A Arte da Omissao

A besta negra das classes dominantes francesas

Este artigo, originalmente publicado nos Estados Unidos, pretende explicar ao público estrangeiro, a condenação histérica do governo francês ao seu maior e popular humorista, Dieudonné. Diana Johnstone aproveita esta oportunidade para mostrar como e o porquê, da classe dominante francesa abandonou todos os valores republicanos  que afirma defender.

 REDE VOLTAIRE | Paris (França) | 05 de Janeiro de 2014

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Ministro do Interior francês, Manuel Valls

Os principais meios de comunicação e polítcos franceses começam o Ano Novo com uma resolução comum para 2014: Amordaçar definitivamente um comediante franco-africano que está a começar ser muito popular entre os jovens.

Entre o Natal e o Ano Novo, nada menos que o Presidente da República, François Hollande, quando visitava a Arábia Saudita num (muito grande) negócio, disse que o seu governo tem de encontrar uma maneira de proibir as actuações do comediante Dieudonné M’Bala M ‘Bala, assim chamado pelo ministro francês do Interior, Manuel Valls.

O líder do partido de oposição conservadora UMP, Jean-François Cope, de imediato badalou o seu “total apoio” para silenciar o artista incontrolável.

Seguindo o couro unânime da comunicação social, o semanário Nouvel Observateur escreve que esse  Dieudonné “já está morto”,  derrotado, terminado. Editores publicamente disputam se a melhor táctica para o prender seria por “incitamento ao ódio racial”, ou encerrar os seus espectáculos  com o motivo de serem  uma potencial “ameaça à ordem pública”, ou pressionar os  Municípios com cortes nos seus subsídios culturais caso o autorizem a actuar.

O objectivo do chefe nacional da polícia, Manuel Valls é claro, mas os poderes estão tacteando o melhor método. O cliché de desprezo ouvido repetidamente é que “ninguém mais ri com Dieudonné”.

Na realidade, o oposto é que é verdadeiro. E aí reside o problema. Na sua recente tour pelas cidades francesas, os teatros lotaram e bramiram com gargalhadas. Ele popularizou um único gesto, que ele chama de “quenelle” e  está a ser imitado por jovens em toda a França. Isto significa, simplesmente, estamos fartos.

Para inventar um pretexto para destruir Dieudonné, o principail organismo judaico, CRIF (Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França), equivalente francês do AIPAC e a LICRA (Liga Internacional contra o Racismo e Anti-semitismo), que gozam de privilégios especiais sob o direito francês), surgiram com uma fantasia para estigmatizar Dieudonné e seus seguidores de “nazistas”. A “quenelle” é óbvio ser um gesto vulgar que significa “acima do seu”, com uma mão colocada no topo do outro braço apontando para baixo para significar “até que ponto” isso é para ser.

Mas para o CRIF e LICRA, a “quenelle” é uma saudação nazista ao contrário. (Você não pode ser muito “vigilante” quando olha para o Hitler escondido).

Como alguém já observou, a “saudação nazista ao contrário” poderia também ser considerada anti nazista, se de fato, tivesse alguma coisa a ver com Heil Hitler. O que não é.

Mas a comunicação mundial está a seguir essa afirmação, no mínimo, apontando que “alguns consideram a “quenelle” uma saudação nazista ao contrário.” Não importa que quem a usa não tenha nenhuma dúvida sobre o que significa: F—d-se o ” sistema”.

Mas em que medida o CRIF e LICRA são o “sistema”?

França precisa de todas as risadas que consiga

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A Indústria francesa está a desaparecer, com o encerramento de fábricas semana após semana. Os impostos sobre os cidadãos de baixos rendimentos sobem para salvar os bancos e o euro. A desilusão com a União Europeia cresce. As regras da UE excluem qualquer tentativa séria para melhorar a economia francesa. Enquanto isso, os políticos da esquerda e da direita continuam os seus discursos vazios, cheios de clichés sobre “direitos humanos” – em grande parte como desculpa para irem para a guerra no Oriente Médio ou com o discurso retórico contra a China e Rússia. A classificação do presidente Holanda despencou para 15%. No entanto as pessoas votam e ficam com as mesmas políticas, feitas na UE.

