A Arte da Omissao

Luz: metade do que pagamos não é consumido

No mural da EDP no Face Book,  secção “perguntas frequentes”, encontramos  um esclarecimento à pergunta “O que é o plano nacional de barragens”. Eis o esclarecimento:

“A estratégia de aumentar a autonomia do país na produção de energia renovável e limpa contempla nomeadamente a construção de novas barragens. Portugal tem ainda mais de 50% do seu potencial hídrico por aproveitar, um dos mais baixos índices da Europa. Esta subutilização é uma das razões que sustenta o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), aprovado pelo Governo em 2007.

A EDP vai construir três dos sete projetos a concretizar no âmbito do Plano Nacional de Barragens  (Foz Tua, Fridão, Alvito), sendo os restantes da responsabilidade da Iberdrola e Endesa. Antes de avançar para novas barragens, a EDP teve o cuidado de analisar o parque existente e decidiu avançar com o reforço de capacidade de todas as que tinham condições para tal, garantindo um aumento de 2.000MW. No total, o plano hídrico da EDP acrescenta cerca de 3.500 MW, cuja produção representará mais 50% de toda a energia hídrica produzida em ano médio (5 TWh em 10,8 TWh).

Além de aumentar a capacidade de armazenamento de água para abastecimento e de ajudar a reduzir a dependência energética face ao exterior, as barragens, em particular as reversíveis, têm outras vantagens particularmente importantes no novo paradigma energético do país: reforçam a segurança do sistema de abastecimento elétrico e armazenam a energia excedentária produzida pelas eólicas.

  • Segurança de abastecimento: A energia eólica e solar são formas de produção intermitentes. Quando não há sol ou vento é necessário continuar a assegurar o fornecimento de eletricidade, recorrendo-se a tecnologias alternativas, como as térmicas e hídricas. As centrais hidroelétricas são a solução que mais rapidamente responde a estas quebras na produção, tal como a inesperados picos de procura.
  • Armazenamento de energia: Nem sempre os períodos de maior produção de energia eólica correspondem aos de maior consumo. Durante a noite, por exemplo, há mais vento e menos consumo. Para evitar que essa energia injetada na rede seja desaproveitada, as centrais hidroelétricas reversíveis aproveitam para bombear a água, de jusante para montante, reenchendo as albufeiras com água que aí ficará armazenada até haver uma subida do consumo energético que justifique entrada em funcionamento ou reforço da produção da central. Esta flexibilidade ajudará a potenciar a plena utilização dos parques eólicos a instalar no país nos próximos anos.”

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Vejam agora este vídeo: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/luz-electricidade-energia-factura-subsidios-agencia-financeira/1289815-1730.html

“De acordo com as letras pequeninas na faixa cinzenta da própria factura, estes custos «decorrem das medidas de política energética» e o seu valor «é independente do comercializador de energia eléctrica».

Corja de ladrões. Em termos jurídicos, será legal entrarem desta forma CRIMINOSA, nos nossos bolsos? A quem podermos recorrer? Deixo aqui a pergunta. Se alguém, com conhecimento poder contribuir para este esclarecimento, agradeço o comentário.

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One comment on “Luz: metade do que pagamos não é consumido

  1. Maria Celeste Ramos
    27 de Outubro de 2011

    mas é admoestado ou preso quam rouba um chocolate e até recordo história de velhota – se calhar pobre ou distraída como eu – que era gulosa e não pagou e xatiara-na até dizer chega – veio nos noticiários – o JORNALISTA estava lá – sim estava – mas para o que sucede hoje não está

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This entry was posted on 20 de Outubro de 2011 by in DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, Portugal and tagged , , .

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