A Arte da Omissao

Britamgate: Encenação de falsos ataques na Síria?

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Tradução artigo  Britamgate: Staging False Flag Attacks in Syria

VOLTAIRE NETWORK | 4 de Fevereiro de 2013 

A 22 de Janeiro, uma fuga de dados surgiu na Internet. Um dos servidores britânicos da BRITAM, empresa contractada pelo Ministério Britânico de Defesa, foi “hackeado” e megabytes de arquivos classificados  internos da empresa, vieram a público. Agora o caso está a atingir uma escala tipo “Britamgate”, devido à sua publicação no Prison Planet. Que história está por trás desta fuga? Porque é que, é provável que este escândalo vire a situação na Síria?

Vamos resumir. A descoberta chave reside numa mensagem de correio electrónico datada de 24 de Dezembro 2012 enviada de David Goulding, Director de Desenvolvimento de Negócios da Britam Defence Ltd, para o Director Da Dinâmica da empresa, Phillip Doughty, ex-oficial da SAS (forças especiais do exercito inglês):

mail-britam-34012Tradução do email:

Phil

Temos uma nova oferta. É novamente sobre a Síria. Cataris propõe um acordo muito interessante e juram que a ideia é aprovada por Washington. Nós teríamos que entregar um CW em Homs, uma g-shell de origem soviética da Líbia semelhantes às que Assad deverá ter. Pretendem que desloquemos pessoal ucraniano nosso, que terão que falar russo e registar em vídeo. Sinceramente, não acho que seja uma boa ideia, mas os montantes propostos são enormes. Qual é a sua opinião?

Atenciosamente David

Vamos esclarecer,  “CW” é a abreviatura padrão para Armas Químicas (Chemical Weapons) e “g-shell” é uma bomba que consiste num projéctil explosivo cheio de gás tóxico.

Tendo em conta, a memorável advertência de Obama em que o ´uso ou até mesmo o transporte de armas químicas pelo regime de Assad representaria uma “linha vermelha” que poderia precipitar uma intervenção militar´, mensagem que reiterou no mês passado, após a eleição para o segundo mandato, a operação orquestrada, que a realizar, poderia proporcionar um pretexto ideal para a intervenção estrangeira na Síria. Israel expressou os mesmos avisos na semana passada.

ukrainians-99d1d

Quem iria perpetuar a gravação em vídeo da entrega dos CWs em  Homs? O texto da mensagem de correio electrónico claramente indica que usariam pessoal ucraniano da Britam para forjar os vídeos. Olhando para baixo de um dos arquivos “hackeados”, descobrimos dados privados de 58 cidadãos ucranianos que trabalham para a Britam Defesa Ltd no Iraque. Vários empregados podem não estar listados, pois a pasta /Iraque /Pessoas, continha fotocópias dos passaportes de vários outros ucranianos. Também se encontram na lista alguns sérvios/croatas e georgianos, que também podem ser filmados como sendo “russos”.

Desde o final de Dezembro de 2012, fontes ocidentais, israelitas e do Golfo têm “jogado fora”  ´rumores´ sobre ´tropas russas que lutam por Assad´ e ´forças russas assumem controlo de armas químicas e biológicas sírias´. O jornal Al-Seyassah do Kuwaiti, publicou recentemente um par de ´relatórios da inteligência ocidentais´ onde afirmam que ´Assad já tinha transferido armas químicas para os terroristas´. A 15 de Janeiro, o jornal americano Foreign Policy trouxe a público um ´telegramas secreto do Departamento de Estado´, concluindo que “os militares sírios provavelmente usaram  ​​armas químicas  contra o seu próprio povo num ataque mortal no mês passado”.

O mais provável, é a opinião pública a ser preparada para os “vídeos de tirar o fôlego”, onde  ´soldados´ com uniformes russos ou a falarem russo, alegadamente cometem  atrocidades contra civis nas cidades sírias ou aplicam lá gases tóxicos.

Neste contexto, não podemos esquecer os relatos que circulam desde o ano passado, que referem terem sido dadas máscaras de gaz aos combatentes rebeldes na Síria  e que estes estariam dispostos a organizar um ataque com armas químicas que, então, seria atribuído ao regime de Assad para lubrificar os patins à intervenção militar da NATO .

A informação sobre forças especiais ocidentais e do Médio Oriente Médio estarem a recrutar militantes com características eslavas, para desempenharem o papel de ´mercenários´ russos, supostamente a serem capturados por combatentes da oposição síria, foi lançado pelos meios de comunicação russos em meados de Janeiro, onde, citando uma fonte bem informada, diziam que estavam a ser seleccionados “actores” na Rússia, Bielorrússia e Ucrânia. Todos  deveriam saber lidar com armas e serem capazes de operar sistemas antiaéreos. De acordo com o guião, eles deveriam admitir em frente das câmaras, que tinham sido recrutados pelos serviços especiais russos com o objectivo de apoiarem o exército de Bashar Assad. Além disso, teriam que testemunhar terem desembarcado na  Síria com barcos de guerra russos.

Segundo a fonte, tudo seria filmado na Turquia ou Jordânia, onde falsas cidades sírias demolidas teriam sido já construídas numa montagem de grande escala. Cenários do mesmo tipo no Qatar, teriam sido alegadamente utilizadas durante a guerra de desinformação contra a Líbia em 2011.

Resumindo estes factos, podemos concluir que uma provocação na Síria é a única opção que resta para os traficantes de guerras. Ter a informação exaustiva sobre a real situação na Síria e estar ciente da incapacidade do grupo rebelde corrupto em fazer uma mudança significativa em Damasco, eles não têm nada para fazer do que contractar uma segunda taxa britânica PSC para outra rodada de trabalho sujo. Não temos qualquer dúvida de que inúmeras “revelações” trágicas de atrocidades cometidas pelo “exercito pró-Assad”, repetidamente colocadas no YouTube nos últimos dois anos, foram também ‘encomendadas’ por avultados pagamento aos antigos ‘boinas especiais’ Britânicos. Esta alegada fuga de informações  merece uma investigação aprofundada e merece a atenção ao nível mais elevado da política internacional. Está na altura ideal da BRITAMGATE ser devidamente encaixotada.

Todos os documentos podem ser encontrados neste link

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This entry was posted on 12 de Fevereiro de 2013 by in A arte da Guerra, Nato, O mundo visto ao microscópio, Síria, USA and tagged , , , .

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