A Arte da Omissao

O que há de comum entre o 11 de Setembro, o assassinato de JFK e o atentado de Oklahoma (2)

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

O ex diplomata «Peter Dale Scott» compara os acontecimentos do 11 de Setembro, o assassinato de JFK e o atentado de Oklahoma City. Expõe também a existência e a continuidade de um “Estado profundo” por trás da cortina.

Tradução do artigo 9/11, the JFK Assassination, and the Oklahoma City Bombing as a Strategy of Tension

de  Peter Dale Scott,  27 de Abril de 2013

A «estratégia da tensão» foi exercida pela América?

Ligações da Gladio à violência sustentada por falsas bandeiras e que mais uma vez envolviam a NATO e a CIA, foram posteriormente estabelecidas noutros países, nomeadamente na Bélgica e Turquia. [10]

Gostaria de incluir os Estados Unidos e a Europa que sofreram igualmente os efeitos de eventos profundos sustentados por falsas bandeiras, como atentados à bomba e que têm de acordo com a mesma estratégia de tensão, sistematicamente mudado a América para a sua condição actual, um estado de emergência. 

sede da NATO

Sede da NATO

Entre os eventos mais profundos sustentados por falsas bandeiras que hoje desejo considerar são:

O assassinato de John F. Kennedy conhecido também como o 11/22 e que levou a CIA, com a «Operation Chaos», a virar-se contra o movimento anti guerra do Vietname. O (11/22) foi claramente um dos eventos mais profundos: muitos documentos na área das ligações de «Lee Harvey Oswald» às operações da CIA ainda permanecem secretos, apesar das ordens legais e judiciais para os libertar. [11] (quem deve não teme e ainda deve estar vivos alguns dos ratos envolvidos -Ndt )

O assassinato de Robert Kennedy em 1963 é imediatamente seguido de legislação de emergência que levou à violência patrocinada pelo Estado. ( o mesmo com o 11 de Setembro – Ndt)

O primeiro atentado ao World Trade Center em 1993 e o de Oklahoma City em 1995, deram origem à  Lei de 1006 relativa ao Antiterrorismo e à Pena de Morte efectiva.

O 11/9 e os subsequentes falsos ataques com antraz de 2001 levaram à imposição de medidas do (COG), «Continuity of Government»,  à  lei «Patriot Act» e à proclamação a 14 de Setembro de 2001, do estado de emergência que continua hoje ainda em vigor . (Em Setembro de 2012 foi novamente renovado por mais um ano). [12]

Estes eventos estruturais tiveram um resultado comum e cumulativo: a erosão do poder público ou constitucional e a sua progressiva substituição por forças repressivas sem restrições. Eu argumento que:

1) Tal como na Itália, todos estes eventos foram atribuídos a elementos marginais da esquerda mas na verdade envolveram elementos das agências de inteligência secretas dos Estados Unidos juntamente com as suas conexões ao submundo sombrio.

2) Alguns destes eventos estruturais profundos estiveram relacionados com planos secretos em curso – conhecido no Pentágono como o Doomsday Project – para a Continuity of Government (ou COG) em caso de emergência, o que levou à criação da sua própria rede de comunicações secretas e acordos, os quais (Oliver North referiu nas audiências) como  “suspensão da Constituição Norte-Americana.”

3) Em todos os casos a resposta oficial aos eventos foi um conjunto de novas medidas repressivas geralmente sob a forma de legislação.

4) Cumulativamente, esses eventos sugerem a presença em curso na América, do que tenho chamado de ” dark force ” ou “deep state (Estado Profundo – Ndt)”, análogo ao que Vinciguerra descreveu na Itália como a “força secreta … oculta com capacidade de orientar a direcção estratégica para os sucessivos ultrajes “. [13]

Os atentado de Oklahoma City (19/04) e o de 11/9

Recentemente  vi o documentário, “«Noble Lie»” (a nobre mentira) sobre o atentado de Oklahoma City de 1995. [14]

Esse documentário deu-me a oportunidade  de testar pela primeira vez estas hipóteses no aso de Oklahoma City de 19 de Abril de 1995, ou o que eu chamarei de 19/04. Mais do que eu poderia ter antecipado, o atentado de 19/04  encaixa-se e fortaleceu esta análise.

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O filme “Noble Lie” aponta algumas semelhanças entre os eventos de 1995 e os de 2001. A mais óbvia é a alegada destruição de um edifício de aço reforçado por forças externas (um camião-bomba no caso do Edifício Murrah em 1995 e os estilhaços que voaram no caso do Edifício 7 em 2001).

