martin Luther King
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This entry was posted on 14 de Novembro de 2010 by in crise financeira and tagged , , , .

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