A Arte da Omissao

a “raiva” revolucionária na Síria, que afinal não existiu – parte 1

É importante relembrar a História para se entender melhor a actualidade

Tradução do artigo de Stephen Gowans

The Revolutionary Distemper in Syria That Wasn’t

Nota do tradutor: links indicados dentro de « » e  realces desta cor, são da minha responsabilidade


parte 1

parte 2

cont..

 

22 de Outubro de 2016

Aparentemente, a esquerda dos EUA ainda tem que descobrir que Washington não tenta derrubar neoliberais. Se o presidente sírio Bashar al-Assad fosse um devoto do Consenso de Washington – como Eric Draitser do Counterpunch parece acreditar – o governo dos Estados Unidos não estaria desde 2003,  a pedir que Assad renuncie,  nem estaria a  supervisionar a guerra de guerrilha islâmica contra o seu governo; estaria a protegê-lo.

Existe uma ladaínha em alguns círculos, como escreveu Eric Draitser num recente artigo no Counterpunch, de que a revolta na Síria:

“começou como uma resposta às políticas neoliberais e à brutalidade do governo sírio”, e que “o conteúdo revolucionário do lado rebelde da Síria foi marginalizado por uma mistura de jihadistas sauditas financiados pelo Catar.”

Esta teoria aparece, tanto quanto posso dizer, baseada em asserções, não em evidências.

Uma revisão dos relatos da imprensa nas semanas imediatamente anteriores e após o surto de distúrbios em Daraa  em Março de 2011 – geralmente reconhecido como o início da insurreição – não oferece nenhuma indicação de que a Síria estivesse sob os punhos de uma doença revolucionária, fosse ela anti neoliberal ou não. Pelo contrário, os repórteres que representam a revista Time e  o New York Times referiram-se ao governo como tendo amplo apoio, com críticos a admitir que Assad era popular, e que os sírios exibiam pouco interesse em protestar. Ao mesmo tempo, descreveram o distúrbio como uma série de motins envolvendo centenas, e não milhares ou dezenas de milhares de pessoas, guiadas por uma agenda amplamente islâmica e exibindo um carácter violento.

A Time reportou que dois grupos jihadistas, que mais tarde viriam a desempenhar papéis principais na insurreição, Jabhat al-Nusra e Ahrar al-Sham, já estavam a operar na véspera dos tumultos, enquanto apenas três meses antes, os líderes da Irmandade Muçulmana expressavam “a esperança de uma revolta civil na Síria”.

A Irmandade Muçulmana, que há décadas declarou uma guerra sangrenta contra o partido Baathista da Síria e que se têm oposto violentamente ao secularismo do partido, tem estado envolvida numa luta de vida e morte com os nacionalistas árabes seculares desde a década de 1960 e travaram batalhas de rua contra partidários «baathistas» no final da década de 1940. (Numa dessas batalhas, Hafez al-Assad, pai do actual presidente da Síria, que foi presidente de 1970 a 2000, foi esfaqueado por um adversário da Irmandade Muçulmana.)

Em 2007, os líderes da Irmandade começaram a reunir-se frequentemente com o Departamento de Estado  e o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, bem com o programa financiado pelo governo norte americano, o «Middle East Partnership Initiative», o qual assumiu o papel explícito de financiar o derrube de organizações no exterior – tarefa secreta que a CIA tinha feito anteriormente.

Já em meados dos anos 50, Washington conspirava para purgar a influência nacionalista árabe da Síria, quando Kermit Roosevelt – que planeou o derrube do primeiro-ministro iraniano Mohammad Mossadegh por este ter nacionalizado a indústria petrolífera do seu país (Washington também ficou muito zangada com a Venezuela e pelos mesmos motivos tentaram depor Hugo Chávez Ndt) – conspirou com a inteligência britânica para incitar a Irmandade Muçulmana a derrubar um triunvirato de líderes nacionalistas e comunistas árabes em Damasco, após Washington e Londres terem percebido serem uma ameaça aos interesses económicos ocidentais no Oriente Médio.