Então, porque é que o político dominante foca a sua ira “no humorista mais talentoso de sua geração” (como alguns dos seus colegas o reconhecem, mesmo que o denunciem)?

A resposta curta é, provavelmente a crescente popularidade de Dieudonné entre os jovens, ilustra o conflito de gerações em crescimento. Dieudonné transformou o riso numa crítica a todo o sistema político. Tal gerou uma torrente de abusos e votos de encerramento dos seus espectáculos, de o arruinarem financeiramente e até de o colocarem na cadeia. O abuso também fornece um cenário de ataques físicos contra ele. Há alguns dias, o seu assistente, Jacky Sigaux foi agredido fisicamente em plena luz do dia por vários homens encapuzados em frente à prefeitura do bairro 19 – em frente ao Parque Buttes Chaumont. Ele apresentou uma queixa. Mas quanta protecção é de esperar de um governo cujo ministro do Interior, Manuel Valls – responsável pela Polícia – prometeu arranjar formas de silenciar Dieudonné?

A história é significativa mas é quase certo que seja mal noticiada fora da França – assim como será mal noticiada dentro de França, a origem de quase todas as notícias estrangeiras. Resumindo, um pouco de distorção e falsidades aumentam a confusão.

Porque o odeiam?

Dieudonné M’Bala M’Bala nasceu num subúrbio de Paris há quase 48 anos atrás. Sua mãe era branca, de Brittany, seu pai era Africano, dos Camarões. Isto deveria fazer dele um garoto-propaganda do “multiculturalismo”, que a esquerda ideologicamente dominante afirma promover. Durante a primeira parte da sua carreira, em parceria com seu amigo judeu, Elie Simoun, ele era apenas isto: campanha contra o racismo, focalizando a sua crítica na Frente Nacional, até concorrer contra um candidato da NF na cidade dormitório de Dreux, cidade onde vive a cerca de sessenta milhas a oeste de Paris. Como os melhores humoristas, Dieudonné sempre alvejou eventos actuais, com um calor e dignidade incomum na profissão. A sua carreira floresceu, trabalhou no cinema, foi convidado para a televisão e ramificou-se por conta própria. Como grande observador que é, destaca-se com imitações relativamente subtis de vários tipos de personalidades e grupos étnicos desde africanos a chinêses.

Há dez anos, a 1 de Dezembro de 2003, como convidado no programa de TV chamado “Você não pode agradar a todos” e dedicado a eventos atuais, Dieudonné entrou no palco rudemente disfarçado de “convertido ao extremismo sionista”, aconselhando os outros a seguirem em frente, ” juntando o eixo americano-israelita de Good”. Isto foi no primeiro ano do ataque dos EUA ao Iraque ao qual a França se recusou a juntar, e que levou Washington a baptizar as  “batatas fritas francesas” (belgas, na verdade) de “batatas fritas da liberdade”. Uma satira relativamente leve sobre 0 “Eixo do Mal” de George W. Bush parecia totalmente ajustado ao clima da época. O ensaio terminou com uma breve saudação, “Isra-heil”. Tal estava longe de ser novidade para Dieudonné, mas, no entanto, o humorista popular foi no momento entusiasticamente abraçado por outros artistas, enquanto a plateia lhe dava uma ovação de pé.

De seguida, os protestos começaram a aparecer, especialmente sobre o último gesto que foi visto como comparando Israel à  Alemanha nazi. “Anti-semitismo”, gritam, embora o alvo fosse Israel (e os Estados Unidos como aliados no Oriente Médio). Começaram a chover chamadas para proibir os seus shows, para que fosse processado, para que fosse destruída a sua carreira. Dieudonné tentou justificar o seu esboço como não visando os judeus, mas, ao contrário de outros antes dele, não iria pedir desculpas por uma ofensa que ele acreditava não ter cometido. Porque não ocorreram protestos de africanos que ele caricatorou? Ou muçulmanos? Ou chineses? Porque é que uma única comunidade reagiu com tanta fúria?

