A Arte da Omissao

Dívida – essência do actual sistema monetário

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Grande maioria dos economistas não ligam às dividas. Elas são a essência do actual sistema monetário.

Este é  o nosso sistema monetário. Se não existissem dívidas no nosso sistema monetário, não haveria  dinheiro. – Mariner S. Eccles, presidente da Reserva Federal, numa audiência  a 30 Setembro de  1941 perante o Comité de Bancos e Moeda americano.

Se todos os empréstimos bancários fossem pagos, ninguém poderia ter um depósito bancário, e não haveria em circulação nem a moeda do dólar nem outras divisas. Este é um pensamento desconcertante. Nós somos completamente dependentes dos bancos comerciais. Alguém tem de pedir emprestado cada dólar que está em circulação, em dinheiro ou a crédito. Se os bancos criam dinheiro sintético suficiente, somos prósperos, se não, vamos morrer de fome, ficaremos permanentemente sem um sistema monetário. Quando se obtém uma compreensão completa do quadro, a trágica e absurda situação sem esperança é quase inacreditável, mas não é. É um assunto tão  importante que as pessoas inteligentes devem investigar e reflectir. É de tal forma importante que a actual civilização pode colapsar,  a menos que se torne amplamente entendida e os defeitos em breve sanados. – Robert H. Hemphill, ex-gerente de crédito do banco da Federal Reservede Atlanta

Planet Money teve acesso a  um relatório secreto do governo americano que define o que antes parecia uma potencial crise: a possibilidade do governo dos EUA poder pagar toda a sua dívida. (fonte)

Os endividamentos externos são negócios.

Os empréstimos geram endividamento, onde participam muitos actores externos, (organismos multilaterais, agências governamentais, milhares de bancos privados internacionais, inúmeros executivos, empresas privadas nacionais, bancos públicos e privados, órgãos de governo, banco central etc.

Não há perspectiva animadora para países como Grécia e Portugal. São candidatos ao subdesenvolvimento. A causa principal, tanto nesses países quanto na França, por exemplo, deve-se à privatização da moeda.

Essas nações perderam, efetivamente, sua capacidade de ter política monetária e, por consequência, recorrem ao mercado de capitais para fazer frente às suas necessidades de investimento e de gestão de deficit.

A gestão da moeda foi privatizada. A criação monetária ficou nas mãos do setor privado.  – Opiniões publicadas no livro “Bazar da Dívida Externa Brasileira”, por Rabah Benakouche, 60 anos de idade e professor de economia internacional na Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil.

A moeda única, uma armadilha. Basta olhar-se para a agonia das sociedades das nações sob resgate. O Chipre também foi apanhado nessa armadilha. A vida dos cidadãos será tão insuportável que ficará a vista como solução o abandono da zona euro. Sem sistema monetário próprio, dependemos do “mercado” de capitais. Com a dívida que temos actualmente e a paralisia  económica, vai ser impossível pagá-la e a solução da zona Euro, será injectar mais dívida, pois assim garantem o recebimento eterno do pinga pinga dos juros.

O ex-assessor do governo liderado por Durão Barroso, Bráz Teixeira, partilha do mesmo princípio e considera o fim do euro uma evidência. Entre os defensores do fim do euro, todos concordam que Portugal vai sofrer menos e recuperar mais depressa do que se continuar a seguir a política imposta pela troika. Last, but not least, o crescimento das exportações através da desvalorização da moeda vai permitir um rápido aquecimento da economia e mais emprego

João Ferreira do Amaral. O economista considera que não há saída para Portugal dentro do euro. “O país deixou de ter condições para crescer. Não vejo outra solução para se poder inverter esta caminhada acelerada para um abismo cada vez mais fundo. É preciso voltar a haver condições para o país crescer, combater o desemprego e garantir a sustentabilidade de Portugal enquanto país. O facto de termos uma moeda que não é nossa e é muito forte para a capacidade da nossa economia bloqueia o nosso crescimento”. João Ferreira do Amaral considera que o que provoca o caos imediato é o caminho que está a ser seguido. “A saída é precisamente para evitar o caos total. E o país não iria empobrecer. Iria enriquecer por crescer mais através do aumento as exportações e da diminuição das importações”. Quanto ás poupanças, Ferreira do Amaral diz que “não seriam afectadas. Haveria a garantia dos depósitos. E as remunerações dos depósitos normalmente adaptam-se à inflação. A saída devia ser anunciada e apoiada pelas instituições comunitária. E isso implicaria haver um compromisso de apoio durante um período transitório negociado entre as autoridades portuguesas e comunitárias. E haver garantia das aplicações em euros feitas até ao início do período transitório. É evidente que dentro do euro Portugal não vai recuperar nunca da crise”, acrescenta.  (fonte)

Paremos de alimentar os gurus das dívidas, e apostemos em nós próprios, criemos de novo o nosso sistema monetário, enquanto ainda temos força motora de trabalho. E Durões Barrosos e afins podem parar de nos enganar com o “falso” reconhecimento de se terem enganado no nível da austeridade aplicada. Esses srs representam os gurus das dividas dos planos de resgates, dos planos de ajustamentos… e não têm poder para mudar nada. Esse poder reside em cada nação, querer ou não continuar a pertencer a este directório financeiro.

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One comment on “Dívida – essência do actual sistema monetário

  1. Chatice
    26 de Abril de 2013

    Cleptocracia resume tudo isto.

    Gostar

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This entry was posted on 25 de Abril de 2013 by in O mundo visto ao microscópio and tagged , , .

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