Nos anos 80, Washington canalizou armas para os «Mujahidin» da Irmandade para travarem uma guerra de guerrilha urbana contra Hafez al-Assad, apelidado de “comunista árabe” pelos radicais de Washington.  Seu filho, Bashar, continuou o compromisso dos nacionalistas árabes com a Unidade (da nação árabe), Independência e Socialismo (árabe).
Esses objectivos guiaram o Estado sírio – como haviam feito os estados nacionalistas árabes da Líbia sob Muammar Kadafi e Iraque com Saddam. Todos os três Estados foram alvos de Washington pela mesma razão: seus compromissos nacionalistas árabes chocavam fundamentalmente com a agenda imperialista dos EUA à liderança global.
A recusa de Bashar al-Assad a renunciar à ideologia nacionalista árabe desgostou Washington, que se queixou do seu socialismo, a terceira parte da trindade de valores dos baathistas. Já em 2003, e até mesmo antes, Washington tinha em preparação planos para expulsar Assad, baseados em parte no  fracasso deste em adoptar o neoliberalismo de Washington. Se Assad defendesse o neoliberalismo, como argumentam Draitser e outros, de alguma forma escaparia, aos avisos de Washington e Wall Street, que se queixavam da Síria “socialista” e das políticas económicas decididamente anti-neoliberais do país.

Hostilidade mortal  aquece com a assistência dos EUA

No final de Janeiro de 2011, foi criada no Facebook uma página com o nome The Syrian Revolution 2011 (a revolução síria de 2011 – Ndt). Nela estava anunciado que o “Dia da Raiva” iria ocorrer a 4 e 5 de Fevereiro 2011. [1] «1»

Os protestos “fracassaram” , relatou o Time. O dia da raiva veio a ser o dia da indiferença. Além disso, a ligação com a Síria era ténue. A maioria dos cânticos entoados pelos poucos manifestantes que participaram eram sobre a Líbia, exigindo que Muammar Kadafi – cujo governo estava sob o cerco de insurrectos islâmicos – renunciasse. Foram planeados novos protestos para  4 e 5 de Março de 2011, mas tiveram pouco apoio. [2] «2»

Rania Abouzeid, correspondente do Time, atribuiu o fracasso dos organizadores do protesto em obterem um apoio significativo, ao facto de que a maioria dos sírios não se opunha ao seu governo. Assad tinha uma reputação favorável, especialmente entre os dois terços da população com menos de 30 anos de idade, e as políticas do seu governo tinham sido amplamente apoiadas.

Abouzeid escreveu:

“Mesmo os críticos admitem que Assad é popular e considerado próximo da enorme massa juvenil do país, tanto emocionalmente, ideologicamente e, naturalmente, cronologicamente”,

e acrescentou que:

ao contrário dos “líderes pró-americanos derrotados da Tunísia e do Egipto, a política externa hostil de Assad em relação a Israel, o seu forte apoio aos palestinianos e aos grupos militantes Hamas e Hezbollah estão alinhados com o sentimento popular sírio”.

Por outras palavras, Assad tinha legitimidade. A correspondente do Time acrescentou que Assad ” ao ir em Fevereiro à Mesquita das Omíadas para participar nas orações que  marcam o aniversário do Profeta Muhammad, e passear pelo mercado lotado do Souq Al-Hamidiyah com um baixo perfil de segurança, “ajudou” a que fosse mais querido pelo público “. [3] «3»

Essa representação do presidente sírio – um líder carinhoso para o público, ideologicamente em sintonia com o sentimento popular sírio – entrou em conflito com o discurso que iria surgir duas semanas mais tarde, a quando da erupção dos protestos violentos na cidade síria de Daraa, e que com o discurso dos esquerdistas dos EUA, incluindo Draitser.

