A Arte da Omissao

As prisões estão muito cheias?

PPP – Estado entrega aos privados  o poder negocial

O Decreto-Lei 111/2012, assinado por Passos Coelho e Victor Gaspar,  esclarece que o Estado pretende continuar a gastar dinheiro público (o  que nos roubam) com o modelo actual das PPP mas prescinde  do poder que lhe era dado pelo Código de Contratação Pública e que lhe permitia alterar as condições das parcerias.

Mesmo nas nossas barbas, o Estado comprova que não está preocupado com o que gasta com as PPP’s (e o corte desta despesa do estado, presente no memorando da Troika, não se cumpre?) e desta forma garante que os grandes grupos económicos (sabem, os mercados financeiros de que tanto se fala),  hipotequem as vidas dos nossos filhos e netos,  até ao final das concessões.

Ernst & Young apresenta resultados que beneficiam os promotores das PPP

No concurso para a auditoria de 36 parcerias publico-privadas e 24 concessões foi escolhida a Ernst & Young. O curioso é que ela trabalha para várias das empresas envolvidas nas PPP e concessões, contrariando as indicações do Tribunal de Contas em 2008 (quem venha a prestar serviços ao parceiro público não poderá prestar assessoria ao parceiro privado).

Empresas no meio deste conflito de interesses: Lusoponte, Autoestrada do Atlântico, Autoestradas Túnel do Marão, Hospital de Braga e Hospital de Vila Franca, entre outras. E a comprovar o lado para onde tende estão algumas das suas propostas, já conhecidas e que resumem: agravamento dos orçamentos de Estado com as PPP e a entrega de bens de património público a privados. 

  • Privatização de algumas PPP com revogação de contratos de concessão, entrega das estruturas aos privados e aquisição por parte do Estado dos créditos bancários;
  • Transferência das receitas das portagens para as concessionárias privadas;
  • Aumento dos prazos de concessão;
  • Redução dos custos do privado com a manutenção das estruturas eliminando requisitos de qualidade;
  • Introdução de mais portagens nas autoestradas;
  • Renegociar alguns contratos de financiamento, afrouxando as exigências de cumprimento de rácios de cobertura;
  • Revisão das matrizes de risco para reflectir as mudanças actuais (particularmente relevante no caso do Túnel do Marão, parado por incapacidade do consórcio privado, que verá assim provavelmente o Estado a mudar as condições para que lhe seja possível continuar a obra apesar da sua incapacidade financeira – é de referir que o Túnel do Marão é um dos casos mais gritantes de conflito de interesses da Ernst & Young). Leia mais aqui

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Ainda restam duvidas para quem este governo trabalha?

Restam duvidas para onde vai o dinheiro roubado aos reformados?

 Restam duvidas para onde vão os subsídios de férias e de natal roubados ao povo? 

Não há uma instância de Justiça neste país que interfira e que proteja o povo português destes ladrões?

 Frases desta cor são da minha responsabilidade.

One comment on “As prisões estão muito cheias?

  1. Guevara
    28 de Julho de 2012

    E não há quem os fôda!

    Gostar

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