A Arte da Omissao

Em dimensões diferentes

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«A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento»

«Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate»

«A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos»

«Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas»

«Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.»

«Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.»

«Apelo ao Governo para que seja diligente e transparente no que toca à despesa. De outra forma é o país que sofre com esta situação.»

«Se continuássemos a empurrar os cortes na despesa com a barriga desta forma, acabaríamos o ano com mais mil milhões de euros de défice real.»

«O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando.»

«O aumento de impostos previsto por este Governo no documento que assinámos com a UE e o FMI é mais do que suficiente»

«Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.»

«Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.»

«Não podemos colocar a austeridade toda do lado das pessoas e nenhuma do lado do Estado. Foi isto que transmiti ao Governo»

«O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.»

«Mas o sacrifício das empresas e famílias não foi suficiente para equilibrar as contas públicas. O esforço tem de começar pelo próprio Estado»

«O Governo quer tornar mais fácil e barato despedir, mas não aceita que os jovens possam ter mais possibilidade de emprego»

Acima, algumas das mensagens de Passos Coelho, escritas na sua conta de Twitter, quando se preparava para entregar a sua alma ao diabo. Segundo alguns, este não dá nada de borla.Para lhe dar PODER, teria levar à ruína uma nação. O acordo de cavalheiros foi cumprido.

Agora que está numa dimensão diferente da dos comuns tugas, Pedro já pode irradiar a sua pretensão a ser um ser superior. Por vezes quando leio e ouço algumas frases sem decoro e sem respeito destes governos governados pelo $, acho que estão a proceder a uma recolha de dados: quais os níveis de cansaço, de ódio, de discernimento, de alienação, de conformismo em que os povos se encontram. E  quais os veículos de rápida analise: facebook e Twitter. 

Como acredito no poder da transmutação, este sistema podre que assola este Planeta, será o agente que impulsionará a mudança.  E ela já está em marcha. Estamos a regressar ao contacto com a terra, o sentido comunitário desabrocha, a solidariedade sem rosto está no terreno, aumenta a procura por alimentos saudáveis,  aumenta também a consciência. O sistema podre irá afogar-se no seu próprio veneno. 

Portanto, peço aos Tugas que não alimentem esse dialogo falacioso, que mensagens como a do PS a pedir que tenhamos orgulho dos nossos sacrifícios. O segredo é a arma do negócio.

A mudança está nas nossas mãos e pode começar quando colocarmos um papelinho na ranhura de uma urna de votos. Esse acto deve ser discutido em família, entre amigos…. O paradigma tem que mudar. Eu não reconheço valor nesta classe política nem nos seus rebentos em formação. E sei que muitos pensam como eu. 

Portugal está a passar fome. É verdade. Então vamos começar a olhar com atenção para os nossos vizinhos. Podem estar a necessitar de alguma ajuda.  Se todos os que têm condições de ajudar, o fizerem, de certeza que o burro do cigano não morrerá.

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6 comments on “Em dimensões diferentes

  1. João Carvalho
    30 de Dezembro de 2012

    …”quando colocarmos um papelinho na ranhura da urna de votos”. ..Ou não colocarmos! Enquanto o voto for feito em listas de candidatos que nos são impostas pelas oligarquias partidárias, tenho a convicção de que só escolho a cor da farda das moscas – o resto continua com o mesmo mau cheiro. Como nunca vi os partidos de fora do arco da governação a defenderem círculos uninominais, tenho que concluir que eles são mais moscas do mesmo poio. Aliás, por interesse partidário ( colocado acima do interesse nacional), também PCP e BE se recusam a aceitar a diminuição das moscas que desgraçadamente nos exploram.
    Portanto, não há em quem votar para uma verdadeira mudança de paradigma. O sistema prisioneiro de si próprio.
    Não votar tem, ainda, a vantagem de diminuir a despesa do Estado, já que cada voto implica que o Estado entregue aos partidos, por legislatura, cerca de €14; mesmo nos votos brancos e nulos. Quanto menos votos, menos dinheiro sai dos nossos impostos para os chulos que tem sede em S. Bento…
    Será engraçado ver como reagem os “representantes” do povo se a afluência às urnas se ficar por uma terça parte dos inscritos nos cadernos eleitorais. o argumento de que esta atitude colectiva deve ser feita através do voto em branco implica que os partidos recebam a verba acima referida; é o mesmo que chamar ladrão a alguém, mas, de iniciativa própria, lhe entregar a carteira para ele roubar de lá o que quiser.
    A bem do meu povo, eu não voto!

