A Arte da Omissao

contraditório: EUA sancionam russos por interferência nas eleições

 

John McAfee apelida de falácias, as reividicações do FBI sobre os alegadas ataques cibernéticos levados a cabo pelo Kremlin ao partido Nacional Democrata (DNC) e a John Podesta, presidente da campanha de Hillary Clinton.

Qualquer agência poderia ter estado por trás de qualquer interferência.

Quando o FBI ou qualquer outra agência diz que os russos, ou chineses, ou  iranianos, fizeram qualquer coisa, é uma «falácia».

Qualquer hacker capaz de violar algo é extraordinariamente capaz de se esconder. Se eu fosse um hacker chinês e quisesse fazer parecer que a Rússia era a culpada, usaria linguagem russa no código e tecnologias russas de invasão a organizações. Tão simples.

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Julian Assange, fundador do WikiLeaks, diz que a origem dos emails de Clinton, não foi o Kremlin.

Opinião do ex analista da Cia, John Kiriakou, sobre os alegados ataques de hackers russos com o objectivo de influenciarem a eleição norte-americana a favor de Donald Trump e sobre o recém-lançado relatório do ODNI.

  • Ao não recolherem “factos confiáveis e verificáveis e os apresentarem como evidências”, as agências de inteligência dos EUA optaram por uma segunda opção, e entregaram o assunto aos analistas “na ausência de factos”, os quais então tiraram “conclusões analíticas baseadas nos bits e peças que são capazes de recolher”.

  • A relutância em divulgarem provas dos alegados ataques de hackers indica que “não existem provas”.

  • Nós temos algo que foi massajado pelos analistas da CIA e eles tiraram conclusões analíticas com base nas poucas evidências que têm.”

  • “Se esse acto de violação dos servidores realmente ocorreu, haveria uma trilha electrónica até ao ponto de origem. Nós não vimos nenhuma trilha electrónica. Nós não ouvimos nada vindo do director da NSA a dizer que houve uma operação de “hacking” bem sucedida”.

  • “De facto, se olharmos para o relatório que o Partido Democrata emitiu, a evidência não é esmagadora. Isto, juntamente com o fato de que os democratas não permitiram ao FBI o acesso aos seus servidores, apenas me faz pensar que não há nada por trás da história.”

  • “Eu realmente não acredito em nada que saia da comunidade de inteligência que se destina ao consumo do povo americano. O registo da CIA sobre esta questão, sobre a honestidade para com o povo americano é francamente sombrio”

  • Falando sobre a potencial ameaça para a democracia americana resultante do alegado ataque dos hackers russos, Kiriakou disse que tais estimativas não se sustentam, acrescentando que haveria caso se “a Rússia ou qualquer outro país tivesse realmente atacado ou violado … as máquinas de votação ou invadido o Comissão Eleitoral Federal “.

  • A verdade do assunto, e eu digo isto com o coração pesado, porque sou um democrata … é que Hillary Clinton foi uma candidata terrível. A evidência mostra que Hillary Clinton essencialmente roubou a nomeação a Bernie Sanders “, disse Kiriakou, realçando que as próprias conspirações de Clinton fizeram ricochete nela.

  • “Foi por isso que Hillary Clinton perdeu esta eleição, não por causa de qualquer escândalo de hackers”.

Na audiência aberta da Comissão de Inteligência do Senado sobre alegadas violações contra o governo russo, o director do FBI, James Comey, testemunhou que os investigadores foram impedidos de aceder aos servidores, apesar dos repetidos pedidos, e tiveram que usar uma empresa contractada para completar a tarefa. Essa observação é contrária às declarações anteriores do Comité Nacional Democrata, que rejeitou as alegações de que a investigação tinha sido impedida, com o seu vice-director de comunicações Eric Walker a alegar por correio electrónico para Buzzfeed que o DNC estava a cooperar plenamente e “que o FBI nunca tinha requerido o acesso aos servidores do DNC” (Comité Nacional Democrata-Ndt)

Apesar das autoridades dos EUA alegarem que os servidores do DNC foram “atacados”, houve vozes dentro da comunidade de inteligência dos EUA, que aconselhavam a tratar o “ataque” aos servidores do DNC como uma fuga interna, baseado-se em detalhes técnicos conhecidos. No mês passado, antigos espiões da CIA e da NSA da Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS) escreveram uma carta aberta onde argumentam que a evidência do ataque, caso tenha existido, poderia ter sido produzida há muito tempo pela NSA “sem qualquer perigo para as fontes ou métodos. ” (fonte)

Veteranos da CIA e do MI5 discutem o relatório do ODNI e são de opinião que terão sido fugas de informação internas e não uma acção de hackers.

Num debate ao vivo organizado pela RT na noite de segunda-feira, Woolsey, Johnson e Machon revezaram-se a dar as suas opiniões de especialistas sobre o relatório do ODNI, intitulado “Avaliação de actividades e as intenções russas nas recentes eleições dos EUA”, lançado a 6 de Janeiro de 2017.

Falta de provas?

Esperava-se que o relatório do ODNI esclarecesse o escopo do envolvimento russo nas fugas de informação do DNC e fornecesse evidências que apoiassem as alegações feitas pela comunidade de inteligência dos EUA. Em vez disso, o relatório provou ser bastante decepcionante.