Especialistas em ambos os casos afirmaram que as construções de facto só poderiam ter sido derrubadas por cargas explosivas colocadas directamente nas  colunas interiores da sustentação dos edifícios.  Apresento aqui, como exemplo, um excerto do relatório entregue no Congresso pelo General  Benton K. Partin, aposentado da Força Aérea dos EUA e  especialista em dispositivos de armas não nucleares:

Quando vi pela primeira vez as fotos dos danos assimétricos do Edifício Federal provocados pelo alegado camião-bomba, a minha reacção imediata foi a de que o padrão dos danos eram tecnicamente impossíveis sem acrescentar cargas de demolição em algumas das bases das colunas de cimento reforçado. Para uma explosão simplista do camião-bomba do tamanho e composição relatado e, para ser capaz de chegar à ordem dos 60 pés e colapsar uma coluna reforçada com uma base do tamanho da coluna A-7,  está além da credulidade. [15]

Existe agora um amplo e crescente consenso entre arquitectos, engenheiros e outros especialistas, acerca dos três edifícios que desabaram em 9/11 no World Trade Center, terem sido provavelmente destruídos por cargas de demolição controlada. [16]

Outra semelhança importante foi a consequência jurídica da maioria desses eventos: a resposta ao de Oklahoma City  foi a Lei de 1996  sobre o antiterrorismo e a Pena de Morte Efectiva, a resposta ao 11/9 foi a primeira implementação do «COG» e a aprovação (depois do ataque com anthrax sustentado por uma  falsa bandeira) da Lei Patriot.

“A Mentira Nobre” centra-se sobre as consequências domésticas da Lei Antiterrorismo, e de facto é verdade, a Lei Patriot prevê restrições significativas sobre o direito do habeas corpus.

Por  outras palavras, ambas as leis fornecem pretextos para a implementação das propostas de mandados de detenção, foco central do plano COG na década de 1980 com Oliver North.

Tudo isto se encaixa num padrão mais amplo que está em curso e levado a cabo por um poder coercitivo, desenfreado e que restringe progressivamente os  direitos constitucionais – um padrão que remonta ao assassinato de John F. Kennedy em 1963.

Mas a Lei Antiterrorismo de 1996 trouxe também consequências importantes externas, em particular a Section 328 que alterou a Lei da Ajuda Externa e reforçou a assistência sob a forma de armas e munições para alguns países em específico, com o propósito de combater o terrorismo. [17]

Por sua vez, levou a que fosse criado em 1997 o secreto  acordo entre o  («CTC») e a Arábia Saudita, seguido em 1999 por outro acordo entre a CIA e 0 Uzbequistão (ou seja, dois dos regimes mais secretos e repressivos no mundo de hoje). [18]

Já argumentei que esses acordos secretos – com a Arábia Saudita e Uzbequistão – podem ter fornecido a camuflagem para a retenção na fonte, antes do 11/9 e por parte da CIA, as informações sobre os alegados culpados do atentado das Torres gémeas, al-Hazmi e al-Mihdhar. [19]

Assim, se a minha análise sobre essa retenção de informações pela CIA em 2000-2001 for precisa, então o atentado de 19/04 de 1995 não só apresenta semelhanças com o de 11/9: era uma parte significativa da escalada que permitiu que esses dados fossem retidos na fonte. O mesmo se aplica ao 11/9. 

Aumento do poder repressivo 

O atentado de 19/04 de 1995 em Oklahoma City teve consequências legais repressivas vinculadas tanto ao 11/9 de 2001 e também ao 22/11 (assassinato de JFK) em 1963,  depois que a «Comissão Warren» ter usado o assassinato de JFK para aumentar a vigilância da CIA sobre os norte-americanos.

Como escrevi no Deep Politics, este foi o resultado das recomendações controversas da Comissão Warren, no sentido de serem aumentadas as responsabilidades da vigilância interna pelos Serviços Secretos (WR 25-26).

Um tanto ilógico, o relatório Warren concluiu que Oswald  agiu sozinho (WR 22). . . e que o serviços Secretos, FBI e CIA deveriam coordenar de forma mais estreita a vigilância de grupos organizados (WR 463). Em particular recomendou que o serviço secreto adquirisse um banco de dados informatizado compatível com o já desenvolvido pela CIA.  [20]

Na subsequente guerra do Vietname, este envolvimento da CIA na vigilância doméstica levou à operação Chaos, uma investigação do movimento contra a guerra do Vietname em que a CIA apesar das restrições sobre espionagem doméstica acumulou milhares de arquivos americanos, indexou centenas de milhares de norte-americanos nos seus registos informáticos e divulgou milhares de relatórios sobre americanos ao FBI e a outros órgãos do governo. Algumas dessas informações diziam respeito a actividades domésticas dos americanos.[21]

O padrão do aumento repressivo seria repetida quatro anos depois, em 1968,  com o assassinato de Martin Luther King.

