A Arte da Omissao

Portugal corrupto – visto do exterior

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Escândalo bancário português: férias de Dias Loureiro no Rio de Janeiro

O Presidente da República Português, Aníbal Cavaco Silva, decidiu adiar para o Tribunal Constitucional, certas disposições do orçamento para 2013,  por ter “dúvidas” sobre a natureza equilibrada dos esforços impostos sobre o povo de um país que entra  no seu terceiro ano de recessão,  situação inédita desde a Revolução dos Cravos de 1974. Tem dúvidas?

Ao mesmo tempo que este chefe de Estado que tem a sua reputação manchada, se livra com esta manobra perfeitamente demagógica, vem a saber-se que uma das principais figuras do “cavaquismo”, Manuel Dias Loureiro, passou a época festiva no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde um quarto individual custa 600 euros por noite, valor superior ao salário mínimo do país. Eis o que deveria ser suficiente para levantar as  “dúvidas” ao ocupante do palácio presidencial de Belém.

Detentor de importantes pastas ministeriais nos governos PSD, onde Cavaco Silva era chefe, o ex-chefe do Conselho de Estado, o santo dos santos da casta política portuguesa, Dias Loureiro, “protegido” de Cavaco, é a figura central no que deveria  ser um enorme escândalo na Europa, um assunto de Estado, a falência do BPN. Esta falência fraudulenta pode custar ao contribuinte português, o mesmo homem que aperta o cinto a cada ano, até sete biliões de euros, cerca de um décimo da assistência financeira internacional que o país solicitou em 2011, programa de reorganização das finanças públicas monitorizadas pela “troika” UE-BCE-FMI.

A principal actividade dos líderes deste banco do “bloco central” (os partidos de centro-esquerda e centro-direita que alternanam no poder desde a queda da ditadura de Salazar), foi conceder dezenas ou centenas de milhões de euros, empréstimos a seus amigos, parentes, clientes … e a si mesmos. Numa reportagem notável, o jornalista de televisão SIC, Pedro Coelho revelou que, por exemplo, uma empresa de cimento da galáxia Dias Loureiro, recebeu do BPN um empréstimo de 90 milhões de euros. Uma outra personalidade do “cavaquismo”, Lima Duarte, ex-líder parlamentar do PSD, preso em Lisboa por suspeita do assassinato, desviou € 49.000.000. O próprio Cavaco, recebeu em circunstâncias suspeitas acções a um preço excelente do patrão do BPN, José Oliveira Costa, um dos seus  ex-secretário de Estado na SLN, holding do banco,  as quais poderia vender com ganhos de 140%. Em suma, o escândalo do BPN é em grande parte “cavaquista”. E este personagem tem “dúvidas” sobre a imparcialidade de austeridade?

Estes bilhões são considerados perdidos para sempre … mas não para todos. Quando o escândalo estourou em 2009, a imprensa portuguesa revelou que Dias Loureiro, administrador da SLN, tinha cuidadosamente organizado a sua insolvência pessoal com a transferência de activos para membros da família ou para empresas offshore. O suficiente para pagar o quarto no Copacabana Palace, com certeza?

E quem Dias Loureiro encontra nesse fantástico hotel, outrora favorito das estrelas de Hollywood? Ninguém menos que Miguel Relvas, pilar do actual governo PSD, amigo do “pai José” do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Relvas, cuja manutenção do próprio governo é um escândalo, é condenado por obter fraudulentamente um diploma universitário, com o  fim de utilizar o título de “doutor”, cuja burguesia do estado lusitano ridiculamente gosta.

Como Armando Vara, amigo próximo do ex-primeiro-ministro “socialista”,  José Sócrates que colocou o FMI, sob a tutela da “troika”, “Dias Loureiro e os cavaquistas” do BPN, são a ilustração de que a política está a funcionar bem, em algumas “democracias” da Europa, o caminho mais seguro para o enriquecimento pessoal duma classe de aventureiros Grécia, Irlanda, Espanha, Portugal. E a França? Esta é a primeira lição.

A segunda é que as graves disfunções dos sistemas judiciais, os  próprios gangrenosos pela corrupção e redes de influência, permitem que tais indivíduos gozem de total impunidade. Note-se que os directamente responsáveis ​​pelos desastres bancários que deram origem à crise financeira global, até agora, gozam nos Estados Unidos como na Europa, salvo raras excepções, de impunidade absoluta civil e criminal absoluta.

Por fim, a cereja no topo do bolo, a supervisão bancária agora confiada, na zona euro do Banco Central Europeu, será da responsabilidade do Vice-Presidente Vítor Constâncio, hierarca Socialista Português e governador do Banco de Portugal, este regulador bancário, quando os “cavaquistas” do BPN se entregavam aos seus truques sujos. Encerrem a proibição! (fonte)

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2 comments on “Portugal corrupto – visto do exterior

  1. Alcides
    22 de Fevereiro de 2013

    Tenho esperança de que um dia apanhem todos os membros do “gang do BPN”, incluindo o seu chefe, e os ponham a ferros.

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    • Leonel
      22 de Fevereiro de 2013

      Quando e se isso acontecer, eles já estão mortos… E de morte natural.

      A minha esperança é que algum “ajuizado” lhes enfie um valente balázio nos cornos! Aí sim, seria feita “alguma” justiça.

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