A Arte da Omissao

10 estudos científicos que provam que os OGM podem ser prejudiciais para a saúde humana

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Tradução de parte do artigo, 10 Scientific Studies Proving GMOs Can Be Harmful To Human Health

 

1.Várias toxinas originárias dos OGM detectadas em sangue materno e  fetal

Pesquisas no Canadá (as primeiras deste tipo) identificaram com sucesso a presença de pesticidas associados a alimentos geneticamente modificados no sangue materno, fetal e em mulheres não grávidas. Também descobriram a presença da toxina Bt da Monsanto. O estudo foi publicado na revista Reproductive Toxicology em 2011. (1) Pode ler o estudo completo aqui.

Dada a potencial toxicidade desses poluentes ambientais e à fragilidade do feto, são necessários mais estudos, principalmente os que utilizam a abordagem da transferência placentária. Assim, os nossos resultados actuais  fornecerão informação base para futuros estudos que explorem a nova área da investigação relacionada com a nutrição, toxicologia e reprodução nas mulheres. Hoje, as perturbações obstétricas e ginecológicas que são associadas a compostos químicos ambientais não são conhecidos. Assim, sabendo a actual concentração de alimentos geneticamente modificados em humanos, constitui uma pedra angular no avanço da pesquisa nesta área “. (1)

O estudo utilizou amostras de sangue de trinta mulheres que estavam grávidas e de trinta mulheres que não estavam. Também realçou que o feto é considerado ser altamente suscetível aos efeitos adversos dos xenobióticos (substância química externa encontrada dentro de um organismo que não é produzido naturalmente). É por isso que o estudo enfatiza que é crucial saber-se mais sobre os OGM, porque os agentes ambientais podem perturbar os eventos biológicos necessários à garantia do crescimento e e desenvolvimento normal.

2. O DNA das culturas geneticamente modificadas pode ser transferido para os seres humanos que as comem 

Num novo estudo publicado na Public Library of Science (PLoS), os pesquisadores enfatizam que existem provas suficientes de que os fragmentos de DNA derivados de alimentos carregam genes completos que podem entrar no sistema de circulação humana através de um mecanismo desconhecido (2).

Numa das amostras de sangue a concentração relativa do ADN da planta era maior do que o ADN humano. O estudo foi baseado na análise de mais de 1000 amostras humanas de quatro estudos independentes. PLOS é uma revista científica de acesso livre, bem respeitada e revisada, que abrange a pesquisa primária de disciplinas dentro da ciência e medicina. É muito bom ver este estudo publicado na mesma, confirmando o que muitos já há anos suspeitavam.

“A nossa corrente sanguínea é considerada ser um ambiente bem separado do mundo exterior e do tracto digestivo. De acordo com o paradigma padrão, grandes macromoléculas consumidas em alimentos, não podem passar directamente para o sistema circulatório. Durante a digestão, pensa-se que as proteínas e o DNA, degradam em pequenos componentes, aminoácidos e ácidos nucleicos, respectivamente, e, de seguida são absorvidos por um processo activo complexo e distribuídos para várias partes do corpo através do sistema circulatório. Aqui e com base na análise de mais de 1000 amostras humanas de quatro estudos independentes, relatamos a evidência de que os fragmentos de DNA derivados da alimentação, são suficiente grandes para transportarem os genes completos, podem evitar a degradação e por meio de um mecanismo desconhecido podem entrar no sistema circulatório humano. Numa das amostras de sangue, a concentração relativa do ADN da planta era maior do que o ADN humano. A concentração do DNA da planta mostra uma surpreendentemente e precisa distribuição normal nas amostras de plasma, enquanto a amostra não-plasma (sangue do cordão umbilical) estava livre do DNA da planta. ” (2)

3. Novo estudo liga os OGM aos distúrbios de glúten que afectam 18 milhões de americanos

Este estudo foi recentemente divulgado pelo Institute for Responsible Technology (IRT), e usa dados do Departamento de Agricultura, Agência de Protecção Ambiental dos EUA, opiniões de médicos publicadas em jornais, bem como outras pesquisas independentes. (3) (4) Os autores relacionam os alimentos geneticamente modificados a cinco condições que podem desencadear ou agravar transtornos relacionados com ao glúten, incluindo a desordem auto-imune, a doença celíaca:

     Permeabilidade intestinal

     Desequilíbrio de bactérias do intestino

     Activação imune e resposta alérgica

     Digestão prejudicada

     Danos à parede intestinal

O Institute for Responsible Technology (IRT), é líder mundial na educação de decisores políticos e público sobre alimentos transgénicos e sementes. O instituto informa e investiga o impacto que os alimentos transgénicos podem ter na saúde, no meio ambiente, agricultura e muito mais.