Começou então uma década de escalada. A LICRA iníciou uma longa série de acções legais contra ele (“incitar o ódio racial”). Em vez de ceder depois de cada ataque, Dieudonné ia ainda mais longe com a sua crítica ao “sionismo” Ao mesmo tempo, foi gradualmente excluído dos estúdios de televisão e tratado como um pária pela grande mídia. É apenas a recente profusão em massa de imagens da internet com jovens a fazer o gesto da “quenelle”, que levou o poder instituído a concluir que um ataque frontal seria mais eficaz do que tentar ignorá-lo.

O pano de fundo ideológico

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Para se tentar entender o significado do caso Dieudonné, é necessário entender o contexto ideológico. Por razões muito complexas para serem apresentadas aqui, a esquerda francesa  – a esquerda, outrora com a preocupação principal no bem estar dos trabalhadores, na igualdade social, na oposição às guerras de agressão, na liberdade de expressão – quase desapareceu. A direita venceu a batalha decisiva da economia com o triunfo das políticas que promovem a estabilidade monetária e os interesses do capital financeiro internacional (“neoliberalismo”). Como prémio de consolação, a esquerda tem uma certa regra ideológica baseada no anti-racismo, antinacionalismo e com o compromisso a favor da União Europeia  – até mesmo a  hipotética “Europa social”, que rapidamente se afasta para se juntar ao cemitério dos sonhos perdidos -. Na verdade, essa ideologia coincide perfeitamente com a  globalização alicerçada nos requisitos do capitalismo financeiro internacional.

Na ausência de uma verdadeira esquerda social e económica, a França caiu numa espécie de “política de identidade”, em que tanto elogia o multiculturalismo como reage com veemência contra o “comunitarismo”, pretendendo afirmar que qualquer particularismo é indesejável​​. Mas algumas particularidades étnicas são ainda menos bem-vindas que outras.

O véu islâmico foi proibido pela primeira vez nas escolas e os pedidos para o proibir em locais públicos são cada vez mais prementes.O niqab e a burqa foram proibidos por lei.

As controvérsias entram em erupção sobre os alimentos halal (alimentos permitidos pela religião – NdT) nas cantinas, orações em vias públicas, enquanto caricaturas zombam regularmente com o Islão.

Independentemente do que se pense disto tudo, a luta contra o comunitarismo pode ser vista por alguns como dirigida contra uma determinada comunidade. Ao mesmo tempo, os líderes políticos franceses tomaram a dianteira dos que apelam à guerra em países muçulmanos como a Líbia e Síria, enquanto exibem a sua devoção a Israel.

 Ao mesmo tempo, uma outra comunidade tem sido uma preocupação constante. Nos últimos vinte anos, enquanto a prática religiosa e o compromisso político têm diminuído drasticamente, o Holocausto, chamado Shoah na França, tornou-se progressivamente numa espécie de religião estatal. As escolas comemoram o Holocausto todos os anos, ele domina cada vez mais a consciência histórica em detrimento de outros aspectos, como o número de abordagens na área das humanas. Em particular, de todos os eventos da longa história da França, o único protegido por lei é o Holocausto. Essa lei, disse Gayssot, proíbe quaisquer perguntas sobre a história do Holocausto, uma interferência absoluta e sem precedentes na liberdade de expressão. Além disso, a algumas associações como a LICRA, foi concedido o privilégio de poder levar indivíduos à justiça, com base no «incitamento ao ódio racial», (interpretado numa forma muito ampla e desigual), e com a capacidade de recolher indemnizações em nome da «comunidade insultada». Na prática, essas leis servem principalmente para perseguir o presumido «anti-semitismo» e o «revisionismo» relativo ao Holocausto. Embora sejam muitas vezes rejeitados pelos tribunais, tais processos envolvem assédio e intimidação. A França é um dos poucos países onde o movimento BDS (boicote, desinvestimento, sanções) contra a colonização israelita pode ser contestada em tribunal por “incitar o ódio racial.”

