A Arte da Omissao

Islamitas líbios vão “ajudar” a Síria na revolução

22 de Dezembro 2011

O Jornal diário espanhol ABC publica na sua edição de 17 de Dezembro de 2011, o testemunho do seu enviado especial à Síria, Daniel Iriarte. Dentro do exercito livre Sírio,  o jornalista encontrou altos funcionários da Al Qaeda da Líbia.

A ABC entrevistou um grupo dos líbios ligados à ex jihadista Belhadj, que viajou para a Síria para “avaliar” como apoiar os rebeldes sírios.

Fomos até uma casa de campo onde nos juntamos a outro grupo que iria ser  evacuado connosco. E eis quando descobrimos três líbios, que dizem não ter vindo para lutar, mas “para avaliarem as necessidades dos irmãos revolucionários sírios.” Os líbios não tentaram esconder as suas identidades. Todos próximos a AbdelHakimBelhadj, atual governador militar de Trípoli e antigo jihadista com ligações à Al-Qaeda no passado.

Um deles era bem conhecido pelos repórteres que cobriram a guerra na Líbia: Medi al-Matari, antigo comandante da Brigada de Trípoli, que desempenhou um papel chave no controlo da capital. O segundo, Adem Quili, diz trabalhar para Belhadj há quase duas décadas e viveu no Reino Unido. O terceiro, Fuad, parece ser um guarda-costas. “Estamos aqui por nossa  iniciativa, não para cumprir  ordens” disse Adem. Enfatizou que Harati publicamente se demitiu do cargo em Tripoli a 11 de Outubro. Adem,  disse ter estado  com outros líbios, “algumas dezenas”, que se mudaram para a Síria por conta própria para ajudar os insurgentes.

Harati, é sem dúvida um homem de ação. Surgiu à ribalta depois de participar da flotilha de Gaza na primavera de 2010. “fui ferido no assalto  a Mavis Marmara, e passei nove dias na prisão em Tel Aviva,” disse Harati. Em Fevereiro, Harati que vivia  em Dublin e tinha  um passaporte irlandês, disse adeus a sua esposa e filho,  juntou-se a outros libaneses residentes na Irlanda e foram para a Líbia. Lá,  criou a Brigada de Trípoli, um grupo de elite de combatentes, treinado por conselheiros do Qatar e que combateu ferozmente na batalha final da capital.

ABC descobriu também recentes visita de Harati a locais como Bahrain, Sudão e Ancara, para fins inexplicáveis. Recentemente, Harati esteve envolvido num episódio bizarro quando, dito por ele próprio,  um gangue de ladrões invadiu sua casa e lhe roubou muitas joias e 200.000 libras (238.000 euros). Harati disse à polícia que o dinheiro lhe tinha sido entregue por um agente da CIA para financiar a luta de seu grupo contra Kadhafi. O lutador deixou os 200.000 Libras para sua esposa, no caso de lhe acontecer qualquer coisa. 

Enquanto fugíamos em direção à fronteira, os líbios forneceram-nos algumas pistas quanto à sua presença na Síria. “Se dependesse só de nós, amanhã enviaríamos armas para os sírios. Nós já não precisamos delas, “disse Parati. ” Teríamos que entrar na Síria pela Turquia, mas os turcos não podem autorizar, uma vez que não há consenso no seio da NATO”, acrescenta. Uma vez na fronteira, os três líbios dizem estar de regressar à sua pátria. Pelo menos, então é o que dizem.

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This entry was posted on 25 de Dezembro de 2011 by in A guerra pelo último barril de petróleo, Afinal Quem é Terrorista?, Síria and tagged .

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