A Arte da Omissao

Compreender o secretismo à volta dos UFOs – 2ª parte

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Tradução do artigo Understanding UFO Secrecy de Steven M. Greer, de Abril 1999

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Então a continuação do sigilo sobre o assunto Ovni tem de estar relacionado, com a ansiedade em curso relacionada com as dinâmicas do poder essenciais do mundo e como tal,  a divulgação as afectaria.

Ou seja, o conhecimento relacionado com OVNIs / fenómenos ET deve ter um grande potencial para mudar o status quo, para que a sua supressão continuada seja a todo custo considerada essencial.

Voltando ao início dos anos 1950, descobrimos que a tecnologia básica e a física por trás destas naves ET foi descoberta através de projectos de engenharia reversa muito intensivos. Foi precisamente neste ponto que foi decidido aumentar o segredo para um nível sem precedentes. Por quê?

Para além da possibilidade de tais conhecimentos serem usados por adversários dos EUA / Reino Unido durante a guerra fria, foi imediatamente reconhecido que estes dispositivos não eram os velhos carros dos avós.

A física básica que está por trás da geração de energia e sistemas de propulsão eram tais, que poderiam facilmente substituir toda a geração de energia existente e os sistemas de propulsão na Terra. E com eles, mudaria a ordem geopolítica e económica. Na década de 1950, não havia grande preocupação com o aquecimento global, colapso do ecossistema,  redução do ozónio, perda da floresta tropical, degradação da biodiversidade, etc.

Na esteira da Segunda Guerra Mundial, o que era necessário era estabilidade, não uma nova convulsão económica mundial, tecnológica e geopolítica. Lembrem-se: os que estão no controle gostam de permanecer no controle. Eles são avessos ao risco, não gostam de mudanças significativas nem abrem mão com facilidade do controle e do poder.

A divulgação da existência de ETs, com a inevitável divulgação destas novas tecnologias mudaria o mundo para sempre – e eles sabiam disso. Tinha que ser evitado a todo custo. Além disso, essa foi a época  “do que é bom para a GM é bom para a América”, e o mesmo seria verdadeiro para o petróleo, carvão e assim por diante.

O fato inevitável é este: A revelação da presença de ETs traria consigo a certeza da exposição dessas tecnologias – e com ela toda a infraestrutura tecnológica do planeta seria varrida. As mudanças seriam imensas – e repentinas.

Cinquenta anos depois, enquanto nos preparamos para virar a página para um novo milénio, isto é mais verdade agora do que então. Por quê? Porque ao evitar o problema na década de 1950 – enquanto conveniente no momento – significa que a situação é mais frágil agora. Por exemplo, a dependência mundial do petróleo e da tecnologia de combustão interna é maior agora do que em 1955. E a economia mundial agora é maior em magnitude, de modo que qualquer mudança seria exponencialmente maior – e potencialmente mais caótica.

E assim, este é o enigma: em cada década e geração passou este problema para a próxima, só para encontrar um meio, mas com a continuação do secretismo, o qual  é mais desestabilizador do que teria sido na década anterior.

No círculo enlouquecedor do secretismo, na demora da divulgação e, no aumento da complexidade mundial e dependência de sistemas de energia fora de prazo de validade, cada geração encontrou-se num aperto maior que a anterior. Por mais difícil que a divulgação fosse na década de 1950, agora é ainda mais difícil.

As descobertas tecnológicas da década de 1950 resultantes da engenharia reversa usada nas naves extraterrestres poderiam ter permitido transformar completamente o mundo económico, social, tecnológico bem como a situação ambiental. Esconder tais avanços do público está relacionado com a aversão à mudança da natureza da hierarquia do controlo na época – e nos dias de hoje.

E não se enganem, as mudanças seriam imensas. Considerem o seguinte:

  • Uma tecnologia que permite a geração de energia a partir do chamado campo de ponto zero e que permite que todas as casas, negócios, fábricas e veículos tenham a sua própria fonte de energia – sem uma fonte de combustível externa. Para sempre. Sem necessidade de petróleo, gás, carvão, centrais nucleares ou motores de combustão interna. E sem poluição. Ponto.
  • Uma tecnologia que utiliza dispositivos eletrogravitacionais que permitem o transporte acima da superfície – não mais estradas que encobrem terras férteis, já que o transporte poderia ter lugar totalmente acima da superfície.

Soa bem. Mas na década de 1950, o petróleo era abundante, ninguém se preocupou muito com a poluição, o aquecimento global nem era uma preocupação e os poderes só queriam estabilidade. O status quo. E, além disso, para quê arriscar mudanças tectónicas relacionadas com tal divulgação? A próxima geração que cuide disso.

Mas agora, nós somos essa próxima geração. Estamos em 1999 não em 1949. A Terra está a sofrer com o peso de uma população em crescimento – agora 6 biliões de pessoas – que  querem carros, electricidade, televisão, etc. Todo o mundo sabe que não temos mais 50 anos de petróleo – e mesmo que  o tivéssemos, o ecossistema da Terra não conseguirá suportar mais 50 anos de tal abuso. Os riscos da divulgação são agora menores que os riscos do sigilo: Se o secretismo continuar por muito mais tempo, o ecossistema da Terra entrará em colapso. Falemos de uma grande mudança e instabilidade global.

