A Arte da Omissao

temos tanto poder …

Quantos de nós nos preocupamos a questionar se o que consumimos está na origem da morte de alguém?  Todos sabemos que grandes corporações movem milhares de empregos para o exterior, onde o trabalho é mais barato e o lucro mais alto, onde  por vezes os regulamentos são inexistentes ou nem são aplicados, tendência que aumenta o flagrante desrespeito pelos direitos dos trabalhadores. 

No Bangladesh, o proprietário do edifício, Rana Sohel, foi preso quando tentava fugir do país. Não há limite de desculpas para o colapso considerando que as regras de construção raramente são aplicadas em Bangladesh, onde a corrupção é predominante. Muitas corporações americanas convenceram muitos de seus críticos sem fins lucrativos para fecharem os olhos a estas injustiças sociais através de parcerias e doações que totalizam subornos financeiros. Infelizmente, este comportamento é global. 

Mas nós podemos mudar isso. Em última análise a responsabilidade final é nossa. Porque na cadeia, somos nós que a alimentamos.

A produção globalizada tem o potencial de gerar empregos e um padrão de vida decente para todos no planeta, mas na verdade  a mesma é dominada por muitas formas de capitalismo, impulsionas apenas pelo lucro, sem terem em conta os custos sociais ou ambientais.

Nós, como consumidores, temos o PODER de mudar este flagelo. Não alimente corporações cuja única preocupação é o lucro, colocando  em risco vidas humanas, causando grande sofrimento a animais e que destroem o meio ambiente.

A morte de 377 operários no desabamento de uma fábrica de tecidos em Bangladesh, na semana passada, é um desses exemplos, onde ficou claro de mais o lado sinistro da indústria de roupas de marca. O prédio de 3 andares, não respeitava nenhuma norma de segurança e “abrigava” cerca de 3 mil trabalhadores.

Na ânsia de mais lucro, com base nos baixos salários dos trabalhadores, as empresas  contratadas tudo fazem para atender pedidos de roupas mais baratas. A fábrica Rana Plaza, que desabou na semana passada, produzia para a  cadeia de lojas britânicas Primark, entre outros clientes. Para ficar bem na fotografia, a Primark mostrou-se chocada e disse que  iria exigir dos outros fabricantes uma revisão dos padrões de segurança. Só para a fotografia. Mas nós, também temos que deixar de posar para a fotografia.  As tomadas de consciência não se impõem, simplesmente emergem.

Como seres inteligentes, temos o PODER de fazer com que as industrias mudem. Como?  Tão simples.  Simplesmente não comprar.  Temos que reavaliar o nosso consumismo. O nosso poder de alimentar ou não o negócio de quem explora o ser humano, é a arma silenciosa de impulsionar a mudança. Basta querermos. Sem cliente não há negócio.

Reconheça em si o poder de impulsionar a mudança. Assine a petição “roupas sem culpa (fonte)

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2 comments on “temos tanto poder …

  1. Alcides
    5 de Maio de 2013

    Pessoalmente não compro nada proveniente da China. Principalmente porque o artigo ou produto é fruto da exploração do ser humano e em segundo lugar porque não tem qualidade.

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    • urantiapt
      5 de Maio de 2013

      Na Visão desta semana, são enumeradas algumas marcas que têm origem nesta exploração laboral.
      C&A foi riscada da lista das minhas lojas a visitar.

      Gostar

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