A Arte da Omissao

Em nome do Terrorismo 4 – George W. Bush (Filho Bush)

George W. Bush – Militarização da política externa na Eurásia – Cheira a petróleo e a gás

Com a ascensão de George W. Bush à presidência, tratou-se de orientar a política internacional de acordo  com o  “Project for the New American Century (PNAC)”, o qual consistia em aumentar os gastos com a defesa, fortalecer os vínculos democráticos e desafiar os “regimes hostis aos interesses e valores” americanos,  promover a “liberdade política” por todo o mundo, e chamar aos Estados Unidos o papel exclusivo de preservar e estender uma ordem internacional amigável à nossa segurança, prosperidade e princípios.

Contudo, a primeira prioridade do presidente George W. Bush, quando inaugurou o seu governo no início de 2001, em vez de combater o terrorismo ou a proliferação de armas de destruição em massa, aumentou o fluxo de petróleo do exterior,  pois as  importações de petróleo estavam a ultrapassar 50% do consumo interno.

Surgem então os atentados do 11 de Setembro de 2001 contra as torres-gémeas do World Trade Center.

Este ataque providencial, permitiu que o governo de Washington, sob a politica  da “guerra contra o terrorismo”;

1) intensificasse a militarização da política externa e empreendesse a campanha para assegurar as fontes de energia – gás e petróleo – bem como as rotas de abastecimento, uma “esfera vital” de interesses para os Estados Unidos, da cordilheira de Hindu Kush, no Afeganistão e nordeste do Paquistão, envolvendo o Irão e Oriente Médio, até o Bosphorus. 

A guerra contra o terrorismo constituiu uma mera figura de retórica, um eufemismo, para disfarçar os reais objectivos do presidente George W. Bush, que consistiam em:

1) Vencer a resistência e/ou a insurgência islâmica

2) Controlar a Ásia Central e o Médio Oriente, com suas enormes jazidas de gás e petróleo. 

A convergência das necessidades da economia mundial capitalista com os interesses das grandes corporações, pautou a política internacional de Bush filho. A mudança na estratégia da segurança nacional dos Estados Unidos, substituindo a doutrina de (contenção e dissuasão) pela doutrina de ataques preventivos, contra “grupos terroristas” ou países percebidos como ameaça, foi oficializada em Setembro de 2002, com a emissão do documento “The National Security Strategy of the United States of America”.  

Esta mudança foi providencial, para fundamentar as intervenções militares, que o presidente George W. Bush e os neocons pretendiam promover, tendo como fim assegurar a superioridade militar, política e estratégica dos Estados Unidos, mediante o controle sobretudo, das fontes de energia existentes na Ásia Central e no Oriente Médio.  (Eurásia, finalmente...)

Fomentava-se que a sociedade americana estaria a enfrentar a  maior crise de suprimentos de energia. Previa-se que, nos 20 anos seguintes, até 2020, o consumo de petróleo pelos Estados Unidos aumentaria para cerca de 6 milhões de barris por dia, enquanto a sua produção declinaria cerca 1,5 milhão de barris por dia e atenderia a menos de 20% do consumo. 

Ao mesmo tempo, o consumo de gás natural cresceria cerca de 50%, mas a produção aumentaria apenas 14%.

Diante de tais perspectivas, logo nos primeiros meses da administração de George W. Bush, em 19 de Março de 2001, o secretário de Energia, Spencer Abraham, admitiu na conferência “National Energy Summit” que a “America enfrentava a maior crise de fornecimento de energia“.

Quando a crise de energia na Califórnia, naquela época, começou a ficar descontrolada, Dick Cheney, reuniu-se secretamente  com directores das maiores companhias de petróleo e gás, com o fim de debater a questão energética. E uma Task Force, nomeada pelo presidente George W. Bush e dirigida por Dick Cheney, decretou  a “National Energy Policy“, como um problema de segurança nacional

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8 comments on “Em nome do Terrorismo 4 – George W. Bush (Filho Bush)

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