A Arte da Omissao

Austeridade – alternativas

Todos sabemos que cada país tem a sua própria realidade, mas isso não impede que não analisemos os que os outros países fazem para minimizar a austeridade. É quase certo que em 2013,  a nossa dívida chegará aos  124% do PIB. Dívida controlada ou descontrolada?

Na minha opinião, descontrolada, embora nos tentem enganar que está controlada, mas só à custa de receitas inventadas. A nossa economia agoniza. Quase todo o défice orçamental resulta dos juros da dívida. A viragem depende só de a aliviarmos. A reestruturação da dívida pública fatalmente vai acontecer. Não será de a fazer enquanto estamos fracos mas vivos? Ou os nossos “amigos” credores vão tomar essa iniciativa quando estivermos “mortos”?

A Islândia  em 2009, tinha em recessão de – 6,6% do PIB.Em 2011, estava com um crescimento de 2,6%. bastou o povo dizer que não pagava as dívidas dos bancos em dois referendos. Em Portugal castiga-se os rendimentos do trabalho.

Paul Krugman escreveu um dia que o que os políticos aprenderam com a grande recessão, e  da pior forma, foi que com pouco dinheiro e austeridade, foram realmente más ideias, em face de uma economia profundamente deprimida. Mas tudo já foi esquecido.

Também Alex Jones explica como os banqueiros e os globalistas controlam e implosão da economia mundial rumo a escravização global.

Entretanto, o cerco dissimulado vai sendo preparado. Faz sentido criar um super-ministro das finanças na Europa?

França

Também aumentou a carga fiscal, mas redireccionou o tiro para um alvo diferente. Criou uma taxa de 75% para rendimentos profissionais maiores que 1 milhão de euros anuais. Para quem aufere anualmente rendimentos superiores a 150 mil euros, verá ser aplicada uma taxa marginal de 45%, que a somar aos descontos para a segurança social e outros impostos, poderão chegar aos 62%. Podem dizer que Holland é da Maçonaria, no entanto estas medidas têm o condão de transmitir aos franceses mais desfavorecidos, que a crise não será paga só por eles, precisamente ao contrário do que é feito cá em Portugal.

** descida de 30% dos salários do Presidente da República e dos ministros

** Cada ministro passa a contar com 15 colaboradores.

** Frota oficial do governos que era de 117 carros passou para 91

** limite máximo de 450 mil euros anuais para dirigentes de empresas públicas

** Em algumas recepções no Eliseu, o champanhe foi substituído por sidra.

** Para combater o desemprego, Holland conta com a medida, já aprovada pelo Senado, de criação de 150 mil postos de trabalho, subsidiados pelo Estado, para jovens com poucas qualificações. Uma outra proposta ainda para aprovação, propõe aumentar o valor das indemnizações por despedimento. (tal como cá)

Itália

** Redução da contribuição para a Segurança Social, em empresas que contratem trabalhadores mais velhos.

** Subsídio estatal a quem adira ao programa conhecido como Work Sharing (todos os trabalhadores aceitem reduzir o horário  e salário e em contrapartida não há despedimentos)

**Redução de impostos sobre trabalho extraordinário

** Criação de uma taxa única de 10%, em sede de IRS, para os cientistas que optem regressar ao país natal (tal como nós)

** Incentivos à troca de carros usados

Bélgica

** Alterações nos subsídios de desemprego: bom nos primeiros três meses, mais depois começa a levar cores, para incentivar o regresso ao mercado de trabalho

** Contribuição adicional para a Segurança Social pelas empresas que despedem sistematicamente os trabalhadores mais idosos.

Alemanha

** Em 2009, reduziu os impostos para trabalhadores e empresas.

** Redução de impostos para os mais pobres.

Espanha

Atrapalhada como está, está em negociações com as petrolíferas, de forma a não se reflector o aumento do IVA no preço final ao consumidor.


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