A Arte da Omissao

Em nome da “Ajuda” ao Haiti

Em nome da “Ajuda” ao Haiti

Empresários brasileiros fizeram lobby por “zona franca” no Haiti (revelado através do Wikileaks)

A Hope II é a continuação da Lei Hope, ou Oportunidade Hemisférica Haitiana (Opportunity through Partnership Encouragement), aprovada em 2007 pelo governo dos Estados Unidos.  Esta,  criou “zonas francas” para a produção de têxteis, chapéus e pijamas no Haiti. Os bens podem ser exportados para aos EUA livres de impostos

Josué Gomes é coordenador do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, uma  iniciativa dos ex-presidentes Bush e Lula para estimular o fluxo comercial entre os dois países através de parceria com os governos. “Gomes da Silva pediu urgência no progresso no requerimento do governo americano para participação brasileira no Hope II como uma maneira de impulsionar o desenvolvimento no Haiti”, descreveu Sobel em um telegrama.

A 17 de Setembro de 2009, o Brasil ratificou com os Estados Unidos um plano para o estabelecimento de fábricas no Haiti, sob os termos da lei Hope. A iniciativa permite a exportação dos bens produzidos para os dois países – sem pagar impostos.

ONGs haitianas denunciam que as empresas estrangeiras que fazem parte do Hope lucram o dobro, pois o preço da mão-de-obra no Haiti já é bem inferior aos demais países.

Relata a história sobre a Intervenção norte-americana no Haiti:

“A economia caótica e a instabilidade institucional do Haiti, levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo.

Segundo a versão do Tio Sam, a  intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. vários governos da elite local se sucederam. As  tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.

A versão local,  relatada no artigo,La maldición blanca“, escrito pelo  jornalista uruguaio Eduardo Galeano  em 4 de Abril de 2004, no jornal Buenos Aires e noutros jornais da América Latina, a história da ocupação do Haiti pelos Estados Unidos não seria bem assim. Para Galeano o exército de ocupação americana reteve o salário do Presidente de Honduras até que ele concordasse com a liquidação do Banco da Nação, que se converteu numa sucursal do Citibank de Nova York. Ainda segundo relata Galeano, o Presidente de Honduras, e todos os demais negros, tiveram sua entrada proibida nos hotéis, restaurantes e clubes exclusivos do Poder estrangeiro. A repressão aos opositores da política americana teria sido violenta: “o chefe guerrilheiro haitiano Charlemagne Péralte, pregado em cruz numa porta, foi exibido à execração em praça pública”.

Ainda segundo Galeano, a Guarda Nacional, criada e treinada pelos americanos, e que ficou em seu lugar quando as tropas se retiraram em 1934, visava a “exterminar qualquer possível surgimento de democracia“.

A Gendarmeria fiscalizava o cumprimento de uma lei americanada que revivia a prática de trabalhos forçados no Haiti (corvée). A lei oficialmente requeria que os camponeses haitianos trabalhassem, de graça, nas estradas por três dias ao ano. Entretanto, em alguns casos, os trabalhadores eram forçados a trabalhar de graça amarrados com cordas durante semanas, e até meses.
History Commons, US-Haiti (1804-2005)

Revoltados por essa lei, promovida pelos Estados Unidos, que exigia trabalhos forçados, Charlemagne Péralte e Benoit Batraville lideraram uma rebelião que envolveu 40.000 pessoas, na região montanhosa do norte do Haiti, que atacou e derrotou as forças policiais locais.”

Meu comentário:

Gostaria primeiro de realçar que, quando nos meus posts tento expor a podridão americana,  quero excluir o seu povo, que em algumas áreas está bem pior que nós. A palavra americana, surge porque as Sedes das Corporações da Elite  da Nova Ordem Mundial, Bancos como a Reserva Federal estão em território americano.

Mas voltemos  ao Haiti,  mais uma vez se comprova que quando estes senhores “oferecem” ajuda aos mais pobres e desfavorecidos, estão é a dar em presente envenenado, embrulhado em promessas de paz e  prosperidade.

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This entry was posted on 15 de Janeiro de 2011 by in Afinal Quem é Terrorista?, GEOPOLÍTICA MUNDIAL and tagged , , , .

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