A Arte da Omissao

Europa – Contaminada pelo Plano da Nova Ordem Mundial

A UE  do grande capital prepara-se para talvez perpetuar mais um crime contra a nossa Identidade, contra os nossos agricultores, contra a nossa agro-diversidade, contra o nosso Património e contra o nosso Povo

Sempre disse, a globalização é benéfica se quem estiver à frente dela for gente de bem. Se assim não for, é o Inferno.

Sobre a petição “Sementes sem Patentes”

A petição “sementes sem patentes / no patentes on seeds”, é iniciada pela “the Berne Declaration, Greenpeace, Misereor, No Patents on Life, Swissaid e the Norwegian Development Fund” e luta por uma regulamentação clara na lei de patentes.

Sua iniciativa é suportada globalmente por mais de 300 ONGs e organizações de agricultores e já recolheu cerca de 100000 assinaturas, contra as patentes em plantas e animais. Esta coligação exorta agora as instituições da UE para criarem normas jurídicas claras  que excluam  da patenteabilidade as plantas, animais, material genético e processos de criação de plantas e animais e alimentos derivados.

No próximo dia 18 de Abril estará para aprovação em Bruxelas uma directiva sobre as sementes para a agricultura.

75% das sementes que actualmente são lançadas à terra em cada ano são sementes guardadas pelos próprios agricultores. Se a directiva for aprovada “o guardar” sementes passa a  ser proibido. (A Monsanto já faz isso no Estados Unidos. Tem uma policia secreta cujo fim é descobrir se os agricultores que trabalham para eles (com semente ogm) guardam sementes tradicionais e se forem apanhados as multas aplicadas são tão altas que o agricultor penhora a vida dele e dos filhos.)

A MONSANTO, pertence aos Srs.  da Nova Ordem Mundial

Se a directiva passar:

-> vão ficar certificadas meia dúzia de marcas/empresas para fornecer à agricultura, acabando com as identidades nacionais nessa área.

-> apenas podem chegar ao mercados, couves, alfaces e outros verdes, por exemplo, espécies provenientes dessa certificação.

->  para se poder  produzir, a exploração terá de ter um mínimo de 10 hectares.

Esta maquinação maquiavélica, tem por base o interesse de grandes corporações produtoras de sementes, que coitaditas, afirmam não ter o rendimento do investimento feito em tecnologia e outros meios de produção, esquecendo que os seus investigadores foram formados em universidades públicas e a tecnologia é sempre um esforço do País. TRETA. QUEREM MAIS DINHEIRO.

A maioria destas empresas beneficiam de apoios económicos e financeiros em larga escala,  de programas oficiais da comunidade,  de empréstimos da banca . O CIRCO ESTÁ MONTADO.

Por favor divulguem e assinem a petição aqui: http://www.no-patents-on-seeds.org/en/recent-activities/sign-now

Tradução da Carta aberta enviada aos membros da Comissão do Parlamento Europeu

Estamos a escrever-vos para alertar sobre os problemas causados pela lei da patente europeia. Estamos especialmente preocupados com as patentes em plantas, animais, material genético, processos de criação de plantas, animais e alimentos derivados deles,  e o impacto sobre os agricultores, criadores e consumidores, inovação e biodiversidade. O Parlamento Europeu adoptou uma directiva sobre patentes de biotecnologia em 1998 (dir. 98/44/CE CE “Protecção jurídica das invenções biotecnológicas”). A directiva foi integrada no âmbito do trabalho sobre patentes Europeias (EPO) em 1999 e desde então cerca de 900 patentes em animais e 1800 em plantas foram concedidas. Milhares de patentes  estão ainda pendentes.

Dez anos de patentes em plantas e animais mostram que os impactos negativos da Directiva Europeia de Patentes  não podem ser ignorados:

  • ► impacto negativo na inovação, pois os criadores deixam de ter  permissão para usar  plantas patenteadas, animais ou material genético livremente para futuras reproduções.

  • As patentes têm sido o motor que está por detrás da enorme concentração no mercado do sector das sementes, destruindo a concorrência e forçando as pequenas e médias empresas a saírem do mercado.
  • As Patentes conduzem a preços mais elevados para os agricultores, menos escolhas para os consumidores e um impacto negativo sobre a agro-biodiversidade.

As proibições claras e eficazes da patenteabilidade estão grande parte ausentes do actual quadro jurídico. Proibições existentes relativas à patentes de plantas e de animais podem ser facilmente contornadas, como mostrado por muitas decisões do EPO. Por exemplo, patentes de sequências de genes e de processos de reprodução são facilmente estendidas a variedades de animais e plantas.

Estamos especialmente preocupados que o Gabinete Europeu das Patentes, conceda um número cada vez mais crescente de patentes sobre animais e plantas convencionais. Trata-se de uma evolução alarmante que causa um precedente perigoso, dado que plantas convencionais (sem engenharia genética) até agora não foram patenteáveis. Em muitos casos estas patentes cobrem toda a cadeia de produção agrícola e alimentar. Mesmo logo após a decisão sobre o  “Caso do brócolis”, que exclui patentes sobre processos de obtenção convencional de plantas e animais (G2/07 e G1/08), o EPO em Janeiro de 2011 começou novamente a conceder patentes sobre sementes, plantas e alimentos derivados de reprodução convencional.

Tais patentes criam novas dependências  para os agricultores, criadores e produtores de alimentos. Isso tem de ser considerado como apropriação indevida de recursos básicos na produção agrícola e alimentar e um  abuso geral da lei de patentes.

Os agricultores também vêm a necessidade de estratégias de poupança de sementes e o mercado informal das sementes tem de ser respeitado e integrado no quadro jurídico global. Embora não seja objecto da presente carta, é importante ressaltar que os regulamentos da UE na protecção das variedades vegetal e o catálogo de sementes EU devem ser adaptados em conformidade.”

Solicitamos que repensem urgente a Lei das patentes Europeias em biotecnologia e cultivo  de plantas e que apoiem regulamentos claros que excluem da patenteabilidade de plantas e animais, material genético,  processos de criação de plantas e animais e seus alimentos derivados.”

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This entry was posted on 6 de Abril de 2011 by in Europa, Petições and tagged , , , .

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