A Arte da Omissao

A “ordem” do G7 é a mesma da NATO

Nota do tradutor: links indicados dentro de « » e  realces desta cor, são da minha responsabilidade

Tradução do artigoThe G7 «order» is the Nato order” de « Manlio Dinucci »

Dependendo da sua atitude mental, irá ver o copo meio cheio ou meio vazio. Por um lado, Thierry Meyssan enfatiza o que Donald Trump conseguiu nesta semana, nas cúpulas da NATO e do G7, enquanto Manlio Dinucci faz uma pausa para reflectir sobre as deficiências de Trump – o que ele não conseguiu fazer. E assim,  é posto em prática um sistema – um sistema criado não por leis debatidas e autorizadas pelo Congresso – mas por homens que cercam Trump. Homens inclinados a garantir que Trump resista a qualquer mudança.

| Damasco (Síria) | 30 de Maio de 2017

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“Uma ordem internacional baseada em regras, que promova a paz entre as nações, que proteja a soberania, a integridade territorial e a independência política de todos os estados e garanta a protecção dos direitos humanos (que falácia – Ndt): isto é o que os líderes do G7 dizem querer. Esses líderes reuniram-se em Taormina, perto da base de Sigonella, centro estratégico no Mediterrâneo para as guerras norte-americanas/NATO e  operações secretas que demoliram o Estado da Líbia e tentam fazer o mesmo na Síria, acelerando e aumentando o trágico fluxo de migrantes para fora do país – migrantes, cujos direitos humanos, o G7 diz estar extremamente preocupado.

As declarações reproduzem as da Cúpula da NATO em Bruxelas: o G7 é formado pelos seis maiores Estados membros da NATO, mais o Japão, principal aliado dos EUA e NATO na Ásia. Não faltam as divergências económicas e políticas, camufladas como posições em conflito sobre as mudanças climáticas e a migração. Na Cúpula, Trump irritou Merkel e os outros líderes, ao lembrar que ” os EUA gastam mais em defesa do que todos os outros países da NATO juntos”. (vamos ter que financiar as operações camufladas de mudança de governos em Estado Soberanos , como as do Iraque, Líbia, Síria, Egipto…. e que deram origem à desgraça que conhecemos. Enquanto isto não for assumido pela comunidade internacional e pelo Tribunal Internacional, não vamos a lado nenhum – Ndt).

Trump, com um tom ditatorial, pediu que todos os aliados respeitassem seu compromisso, assumido em 2014 com o presidente Obama, para alocar pelo menos 2% do PIB deles para despesas militares. Até à data, os únicos países que cruzaram esse limiar, para além dos EUA são a Grécia, a Estónia, a Grã-Bretanha e Polónia.

« Sipri » calcula que as despesas militares da Itália são de 1,55% do PIB, o que se traduz em cerca de 70 milhões de euros por dia. Se a Itália aumentasse as despesas para combinar com as da Grécia (2,36%, apesar da crise económica), gastaria mais de 100 milhões por dia; se igualasse com as despesas militares dos EUA (3,61%), gastaria mais de 160 milhões de euros por dia. Devido ao aumento actual dos compromisso da Aliança, os 2%, insiste Trump, são insuficientes.

A Nato fornecerá aviões de radar Awacs e forças especiais para operações com o propósito expresso de combater o ISIS,  (apesar do ISIS desempenhar um papel na estratégia dos Estados Unidos / NATO na demolição de Estados), com o objectivo de penetrar na Síria e  a rasgar e circundar o Irão.

A Cimeira de Bruxelas anunciou que a NATO ia entrar na ” Coligação Global para esmagar O Isis” (sob o comando dos EUA e NATO), dos quais 28 são membros da Aliança.

A Cúpula também anunciou um aumento das tropas da NATO no Afeganistão, hoje aumentou para 13 mil homens.

Na Europa, a NATO continua a expandir-se para o Oriente: o Montenegro entra como o 29º membro, já convidado para a Cimeira. Montenegro, apesar das suas pequenas dimensões, é importante pela  sua posição geoestratégica e pelos seus subterrâneos, nos quais a NATO irá colocar grandes quantidades de armas (que com toda a probabilidade incluirão armas nucleares) e caças bombardeiros.

A NATO –  declarou o secretário-geral Stoltenberg na Cimeira – “deve reagir” – “porque tem diante dela uma” Rússia que está a usar a força militar para mudar as fronteira na Europa com suas acções agressivas contra a Ucrânia, anexando ilegalmente a Crimeia e continuando a desestabilizar a Ucrânia oriental “. ( a nova “guerra fria” tão desejada pelo Ocidente – Ndt)

Indo mais longe do que Trump, que falou em termos gerais das “ameaças provenientes da Rússia para os limites orientais da NATO”, a Cimeira recarregou a Rússia desta querer redesenhar as linhas de fronteira dentro da Europa com o uso agressivo da sua força militar. A Cimeira acusa a Rússia de reabrir as feridas da antiga Guerra Fria, avançando com a hipótese de uma invasão dos petroleiros russos armados na Europa. (simplesmente patético !!!!- Ndt)

A promessa eleitoral de Trump de querer iniciar o diálogo com Moscovo é destruída por um muro, invisível, mas poderoso, construído com os círculos dominantes dos EUA e da Europa, cujas mentes estão consertadas numa nova Guerra Fria, e que bloqueiam todas as iniciativas com Moscovo, ameaçando Trump com um Impeachment, acusando-o de conviver com o inimigo.

Enquanto Trump bate em Hillary Clinton, é o seu fantasma que agora o atormenta, implacável como as « Furias ». Por enquanto, tanto no G7 quanto na NATO, o presidente dos Estados Unidos deve sentar-se à mesa, como se fosse uma pessoa não grata.

 

 

 

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This entry was posted on 20 de Junho de 2017 by in G7, Nato and tagged , , .

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