A Arte da Omissao

Opiniões – Será o ISIS um embuste?

Revelações recentes no Iraque expuseram o ISIS. Ele não existe, é tão simples como isto, não por todo Iraque, não em Mosul, não no controle de todas as regiões do petróleo.  O real “ISIS”, mais recentemente identificado como uma construção de Israel, Arábia Saudita e Turquia, é, pelo menos no Iraque, um fantasma. Quem assim pensa é Gordon Duff, veterano da guerra do Vietname,  que durante décadas para além de trabalhar com veteranos, lidou com questões de prisioneiros de guerra,  consultou  governos desafiado-os com questões de segurança. Ele é editor sénior e presidente do Conselho de Veterans Today escreve para a revista “New Oriental Outlook.

22.3.2016: conta então Gordon:

Em Janeiro de 2014, encontrei-me com governadores sunitas para discutir os seus pontos de vista sobre a ameaça do ISIS, no que dizia respeito a questões de segurança regional. Naquela época, o  ISIS estava só em Ramadi, visto por uns cínicos e poderosos, como uma ferramenta útil para alavancar reformas políticas do governo liderado por xiitas.

O subsequente aumento, quase mágico,  do ISIS por todo o Iraque foi acreditado por todos,  embora sem qualquer sentido. O ISIS de Janeiro de 2014 e o ISIS de Setembro 2014 não estavam relacionados e certamente não eram  a mesma entidade.

O novo “ISIS” realizou movimentos militares simultâneos impossíveis, em Anbar, Nínive, Salahaddin, Tamim, Dyala, Karbala, Babil, Najaf, Qadisiyyah e até em províncias da Suleimânia, e, refiro-me só ao Iraque.

Tal foi  evidenciado cedo, com os  grupos políticos sunitas tribalmente inter-relacionados, que há muito tempo tinham formado organizações de milícias com as quais estou muito familiarizado, e que de repente, passaram a ser o “ISIS” do Iraque. Mas, também haviam outros poderes que agiam sob o disfarce teatral do ISIS ou ISIL ou Estado islâmico.

Assim, desde o princípio, que nós soubemos e, “nós” são o governo iraquiano, Irão, Rússia e talvez até mesmo os Estados Unidos, que a ameaça do ISIS tinha sido falseada. Nós suspeitávamos que a insurgência era nada mais do que uma guerra civil iraquiana, não o surgimento de um culto místico de “cortadores de cabeças com habilidades loucas e muito apoio de Hollywood. Foi uma facto não falado. Se o pensamento de que o ISIS não é o que parece ser já passou pela sua mente, as suas suspeitas podem muito bem ter fundamento.

Agora temos razões para acreditar que não há nenhum “ISIS”, não como tem sido representado, nem mesmo pelos teóricos da conspiração. Na verdade, o mais próximo que alguém chegou, ao que agora se sabe sobre quem e o que é realmente o ISIS, ocorreu em Dezembro de 2014, durante a Conferência de Segurança em Damasco, quando a delegação americana chefiada pelo coronel James Hanke e eu, apelidámos o  ISIS de um “braço” de um sindicato global de crime organizado.

Desmontar o  ISIS

Na semana passada, o governo regional em Erbil (capital do Curdistão iraquiano -NdT), que abrange as áreas curdas no Iraque, recebeu da Turquia um pagamento estranho e inexplicável, no valor de  US $ 200 milhões, pelas “quebras nas receitas do petróleo.No entanto, os registos indicam que, em conformidade com a constituição do Iraque, Erbil tinha já recebido os seus  17% das receitas do petróleo iraquiano. Observe-se também, que a Constituição do Iraque proíbe expressamente que o Governo Regional Curdo negoceia directamente vendas de petróleo com qualquer nação ou entidade corporativa.

Além disso, as enormes reservas do petróleo iraquiano de Kirkuke, estão fora das fronteiras do controle limitado do governo regional curdo. No entanto, o Primeiro Ministro Barzani  anunciou que planeava anexar  os maiores  campos de petróleo do Iraque. Por outro lado, tudo acontece só numa semana, incluindo outro pagamento, desta vez de uma empresa de petróleo do Ocidente, no valor de US $ 300 milhões a Erbil (capital do Curdistão iraquiano -NdT), para assegurar os direitos ao petróleo, no território que Barzani disse que iria tomar.