A Liga de Defesa Judaica (LDJ), organização violenta e ilegal nos Estados Unidos e em Israel, é conhecida por saquear livrarias e ferir indivíduos isolados e por vezes até idosos. Quando os agressores são identificados, a fuga para Israel é uma boa saída. As vítimas da LDJ nunca inspiram a opinião pública com o mesmo clamor quando um cidadão judeu é vítima de agressão  gratuita. Além disso, os políticos rendem-se ao jantar anual da CRIF com o mesmo zelo que os dos Estados Unidos se rendem ao da AIPAC – não para financiarem as suas campanhas eleitorais, mas para provarem a benevolência dos seus sentimentos –

A França tem a maior comunidade judaica da Europa Ocidental, uma população que na sua maioria escapou à deportação durante a ocupação alemã, época na qual os imigrantes judeus eram deportados para campos de concentração. Além da comunidade judaica estabelecida há muito tempo, há muitos recém-chegados da África do Norte. Tudo isso contribui para uma população com sucesso e muito dinâmica, muito presente nas profissões mais visíveis e populares (jornalismo, show business,  ciência e medicina, entre outras).

De todos os partidos políticos franceses, o Partido Socialista (em particular através do Partido Trabalhista de Shimon Peres que é membro da Internacional Socialista) é o que tem  laços históricos mais próximos com Israel. Na década de 1950, quando a França lutava contra o movimento de libertação nacional da Argélia, o governo francês (via Peres) contribuiu para o projecto de produção de armas atómicas israelita. Hoje, não é o Partido Trabalhista que governa Israel, mas sim a extrema direita. A recente visita amigável de François Hollande a Benjamin Netanyahu, mostrou que o desvio da direita na vida política em Israel não abanou as relações – que parecem estar mais próximas do que nunca –

No entanto, a comunidade judaica é muito pequena em comparação com o grande número de imigrantes vindos do norte da África árabe e imigrantes negros das ex-colónias francesas na África. Há alguns anos, Pascal Boniface, intelectual de renome e membro do PS advertiu cautelosamente os líderes do partido que o aumento da tendência a favor da comunidade judaica podia acabar por causar problemas eleitorais. Este aviso contido num documento de análise política causou tal alvoroço que quase lhe custou a carreira.

Mas o fato é: não é difícil para os franceses de ascendência árabe e africana terem a percepção de que o “comunitarismo” que realmente influencia é o sectarismo judaico.

O uso político do Holocausto

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Norman Finkelstein demonstrou há algum tempo que o Holocausto pode ser explorado para fins desprovidos de nobreza: como extorquir fundos a bancos suíços. A situação na França é no entanto bem diferente. Há poucas dúvidas de que as lembranças constantes ao Holocausto operam como uma espécie de protecção a Israel contra a hostilidade gerada pelo tratamento aos palestinos. Mas a religião do Holocausto tem outro impacto político mais profundo e não tem nenhuma relação directa com o destino dos judeus.

Mais do que qualquer outra coisa, Auschwitz foi interpretado como um símbolo do nacionalismo. A referência a Auschwitz foi usada para dar uma má consciência à Europa, incluindo a França, se tivermos em conta o fato de que o seu papel relativamente marginal nesta matéria [Auschwitz] foi resultado da derrota e ocupação militar do país pela Alemanha nazi. Bernard- Henri Lévy, escritor cuja influência tem crescido em proporções grotescas nos últimos anos (empurrou o presidente Sarkozy para a guerra contra a Líbia), começou sua carreira argumentando que o “fascismo” é a autêntica “ideologia francesa”. Culpa, culpa, culpa. Ao converterem Auschwitz no evento mais significativo da história moderna, um certo número de escritores e figuras públicas justificam por defeito o poder crescente da União Europeia como substituto essencial das nações europeias inerentemente ” ruins”. Nunca mais Auschwitz! Dissolver as Nações Unidas numa burocracia tecnocrática livre das influências emocionais dos cidadãos que não puderam votar correctamente. Você sente-se francês? Ou alemão? Você deve sentir-se culpado – por causa de Auschwitz.