Mas na véspera desses eventos, a Síria estava a ser notada pela sua quietude. Abouzeid (correspondente da Time – Ndt), reportou que ninguém “espera revoltas em massa” e, apesar de um show de dissidência de vez em quando, muito poucos querem participar.” [4] «4»

Uma jovem síria disse ao Time:

Há uma grande ajuda do governo à juventude. Dão-nos livros grátis,  escolas grátis e universidades grátis.” (Dificilmente a imagem do estado neoliberal que Draitser pinta). Continuou ela: Por que haveria uma revolução? Há talvez um por cento de hipótese. ” [5] «5»

O New York Times partilhou esta visão. A Síria, segundo o jornal:

“parece imune à onda das revoltas que varrem o mundo árabe”. [6] «6»

A Síria estava livre da raiva.

Mas a 17 de Março de 2011, houve uma revolta violenta em Daraa. Existem relatos contraditórios de quem ou o que a desencadeou. A Time relatou que a:

“rebelião em Daraa foi provocada pela prisão de um punhado de jovens por pintarem um grafite  anti-regime numa parede”. [7«7»

Robert Fisk do Independent forneceu uma versão ligeiramente diferente:

“oficiais da inteligência do governo bateram e mataram vários rapazes que tinham rabiscado um grafite anti-governo nas paredes da cidade”. [8] «8»

Outro relato sustenta que o factor que desencadeou a revolta em Daraa nesse dia,  foi o uso desmedido e desproporcionado da força pelas forças de segurança sírias, em resposta às manifestações contra a prisão dos rapazes. Haviam:

“alguns jovens a desenhar alguns grafite na parede, foram presos, e como seus pais não queriam que fossem presos, as forças de segurança realmente retaliaram com muita, muita dureza.” [9] «9»

Outro relato, do governo sírio, nega que tudo isso aconteceu. Cinco anos depois do evento, Assad disse a um entrevistador que “não aconteceu. Foi apenas propaganda. Quero dizer, ouvimos falar sobre eles, nunca vimos essas crianças que na época teriam sido levadas para a prisão. Então, foi apenas uma narrativa falaciosa. ” [10] «10»

Mas se houve discordância sobre o que desencadeou a revolta, houve pouca discordância de que ela foi violenta.

O New York Times reportou que:

“os manifestantes incendiaram a sede do partido governante, o Ba’ath, e outros edifícios governamentais … e confrontaram-se com a polícia … além da sede do partido, os manifestantes queimaram o tribunal principal da cidade e uma  sucursal da companhia de telefones, SyriaTel . “[11] «11»

A Time acrescentou que os manifestantes incendiaram o gabinete do governador, bem como uma filial da segunda operadora de telemóveis. [12] «12»«12»

A agência de notícias do governo sírio, SANA, colocou fotos de veículos em chamas no seu site. [13] «13»

Claramente, esta não foi uma demonstração pacífica, como seria mais tarde retratada. Nem foi uma rebelião em massa. Time reportou que os manifestantes eram às centenas, não aos milhares nem às dezenas de milhares. [14] «14»

Assad reagiu imediatamente aos tumultos de Daraa, e anunciou “uma série de reformas, onde incluiu um aumento salarial para os trabalhadores públicos, maior liberdade para os meios de comunicação e partidos políticos, uma reconsideração da regra de emergência” [15] «15», e da restrição das liberdades políticas e civis em tempo de guerra, invocada porque a Síria estava oficialmente em guerra com Israel. Antes do final de Abril 2011, o governo iria revogar “a lei dos 48 anos de emergência do país” e abolir “o Supremo Tribunal de Segurança do Estado”. [16] «16»

Porque é que o governo fez essas concessões? Porque foi o que os manifestantes exigiram em Daraa. Os manifestantes “reuniram-se à volta da mesquita Omari em Daraa, e entoaram as suas exigências: a libertação de todos os prisioneiros políticos … a abolição da lei dos 48 anos de emergência da Síria; mais liberdades e um fim à corrupção generalizada “. [17] «17»