O problema é que, Barzani já anexou esse território e, desde 2014, vende petróleo à Turquia. Além disso, de acordo com o noticiado a 10 de Junho de 2014 pela impressa Iraquiana,  o governo do Iraque citou pessoalmente Barzani, como tendo vendido  $ 119 biliões de petróleo de Kirkuk através da Turquia e Israel, e por ter embolsado esse montante mais o  valor total de vendas desde 2010, que se acredita ultrapassar os $ 160 biliões de dólares americanos. Esses montantes, de acordo com o governo de Bagdad, não são encontrados em nenhuma  conta.

Enquanto isso, o Governo Regional do Curdistão diz  que está falido e os serviços locais têm sido reduzidos.

O que queremos dizer com Herbil  anexou  os campos de petróleo?

Regressando a Novembro de 2015, as forças aéreas russas atacaram comboios de camiões de petróleo, perto da passagem da fronteira turca de Zahko. Embora não tenha sido referido por ninguém, a passagem da fronteira não é entre a Síria e a Turquia, mas sim entre o Iraque e a Turquia.

O petróleo transportado neste percurso que é paralelo ao oleoduto Kirkuk-Ceyhan, trouxe à luz do dia o crude  iraquiano dos campos norte e leste de Bagdad, os quais estavam muito afastados de qualquer capacidade militar conhecida do ISIS.

Foi-nos dito, que o ISIS tinha anexado os campos petrolíferos e refinarias, as mesmas cobiçadas pelo governo de Erbil desde 2003 e, que tinha realizado mais de uma dúzia de acções militares para os conquistar, cada uma esmagada pelo governo de Bagdad, algo bem conhecido no Iraque mas nunca noticiado no Ocidente. Enquanto o  “ISIS” se movia por todo o Iraque, os citados como milícias sunitas que fingiram ser o ISIS e limitaram as actividades reais do ISIS em torno da sua única base de operações em Ramadi, o governo de Bagdad manteve fortes forças militares entre essas instalações de petróleo e regiões de produção das incursões de Erbil.

Ao assumirmos que o ISIS tinha conquistado essas áreas, embora fosse militarmente impossível, e que de alguma forma tinha sido autorizado a transitar directamente petróleo através de territórios da Turquia controlados por Erbil, talvez se  explicasse o  pagamento dos US $ 200 milhões, representando assim, a parceria entre a Turquia, ISIS e o Governo Regional do Curdistão. Nós subestimamos a situação.

Percebemos agora que, na realidade,  foram os Pergmersha que tomaram os campos de petróleo devido, ao que  Barzani afirmou, à “incapacidade de Bagdad os defender.” No entanto, as vendas de petróleo de Erbil  à Turquia, através Mosul (terceira maior cidade do Iraque -NdT), supostamente a capital do ISIS,  até Zahko, onde os ataques russos têm atenuado essa actividade, contam outra história.

Mosul não é nada a capital do ISIS. É a base de uma conspiração criminosa internacional, em que Erbil (capital do Curdistão iraquiano -NdT), é  o membro privilegiado principal, e as forças turcas ao norte de Mossul e as forças dos Pergmersha, que há anos se “sentam” apenas a milhas de distância para Leste, estão lá para proteger o seu investimento, não para a cercar.

Assim, em relação ao plano que Obama anunciou no final de 2014, para recuperar Mosul e  para ter o controle completo até Março de 2015,  sabemos agora o porquê desse plano não ter sido concretizado. Simplesmente porque não há nenhuma ocupação dos campos de petróleo pelo ISIS, as instalações de produção e a rota do petróleo para a Turquia, rota da qual flui dinheiro para as contas bancárias suíças dos  amigos de Erdogan (Presidente da Turquia) e Barzani (Primeiro Ministro do Governo Regional do Curdistão, entidade política responsável pela administração do Curdistão Iraquiano -NdT).

De acordo com o governo de Bagdad, este é também um negócio de petróleo partilhad0 pelo estado de Israel em todos os sentidos.

É verdade que o oleoduto explodiu?

A nossa próxima pergunta envolve a explosão misteriosa do oleoduto, a qual supostamente bloqueou o petróleo de Kirkuk, levado a cabo pelo ISIS ou pelos Pergmersha, ou pela Turquia ou por Israel?

A 29 de Julho de 2015, a Turquia anunciou uma enorme explosão no oleoduto que transportava  400.000 barris por dia de petróleo das regiões do Iraque “controladas pelo ISIS”  para a Turquia e  porto mediterrâneo de Ceyhan (cidade turca. NdT). Nesta última, os petroleiros da Exxon e British Petroleum transportam esse petróleo para os mercados mundiais e ninguém mais pergunta quem fica com os biliões de dólares dessas vendas. A partir de 2003, o petróleo do Iraque, ou por estimativa 40% do petróleo iraquiano enviado por navios através de Ceyhan,  toda a produção dos campos de petróleo de Kirkuk, consideradas as maiores reservas conhecidas de petróleo no mundo, foi paga.

