A Arte da Omissao

IMI = devolução de mais casas aos bancos

26-12- 2011

2012-10-05

IMI: a «surpresa» mais desagrável (fonte)

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Nós perdemos. mas o sistema vai cair envenenado com o  seu próprio veneno.

Alguém que tenha condão para a escrita, que inicie uma  petição para referendo. Nós, sociedade civil, temos que usar os meios que ainda temos para nos ouvirem.  E não ousem dizer que não leva a nada. Já passamos essa fase. O  povo Islandês, em dois referendos, disse não,  a pagar uma dívida não contraída por eles. E assim foi feito.

4 comments on “IMI = devolução de mais casas aos bancos

  1. voza0db
    7 de Outubro de 2012

    Olá… Não sei se já leste… Mas deixo aqui ficar… Mas eu ouso dizer que não leva a nada, principalmente porque o referendo está devidamente blindado pela Máfia que escreveu as leis… Ou por instantes pensavas que eles iam deixar uma coisa destas, com poderes acima da média, caísse nas mãos da populaça…
    Isto só lá vai com aço, madeira e corda! Digo Eu, com os nervos!

    Agora sim, depois deste meu momento ZEN, o texto que importa realmente:

    Artigo 115.º
    Referendo

    1. Os cidadãos eleitores recenseados no território nacional podem ser chamados a pronunciar-se directamente, a título vinculativo, através de referendo, por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República ou do Governo, em matérias das respectivas competências, nos casos e nos termos previstos na Constituição e na lei.

    2. O referendo pode ainda resultar da iniciativa de cidadãos dirigida à Assembleia da República, que será apresentada e apreciada nos termos e nos prazos fixados por lei.

    3. O referendo só pode ter por objecto questões de relevante interesse nacional que devam ser decididas pela Assembleia da República ou pelo Governo através da aprovação de convenção internacional ou de acto legislativo.

    4. São excluídas do âmbito do referendo:

    a) As alterações à Constituição;
    b) As questões e os actos de conteúdo orçamental, tributário ou financeiro;
    c) As matérias previstas no artigo 161.º da Constituição, sem prejuízo do disposto no número seguinte;
    d) As matérias previstas no artigo 164.º da Constituição, com excepção do disposto na alínea i). ”

    Mas, como sou um Idealista sem remédio… diz-me o que queres levar a referendo pois

    “6. Cada referendo recairá sobre uma só matéria, devendo as questões ser formuladas com objectividade, clareza e precisão e para respostas de sim ou não, num número máximo de perguntas a fixar por lei, a qual determinará igualmente as demais condições de formulação e efectivação de referendos. ”

    Ah, e são necessárias 75000 assinaturas de eleitores, número que em Portugal é no mínimo uma miragem, mas não impossível!!!!!!!!!!!!!!!!! Sempre podemos enganar a malta e dizer que é qualquer coisa relativa ao Futebol!

    Claro está que tudo vai obrigatoriamente ao Tribunal Constitucional para fiscalização prévia, pois é iniciativa da populaça e a populaça não sabe ler e escrever, e depois de várias camadas de doce e natas ainda pode ser ou não aceite pelo Gangue!

    O sistema português foi escrito por mafiosos que não têm a mínima intenção de deixar a populaça interferir nas suas belas vidas… pelo que…

    Abraço

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    • urantiapt
      7 de Outubro de 2012

      Olá

      Sei bem que a última palavra está na mão de vendidos.
      Mas não te esqueças que quando há interesse ocorre a mobilização. Repara na petição para referendo para os casamentos gays. Houve mobilização civil
      em termos de subscrições. A discussão passou para a mesa do café. As pessoas pelo menos começaram a ter opinião.

      Lidamos realmente com dois graves problemas. Com o sistema armadilhado como dizes, e com a nossa fraca capacidade de reacção.

      Repara, estão a decorrer estas petições:
      ** Petições Privatização da Água a Referendo – SÓ 18773 pessoas a subscreveram. IRÓNICO né?
      ** Petição A Favor da Redução do Número de Deputados na Assembleia da República de 230 para 180 – 81863 subscrições. Já têm subscrições suficientes. E o assunto já está na mesa dos cafés, com a ajuda do tricas entre P.S. e Governo (quem foi o primeiro a ter a ideia).

      Os assuntos graves têm que chegar à mesa do café. Em comparação com outros temas quentes da nossa actualidade, o fim da cláusula de salvaguarda que pode gerar subidas 400% e 500% do IMI, não têm sido muito badalada. Não é preciso ser rico, para se ter uma casa. Os meus pais deram no duro, para terem o seu apartamento. A minha mão está reformada, como vai poder pagar estas brutalidades. Devolve-a aos mesmos que a incentivaram a pagar?

      A “petição a referendo” é no sentido de não ser retirada a cláusula de salvaguarda, enquanto vivermos esta governação insana da Tróica, onde impera só a austeridade pela austeridade. As pessoas ainda não acordaram o suficiente sobre o efeito da retirada desta cláusula.

      Depois, quem tem blogs e tiver condições, deveria ter os seus artigos em inglês também. Temos um papel importante na divulgação para o exterior do que se passa cá dentro. Tal como tu, até posso ser idealista. Mas pelo menos “mexo”. O feitor da ideia do 15 se Setembro, nem sonhou o que viria daí.

      Temos que nos sacudir.

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      • voza0db
        7 de Outubro de 2012

        Olá… Pronto, então esquece o referendo, pois como essa questão se insere no âmbito da tributação fiscal, isso está devidamente blindado através daquela alínea
        “b) As questões e os actos de conteúdo orçamental, tributário ou financeiro;”

        Poderíamos pensar que outra hipótese seria ir pelo caminho da “Iniciativa Legislativa de Cidadãos”… Como é lógico, a legislação foi escrita pela Máfia e também este “instrumento” impede propostas “que revistam natureza ou conteúdo orçamental, tributário ou financeiro.” (artigo 3º Lei 17/2003)

        Quanto às casas… Minha solução é radical, como aliás é o TEMPO que estamos a VIVER!

        Não pode pagar não paga! E tenta a forma da resistência:

        “Artigo 21.º
        Direito de resistência

        Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública. ”

        Neste caso totalmente aplicável… pois é a própria “autoridade pública” que está a ir contra o Artigo 65º da C.R.P

        E se porventura alguns escravos vierem para expropriar a habitação, até podem expropriar… não vão é ficar lá com grande coisa! Se é que me faço entender… Pelo menos é o que já tenho planeado… Até já sei que instrumento comprar para cumprir a tarefa se a tal me vir forçado… E é barato!

        Como te já disse “Isto só lá vai com aço, madeira e corda! Digo Eu, com os nervos!”

        Pena que seja eu e apenas outra mão cheia! Pelo menos até começarem a chover as notas de cobrança de IMI… e de IRS!

        Infelizmente não podemos ser Democráticos e Civilizados e Humanos com aqueles que não compreendem o que estas palavras realmente significam…

        Abraço

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  2. voza0db
    7 de Outubro de 2012

    Só outra deixa… Se for preciso escrevam numa folha de papel estes artigos mais importantes e tenham-no à mão! Para em caso de necessidade informarem devidamente os ESCRAVOS que vos vão abordar!

    Abraço 😉

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This entry was posted on 6 de Outubro de 2012 by in DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, Portugal and tagged , , , , , , , .

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