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WikiLeaks:Ordens de espionagem da CIA última eleição presidencial francesa

Nos sete meses anteriores à eleição presidencial francesa de 2012, todos os principais partidos políticos franceses foram alvo de infiltrações da espionagem humana da CIA (“HUMINT”) e electrónica (“SIGINT”). Nomeados como alvos estão o Partido Socialista Francês (PS), a Frente Nacional (FN), a União para um Movimento Popular (UMP), o actual presidente François Hollande, o então o presidente Nicolas Sarkozy,  Marine Le Pen, e os ex-candidatos presidenciais Martine Aubry e Dominique Strauss-Khan.

A CIA avaliou que o partido do presidente Sarkozy não estava assegurado para a reeleição. A ordem de espionagem  relacionada com o seu partido incluiu a obtenção dos “Planos Eleitorais Estratégicos” da União para o Movimento Popular (UMP); as divisões ou alianças em desenvolvimento na elite da UMP; as reacções privadas da UMP às estratégias de campanha de Sarkozy; as discussões dentro da UMP sobre qualquer “vulnerabilidade percebida para manter o poder” após a eleição; os esforços para mudar a missão ideológica do partido e discussões sobre o apoio de Sarkozy à UMP, e “o valor que ele coloca na continuação do domínio do partido”.

Instruções específicas incumbiram oficiais da CIA a descobrir as deliberações privadas de Sarkozy sobre os outros candidatos, bem como a forma como ele interagiu com os seus conselheiros. A auto-identificação anterior de Sarkozy como “Sarkozy o americano” não o protegeu da espionagem dos EUA na eleição de 2012.

A ordem de espionagem para os “Planos da Eleição Estratégica dos Partidos Políticos e Candidatos”, que alvejou Francois Holland, Marine Le Pen e outras figuras da oposição, requer a obtenção das estratégias dos partidos da oposição para a eleição; informação sobre a dinâmica interna dos partidos e líderes em ascensão; os esforços para influenciar e implementar decisões políticas; apoio de funcionários do governo local, elites governamentais ou elites empresariais; a visão dos Estados Unidos; esforços para chegarem a outros países, incluindo Alemanha, U.K., Líbia, Israel, Palestina, Síria e Costa do Marfim, bem como informações sobre o financiamento a partidos e candidatos.

Significativamente, “Que políticas promovem para ajudar a aumentar as perspectivas de crescimento económico da França?” e “Quais são as suas opiniões sobre o modelo alemão de crescimento liderado pelas exportações?” ressoam com uma ordem de espionagem económica americana do mesmo ano. Essa ordem requer a obtenção de detalhes de cada futuro contracto de exportação ou negócios franceses valorizados em US $ 200 milhões ou mais.

A ordem de espionagem da oposição também atribui peso à obtenção das atitudes dos candidatos à crise económica da UE, centrando-se na sua posição sobre a crise da dívida grega; o papel da França e Alemanha na gestão da crise da dívida grega; a vulnerabilidade do governo francês e bancos franceses ao “default” grego; e as “propostas e recomendações específicas” para lidar com “a crise da zona do euro”.

As ordens de espionagem da CIA publicadas hoje, são classificadas e restritas apenas aos olhos dos EUA (“NOFORN”), devido a “Sensibilidade dos amigos”. As ordens indicam que a informação recolhida é para “apoiar” as actividades da CIA, da secção da E.U da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) e do Departamento de Inteligência e Pesquisa do Departamento de Estado dos EUA.

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This entry was posted on 26 de Fevereiro de 2017 by in espionagem, França, USA, WikiLeaks and tagged , .

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