Na verdade, não há números reais sobre a quantidade de  petróleo que saiu do Iraque a partir de 2003, com US $ 1,5 t, sim, falamos de “triliões”,  em falta e dos quais não se prestam contas. Quer se  fale em centenas de biliões ou em figuras muito sérias, este tipo de dinheiro na realidade “existe” dentro da rede dos bancos Rothschild e dentro de uma organização criminosa global,  acima de qualquer Estado-Nação ou “superpotência”.

Voltemos a razão pela qual discutimos o oleoduto ferido, o qual pode ou não ter sido destruído em 2015, o qual a Turquia afirma estar relacionado com o seu  recente pagamento a Erbil (capital do Curdistão iraquiano -NdT) no valor de US $ 200 milhões. Novamente, realçamos  o simples facto de que Erbil,  não tem quaisquer direitos financeiros aos fundos ligados à venda de petróleo bruto do Iraque, que saia do Iraque por transporte ou pelo “oleoduto”.

Não há “petróleo curdo”, quer dentro das fronteiras do Governo Regional do Curdistão ou dentro de áreas teoricamente detidas pelo ISIS em nome de Erbil, ou da Turquia ou de Israel, caso o ISIS exista como é descrito.

O que sabemos é isto, não há nenhuma evidência de qualquer tipo de que o oleoduto foi destruído, mas temos evidências do que a Turquia reivindicou na imprensa dessa região,  e que tem levado a cabo limpezas étnicas na cidade de Cizre (cidade no sudeste da Turquia, povoada maioritariamente por curdos e assírios – Ndt), matando centenas de civis num reinado de terror.

Numa das conspirações, é suposto que alguns, se não todos, ou talvez “muitos” dos recentes atentados dentro da Turquia são ataques de “falsa bandeira”, tendo como base o  tempo e vítimas, e nós atribuímos a essa hipótese, que é também concebível, que uma acção militar turca, ou pelo menos parte dela, é para cobrir o roubo de activos em massa em nome de uma conspiração criminosa global. Nesse  caso, e acreditamos que assim seja, as acções  turcas dentro da Ucrânia, que agora ameaçam a Crimeia, o interesse turco na produção de guerra bioquímica em Tbilisi, agora bem estabelecida como um facto de verdade, e os movimentos recentes da Turquia no Qatar, Nigéria e Gana,  assumem um aspecto sinistro. (Estamos a falar da Nação com a qual e Europa acordou entregar anualmente  3 mil milhões de euros, sem se preocupar em controlar o seu uso-NdT)

Foi então olhar para o que muitos consideram a inevitabilidade do colapso saudita, os apuros da reputação internacional de Israel, o seu relacionamento danificado com os EUA e Europa, e em seguida, um ímpeto para possíveis acções perigosas e mal concebidas pela Turquia que colocam em perigo a região.

Quando se assume também que Erdogan, através dos seus recentes comportamentos, mostra sinais de instabilidade crescente e uma desordem de personalidade narcisista do mais alto nível e, ainda se observa a sua contínua capacidade de colocar a Alemanha e grande parte da União Europeia de calcanhar, as ferramentas analíticas normais falham.

A ideia dum “motor invisível“, como hipótese, uma empresa criminosa toda poderosa,  uma verdadeira hidra de linhagem, Illuminati, Bilderberg, P2, entidades do Red Circle, começam a tomar forma.

Então regressamos ao mapa, começando com a revolução da direita na Polónia, o colapso não admitido da Ucrânia, África em crise, Afeganistão e Paquistão numa dança da morte, e tudo à beira do Armageddon, tudo isso sem  religiões opostas, sem choque de civilizações, sem políticas em desacordo, nada, mas o que?

Não há nenhuma resposta, mas o crime global, que se alimenta de activos, mais como base do que construção do império, nenhuma terra para conquistar, só coisas para roubar, e pessoas para abater, queimar, degradar e destruir.

Se isto é uma batalha do bem contra o mal, apenas uma coisa está em falta. Não há o “bom”.

Fonte.

Nota: Realces e links desta cor são da minha responsabilidade.

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This entry was posted on 31 de Março de 2016 by in A arte da Guerra, Afinal Quem é Terrorista?, Iraque, Irão, Israel, Russia, Turquia.

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