A Arte da Omissao

“A Verdadeira História do Grupo Bilderberg “e o que agora podem estar a planear (2)

Gostaria de realçar que o artigo The True Story of the Bilderberg Group” and What They May Be Planning Now, de Stephen Lendman que traduzo a seguir,  foi escrito em 2009 e, pretende ser uma revisão do livro de Daniel Estulin. Poderão verificar como os planos descritos, hoje são terrivelmente reais.

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Daniel Estulin, ao longo de mais de 14 anos, investigou e pesquisou a influência do grupo Bilderberg, nos negócios e finanças, política global, guerra e paz, e  controle dos recursos do mundo e do seu dinheiro.

No seu livro, “A Verdadeira História do Grupo Bilderberg”, publicado em 2005 e  actualizado numa nova edição em 2009, afirma que, em 1954 “os homens mais poderosos do mundo encontraram-se pela primeira vez” em Oosterbeek, Holanda, “debateram o futuro do mundo” e, decidiram reunir-se anualmente em segredo. Eles se intitularam de Grupo Bilderberg, com uma adesão representada por elites do poder mundial, principalmente da América, Canadá e Europa Ocidental, com nomes sobejamente conhecidos, como David Rockefeller, Henry Kissinger, Bill Clinton, Gordon Brown, Angela Merkel, Alan Greenspan, Ben Bernanke, Larry Summers, Tim Geithner, Lloyd Blankfein, George Soros, Donald Rumsfeld, Rupert Murdoch, outros chefes de Estado, senadores influentes, deputados e parlamentares, influentes do Pentágono e NATO, membros da realeza europeia, representantes seleccionados da mídia e outros – alguns em silêncio como Barack Obama e muitos de seus principais funcionários.

A União Norte-Americana (NAU)

A ideia surgiu durante a administração Reagan no início de 1980. David Rockefeller, George Schultz e Paul Volker disseram ao presidente que o Canadá e América poderiam ser política e economicamente fundidas ao longo dos 15 anos seguintes, com excepção de um problema – a língua francesa do Quebec. A solução – eleger um primeiro ministro Bilderberg amigável, separar Quebec das outras províncias e de seguida, fazer do Canadá o 51º estado do  Estados Unidos. Quase que funcionou, não fosse o  referendo da secessão em 1995 ter derrotado a ideia da fusão:  50,56% contra  e 49,44% a favor.

Numa reunião no Texas a 23 de Março de 2005, em Waco, com a presença de George Bush, Vicente Fox do México, Paul Martin do Canadá, foi lançada a parceria, Security and Prosperity Partnershio (SPP), também conhecida como União da América do Norte (NAU). Acordo de um grupo de trabalho secreto e independente  –  organizado pelo Conselho dos Chefes Executivos do Canadá, (CCCE), Conselho Mexicano de Relações Exteriores e CFR, com os seguintes objectivos:

– Contornar as legislaturas e constituições dos três países

– suprimir conhecimento do público  

– Propor uma maior economia (US, Canadá e México), uma maior integração política, social, económica, integração de segurança, com grupos de trabalho secretos formados para conceber acordos não discutíveis, de forma a serem vinculativos e imutáveis.

Em suma – um golpe de Estado corporativo contra a soberania dos três países, impostas por uma linha dura militar para eliminar a oposição.

Se decretada, será criada a América do Norte sem fronteiras, com controlo de empresas, sem barreiras aos fluxos comerciais  e de capitais das empresas gigantes, principalmente dos Estados Unidos e muito mais – acesso da América a recursos vitais, especialmente  petróleo e água fresca do Canadá.

Secretamente, mais de 300 iniciativas SPP (Security and Prosperity Partnership) foram criadas para harmonizar as políticas do continente em energia, alimentos, medicamentos, segurança, imigração, indústria, meio ambiente e saúde pública, juntamente com a militarização das três nações.

Uma SPP (Security and Prosperity Partnershio) representa outro passo em direcção do objectivo Bilderberg / Trilateralisa / CFR para o Governo Mundial, dando um passo de cada vez.  A “União Europeia” foi outra, resultado de vários tratados e acordos económicos:

– Dezembro de 1951 – European Coal and Steel Community (ECSC)-(Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA)), formada por 6 nações Europeias

– Março de 1957, um dos Tratado de Roma estabeleceu a European Economic Community (EEC) – Comunidade Económica Europeia (CEE)

– A  European Atomic Energy Community ((EAEC) – Comissão Europeia da Energia Atómica (CEEA) resultou do segundo Tratado de Roma;

– Outubro de 1957 – Court of Justice of the European Union – o Tribunal de Justiça Europeu,  para resolver disputas comerciais regionais;

– Maio de 1960:  European Free Trade Association (EFTA) – Associação Europeia de Livre Comércio (AELC),  formada por seis nações

– Julho de 1967 – a European Economic Community (EEC) – Comunidade Económica Europeia (CEE), resultante da fusão da  CECA, CEE e CEEA

– 1968 – European Customs Union – União Aduaneira Europeia, destinada a estabelecer taxas de importação  uniformes entre os países da CEE;

– 1978 –  European Currency Unit (ECU) Unidade Monetária Europeia

Fevereiro de 1986 – revisão  do Single European Act  – Ato Único Europeu,  instrumento que alterou pela 1ª vez o Tratado de Roma, com o  objectivo de formar o  Common Market a  31 de Dezembro de  1992;

– Fevereiro de 1992 – Tratado de Maastricht cria a 1 de  Novembro de 1993 a EU, União Europeia

– O nome do euro foi adoptado em Dezembro de 1995; foi introduzido em Janeiro de 1999 e veio a substituir a Unidade Monetária Europeia);  os euros começaram a circular em Janeiro de 2002; é agora a moeda oficial de 16 dos 27 membros da UE.