4. Estudo liga milho geneticamente modificado a tumores em ratos

Em Novembro de 2012, o Journal of Food and Chemical Toxicology  publicou um artigo intitulado ‘Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize’ (“toxicidade a longo prazo do herbicida Roundup e a tolerância ao Roundup do milho geneticamente modificado, NdT”), de Gilles-Eric Seralini e sua equipe de pesquisadores da Universidade de Caen na França. (5)

Foi um estudo muito significativo, o que, obviamente, não parece bom para as grandes empresas bio-tecnológicas como a Monsanto,  sendo o primeiro e único estudo a longo prazo sob condições controladas a analisar os possíveis efeitos de uma dieta de milho OGM tratado com o herbicida Roundup da Monsanto.

Este estudo já foi recolhido, o que é estranho, pois a revista cientifica onde foi publicado é revisada, muito conhecida e respeitável. Para um estudo poder ser publicado nela, tem que passar por um rigoroso processo de revisão.

Também é importante observar que centenas de cientistas de todo o mundo condenaram a retracção do estudo. Este estudo foi realizado por especialistas, e a correlação entre os OGM e estes tumores não pode ser negada, algo aconteceu.

As múltiplas críticas do estudo também foram atendidas pela equipe de pesquisadores que o conduziram. Pode ler e saber mais sobre o estudo aqui.

5. Glifosato induz o crescimento de células do cancro da mama humano através da via de receptores de estrógeno

O estudo está publicado na US National Library of Medicine (4) e em breve será publicado na revista Food and Chemical Toxicology. Estudos recentes evidenciam o potencial do glifosato ser um desregulador endócrino. Desreguladores endócrinos são substâncias químicas que podem interferir com o sistema hormonal nos mamíferos. Estes desreguladores podem causar distúrbios de desenvolvimento, defeitos de nascimento e tumores cancerígenos. ( 6 )

O glifosato exerce efeitos proliferativos apenas no cancro de mama hormonal-dependente humano. Descobrimos que o glifosato apresenta uma actividade estrogénica mais fraca que o estradiol. Além disso, este estudo demonstrou os efeitos aditivo estrogénico  do glifosato e genisteína, o que implica que o uso de produtos de soja contaminados, como suplementos alimentares, pode representar um risco de cancro de mama por causa de seu potencial aditivo estrogénico. (6)

Os pesquisadores também determinaram que o Roundup da Monsanto é considerado um “xenoestrogen”, isto é, uma hormona externa que imita o estrogénio real nos nossos corpos. Isto pode causar um número de problemas, onde se inclui um aumento do risco de vários cancros, início precoce da puberdade, problemas na tiroide, infertilidade e muito mais.

6. Glifosato associado a defeitos de recém nascidos

Um grupo de cientistas reuniu uma ampla revisão dos dados existentes, onde mostra como os reguladores europeus têm conhecimento, pelo menos desde 2002, que o glifosato da Monsanto provoca uma série de malformações congénitas. Os reguladores enganam o público sobre a segurança do glifosato, o Departamento Federal de Defesa do Consumidor e da Segurança Alimentar da Alemanha disse à Comissão Europeia que não havia  evidências que sugiram que o glifosato cause malformações.

A avaliação que fizemos às evidências leva-nos à conclusão de que a aprovação actual do glifosato e do Roundup é imperfeita e  confiável. Neste relatório, analisamos os estudos da indústria e os documentos regulatórios que levaram à aprovação do glifosato. Mostramos que a indústria e os reguladores já sabiam em 1980 e 1990 que o glifosato causa malformações – mas a informação não foi tornada pública. Demonstramos ainda que como os reguladores da UE fundamentaram o seu caminho, a partir de claras evidências da teratogenicidade do glifosato feitas em estudos próprios da indústria, concluímos que minimizaram essas conclusões no relatório da avaliação final da Comissão da União Europeia ( 7)

Apresentamos o resumo do relatório:

