A Arte da Omissao

Crimeia separa-se. E depois?

Crimeia separa-se. E depois?

por Ron Paul

As acusações e sanções contra Moscovo de Barack Obama, após a reunificação da República da Criméia com a Rússia, não cumprem com a aprovação unânime dos Estados Unidos. Para o líder libertário Ron Paul, o frenesi do presidente não é só inútil, como também o desacredita.

Voltaire Network | Houston | 19 de Março 2014

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Moradores da Crimeia votaram no fim de semana sobre se continuavam a ser uma região autónoma da Ucrânia ou se juntavam à Federação Russa. Ao o fazerem, juntaram-se a uma série de países e regiões – incluindo recentemente Escócia, Catalunha e Veneza – que procuram separar-se dos governos que consideram que não respondem ou são opressivos. Nestes três últimos decorrem sem grandes notícias, enquanto o voto esmagador da Crimeia para se separar da Ucrânia indignou de tal forma as  autoridades dos EUA e da União Europeia, que  levou a NATO para mais perto de um conflito com a Rússia.

Qual é o problema? Os opositores do voto da Crimeia gostariam de apontar canhões para a ilegalidade do referendo. Mas a auto determinação é uma peça central da lei internacional. O artigo I da Carta das Nações Unidas assinala claramente que o objectivo da ONU é “desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos.”

Porquê o cuidado dos EUA, que a bandeira seja hasteada num pequeno pedaço de terra a milhares de quilómetros de distância?

Os críticos apontam para a “ocupação” russa da Crimeia como prova de que nenhum voto justo poderia ter ocorrido. Onde estavam essas pessoas quando foi realizada uma eleição num Iraque ocupado por tropas norte-americanas e que foi chamada de “triunfo da democracia”?

Talvez as autoridades norte-americanas que apoiaram a derrubada inconstitucional de governo da Ucrânia devessem reorientar as suas energias para aprenderem a nossa própria Constituição, a qual não permite que o governo dos EUA possa derrubar governos no exterior ou que envie um bilhão de dólares para salvar a Ucrânia e os seus credores internacionais.

Embora a administração Obama tenha aplicado algumas sanções mínimas a indivíduos específicos russos e da Crimeia, nem os EUA nem a UE podem aplicar sanções significativas contra a Rússia. O comércio global fornece muito benefício económico para ambos os lados.

De fato, foi noticiado que os mercados internacionais quiseram que as sanções até agora fossem mínimas. Eles entendem que o comércio e as relações económicas são as estradas mais seguras para a paz e prosperidade. Vamos ter esperança de que os governos sigam os seus líderes.

Nota: link é da minha responsabilidade

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