Estas exigências eram consistentes com o pedido, articulado no início de Fevereiro de 2011 na página do Facebook da Revolução da Síria, “para acabar com o estado de emergência na Síria e acabar com a corrupção”. [18] «18»

A exigência de libertação de todos os presos políticos foi também feita através de uma carta assinada por clérigos e colocada no Facebook. As exigências dos clérigos incluíam o levantamento da “lei do estado de emergência, a libertação de todos os presos políticos, a suspensão da perseguição pelas forças de segurança e o combate à corrupção.” [19] «19»

Libertar os presos políticos equivaleria a libertar os jihadistas, ou, para usar a designação actual no Ocidente, os “terroristas”. O Departamento de Estado reconheceu que o Islamismo político era a principal oposição na Síria; [20] «20»

Os jihadistas faziam parte da secção principal dos oposicionistas susceptíveis de estarem presos. A exigência dos clérigos para que Damasco libertasse todos os prisioneiros políticos, era o mesmo em efeito, à exigência do Estado islâmico que Washington, Paris e Londres libertassem todos islâmicos detidos nas prisões americanas, francesas e britânicas sob acusações de terrorismo.

Não se tratava de uma exigência de mais emprego e de uma maior democracia, mas sim de uma exigência de libertação de activistas inspirados no objectivo de criar um Estado Islâmico dentro da Síria. Similarmente, o pedido para levantar a lei de emergência, parecia ter pouco a ver com a promoção da democracia e mais a ver com a expansão do espaço, para que os jihadistas e seus colaboradores organizassem a oposição ao Estado secular.

Uma semana após a eclosão de violência em Daraa, Rania Abouzeid, correspondente do Time, reportou que:

“não parece haver muitos apelos generalizados à queda do regime ou à remoção do relativamente popular Presidente”. [21] «21»

Na verdade, as exigências dos manifestantes e clérigos não incluíram pedidos para que Assad se demitisse. E os sírios estavam a unir-se a Assad. “Realizaram-se contra manifestações na capital em apoio ao Presidente” [22] «22», segundo noticiado,  excederam em muito as centenas de manifestantes que se apresentaram em Daraa, para queimar edifícios e carros e entrar em choque com a polícia. [23] «23»

Por volta do dia 9 de Abril 2011 – menos de um mês após os acontecimentos de Daraa – o Time reportou que uma série de protestos tinham irrompido e que o Islamismo estava a desempenhar um papel proeminente neles.

Para quem conhecia bem a longa sucessão de greves, manifestações, revoltas e insurreições que a Irmandade Muçulmana organizou contra o que considerava o governo ba’athista “infiel”, parecia que a história se repetia. Os protestos não atingiram uma massa crítica. Pelo contrário, o governo continuou a desfrutar “da lealdade” de “uma grande parte da população”, reportou o Time. [24] «24»

Os islamistas desempenharam um papel de liderança na elaboração da Declaração de Damasco em meados do ano 2000, a qual exigia a mudança de regime. [25] «25»

Em 2007, a Irmandade Muçulmana,  movimento político sunita islamista, que inspirou a Al-Qaeda e a sua prole, Jabhat al Nusra e o Estado Islâmico, uniu-se a um ex-vice-presidente sírio para fundar a Frente Nacional de Salvação. A Frente Nacional de Salvação reunia-se com frequência com o Departamento de Estado e o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, bem como com o  «Middle East Partnership Initiative» (Iniciativa de Parceria do Médio Oriente – Ndt) financiado pelo governo dos Estados Unidos [26] «26», que fez abertamente o que a CIA fez uma vez secretamente, nomeadamente canalizar dinheiro para cinco colunistas de países cujos governos se opunham  a Washington.

