A Arte da Omissao

Operação terror, quem faz soar o alarme

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

Tradução do artigo  Operation Terror, who is sounding the alarm

de Manlio Dinucci

Os Estados Unidos e os seus aliados britânicos e franceses lançaram um alerta: até o final de Agosto de 2013, a rede internacional terrorista Al-Qaeda poderá atacar muitas das suas embaixadas ao redor do mundo. É uma certeza adquirida através da intercepção da NSA  de um telefonema de  Ayman al-Zawahiri (apontado como actual líder da Al-Qaeda- Ndt). Imediatamente foram tomadas medidas de segurança excepcionais e algumas embaixadas foram fechadas … no fim de semana. Porquê o borburinho? Pergunta Manlio Dinucci.

Rede Voltaire| Roma (Itália) | 10 de Agosto de  2013 

 ligne-rouge

US-Embassy

O Presidente Obama mesmo quando joga golfe é constantemente mantido informado: o enésimo alarme terrorismo ressoou. A qualquer momento o fantasma da Al Qaeda pode atacar alvos relacionados com os interesses dos EUA, especialmente no Oriente Médio e Norte da África. O alerta é accionado para cidadãos norte-americanos que viajam no exterior. Muitas embaixadas americanas estão temporariamente fechadas enquanto os fuzileiros navais estão prontos a intervir a partir de Sigonella para proteger o do sul da Europa.

O mérito deste oportuno alarme pertence à Comunidade da Inteligência composta por 17 órgãos federais. Além da CIA, há a DIA (Defense Intelligence Agency), mas cada ramo das forças armadas, militares terrestres, aérea, marinha e fuzileiros navais tem o seu próprio serviço secreto. Como também o Departamento de Estado e da Segurança Interna.

Entre estes serviços e em dura concorrência para captar apoio político e verbas federais temos a Agência de Segurança Nacional (NAS). É especializada em intercepções telefónicas e informáticas (e descobriu a última conspiração terrorista) através dos que são vigiados, que não são só inimigos mas também amigos dos Estados Unidos, confirmado pelo “DataGate” exposto pelo ex NSA Edward Snowden.

Em dez anos a agência aumentou o seu pessoal civil e militar, trazendo mais 33.000 pessoas, duplicou o seu orçamento e mais do que triplicou a contratação de empresas privadas, de 150 para 500. Tem sede em Fort Meade (Maryland), já é maior que o Pentágono e prestes a ser ampliada em 50%. Simultaneamente desenvolve outros centros, cada um com a sua própria área de controlo. O centro que existe no Texas espia a América Central e do Sul. O da Geórgia espia o Oriente Médio. O centro das ilhas havaianas espia os países da costa do Pacífico, incluindo a Rússia e China e o da Austrália espia a Ásia. O centro da Inglaterra (que vai ver o seu pessoal a ser aumentado num terço até 2500 pessoas) espia a Europa, Médio Oriente e Norte da África. E em Utah, um novo centro de guerra cibernética está a ser construído para ataques contra outras redes de informáticas de outros países.

Mas a guerra na qual a agência é especializada não envolve só computadores. A agência dirige o Comando de Operações Especiais que actua em mais de 70 países, com cerca de 70 mil especialistas e outras unidades especializadas em operações secretas, indicando quem consideram perigoso para os Estados Unidos para ser posteriormente eliminado por drones e comandos de operações.

Através da rede informática com encriptação especial, Real Time Regional Gateway, a agência fornece aos chefes das forças armadas e serviços de inteligência a lista dos “alvos” assim como toda a informação para os encontrar, para os drones ou comandos os matarem depois.

Para este efeito, NSA utiliza as mais avançadas tecnologias incluindo uma que permite localizar alguém pelo telemóvel mesmo quando este está desligado.

Estas,  targeted lethal actions“, – enfatiza o presidente Obama (a 23 de Maio) – são “legais” porque fazem “parte de uma guerra travada apenas em legítima defesa.”

Isto também inclui operações psicológicas rebaptizadas de “Military Information Support Operations“, realizadas por unidades especiais para “influenciar a opinião pública internacional a apoiar os interesses e planos militares dos EUA“.

Esse é o actual alarme de terrorismo (que poderá ser seguido por algum ataque assinado pela Al Qaeda) para mostrar que os EUA estão sob ataque e, portanto, tem o direito à “auto-defesa”.

 O autor deste artigo mostra-nos como os USA se viram na necessidade de justificarem a espionagem global como um acto de defesa. Este alegado ataque da  Al Qaeda vem bem a propósito. Mas eu também acredito que muito em breve possa ocorrer um ataque de falsa bandeira que o justifique.
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This entry was posted on 17 de Agosto de 2013 by in USA, Vigilância and tagged , .

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