Mais de meio século passado, os passos acima referidos, custaram a soberania dos estados da EU “assim como cerca de 70 a 80 por cento das leis aprovadas na Europa envolvem apenas o carimbo de borracha de regulamentos já escritos por burocratas anónimos de  ‘grupos de trabalho’ presentes em Bruxelas ou Luxemburgo.”

 A União Europeia e União Norte-Americana partilham características comuns:

 – Defesa de um porta-voz influente;

 – Uma união económica e depois a política;

 -Linha dura de segurança e, para a Europa, terminar com as guerras no continente entre os Estados-Membros;

 – A criação de uma consciência colectiva no lugar do nacionalismo;

 – O esbatimento das fronteiras e a criação de um “supra governo”, um super Estado;

 – Acordos secretos para mascarar os objectivos reais e a criação de uma moeda comum,  talvez  global.

 Passos na direcção à União da América do Norte

– 04 de Outubro de 1988 – entrou em vigor o  Free Trade Agreement (FTA) – Tratado de Livre Comércio, entre os EUA e Canadá. Tinha sido assinado no ano anterior.

– Na reunião Bilderberg  de 1991, David Rockefeller teve o apoio do governador Bill Clinton para o North American Free Trade Agreement (NAFTA) – Tratado Norte-Americano de Livre ComércioBill Clinton tornou-se presidente

– A 1 de Janeiro de 1994, o Congresso sem debate aprovou a legislação para a World Trade Organization WTO – Organização Mundial do Comércio (OMC)

– Em Dezembro de 1994, na primeira Cúpula das Américas, 34 líderes do hemisfério comprometeram as suas nações com o Free Trade of the Americas agreement (FTAA)Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Projecto parado em 2005, acordo até agora não alcançado,

– 4 de Julho de 2000, o presidente mexicano Vicente Fox pediu um  mercado comum para a América do Norte no prazo de 20 anos;

– Fevereiro de 2001, a Casa Branca publicou uma declaração conjunta de George Bush e Vicente Fox de nome “Guanajuato Proposal”, parceria para a prosperidade de EUA-Canadá-México ( União Norte-Americana)

– Setembro de 2001, Bush e Fox concordaram com a “Iniciativa de Parceria para a Prosperidade”

– O ataque de 11 Setembro de 2001 deu cobertura à inclusão da “segurança”, como parte de uma parceria para o futuro;

– 7 de Outubro de 2001, numa reunião da CFA  foi destacado “pela primeira vez o futuro da integração da América do Norte na sequência dos ataques terroristas”,  a “segurança” passou a fazer parte de uma futura “parceria para a prosperidade” e, também o Canadá seria para ser incluído num acordo “norte-americano”;

– Em 2002, foi criado em Montreal o North American Forum on Integration (NAFI) “para abordar as questões levantadas pela integração da América do Norte  assim como identificar novas ideias e estratégias para reforçar a região da América do Norte”

As negociações secretas continuam. O debate legislativo é excluído e, a inclusão do público está fora da mesa. Em Maio de 2005, uma Independent Task Force on the Future of North America, publicou um relatório de acompanhamento intitulado Building a North American Community – onde é proposta uma união das três nações em fronteiras até 2010.

Em Junho e Julho de 2005, o Dominican Republic – Central America Free Trade Agreement (DR-CAFTA) foi aprovado pelo Senado e  Câmara e, estabelece as aprovadas regras de comércio corporativo para empobrecer ainda mais a região e avançar mais um passo rumo à integração continental.

Em Março de 2006, na segunda cimeira SPP (Security and Prosperity Partnership) em Cancun, no México,  foi criado o  the North American Competitiveness Council (NACC), composto por 30 executivos de topo norte-americanos, e serve como um grupo oficial de trabalho trilateral para as  SPP.

Negócios e encontros secretos do governo continuam, por isso não há maneira de confirmar o status actual da SPP ou se Barack Obama continua  a agenda de George Bush. Num artigo anterior, este escritor disse:

Os esforços para a SPP (Security and Prosperity Partnership), estiveram ausentes durante a transição de Bush para Obama, mas os planos para a “integração profunda” permanecem. O instituto Fraser do Canadá propôs renomear a iniciativa North American Standards and Regulatory Area (NASRA) para disfarçar o seu verdadeiro propósito. Ele disse que a “marca SPP”  já é colocada em causa e por isso dar uma nova marca é essencial – para enganar o público até que seja tarde demais para ele se importar.