Foram criadas duas brigadas do exército americano até 1971 que estiveram em permanente standby  nos Estados Unidos como parte da operação «GARDEN PLOT»,  para lidar com a agitação doméstica. [22]

O padrão mais uma vez foi repetido com o assassinato de Robert Kennedy. Nas vinte e quatro horas entre o atentado e a sua morte, o Congresso rapidamente aprovou uma lei, elaborada com antecedência (como a Resolução do Tonkin Gulf de 1964 e a Lei Patriota de 2001) – que ampliou ainda mais os poderes secretos dados aos serviços de informação, em nome da protecção dos candidatos presidenciais. [23]

Esta não foi uma mudança trivial ou benigna: a partir desta lei que rapidamente foi aprovada, corriam alguns dos piores excessos da presidência de Nixon. [24]

A mudança também contribuiu para o caos e violência na Convenção Democrática de Chicago em 1968. Agentes de vigilância da Inteligência do Exército  destacados para o serviço secreto, estavam presentes tanto dentro como fora da sala de convenções. Alguns deles equiparados aos “bandidos da Legião de Justiça como a Chicago Red Squad que agrediram  grupos locais contra a guerra do Vietname.”  [25]

[10] Ganser, NATO’s Secret Armies, 125-47, 224-44.

[11] Scott Shane, “C.I.A. Is Still Cagey About Oswald Mystery,” New York Times, October 16, 2009. For my analysis of deep similarities between 11/22 and 9/11, see Peter Dale Scott, The War ConspiracyJFK, 9/11, and the Deep Politics of War (Ipswich, MA: The Mary Ferrell Foundation, 2008), 341-96.

[12] See White House, “Message from the President Regarding the Continuation of the National Emergency with Respect to Certain Terrorist Attacks,” September 11, 2012 .

[13] For my ambivalent use of the term “deep state,” see Scott, American War Machine, 20-23.

[14] For an introduction to the film, see “A Noble Lie: Oklahoma City 1995 with James Lane and Chris Emery,” Alex Jones Channel, December 16, 2011, .

[15] General Benton K. Partin, letter to members of Congress, May 17, 1995; in David Hoffman, The Oklahoma City Bombing and the Politics of Terror(Los Angeles: Feral House, 1998) . Another explosives expert, Samuel Cohen, wrote to a Congressman that “It would have been absolutely impossible and against the laws of nature for a truck full of fertilizer and fuel oil… no matter how much was used… to bring the building down” (ibid.). Anders Breivik’s ammonium nitrate car bomb in front of the Norwegian Prime Minister’s office would seem to corroborate Partin and Cohen: Breivik’s bomb shattered windows but caused no structural damage whatever to the building.

[16] “9/11: Explosive Evidence – Experts Speak Out,” a film prepared by AE911Truth, PBS, September 16, 2012 . Cf. Bill Christison (a former senior official of the CIA), “Stop Belittling the Theories About September 11,” Dissident Voice, August 14, 2006 . www.dissidentvoice.org: The WTC buildings “were most probably destroyed by controlled demolition charges placed in the buildings.”

[17] Charles Doyle, “Antiterrorism and Effective Death Penalty Act of 1996: A Summary,” Federation of American Scientists, June 3, 1996 . In a December 2000 memo, Richard Clarke confirmed that this assistance was being supplied “through the CIA’s Counter-terrorism Center (CTC) and State’s Anti-Terrorism Program (ATA)”

[18] Scott, “Launching the U.S. Terror War,” The Asia-Pacific Journal: Japan Focus ; citing Anthony Summers and Robbyn Swan, The Eleventh Day (New York: Ballantine Books, c2011), 396.

[19] Scott, “Launching the U.S. Terror War.” This withholding of information is a significant parallel with the CIA’s withholding of significant information about Lee Harvey Oswald from the FBI in 1963, in the weeks just before the 11/22 JFK assassination.

[20] Peter Dale Scott, Deep Politics and the Death of JFK, 280; quoted in Scott, “Doomsday Project.”

[21] Church Committee, Report, Book III – Supplementary Detailed Staff Reports on Intelligence Activities and the Rights of Americans, 682.

[22] Nate Jones, “Document Friday: ‘Garden Plot:’ The Army’s Emergency Plan to Restore “Law and Order” to America.” National Security Archive, August 11, 2011 .

[23] Public Law 90-331 (18 U.S.C. 3056); discussion in Peter Dale Scott, Paul L. Hoch, and Russell Stetler, The Assassinations: Dallas and Beyond (New York: Random House, 1976), 443-46; quoted in Scott, “Doomsday Project.”

[24] Army intelligence agents were seconded to the Secret Service, and at this time there was a great increase in their number. The Washington Starlater explained that “the big build-up in [Army] information gathering…did not come until after the shooting of the Rev. Martin Luther King” (Washington Star, December 6, 1970; reprinted in Federal Data Banks Hearings, p. 1728); quoted in Scott, “Doomsday Project.”

[25] George O’Toole, The Private Sector (New York: Norton, 1978), 145, quoted in Scott, Deep Politics and the Death of JFK, 278-79, also Scott, “Doomsday Project.”

 

Parte 1

Parte 2

continua

 

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