A Arte da Omissao

Slides da NSA explicam o programa de recolha de dados, PRISM

O programa super secreto Prism, permite que a comunidade da inteligência dos EUA ganhe acesso, a partir de nove empresas de Internet, a uma ampla gama de informações digitais, incluindo dados de e-mails e dados armazenados, a alvos estrangeiros que operam fora dos Estados Unidos. O programa é aprovado pelo tribunal e não exige mandados individuais. Em vez disso, opera sob a autorização mais ampla de juízes federais que supervisionam o uso do Foreign Intelligence Surveillance Act (FISA). Alguns documentos que descrevem o programa foram lançados pela primeira vez pelo The Washington Post no dia 6 de Junho de 2013. Os documentos recém-divulgados abaixo, fornecem detalhes adicionais sobre o funcionamento do programa, incluindo os níveis de revisão, controle e supervisão na NSA e FBI. Os documentos também mostram como o programa interage com as empresas de Internet. Esses slides, anotados pelo Post, representam uma seleção do documento em geral e algumas partes redigidas.

Programa Upstream

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Este slide mostra o PRISM apenas como uma parte do sistema de espionagem eletrónica da NSA. O programa “Upstream” recolhe das redes por cabo de fibra óptica, que carregam uma grande parte dos dados telefónicos e da internet do mundo. O mapa de base descreve os cabos submarinos que ligam América do Norte ao o resto do mundo.

Aquisição de dados a partir de um novo alvo

Este slide descreve o que acontece quando um analista da NSA gera uma nova tarefa no sistema PRISM para obter informações sobre um novo alvo. O pedido para o adicionar é passado automaticamente a um supervisor que analisa os “seletores”, ou os termos da busca. O supervisor tem de confirmar a “convicção razoável” do analista definida em 51 por cento de confiança, de que o destino especificado é um estrangeiro que está no exterior no momento da recolha.

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O Tribunal de Vigilância da Espionagem Estrangeira não supervisiona qualquer pedido de recolha.

Fornecedores (Google, Yahoo, etc) – O FBI usa equipamentos do governo na empresa privada para obter informações de uma empresa participante, como a Microsoft ou Yahoo e passa-as sem mais análises à NSA.

PINWALE, NUCLEON, etc – Para comunicações armazenadas, mas não para vigilância ao vivo, o FBI consulta os seus próprios bancos de dados para garantir que os selecionadores não correspondem a americanos conhecidos. Este é o local onde os dados entram nos sistemas da NSA, descritos mais detalhadamente no próximo slide.

Análise de informações recolhidas de empresas privadas

Depois da aquisição da informação das comunicações, os dados são processados ​​e analisados ​​por sistemas especializados que lidam com voz, texto e “informações da rede digital”, que inclui localizações.

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A cada alvo é assignado um código

De acordo com o The Post, o formato do código reflete a disponibilidade da vigilância em tempo real, bem como o conteúdo armazenado.

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A pesquisa ao banco de dados do PRISM

A 5 de Abril, de acordo com slide seguinte, existiam 117.675 alvos de vigilância ativa no banco de dados contra o terrorismo do PRISM. O slide não mostra quantos mais utilizadores  da Internet, e entre esses quantos norte-americanos, tiveram  as suas comunicações recolhidas  “acidentalmente” durante a fiscalização desses alvos.

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Monitorização da comunicação de um alvo

 Este diagrama mostra como a maioria das comunicações eletrónicas do mundo se movem através de empresas com sede nos Estados Unidos.

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Fornecedores de serviços e dados

O programa PRISM recolhe uma ampla gama de dados a partir de nove empresas, embora os detalhes variem entre elas.

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fornecedores participantes

Este slide mostra quando cada empresa aderiu ao programa, com a Microsoft a ser a primeira, em 11 de Setembro de 2007, e a Apple a mais recente, em Outubro de 2012.

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Fonte: NSA slides explain the PRISM data-collection program

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