Em 2009, apenas dois anos antes da erupção da agitação em todo o mundo árabe, a Irmandade Muçulmana Síria denunciou o governo nacionalista árabe de Bashar al-Assad como um elemento estrangeiro e hostil na sociedade síria e que precisava de ser ser eliminado.

De acordo com o grupo de reflexão, «Crown Center for Middle East Studies», a comunidade alauita, à qual Assad pertencia e que a Irmandade Muçulmana considerava herege, usou o nacionalismo árabe secular como uma cobertura para avançar furtivamente com uma agenda sectária para destruir a Síria por dentro, oprimindo os “verdadeiros” muçulmanos (i.e., sunitas). Em nome do Islão, o regime herético teria que ser derrubado. [27] «27»

1 Aryn Baker, “Syria is not Egypt, but might it one day be Tunisia?,” Time, February 4, 2011
2 Rania Abouzeid, “The Syrian style of repression: Thugs and lectures,” Time, February 27, 2011
3 Rania Abouzeid, “Sitting pretty in Syria: Why few go backing Bashar,” Time, March 6, 2011
4 Rania Abouzeid, “The youth of Syria: the rebels are on pause,” Time, March 6, 2011.
5 Rania Abouzeid, “The youth of Syria: the rebels are on pause,” Time, March 6, 2011
6 “Officers fire on crowd as Syrian protests grow,” The New York Times, March 20, 2011
7 Nicholas Blanford, “Can the Syrian regime divide and conquer its opposition?,” Time, April 9, 2011
8 Robert Fisk, “Welcome to Dera’a, Syria’s graveyard of terrorists,” The Independent, July 6. 2016
9 President Assad to ARD TV: Terrorists breached cessation of hostilities agreement from the very first hour, Syrian Army refrained from retaliating,” SANA, March 1, 2016
10 Ibid
11 “Officers fire on crowd as Syrian protests grow,” The New York Times, March 20, 2011
12 Rania Abouzeid, “Arab Spring: Is a revolution starting up in Syria?” Time, March 20, 2011; Rania Abouzeid, “Syria’s revolt: How graffiti stirred an uprising,” Time, March 22, 2011
13 “Officers fire on crowd as Syrian protests grow,” The New York Times, March 20, 2011
14 Rania Abouzeid, “Arab Spring: Is a revolution starting up in Syria?,” Time, March 20, 2011
15 “Thousands march to protest Syria killings”, The New York Times, March 24, 2011
16 Rania Abouzeid, “Assad and reform: Damned if he does, doomed if he doesn’t,” Time, April 22, 2011
17 “Officers fire on crowd as Syrian protests grow,” The New York Times, March 20, 2011
18 Aryn Baker, “Syria is not Egypt, but might it one day be Tunisia?,” Time, February 4, 2011
19 Nicholas Blanford, “Can the Syrian regime divide and conquer its opposition?” Time, April 9, 2011.
20 Alfred B. Prados and Jeremy M. Sharp, “Syria: Political Conditions and Relations with the United States After the Iraq War,” Congressional Research Service, February 28, 2005
21 Rania Abouzeid, “Syria’s Friday of dignity becomes a day of death,” Time, March 25, 2011
22 Rania Abouzeid, “Syria’s Friday of dignity becomes a day of death,” Time, March 25, 2011
23 “Syrie: un autre eclarage du conflict qui dure depuis 5 ans, BeCuriousTV , » May 23, 2016, http://www.globalresearch.ca/syria-aleppo-doctor-demolishes-imperialist-propaganda-and-media-warmongering/5531157
24 Nicholas Blanford, “Can the Syrian regime divide and conquer its opposition?” Time, April 9, 2011
25 Jay Solomon, “To check Syria, U.S. explores bond with Muslim Brothers,” The Wall Street Journal, July 25, 2007
26 Ibid
27 Liad Porat, “The Syrian Muslim Brotherhood and the Asad Regime,” Crown Center for Middle East Studies, Brandeis University, December 2010, No. 47

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