A Arte da Omissao

Macron-Líbia: a conexão Rothschild

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Tradução do artigo Macron-Libia: la Rothschild Connection de Manlio Dinucci

| Roma (Itália) | 1 de Agosto 2017

 

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«O que está a acontecer  hoje na Líbia é um nó de desestabilização multi-facetado»: declarou Emmanuel Macron  ao celebrar no Eliseu o acordo que «mostra o caminho para a paz e reconciliação nacional.»

Macron atribui a situação caótica da Líbia apenas aos movimentos terroristas, que «se aproveitam da instabilidade política e da riqueza económica e financeira que pode existir na Líbia, com o fim de prosperarem.» Por este motivo – conclui – a França ajudará a Líbia a parar os terroristas. Macron inverte desta forma os factos. Quem desestabilizou a Líbia foi precisamente a França, juntamente com os Estados Unidos, NATO e as monarquias do Golfo.

Em 2010 e segundo o Banco Mundial documentou, a Líbia registava em África os mais altos indicadores de desenvolvimento humano, com rendimento médio-alto per capita,  com acesso universal ao ensino primário e secundário e 46% ao ensino universitário. Havia trabalho para cerca de 2 milhões de imigrantes africanos. A Líbia  favorecia  com os seus investimentos a formação de organismos económicos independentes da União Africana.

Os EUA e a França – provado nos emails de Hillary Clinton – concordaram em bloquear o plano de Gaddafi, plano para a criação de uma moeda africana alternativa ao dólar e ao franco Cfa (moeda que a França impõe às suas 14 antigas colónias africanas). Foi Hillary Clinton – documentado no New York Times – que fez  Obama assinar  «um documento onde autorizou a operação secreta na Líbia e o fornecimento de armas aos rebeldes,» onde se incluiam  grupos até então classificados como terroristas.

Pouco depois, em 2011, a NATO sob o comando dos EUA derruba através da guerra (aberta de  França) o Estado líbio, atacando-a no interior com forças especiais. Daí o desastre social que vai fazer mais vítimas do que a própria guerra, especialmente entre os migrantes.

Uma história que Macron conhece bem: de 2008 a 2012 faz uma impressionante (bem como suspeita) carreira na banco Rothschild, império financeiro que controla os bancos centrais de quase todos os países do mundo.  O banco Rothschild chega à Líbia em 2011, com a guerra a decorrer. Os grandes bancos dos EUA e europeus, realizaram ao mesmo tempo o maior assalto do século, ao confiscaram 150 biliões de dólares dos fundos soberanos da Líbia. Nos quatro anos de formação no banco Rothschild, Macron é introduzido na elite das finanças globais, onde são decididas as grandes operações, como a demolição do Estado líbio. Em seguida, vai para a política, onde faz uma deslumbrante (bem como suspeita) carreira, primeiro como Vice Secretário Geral do Eliseu, depois, como Ministro da Economia. Em 2016,  criou em poucos meses o seu próprio partido, En Marche!, um “partido instantâneo” apoiado e financiado por poderosas corporações multinacionais, financeiras e meios de comunicação, que lhe abrem o caminho para a presidência.

Por trás da liderança da Macron não estão somente os interesses nacionais franceses. Os despojos da Líbia a serem repartidos são enormes: a maior reserva africana de petróleo e as grandes reservas de gás natural; as imensas reservas de água fóssil do aquífero Nubian, o ouro branco que em perspectiva é mais precioso que o ouro negro; o extenso território líbio, de primária importância geoestratégica no cruzamento do Mediterrâneo, África e Oriente Médio.

Há «o risco de que a França exerça uma hegemonia forte sobre a nossa antiga colónia”, adverte a «Analisi Difesa», onde sublinha a importância da próxima expedição naval italiana a Líbia. Uma chamada para o ”orgulho nacional de uma Itália que reivindica a sua fatia na divisão neocolonial da sua antiga colónia.

Testemunho do intelectual francês Thierry Meyssan, que foi membro do governo Líbio durante a agressão ocidental.
Extracto do seu livro Sous nos Yeux.
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«Primeiro, François Hollande fez o balanço da destruição da Líbia. A Jamahiriya (nome dado à Líbia em 1986 – Ndt) tinha um Tesouro mínimo estimado em US $ 150 biliões. Oficialmente a NATO bloqueou cerca de um terço. O que aconteceu com o resto? Os kadhafistas pensam usá-los para financiar a resistência a longo prazo. Mas em Abril, o prefeito Edouard Lacroix, que teve acesso a parte desses investimentos, morre com um “câncer fulminante“, e o ex-ministro do petróleo Shuqri Ghanam foi encontrado afogado em Viena. Com a ajuda passiva de Pierre Moscovici, ministro das Finanças francês, o conselheiro económico do Eliseu,  Emmanuel Macron e vários banqueiros de investementos, o Tesouro dos Estados Unidos saqueou o espólio; foi o roubo do século: 100 biliões de  dólares».
 
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2 comments on “Macron-Líbia: a conexão Rothschild

  1. voza0db
    13 de Agosto de 2017

    O divertido é que quando mostro a alguém – ou alguém por acidente digital tropeça – no esquema da civilização actual, grande parte não acredita que é uma realidade…

    Daí que…

    Gostar

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