  •  Várias literaturas científicas revisadas, documentam que o glifosato acarreta graves riscos para a saúde.
  •  A indústria (incluindo a Monsanto) sabe desde os anos 80, que o glifosato em doses elevadas, causa malformações em animais de laboratório.
  •  A indústria tem conhecimento desde 1993 que esses efeitos também podem ocorrer em doses mais baixas e médias.
  •  O governo alemão tem conhecimento, pelo menos desde  1998, que o glifosato causa malformações.
  •  Um painel de peritos científicos da Comissão da EU, sabia em 1999 que o glifosato causa malformações.
  •  A Comissão Europeia tem conhecimento, desde 2002, que o glifosato causa malformações. Esse foi o ano em que a divisão da DG SANCO publicou o seu relatório final de avaliação, estabelecendo uma base para a aprovação actual do glifosato.

Outro estudo publicado pela Sociedade Americana de Química, da Universidade de Buenos Aires, Argentina, também mostrou que o glifosato pode causar anormalidades. (8)

O efeito directo do glifosato sobre os primeiros mecanismos da morfogénese em embriões de vertebrados abre preocupações sobre os achados clínicos acerca da descendência humana em populações expostas ao glifosato em áreas agrícolas (8).

7. Estudos ligam o Glifosato ao autismo, Parkinson e Alzheimer

Quando ingerimos glifosato, estamos na essência a alterar a química do nosso corpo. É não natural e o corpo não entra em ressonância com ele. O P450 (CYP),  a sinalização do gene  é interrompida quando o corpo tem glifosato. P450 cria enzimas que auxiliam a formação das moléculas nas células, bem como as dividem. Enzimas CYP são abundantes e têm muitas funções importantes. Elas são responsáveis ​​pela desintoxicação de xenobióticos do corpo, coisas como os vários químicos encontrados em pesticidas, medicamentos e carcinógenos químicos. O glifosato inibe as enzimas CYP. A sinalização CYP é fundamental para o funcionamento normal e natural dos vários sistemas biológicos dentro dos nossos corpos. Como os humanos que estiveram  expostos ao glifosato têm uma queda nos níveis do triptofano de aminoácidos, não têm a sinalização activa necessária do neurotransmissor serotonina o qual está associado com o aumento de peso, depressão e doença de Alzheimer. (9)

8. Doentes crónicos têm níveis de glifosato maiores que os seres humanos saudáveis

Um novo estudo da Alemanha conclui que os resíduo de glifosato podem chegar aos seres humanos e animais através da alimentação e podem ser excretados na urina. Ele descreve como a presença de glifosato na urina e a sua acumulação nos tecidos animais é alarmante, mesmo em baixas concentrações. ( 10 )

Até aos dias de hoje, a Monsanto continua a anunciar seus produtos Roundup como amigos do ambiente e afirma que nem os animais nem os seres humanos são afectados por sta  toxina. Os ambientalistas, veterinários, médicos e cientistas no entanto, têm levantado crescentes alarmes sobre o perigo do glifosato na cadeia alimentar humana e animal, bem como no meio ambiente. O facto do glifosato ter sido encontrado em animais e seres humanos é de grande preocupação. Na busca das causas de doenças graves encontradas em rebanhos inteiros de animais no norte da Alemanha, especialmente em gado, o glifosato tem sido repetidamente detectado na urina, fezes, leite e alimentação dos animais. Ainda mais alarmante, o glifosato foi detectado na urina dos agricultores. (10)

9. Estudos ligam a alimentação OGM dos animais, à graves inflamações do estômago e alargamento do útero em porcos.

Um estudo realizado pela cientista Judy Carman, PhD, que recentemente foi publicado na revista revisada, Organic Systems, descreve os efeitos da dieta mista com ração OGM em porcos, e como tal é motivo de preocupação quando se trata de saúde. (11) Os cientistas aleatoriamente alimentaram porcos com  mistura de soja GM e milho GM durante 23 semanas (nada fora do comum para a maioria dos porcos nos Estados Unidos), o qual é, infelizmente, o tempo de vida normal de um porco comercial do desmame ao abate. Números iguais de machos e fêmeas estavam em cada grupo. A dieta GM foi associada a diferenças gástricas e uterinas nos suínos. Os porcos transgénicos tinham úteros 25% mais pesados do que os suínos alimentados com produtos não GM. Os porcos alimentados com produtos GM tiveram uma taxa maior de inflamações graves no estômago, com uma taxa de 32% em comparação com os 125 de suínos alimentados com produtos não GM.

