A Arte da Omissao

Nato quer que a EU gaste mais dinheiro no sector militar

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31.01.13

BRUXELAS: Anders Fogh Rasmussen, chefe da NATO, pediu aos países da UE para gastarem mais dinheiro com a defesa, apesar da crise económica ou correm o risco de perder a solidariedade americana. Anders, num prefácio do relatório da aliança em 2012  disse que : “Se as tendências actuais dos gastos com a defesa forem para continuar, tal limitará a capacidade prática da NATO em trabalhar em conjunto com os seus aliados norte-americanos, e também poderá ocorrer  o enfraquecimento do apoio político à aliança pelos Estados Unidos.

Mais acrescentou:  “A Nato ainda é o poder militar mais importante no mundo”,  e alertou para  “os desafios de segurança do século 21 – proliferação, terrorismo, pirataria, guerra cibernética, Estados instáveis ​​-  riscos que não desaparecerão enquanto nos concentramos em consertar as nossas economias.”,  “a ascensão das potências emergentes poderá  criar um fosso crescente entre a sua capacidade de agir e de exercer influências no cenário internacional e nossa capacidade de o fazer.”

O relatório da NATO diz que os EUA foram responsáveis ​​por 72 por cento dos gastos em defesa  em 2012, em comparação com  68 por cento em 2007. França, Alemanha, Itália e Reino Unido abrangem a maioria do resto, mas a contribuição francesa caiu vertiginosamente. Nele se diz que “Tal pode minar a solidariedade da aliança e coloca em risco a capacidade dos aliados europeus a agirem sem o envolvimento dos Estados Unidos.”, e que os gastos da NATO em proporção com a despesa militar mundial caiu para 60% em 2011, de 69% em 2003 e chegará aos  56% em 2014.

“UE como Vaticano”.

A angústia sobre as capacidades de defesa da UE não é nova.

O ex-chefe da Defesa dos EUA, Robert Gates, num discurso em Bruxelas em 2011, também expressou o alarme:

“A realidade crua é que irá diminuir o apetite e paciência no Congresso dos EUA – e no corpo político americano em larga escala – em gastarem fundos cada vez mais preciosos em nome de nações que aparentemente não estão dispostas a dedicar os recursos necessários ou fazer as mudanças necessárias e serem parceiros sérios e capazes na suas próprias defesas. “

A ansiedade de Gates e Fogh Rasmussen não se limita só à NATO.

Falando em Bruxelas, também na quinta-feira à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, Radek Sikorski da Polónia disse que a União precisa de ter uma força própria de defesa.

“Acho que a crise do Mali mostra que tal é necessário porque a próxima crise poderia se desdobrar mais rapidamente e precisamos de ser capazes de reagir imediatamente”, ele disse à imprensa.

“Vamos pensar que os eventos em Mali se desencadeavam mais rapidamente… Mas sabemos que, na UE, como no Vaticano, as rodas do estado girar muito lentamente”, acrescentou.

Licenças de armas da UE

Os números mais recentes da UE parecem mostrar que grande parte dos países da UE atingidos pela crise, ainda aplicam dinheiro em novas armas, apesar das preocupações da NATO. O relatório diz que os países da UE em 2011 concederam quantidades significativas de licenças de exportação para a Grécia (€ 783mn), Portugal (€ 397mn) e Espanha (1,6 mil milhões de €). Os números não contam toda a história, no entanto.

A França, que compõe a maior parte da valor grego, concedeu licenças para negociar futuras vendas de armas invés de licenças de exportação.

Parte da fatia espanhola refere-se a movimentos transfronteiriços de peças de reposição em projectos de defesa, como o do Eurofighter  Typhoon, geridos pelo consórcio europeu de defesa, Eads.

Lisboa cancelou o contrato de compra de veículos blindados à empresa austríaca Steyr, em  Novembro de 2012, porque foram só entregues 166 das 260 unidades, invocando um penalização de €55.000.000 contra o fornecedor.

“Portugal, nos últimos dois anos, reduziu o seu orçamento  para  compra de equipamento militar em de  60% … Também por razões orçamentais, embora não só por isso, Portugal, em 2011, decidiu retirar-se de vários programas militares, como o dos helicópteros NH90″, disse seu Ministério da Defesa ao EUobserver.

(fonte)

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UE – 14º relatório anual de controle de exportações de tecnologia e equipamentos militares

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This entry was posted on 2 de Fevereiro de 2013 by in Nato, O mundo visto ao microscópio, União Europeia and tagged , , , , .

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