A Arte da Omissao

Líbia – Um pensar em americano

Um pensar americano sobre a América.

Tradução de um pensamento de John Perkins em 29 de Abril e 2011, sobre mais uma ofensiva já em curso – usando a já conhecida bandeira da  “defesa de um povo” –  sobre mais uma snação e o mundo assiste de camarote. Já no Iraque, a palavra de ordem “foi” reconstruir o país. Coitados deles e coitados de nós …. O que foi construído foi a estrutura para que a Corporocracia pudesse lá entrar, e enriquecer ainda mais. Promessas. Só promessas. E a história repete-se. Não há ninguém neste mundo que  puna, quem tanto destrói / mata / só para enriquecer e alimentar o seu império. Mas os Estados Unidos não são os únicos a responsabilizar. O resto da escumalha que está na Nato e até na Europa não estão isentos de culpas nesta ofensiva. E reparem, a técnica do endividamento está também em marcha.

Original aqui…

“WASHINGTON-(Dow Jones) – O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick disse na quinta-feira que espera que a instituição tenha uma papel de relevo na reconstrução da Líbia enquanto ela emerge da agitação actual.

Zoellick realçou num painel de discussão, o papel do banco na reconstrução da França, Japão e outras nações após a II Guerra Mundial: “Reconstrução  significa (Costa do Marfim), significa sul do Sudão, significa Libéria, significa Sri Lanka e  espero que venha a significar Líbia”disse Zoellick.

Acerca da Costa do Marfim, Zoellick disse que esperava que dentro de “um par de semanas” o banco  avançasse  com “alguns cem milhões de dólares de apoio de emergência”.

Escutamos o porta-voz americano a tentar explicar por que estamos de repente novamente enredados noutra guerra do Médio Oriente. Muitos de nós questionamos sobre as reais justificações e também estamos conscientes de que as verdadeiras causas do nosso envolvimento serão raramente discutidas na média ou pelo nosso governo.

Embora muitas das racionalizações descrevam recursos especialmente o petróleo, como sendo a razão de estarmos na Líbia, é cada vez mais crescente o número de vozes discordantes. As mesmas acham que as reais razões giram em torno do relacionamento financeiro da Líbia com o Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI),  Banque for Internacional Settlements (BIS), e com empresas multinacionais.

De acordo com o FMI, o banco Central da Líbia é 100% estatal. O FMI estima que o banco tenha cerca de 144 toneladas de ouro nos seus cofres.

É significativo que, nos meses anteriores à resolução da ONU,  a qual autorizou os Estados Unidos e seus aliados a enviarem tropas para a Líbia, Muammar al-Qaddafi,  abertamente defendia a criação de uma nova moeda que pudesse rivalizar com o dólar e o euro. Na verdade, ele pediu  às Nações Africanas e Muçulmanas que se unissem numa aliança que origine esta nova moeda,  o  gold dinar, o qual passaria a ser a sua principal forma de câmbio e de dinheiro. Eles venderiam petróleo e outros recursos  aos  Estados Unidos e resto do mundo só em  gold Dinar. 

Os Estados Unidos, os G-8, o Banco Mundial, FMI, BIS e corporações multinacionais não olham gentilmente para  líderes que ameaçem o seu domínio sobre os mercados cambiais mundiais ou a quem parece estar a afastar-se  do sistema bancário internacional que favorece a Corporocracia.  Saddam Hussein tinha defendido políticas similares às manifestadas pelo Qaddafi pouco antes da América ter enviado tropas para o Iraque.

Em algumas das minhas palestras, muitas vezes acho necessário recordar às audiências ,do ponto que parece óbvio para mim, mas é mal interpretado por tantos: o Banco Mundial não é realmente um Banco Mundial; Na verdade, se olharmos para os executivos  do Banco Mundial e do FMI e para os votos atribuídos a cada membro do Conselho de administração, vê-se que:

1) Os Estados Unidos controlam cerca de 16 por cento dos votos no Banco Mundial – (em comparação com o Japão em cerca de 7%, o segundo maior membro, China em 4,5%, Alemanha com 4. 00% , o Reino Unido) e a França com cerca de 3,8% cada,

2) quase 17% do FMI votos (em comparação com o Japão e a Alemanha em cerca de 6% e Reino Unido e França em quase 5%) e os EUA tem poder de veto sobre todas as decisões importantes. Além disso, o Presidente dos Estados Unidos nomeia o Presidente do Banco Mundial.

Assim, podemos perguntar: o que pode acontecer a um país que ameaça por de rastos o sistema bancário que beneficia toda Corporocracia?  Uma definição de “Império” (no meu livro The Secret History do Império Americano), é uma nação que domina as outras nações, impondo sua própria moeda sobre as terras sob seu controle. O Império mantém um grande força  militar que está pronto para proteger a moeda assim como o conjunto do sistema económico que depende dele, através de violência extrema, se necessário. Os antigos romanos fizeram isso. Assim fizeram os espanhóis e os britânicos durante seus dias de Império. Agora, os Estados Unidos ou, mais precisamente, a Corporatocracia, está a fazer  o mesmo e está determinado a punir qualquer indivíduo que os tente impedir. Qaddafi é apenas o exemplo mais recente.

Entender a guerra contra o Quaddafi como uma guerra em defesa do Império é mais um passo no sentido de nos ajudar a perguntar se queremos continuar este caminho na construção deste Império. Ou em vez disso, queremos honrar os princípios democráticos que nos ensinaram a acreditar serem as fundações do nosso país? A história tem ensinado que impérios não resistem. Eles caem por si ou são derrubados..O passado envia uma mensagem convincente. Temos de mudar. Não podemos assistir a que história se repita.

Deixemos que os movimentos populares  no Médio Oriente –  promovidos por jovens que têm de preparar o seu futuro e que são alimentados através de redes sociais-inspiradoras – nos inspirem a exigir o mesmo ao nosso país, às nossas instituições financeiras e às empresas que dependem de nós para a venda dos seus produtos e serviços, formem um mundo  justo, sustentável, pacífico e próspera para todos. 

Estamos no limiar. É hora de você e eu darmos um passo a seguir e sairmos do vazio escuro da exploração brutal e da ganância, e entramos na luz da compaixão e da cooperação.”

 Este passo não é urgente só nos Estados Unidos. É urgente para o Mundo inteiro.

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3 comments on “Líbia – Um pensar em americano

  1. chatice tuga
    10 de Junho de 2011
  2. chatice tuga
    11 de Junho de 2011

    Ver por favor a melhor explicação sobre a forma como as torres gémeas foram derrubadas:
    os nºs 10 a 13 de 26.
    (nº10) http://www.youtube.com/watch?v=LFgxqYI28Wc

    Gostar

  3. Pingback: Líbia – Arquivos mostram laços estreitos entre a C.I.A. e MI-6 com a Inteligência Líbia | A Arte da Omissao

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This entry was posted on 10 de Junho de 2011 by in Líbia and tagged , , .

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