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    • urantiapt
      30 de Dezembro de 2012

      Concordo mas será que se consegue mobilizar para o não voto? Anyway, temos que se começar por algum lado

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  2. Chatice
    30 de Dezembro de 2012

    Não votar, não é solução, é a resignação que nos querem fazer chegar. Os membros dos partidos vão votar e continuarão a eleger por maioria… o sistema é relativo aos que votam, os outros não interessam nada, consentem. A menos que a abstenção passe a ser uma força relevante, estaremos a entregar o ouro ao bandido.

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    • João Carvalho
      30 de Dezembro de 2012

      Desculpe-me, contraditá-lo É uma chatice, passe o “pleonasmo”, mas, pelos seus argumentos ainda está mentalmente integrado no sistema vigente. Quem já percebeu que os argumentos “o voto é uma arma”, “o voto é um direito – ou dever (consoante a perspectiva), “é através do voto que castigamos os maus governantes” e outros quejandos, são a mais subtil forma de nos enganarem, não vota porque não acredita; MAIS: está convencido de que o actual sistema oligárquico tem o voto como a sua arma principal para se perpetuar no phoder. Nos bastidores do que nos é dado ver à primeira vista, do CDS ao BE tudo faz parte do mesmo grupo (mais ou menos discreto, mais ou menos secreto…) embora em tendências diferentes. A prática da última vintena de anos demonstra-o. Votar é continuar a manter a oligarquia vigente.
      Votar é manter tudo na mesma. Junte-lhe o mal menor de aumentar a despesa pública. Quando votar apenas uma minoria, haverá alguns que pensarão que , como você referiu, “o sistema é relativo aos que votam”; mas haverá muitos mais – é minha convicção – a sentirem -se identificados com o grupo que recusa o voto (embora o phoder vigente os classifique como relaxados irresponsáveis, que preferem ir para a praia…) E o povo perceberá quando os “eleitos” por uma indiscutível minoria disserem “representá-lo”… E haverá novos 15 de Setembro!
      Que forçarão a mudança ( enquanto ela for possível por métodos democráticos)
      Os que votarem, muitos ou poucos, “elegerão” qualquer um dos partidos – tanto faz porque, como até aqui, de facto, de facto, nada mudará, a não ser a linguagem que será usada para nos ser imposto mais do mesmo.
      Se o sistema é capaz de se reciclar, tome duas atitudes fundamentais: institua os círculos uninominais, com a selecção dos candidatos pelas bases do círculo; e reduza o número de deputados – o que até está previsto na tão propalada constituição! Como sabe, os actuais partidos até hoje arranjaram sempre argumentos para simples, mas tão fundamentais transformações.

      A actual situação também é de minha responsabilidade, pois até há alguns anos, até perceber o “sistema”, também participava do bluf do voto.
      Hoje tenho vergonha do futuro colectivo que ajudei a criar para os meus netos.
      Por isso, a bem das gerações que se seguem, eu não voto!

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      • urantiapt
        30 de Dezembro de 2012

        Se votarmos em partidos sem poder, votamos contra e retiramos poder.

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  3. Alcides Costa
    30 de Dezembro de 2012

    Por mim não tenho dúvidas em classificar a besta do Passos Coelho como político criminoso. Considero mesmo muito maior besta do que os criminosos da polícia política do anterior regime. Esses, apenas perseguiam uma minoria de activistas anti-regime, enquanto o Passos Coelho está a torturar e a empurrar para a miséria o povo inteiro. Já cansei dos políticos que chegaran como salvadores da pátria mas que rapidamente mostraram que vieram apenas para se governarem. E já lá vão 38 anos. e todos os que por lá passaram estão ricos, Eu penso que isto já não se resolve com eleições, mas ainda faço parte duma minoria que assim pensa. Aliás, o sistema eleitoral está feito à medida deles perpetuarem o seu revezamento pelo poder, agora és tu, amanhã sou eu. E já lá vão 38 anos!
    Até há pouco tempo, eu ingénuo ainda acreditava que o voto em Branco tinha alguma consequência no resultado eleitoral; Puro engano. Estes filhos da puta dos corruptos que controlam os partidos e que tomaram conta do país com a supervisão da maçonaria, não vão nunca sair do poder por muitos votos brancos ou nulos que nós coloquemos nas urnas. Cada vez mais penso que há apenas uma maneira de o fazermos. Mas quando o fizermos não podemos deixá-los escapar para gozar o dinheiro que roubaram como fez o último Pirmeiro Ministro Sócrates, porque terão de responder perante o povo. Para servirem de exemplo.
    A propósito do que valem os votos em branco, serve de esclarecimento e ajuda muito a tomar decisoes no futuro. Façam o favoe de divulgar o mais possível pelos vossos contactos.
    http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/11/o-poder-do-voto-voto-em-branco-e-nulo.html

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This entry was posted on 30 de Dezembro de 2012 by in DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, O mundo visto ao microscópio, Portugal and tagged , , , .

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