A Arte da Omissao

Ondas de distracção

Não tenho quaisquer dúvidas do envolvimento da Inglaterra no plano da super vigilância “alegadamente” em defesa do Mundo contra o terrorismo, levada a cabo pela NSA

Logo, e uma vez que esta super vigilância (onde a NSA não está sozinha), deixou de estar na prateleira das teorias de conspiração (facto muito importante), não é de estranhar que quem sinta o traseiro a arder, comece a actuar no sentido de minimizar os estragos. Mas o que dizer  sobre as ordens de destruição da informação no poder do The Guardian e todo o ruído mundial à sua volta.

Existirá algo de tão grave para a Inglaterra (para mim a comprovada “parceria” com a NSA  não veio nada a calhar), que necessite destas ondas de distracção?  Alguém ainda tem dúvidas, que existem cópias espalhadas por esse mundo fora?  Eu não tenho, o próprio Guardian também não, a agência de espionagem e segurança britânica – a GCHQ também não, a NSA também não. Então o porquê disto tudo? 

Resta-me relembrar que enquanto assistimos à bem difundida “normalização” de actos de intimidação sustentados pela legislação anti-terrorismo, vivemos tempos de “abate” total dos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem (em baixo os motivos que levaram à redacção desta Declaração Universal, em 1948).

Preâmbulo

«Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;

Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;

Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;

Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dento de uma liberdade mais ampla;

Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos do homem e das liberdades fundamentais;

Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:»  

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This entry was posted on 21 de Agosto de 2013 by in DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, Vigilância and tagged , , , .

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