Larry Johnson – ex agente da CIA

O que mais impressionou Larry Johnson, foi o facto de o relatório não conter “nenhuma evidência” que suporte as acusações contra o governo russo. Que nunca foi ouvida uma fonte electrónica ou humana que dissesse que Vladimir Putin ou alguém do seu governo tinha dirigido o comando cibernético na Rússia para iniciar um programa ou um plano, e tal negligência em não fornecer uma única fonte indica que os chamados de “hack ” foram o resultado de fugas de dados internos.

“O fato do WikiLeaks ter exposto os e-mails, acho que é plausível que eles tenham sido resultado de uma fuga e entregues ao WikiLeaks”, disse Johnson, acrescentando que “o que descobrimos não foi desinformação, mas verdadeira informação.”

James Woolsey – director da CIA de 1993 a 1995

James Woolsey, argumenta que a omissão de evidências chaves no relatório, é uma prática normal da inteligência dos EUA. Ao referir-se sobre a expulsão abrupta de dezenas de diplomatas russos enquadrados como “agentes de inteligência” em Dezembro do ano passado, como parte da resposta dos EUA à suposta interferência da Rússia nas eleições dos EUA, Woolsey disse que “sempre que um oficial de inteligência é declarado Persona non-grata e excluídos do país, e virtualmente nunca o caso da evidência é mostrado. ” “é novamente, um problema de revelar fontes e métodos”, argumentou ainda.

Annie Machon – ex agente do MI5, demitiu-se em 1996 e  tornou-se numa denunciante

Annie discorda da presunção de sigilo, dizendo que o relatório na sua forma actual parece “inteligência leve”. A ex-agente do MI5 acredita que toda essa conversa do secretismo não é mais do que uma cortina de fumaça para disfarçar o facto de que a maioria dos dados foram recolhidos na Internet.

“É claro, que vão alegar que precisam de cortar a verdadeira arma da fumaça, isto é a evidência, deste relatório. Mas na verdade, não acho que alguém ficaria surpreso com a profundidade da penetração que a Internet tem na recolha de informações “

Machon acredita que se “de facto tivesse havido uma operação de hackers, haveriam vestígios que poderiam ser encontrados”

“Se … esses vestígios não foram encontrados, não foram relatados, sem nenhuma metodologia científica específica por trás disso – faz com que o relatório seja em termos de evidências muito fraco”.

As recentes declarações e relatos divulgados sobre a conexão da alegada actividade criminosa cibernética ao Estado de Moscovo foram marcadas por avaliações conflituantes de confiança e por reais desmentidos, os quais aliviam certas agências da responsabilidade pela precisão das informações.

Larry Johnson – ex-agente da CIA

“Não pode haver consenso na comunidade de inteligência, se não houver um documento que tenha circulado dentro dessa comunidade, e com o qual ela tenha a hipótese de concordar ou discordar, desacreditar ou modificar”.

Ele [James Clapper] aparece e diz que existe um consenso entre as 17 agências de inteligência. Este documento reflecte apenas o chamado consenso da NSA, CIA e FBI. O fato da DIA nem sequer estar incluída, quando é especialista em [Russian Main Intelligence Directorate] GRU, é impressionante”.

James Woolsey – director da CIA de 1993 a 1995

Woolsey argumentou que não há nada de incomum em que diferentes agências não compartilhem a mesma perspectiva sobre os eventos, acrescentando que, embora existam 17 agências de inteligência nos EUA, a maioria delas não desempenhará qualquer papel nas discussões e avaliações da questão. Ao mesmo tempo, o fato das agências – NSA de um lado, e CIA e FBI, por outro – terem mostrado respectivamente no relatório, uma convicção “moderada” e “alta”, constitui uma “discrepância pequena e moderada”.

Outro detalhe que colocou dúvidas sobre a credibilidade do relatório é o próprio Director de Inteligência Nacional, James Clapper, acusado de perjúrio ao mentir sob juramento ao Senado dos Estados Unidos, ao afirmar que a NSA não recolheu informações sobre milhões de cidadãos americanos.

Larry Johnson – ex-agente da CIA

“Isso é tão ridículo, e o fato desses homens como John Brennan e Jim Clapper, terem mentido ao Congresso, terem mentido sob juramento, é condenável. Eles não deviam estar sequer autorizados a trabalhar”.

Embora não negue que a Rússia tem a aptidão para a guerra cibernética e tem organizações de inteligência nos EUA – e vice-versa – Larry disse que os factos, neste caso particular ” não somam”.

“Se o FBI estava convencido de que as fugas de informação do DNC eram um resultado de um ataque de hacking, então eles deveriam ter sido tratados como “actos criminosos que ocorreram nos Estados Unidos.”

“Assim, no mínimo, o FBI deveria ter construído um caso e sob ele, caso tivesse bastantes evidências, podia emitir uma acusação contra Julian Assange e a WikiLeaks por receberem material roubado, se de facto as informações foram roubadas “, disse Johnson, salientando que o fato de tal não estar a acontecer indica uma fuga de informação, em vez de um roubo.”

 “Na realidade, tratou-se de uma fuga de informação entregue a ele [Assange].”

fonte

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The Podesta Emails e Search the DNC email database

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This entry was posted on 30 de Dezembro de 2016 by in Russia, USA and tagged , , , .

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