A Arte da Omissao

Como o glifosato mata as plantas – e o seu sistema imunológico

Glyphosate-Crop-Dusting

Glifosato, ingrediente activo do herbicida Roundup Ready da Monsanto, é um produto químico evasivo que permeia tudo. Em Março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o glifosato como “provavelmente cancerígeno para os seres humanos”. Assim como é excelente para matar plantas é também eficaz em matar o seu sistema imunitário. Embora seja da propriedade da «Monsanto», é usado por outros gigantes da biotecnologia como a Dow, na sua fórmula de pesticidas Durango. Além disso, a empresa Bayer tenta comprar Monsanto, o que tornaria o glifosato ainda mais generalizado.

Apesar do  impacto adverso do glifosato na saúde humana e ambiente, este continua a ser usado em grande escala.

Como o glifosato ataca o seu sistema imunitário?

O glifosato mata plantas ao impedi-las de absorver os nutrientes essenciais como o cálcio, zinco, magnésio entre outros. Em particular, tem grande impacto na via metabólica do chiquimato, via metabólica das plantas que lhes permite produzir aminoácidos essenciais e proteínas. Sempre que o caminho é interrompido, a planta é incapaz de sobreviver.

Como os animais e os seres humanos não têm a via metabólica do chiquimato, quem se encarrega desta tarefa é intestino do qual dependemos para termos uma boa saúde. Sempre que entra glifosato nosso corpo, ele destrói as bactérias no nosso intestino, o que por sua vez, danifica o nosso sistema imunitário.

Além disso, o glifosato espelha a estrutura da «glicina», o menor dos 20 aminoácidos normalmente encontrados em proteínas. Consequentemente, o corpo humano pode ser enganado em receber glifosato como um substituto da glicina. De acordo com Tony Mitra:

Ao fingir ser o aminoácido glicina, [o glifosato] pode atravessar a «barreira hematoencefálica»  e começar a interferir na nossa química do cérebro. Ele pode deformar proteínas e levá-las a comportar-se estranhamente e a realizarem tarefas não intencionais com potenciais efeitos negativos para nós.

Com este produto químico no lugar da glicina, ele pode entrar na nossa medula óssea e começar a produzir células T e células auxiliares. Também pode entrar no nosso ADN e RNA, e ser responsável pela produção de mutantes transgénicos potencialmente perigosos nos nossos descendentes, os quais irão mostrar efeitos negativos.

E uma vez que está na nossa biologia, não há nenhuma maneira eficaz para o nosso sistema imunológico, ou para o homem, de se livrar dele e substituí-lo, molécula a molécula, com a glicina original.

A ligação ao autismo

O glifosato também afecta a produção de sangue ao interferir com o  hemo, um composto que contém ferro responsável pela parte não protéica da hemoglobina. Assim é explicado no  artigo The Monsanto – Autism – Parasite Connection:

Embora se creia que o hemo seja sintetizado em todas as células do corpo, a sua localização primária de síntese é no fígado e  medula óssea. Curiosamente é conhecido, que o local privilegiado para onde o glifosato se acumula dentro do corpo é na medula óssea. Devido à semelhança em termos de estrutura molecular entre o glifosato e o aminoácido glicina, uma molécula necessária como um substrato para a produção do hemo, é muito plausível que o glifosato possa prejudicar directamente a síntese do hemo, e, por conseguinte, a criação de uma cascata de problemas que resultam dos níveis subóptimos do hemo.

Para adicionar insulto à injúria, a Monsanto estava bem ciente dos problemas de saúde travados com o glifosato. Em 2015, o Dr. Anthony Samsel e Dr. Stefanie analisaram 15.000 páginas de documentos científicos sobre a investigação do glifosato da Monsanto. Eles concluíram que a reivindicação da Monsanto, que garantia que o glifosato era seguro, é uma mentira. A empresa de biotecnologia sabia que o glifosato é responsável pela falência de órgãos e cancro, mas escondeu os dados só para obter lucro.

Embora seja praticamente impossível evitar o glifosato, você pode reduzir a sua exposição. Certifique-se que opta  por alimentos orgânicos  e evite o uso de herbicidas Roundup Ready.

Fonte

Nota: Links dentro de « » e realces desta cor são da minha responsabilidade

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2 comments on “Como o glifosato mata as plantas – e o seu sistema imunológico

  1. Rafael
    17 de Agosto de 2016

    Infelizmente o glifosato está presente em grande parte dos herbicidas (dos que eu conheço). E os herbicidas são “essenciais” para evitar o crescimento de ervas daninhas e controlar o crescimento de matos em terrenos.
    Achei interessante, no curso de aplicador de produtos fitofarmacêuticos que fui “obrigado” a realizar, o formador dizer, de forma genérica a todos os FF, não só ao glifosato, que “já se conseguia controlar a produção, a distribuição e que só faltava a aplicação” (daí a “obrigatoriedade” desse curso).
    O que me leva a concluir e dada a obrigação de se registar todas as aplicações e todos os consumos de FF que, se algo correr mal, quem vai levar com as culpas será quem aplica. Aguardemos para ver.

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  2. Pingback: a corrida alimentar | A Arte da Omissao

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This entry was posted on 24 de Julho de 2016 by in glifosato, Industria Alimentar, Saúde and tagged .

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