Muitas pessoas considerarão o impacto tecnológico e económico de tal divulgação, como a justificação central para a continuação do sigilo. Afinal de contas, estamos a falar de vários triliões de dólares por ano na economia. Seria a revolução dos sectores da energia e transportes na economia, o da energia – onde os combustíveis não-renováveis são comprados, queimados, e têm de ser repostos – desaparecerá completamente. E, enquanto outras indústrias  florescerão, só um tolo descartaria o impacto do desaparecimento da economia desses segmento de vários triliões de dólares.

Certamente  os com “interesses pessoais” envolvidos na industria das infraestruturas globais relacionadas com  petróleo, gás, carvão, motores de combustão interna e serviços públicos, não são uma pequena força no mundo.

Mas para entender o segredo Ovni deve considerar-se o que esse dinheiro representa na sua essência. Poder. Enorme poder geopolítico.

Devemos considerar o que irá acontecer quando todas as aldeias da Índia (África, América do Sul ou China) tiverem dispositivos que possam gerar grandes quantidades de energia sem poluição e sem serem gastas enormes somas de energia em combustível.

O mundo inteiro será capaz de se desenvolver numa forma sem precedentes – sem poluição, sem biliões gastos em centrais, linhas de transmissão e combustíveis. Tal será considerado como uma coisa boa: afinal, grande parte da instabilidade mundial, guerra e afins estão relacionadas com a pobreza entorpecente e a depravação económica num mundo de grande riqueza. A injustiça social e a extrema desigualdade económica geram muito caos e sofrimento no mundo. Estas tecnologias não-poluentes descentralizadas, mudarão isso permanentemente. Até os desertos florescerão…

Mas é preciso lembrar que o poder geopolítico flui da destreza tecnológica e económica. A Índia tem mais de 1 bilião de pessoas e os EUA cerca de um quarto, mas quem tem o maior poder geopolítico?

À medida que estes novos sistemas de energia proliferarem, o chamado terceiro mundo rapidamente atingirá a paridade com o mundo industrializado da Europa, EUA e  Japão. Tal originará uma grande mudança no poder geopolítico. E o mundo industrializado finalmente vai achar que deve dividir o poder com o terceiro mundo agora espezinhado.

Aqueles que hoje estão nos assentos invejáveis (e em 1950) não têm nenhum interesse em fazer qualquer coisa semelhante. Dificilmente podemos apoiar e partilhar o poder nas Nações Unida.

A divulgação das informações sobre os assuntos UFO / ET levará à proliferação global de novos sistemas de energia que resultarão rapidamente numa igualação de poder no mundo. Os EUA e a Europa têm cerca de 600 milhões de pessoas. Tal representa apenas 10% da população mundial. Logo que os outros 90% aumentem em termos tecnológicos e económicos, fica claro que o poder geopolítico vai mudar – ou equalizar – para o resto do mundo. O poder terá de ser partilhado. A real segurança colectiva global será inevitável. É o fim do mundo como o conhecemos.

Quando se combina o impacto económico e tecnológico com o impacto geopolítico, torna-se óbvio que as mudanças relacionadas com o fim do secretismo são verdadeiramente tectónicas – maciças, circundantes e transformadoras. Não devem ser consideradas com ligeireza.

Mas passados 50 anos desde que o mundo poderia ter tido essas novas tecnologias – e 50 longos anos de degradação ecológica, caos social e económico e disparidade – descobrimos que somos a última geração na longa linha de passar a batata quente cósmica, conhecida como o problema do secretismo sobre ovnis.

E aqui estamos nós, a segurar esta batata quente, e que devemos fazer com ela?

Terminar o segredo significa vastas e profundas mudanças em praticamente todos os aspectos da existência humana – económica, social, tecnológica, filosófica, geopolítica e assim por diante.

Mas continuar com o segredo e a supressão dessas novas tecnologias de energia e propulsão significa algo muito mais desestabilizador:

o colapso do ecossistema da Terra e a garantida  sangria dos combustíveis fósseis,  dos quais dependemos. 

a crescente raiva dos necessitados, que são desnecessariamente privados de uma vida plena e digna.

Não há mais gerações às quais possamos passar esta batata quente cósmica: devemos lidar com ela e fazer o que deveria ter sido feito em 1950.

Compreender o secretismo à volta dos UFOs  – 1 ª parte

Compreender o secretismo à volta dos UFOs  – 2 ª parte

Compreender o secretismo à volta dos UFOs  – 3 ª parte

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4 comments on “Compreender o secretismo à volta dos UFOs – 2ª parte

  1. Pingback: Compreender o secretismo à volta dos UFOs – 2ª parte | A Arte da Omissao

  2. Chatice
    3 de Setembro de 2013

    O Steven M. Greer e o http://www.disclosureproject.org/ é uma operação de diversão, um plano de contigência, recordem-se da mensagem de William Cooper e de como foi por uma destas implementações de planos de contigência que ele resolveu “colocar a boca no trombone”, ver em http://www.youtube.com/watch?v=tMvLnZY9zR4.

    e depois em:
    – 1345 30-Mar-98 MAJESTYTWELVE #1 (intro missing)
    – 1346 31-Mar-98 MAJESTYTWELVE #2
    – 1347 1-Apr-98 MAJESTYTWELVE #3

    Mais em: http://www.hourofthetime.com/wordpresstest/?page_id=7576

    Gostar

  3. Chatice
    5 de Dezembro de 2016

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This entry was posted on 31 de Agosto de 2013 by in Novas Energias, secretismo, UFO, Universo and tagged .

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