A Arte da Omissao

Stuxnet – Criado pelos Estado Unidos e Israel?

Em 2011, o governo dos EUA lançou a sua “Estratégia internacional para o ciberespaço“, na qual lembrou que “as redes interligadas colocam os países mais perto uns dos outros, logo um ataque à rede de uma nação, pode ter impacto muito para além de suas fronteiras”. Um relatório detalhado do New York Times confirma a verdade desta afirmação, pois finalmente põe a nu a história e o desenvolvimento do vírus Stuxnet— e como  acidentalmente não atingiu o seu destino, uma instalação nuclear iraniana.

O artigo foi adaptado do livro do jornalista David Sanger, Confront and Conceal: Obama’s Secret Wars and Surprising Use of American Power,  e confirma que os governos dos E.U. e de Israel desenvolveram e implantaram o vírus informático Stuxnet. O objectivo do worm era o de danificar os equipamentos de centrifugação nuclear iranianos, mediante a emissão de comandos específicos para o hardware de controlo industrial responsável pela sua velocidade de rotação. Assim, ambos os governos esperavam um retrocesso no programa de pesquisa iraniano — e os Estados Unidos esperavam evitar que Israel laçasse um ataque preventivo militar.

O código era para ser aplicado nas instalações da refinaria iraniana Natanz, a qual com uma forte firewall, é difícil de penetrar. Mas como os computadores e cartões memória são usados na transmissões entre a Internet e a rede privada de Natanz, um preliminar bit do código “beacon” foi usado para mapear todas as conexões de rede dentro da estação e relatá-los de volta para a NSA.

O programa foi autorizado pela primeira vez por George W. Bush e funcionou o suficiente para fornecer um mapa digital de Natanz e do seu hardware de controle industrial. Em breve, nos laboratórios nacionais americanos, testavam-se diferentes bits do plano para sabotar Natanz (aparentemente sem saberem a quem se destinava), usando centrífugas similares que vieram do regime de Qadaffi da Líbia. Quando os programadores encontraram os conjuntos de comandos certos para literalmente sacudir as centrifugadoras, o Stuxnet estava pronto a ser usado. Possivelmente entrou na rede da Natanz, através de um agente duplo.

Colocar o worm dentro de Natanz, não foi fácil. Os Estados Unidos e Israel teriam que recorrer a engenheiros, técnicos de manutenção e outros — espiões e cúmplices involuntários — com acesso físico à fábrica. “foi o nosso Santo Graal”, disse um dos arquitectos do plano. “Existe sempre um idiota que não pensa muito sobre a Pen drive que tem na mão.”

Na verdade, pen drives, acabaram por ser fundamentais na disseminação das primeiras variantes do vírus de computador; mais tarde, métodos mais sofisticados foram desenvolvidos para fornecer o código malicioso.

Quando Barack Obama chegou ao poder, continuou com o programa — chamado “Jogos Olímpicos” — que desactivou alguns bits da fábrica de Natanz, mantendo no entanto o envio das mensagens de normalidade aos controladores. Mas em 2010, o Stuxnet escapou de Natanz, provavelmente no laptop de alguém, que uma vez conectado à Internet, fez o que foi projectado para não fazer: espalhar-se publicamente. O jogo da culpa começou sobre quem teria falhado na codificação.

Pensamos que ocorreu alguma modificação feita pelos israelitas,” foi dito ao Presidente, “e não sabemos se fizemos parte dessa actividade.” De acordo com alguns oficiais, Obama colocou uma série de perguntas, com medo de que o vírus pudesse fazer  fora das instalações iranianas. Sr. Biden irritado disse: “só podem ter sido os israelitas”. “Foram longe demais.”

Uma vez libertado, o código do Stuxnet foi encontrado e desmantelado por pesquisadores de segurança.

Por favor, não sigam o nosso exemplo

Como referido no Strategy for Cyberspace, estes tipos de ataques electrónicos são um assunto sério. Os EUA reservam o direito de usar a força militar mesmo para responder a ataques semelhantes. “Todos os Estados possuem um direito inerente de auto defesa, e reconhecemos que determinados actos hostis conduzidos através do internet, podem obrigar a acções no âmbito dos compromissos que temos com os nossos parceiros militares,” refere o relatório. “Nos reservamos o direito de utilizar todos os meios necessários — diplomáticos, informativos, militares e económicos — adequadas e coerentes com o direito internacional.”

Mas os EUA deram continuidade ao cyber ataque e todo mundo sabia disso. A especulação roda em torno de hackers, apoiados por  governos de nações como a China e a Rússia, especialmente suspeitos de envolvimento em espionagem, roubo de segredos industriais e muito mais. Será que algo como o Stuxnet prejudicou a credibilidade dos U.S., quando se queixou desses ataques? (China adoptou a defesa “você ambém o fez!” quando se trata de censura e filtragem de conteúdos).  Obama estava ciente da provável resposta — sim — mas mesmo assim impulsionou  e  acelerou o programa dos “Jogos Olímpicos”.

Obama repetidamente expressou preocupações pelo facto dos americanos virem a saber que ele usa armas cibernéticas — mesmo sob circunstâncias cuidadosas e limitadas —mas pode permitir que outros países, terroristas ou hackers justifiquem os seus próprios ataques. “Discutimos a ironia, mais uma vez,” disse um dos seus assessores.

Stuxnet já está velho. Até o recém-descoberto malware “Flame” foi desenvolvido já há algum tempo. Finalmente os detalhes sobre estes dois pacotes de ataques direccionados emergem mas não restam dúvidas que a próxima geração de ferramentas de ataque já foi desenvolvida e provavelmente implantada. (fonte)

Artigos relacionados:

5 de outubro de 2010 – Malware’ Stuxnet foi desenvolvido para destruir usina nuclear iraniana?

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Daí a necessidade da implantação  do ACTA, PIPA e CISPA!

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This entry was posted on 11 de Agosto de 2012 by in Afinal Quem é Terrorista? and tagged , , , , .

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