A Arte da Omissao

“A pontada abdominal” – Sinais de Fernando Alves

De acordo com  a rubrica “Sinais ” de Fernando Alves da TSF, o clube de nome “Clube do Stress” que promove todos os domingos corridas e caminhadas, enviou uma carta aberta ao ministro das finanças, na qual considera um erro, ele ter usado o termo maratona, como exemplo do processo de reajustamento.

Gaspar comparou a actual fase do “processo de reajustamento” com a “parte final da maratona” e refere que que “os corredores da maratona não desistem aos 27 km, desistem entre os 30 e os 35”.  

É normal, os comentadores virem depois para a comunicação social e dizerem ter sido uma saída infeliz.  Eu acho, que na fase actual da acção destruidora que Gaspar inflige a Portugal, comparações destas, além de indesculpáveis, demonstram uma total ausência do conhecimentos dos dramas vividos no nosso país. Por um lado estas comparações alinham-se na perfeição com a política usada por esta governação. A maioria avisa que no fim do caminho está o abismo, mas o governo é nesse caminho que teima.  E sabem porquê? Porque esta corja, depois da queda de milhares nesse abismo, não serão chamados a uma barra de tribunal, para responderem por esses crimes.

Na carta do  Clube do Stress refere-se que  “o número de maratonistas portugueses que já completaram a prova, dificilmente atingirá os 5 mil”, daí a argumentação de Gaspar não terá relevância para a maioria dos portugueses. Relembram também a necessidade e não menos importante do abastecimento a cada 5 Km da maratona, além de avivar a memória do ministro que “muitos dos portugueses eventualmente candidatos à maratona vão já sentindo (…) as dificuldades de apoio para chegarem ao final de cada dia”. 

“O ministro insistiu na ideia de que este é “um exercício de persistência”. Mas a fórmula usada não foi a mais feliz. Na sua desastrada sustentação, indicia até alguma crueldade. Já que não se dirigia a atletas de alta competição especialistas em maratona, afigura-se desajustada. Muitos dos tantos que são obrigados a correr esta “maratona”, estes tantos que continuam em prova contrariados, tentados a desistir, a mudar de rumo ou de método, não perceberão que lhes seja sugerido um momento mais adequado à desistência. Esse momento será mais adiante, quando a dor de burro for já insuportável. Quando, usando outra formulação recorrente, os limites para os sacrifícios tiverem sido ainda mais violentamente ultrapassados.”  Fonte: http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2858708

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This entry was posted on 2 de Novembro de 2012 by in DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, Portugal and tagged , , , , , , , .

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