Os europeus estão menos entusiasmados com a UE porque ela arruína as suas economias e remove qualquer controlo democrático sobre eles. Eles podem votar para o casamento gay, mas não para qualquer medida keynesiana e muito menos socialista. A culpa pelo passado, porém, é assumida para manter a lealdade  com o sonho europeu.

Os fãs de Dieudonné, a julgar pelas fotos, parecem ser na sua maioria homens jovens, entre os  20 e 30 anos. Eles nascem de duas boas gerações após a II Guerra Mundial. Eles passaram a vida a ouvir falar sobre do Holocausto. Mais de 300 escolas em Paris dispõem de uma placa comemorativa relativa à condenação de crianças judias que foram deportadas para campos de concentração nazis. Qual é o efeito de tudo isto? Para muitos dos que nasceram muito depois destes terríveis acontecimentos, parece que todo mundo tem de sentir-se culpado – se isto não é para os que nada fizeram, então é para os que deveriam ter feito se tivessem tido a oportunidade [se tivessem vivido na época] -.

Quando Dieudonné transformou Chaud Cacao, uma velha canção “tropical” um pouco racista, no Holocausto abacaxi, o refrão foi retomado em massa por fãs do Dieudonné. Eu acredito que não estão a satirizar o real Holocausto, mas sim aqueles que constantemente relembram os eventos para os fazerem sentir-se culpados, insignificantes e impotentes. Grande parte dessa geração já ouviu bastante sobre o período de 1939 – 1945, enquanto o seu próprio futuro está sombrio.

Ninguém sabe quando parar

No último domingo, Nicolas Anelka, um jogador de futebol famoso de origem Afro-belga  [2] que joga na Inglaterra fez o gesto da “quenelle”, depois de marcar um golo, em solidariedade com seu amigo Dieudonné M’Bala M’Bala. Após este gesto simples e insignificante, o tumulto atingiu  novas alturas.

Na Assembleia Nacional francesa, o Meyer Habib representa a “as Relações Exteriores da França” – 4.000 israelitas de origem francesa [3]. Na última segunda-feira, ele twittou  “ a «quenelle» de Anelka é intolerável! Vou apresentar um projeto de lei para punir essa nova saudação nazi praticada por anti-semitas.”

A França aprovou legislação para “punir o anti-semitismo”. O resultado é o oposto. Tais disposições meramente tendem a confirmar a velha ideia de que “os judeus governam o país” e participam no aumento do anti-semitismo. Quando os jovens franceses vêm um franco-israelita tentar transformar um gesto simples num crime, quando a comunidade judaica se mobiliza para proibir as actuações dos seus  comediantes favoritos, o anti-semitismo só pode aumentar mais rapidamente.

O fato é que dentro desta escalada o equilíbrio do poder é muito desigual. A arma de um humorista é a palavra e os fãs que possam dispersar quando a situação ficar mais difícil. No outro lado está o ideológico dominante e o poder do Estado.

Neste tipo de conflito, a paz civil depende da sabedoria e habilidade de quem tem o maior poder de exercer a contenção. Se não agir em conformidade, então poderemos assistir a um jogo sem vencedores. (fonte)

[1] L’auteur parle du droit de se porter partie civile, NdT.

[2] La famille d’Anelka est en fait originaire des Antilles, NdT

[3] plus de 78 000 inscrits sur les registres électoraux en réalité, NdT

Nota: Links e realces desta cor são da minha responsabilidade.

4 comments on “A besta negra das classes dominantes francesas

  1. Pingback: Depois da Jugoslávia, é a Ucrânia? | A Arte da Omissao

  2. Octopus
    13 de Fevereiro de 2014

    Conheço bem o humor de Dieudonné por ter vivido até aos 21 anos em França, e ele não é racista, como muito o querem fazer crer, apenas através das suas actuações conta algumas verdades incomodas.

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