Bilderbergers, Trilateristas e líderes do CFR voltam com mais um passo em direcção à integração global e não vai “parar até que o mundo inteiro seja unificado sob os auspícios e o guarda-chuva político da  “One World Company”, um pesadelo de mundo sem fronteiras gerido pela mais poderosa panelinha do mundo”- composta por membros chave elitistas dessas organizações dominantes.

Em Abril de 2007, o Conselho Económico Transatlântico foi estabelecido entre a América e a União Europeia para: 

–  Criar um corpo governamental internacional oficial – por decreto executivo; 

– Harmonizar os objectivos económicos e regulamentares

 – Seguirem em direcção a um mercado comum transatlântico e, mais um passo para que o único governo mundial seja dirigido pelos interesses corporativos mais poderosos do mundo.

 Reunião do Grupo Bilderberg  de 2009

De 14 de Maio a 17, os Bilderbergers realizaram a sua reunião anual em Vouliagmeni, Grécia e, de acordo com Daniel Estulin têm planos terríveis para as economias globais.

De acordo com suas fontes, eles estão divididos em duas alternativas:

Ou uma prolongada e agonizante depressão que condena o mundo a décadas de estagnação, declínio e pobreza (ou) uma depressão intensa mas mais curta que abra caminho para uma nova ordem mundial sustentável, com menos soberania, mas mais eficiência.”

Outros itens incluídos na agenda:

– “O futuro do dólar dos EUA e sua economia;”

– continuada  decepção sobre pequenos sinalizadores da  recessão e melhorar a economia no final do ano;

Suprimir o fato dos testes de stress aos  bancos terem sido uma farsa e terem sido projectados para enganar, e não uma avaliação precisa da saúde dos principais bancos;

– Projecções em manchetes de desemprego nos EUA para acertar em 14% no final do ano – muito acima das previsões acuais o que significa que o verdadeiro número será o dobro, no mínimo, com todas as categorias incontáveis ​​incluídos

– Um impulso final para que o Tratado de Lisboa entre em vigor, para a adopção por parte da EU das regras neoliberais, incluindo maiores privatizações, menos direitos dos trabalhadores e menos benefícios sociais, comércio fronteiriço aberto favorecendo o desenvolvimento dos estados emergentes e, uma maior militarização para suprimir as liberdades civis e direitos humanos.

Após a reunião, Estulin recebeu um relatório de 73 páginas sobre o que nela foi discutido. Ele observou que “Uma das principais preocupações dos Bilderberg …. é o perigo de que o  seu zelo para remodelar o mundo através da engenharia  do caos, a sua agenda a longo prazo,  possa colocar  a situação em  espiral e fora de controle e, eventualmente, levar a um cenário onde Bilderberg e a elite global, em geral, sejam dominados por eventos e acabem perdendo o seu controlo sobre o planeta. “

Estulin também notou alguma discordância entre “extremistas” que querem a curto prazo um “declínio dramático e uma grave depressão, (versus outros) que pensam que as coisas foram longe demais” de forma a que “as consequências da catástrofe económica mundial” não possam ser conhecidas, que possam ser maiores do que foi previsto e, que possam prejudicar os interesses dos Bilderberger. Além disso, “alguns banqueiros europeus (expressaram grande alarme sobre o seus próprios destinos e apelidaram a actual) situação de  ‘insustentável’.”

Houve uma concordância e medo de que a situação continue dramática e que o pior da crise esteja ainda à frente, principalmente por causa do nível de endividamento extremo da América que tem de ser resolvido para produzir uma recuperação sustentável e saudável.

Outros tópicos incluídos:

– Criação de um Departamento do Tesouro Global e de um Banco Central Mundial, possivelmente em parceria com ou como parte do FMI;

– Uma moeda global;

– Destruição do dólar, através do que à muito tempo o analista de mercados, Bob Chapman,  chama de “padrão de discrição sobre a dívida americana com a continuação da emissão de enormes quantidades de dinheiro e de crédito, sendo que neste processo ocorre a desvalorização do dólar”, um processo que ele chama de “fraude”;

– um sistema jurídico global;

– Explorar a gripe suína para assustar a criar um departamento global na OMS  

– O objectivo geral de um governo global e o fim das soberanias nacionais.

No passado, as fontes de Estulin provaram ser precisas. Anteriormente, com base nelas,  previu a crise imobiliária  e o declínio do mercado financeiro 2007-2008, precedido pela crise financeira desencadeada pelo colapso do Lehman Brothers. Fique atento para mais actualizações dele como informações novas vazadas sobre o que as elites do poder do mundo planearam  para a frente.

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Nota: links e sublinhados desta cor são da minha responsabilidade

Parte 1  Parte 2

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2 comments on ““A Verdadeira História do Grupo Bilderberg “e o que agora podem estar a planear (2)

  1. Pingback: “A Verdadeira História do Grupo Bilderberg “e o que agora podem estar a planear (1) | A Arte da Omissao

  2. Alcides
    5 de Maio de 2013

    Desculpem os termos, mas tenho de desabafar tal qual foi a minha reacção após acabar de ler este segundo artigo: – Foda-se… puta que os pariu!

    Gostar

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