O estudo conclui que os suínos alimentados com a dieta OGM exibiram úteros mais pesados e uma maior taxa de inflamações graves no estômago do que os porcos que não foram alimentados com a dieta GM. Como a utilização de alimentos transgénicos para gado e seres humanos está tão difundida, este é definitivamente um outro motivo de preocupação quando se trata do consumo OGM. Os seres humanos têm um trato gastrointestinal semelhante aos porcos, e essas culturas GM são amplamente consumidas por pessoas, especialmente nos Estados Unidos.

10. A avaliação de risco dos OGM é baseada em muito poucas evidências científicas no sentido de que os métodos de ensaio recomendados não são suficientes para garantir a segurança. (12 ) ( 13 ) ( 14 )

Inúmeras vezes foram detectadas anomalias relacionadas com os testes aos alimentos geneticamente modificados.

As primeiras orientações foram originalmente concebidas para regular a introdução dos micróbios e plantas geneticamente modificadas no meio ambiente, sem se ter a atenção às questões da segurança alimentar. No entanto, as mesmas têm sido amplamente citadas ao serem adicionadas como suporte científico oficial na avaliação da segurança alimentar. Além disso, a Declaração da Política liberada pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, que presuntivamente reconhece os alimentos transgénicos como GRAS ( geralmente reconhecidas como seguras), foi preparada enquanto haviam directrizes críticas elaboradas pelo International Life Sciences Institute Europe, FAO e WHO,  que recomendavam que a avaliação da segurança deveria basear-se no conceito da equivalência substancial, considerando os parâmetros como a caracterização molecular, características fenotípicas, nutrientes essenciais, tóxicos e alérgenos. Desde 2003, as normas oficiais para a avaliação da segurança alimentar foram publicados pela Comissão do Codex Alimentarius da FAO / OMS . Comentários publicados com cerca de 25 estudos revisados ​​por especialistas descobriram que, apesar das orientações, a avaliação do risco dos alimentos geneticamente modificados não seguiu o protótipo definido (12) ( 15).

“A avaliação de risco das culturas geneticamente modificados para a alimentação humana e sua saúde não tem sido sistemática. As avaliações para cada cultura GM ou traço foram realizadas usando períodos de alimentação diferentes, modelos de animais e parâmetros. Os resultados mais comuns dizem que as GM e as fontes convencionais incluem um desempenho nutricional e crescimento semelhantes nos animais. No entanto, têm sido relatos efeitos microscópicos e moleculares adversos de alguns alimentos transgénicos em diferentes órgãos ou tecidos. Enquanto actualmente não existirem métodos padronizados para avaliar a segurança dos alimentos geneticamente modificados, as tentativas no sentido da harmonização estão a caminho. Mais esforço científico é necessário, a fim de construir a confiança na avaliação e aceitação dos alimentos GM.”(12) (15)

Então, se alguém lhe disser que os OGM são completamente seguros para o consumo, não é verdade. Nós, simplesmente não sabemos o suficiente sobre eles para fazer uma afirmação tão definitiva. Actualmente um monte de evidências apontam para o contrário.

(1) https://www.uclm.es/Actividades/repositorio/pdf/doc_3721_4666.pdf

(2) http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0069805

(3) http://rt.com/usa/gmo-gluten-sensitivity-trigger-343/

(4) http://responsibletechnology.org/media/images/content/Press_Release_Gluten_11_25.pdf

(5) http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691512005637

(6) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23756170

(7) http://earthopensource.org/files/pdfs/Roundup-and-birth-defects/RoundupandBirthDefectsv5.pdf

(8) http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/tx1001749

(9) http://www.mdpi.com/1099-4300/15/4/1416

(10) http://omicsonline.org/open-access/detection-of-glyphosate-residues-in-animals-and-humans-2161-0525.1000210.pdf

(11) http://www.organic-systems.org/journal/81/8106.pdf

(12) http://static.aboca.com/www.aboca.com/files/attach/news/risk_assessment_of_genetically_modified_crops_for_nutrition.pdf

(13) Reese W, Schubert D. Safety testing and regulation of genetically engineered foods. Biotechnol Genet Eng Rev. 2004;21:299–324

(14) Schubert D. A different perspective on GM food. Nat Biotechnol. 2002;20:969–969.

(15) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19146501

 

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This entry was posted on 19 de Abril de 2014 by in OGM, Saúde and tagged , , , , .

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