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ACORDEM

Google e Facebook promovem notícias falsas politizadas sobre o atirador de Las Vegas

Google promoted 4Chan fake news on Vegas mass shooting

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Facebook and Google promote politicized fake news about Las Vegas shooter – 2 de Outubro de 2017

A propagação de blogues da direita a afirmarem que o atirador era um liberal anti Trump nas plataformas convencionais,  é o último exemplo de uma acção de um «troll» hiper partidário perante uma tragédia.

People take shelter inside the Sands Corporation plane hangar after the mass shooting in Las Vegas that killed more than 50.

pessoas abrigam-se dentro de um hangar da Sands Corporation, após o tiroteio em massa em Las Vegas que matou mais de 50 pessoas. Fotografia: Powers Imagery / Invision / AP

O Facebook e Google promoveram falsas noticias ao declararem que o atirador que matou mais de 50 pessoas em Las Vegas,  era um democrata que se opunha a Donald Trump. Apenas algumas horas depois de centenas de pessoas terem sido feridas num festival perto do casino de Mandalay Bay, a identificação errónea espalhou-se rapidamente a partir dos cantos sombrios da internet para as plataformas convencionais. Este é o mais recente exemplo de notícia falsa que poluem os media sociais a meio de uma notícia recente.

O fluxo da desinformação da segunda-feira, ilustrou a tendência particularmente sombria que tem dominado cada vez mais a propaganda viral online, quando ocorrem tiroteios em massa nos EUA – trolls hiper partidários que se esforçam  para culpar as ideologias políticas opostas pela tragédia.

A polícia identificou Stephen Paddock como o suspeito que abriu fogo a partir de um quarto de hotel num arranha-céus, matando e ferindo pessoas. Mas antes das autoridades nomearem o homem de 64 anos de Nevada, alguns da  extrema direita identificaram-no como Geary Danley. Não está claro onde exactamente a trama foi originada, mas os utilizadores da direita agressivamente promoveram o seu nome, aproveitando a evidência de que ele seria um  liberal.

Alguns notaram no «4chan», quadro de mensagens anónimo e plataforma favorita do “«alt-right»”, que Danley era um democrata registado. Pouco depois, o «Gateway Pundit», blogue carregado de conspiração e que obteve credenciais da Casa Branca sob Trump, publicou uma história sem evidências intitulada: “O atirador de Las Vegas é  alegadamente um democrata que gostava de Rachel Maddow, do MoveOn.org e estava associado ao Exército anti-Trump“. O artigo baseou-se numa revisão do Facebook  “likes”.

Apesar do facto das reivindicações não terem sido comprovadas e serem provenientes de fontes não credíveis, de acordo com as capturas de ecrans tirados, a página “Safety Check” do Facebook, que é suposta ajudar pessoas a comunicarem com entes queridos quando ocorrem, acabou por promover uma história que dizia que o atirador teria  ódio a Trump, juntamente com uma série de endereços para outros embustes e fraudes. Ao mesmo tempo, os utilizadores do Google que pesquisavam pelo nome Geary Danley estavam a ser direccionados  para o segmento do  4chan cheio de afirmações falsas.

A manipulação bem sucedida pelos utilizadores  da direita,  dos algoritmos das redes sociais para politizar uma tragédia fala por si só, de um padrão relativamente novo de abuso online.

Enquanto os utilizadores do Twitter e Reddit identificaram erradamente de forma memorável o suspeito por trás do atentado da maratona de Boston em 2013. No último ano, as notícias falsas durante tragédias globais e ataques terroristas foram cada vez mais além de relatos descuidados e de retweeting, para passarem a ser  explorações ostensivas e campanhas de desinformação direccionadas. (há quem goste de ser telecomandado – Ndt)

“Está a ficar mais polarizado. Há esta loucura para pintar a pessoa como democrata ou republicana, para que eles possam torcer por um ou outro”, disse numa entrevista, Brooke Binkowski, editora-chefe do site de verificação de factos. “Muita coisa é empurrada por trolls deliberadamente para enlamear a conversa”.

O conteúdo falso pode passar rapidamente dos media sociais para fontes de notícias legítimas, acrescentou Brooke: “As pessoas estão a colocar informações de porcaria de propósito … Ao estar no Twitter, é realmente fácil obter porcaria no ciclo das notícias.

Enquanto as autoridades se esforçavam para identificar os possíveis motivos de Paddock, (o suspeito que a polícia acredita que se matou), alguns utilizadores da extrema direita e teóricos da conspiração, sem qualquer prova, tentaram ligá-lo a grupos antifascistas e ao movimento Antifa. Ao mesmo tempo, uma falsa página do Facebook que fingia ser Antifa, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que o objectivo do atirador era assassinar “os cachorros fascistas apoiantes de Trump”.

Um utilizador do YouTube também colocou um boato infundado de que o suspeito era um apoiante da Hillary Clinton.

Do lado oposto, alguns conservadores no Twitter, teorizaram que utilizadores dos média sociais de esquerda tentaram pintar falsamente Paddock como um indivíduo de direita. Alguns especularam que os liberais estão a fazer-se passar por nacionalistas brancos, apoiantes de Trump e seguidores de uma conta do Twitter que tem o mesmo nome que o suspeito, na esperança de provar que ele é um conservador.

De acordo com um de seus irmãos, que falou na segunda-feira, o suspeito não teria “afiliações” que pudessem explicar o massacre.

Google, Facebook e Twitter têm enfrentado repetidas acusações por permitem que a propaganda se espalhe nos seus sites e atinja grandes audiências e, na sequência das histórias embaraçosas de promoção de notícias falsas e conteúdo ofensivo, as empresas tecnológicas  tipicamente culpam os seus algoritmos e ofereceram promessas vãs de melhoria.

O tiroteio na Mandalay Bay não foi excepção. Google disse num comunicado: “Infelizmente, no início desta manhã, apresentámos o site 4chan nos nossos resultados de pesquisa para um pequeno número de consultas. Em poucas horas, a história do 4chan foi substituída, através da alteração dos algoritmos, por resultados relevantes. Isso não deveria ter aparecido para nenhuma consulta, e continuaremos a fazer melhorias nos nossos algoritmos para evitar que o mesmo aconteça no futuro”.

O Facebook tentou minimizar o seu papel na promoção de histórias falsas, ao dizer num comunicado: ” O Nosso Centro de Operações de Segurança Global viu essas mensagens nesta manhã e foram removidas. No entanto, sua remoção foi adiada, o que permitiu que os ecrans das mesmas fossem capturados e circulado online. Estamos a trabalhar para corrigir o problema que permitiu que tal acontecesse e lamentamos profundamente a confusão que causou “.

Binkowski (editora-chefe do site Snopes.com – Ndt) observou ainda que os debates online sobre possíveis afiliações políticas do suspeito, distraem as discussões políticas significativas sobre o controle de armas. “As pessoas preferirem debater se o atirador em massa é republicano ou democrata … do que abordar o problema estrutural”, disse ela. (mas essa é nova função  do facebook, desviar atenções – Ndt)

De acordo com BuzzFeed., uma série de tweets virais publicou relatos falsos de vítimas desaparecidas.

Algumas celebridades também foram rápidas a espalhar reivindicações não validadas antes da polícia fornecer qualquer confirmação oficial dos factos básicos do tiroteio. Sia, uma cantora pop e compositora com 3,2 milhões de seguidores no Twitter, publicou que 20 pessoas tinham morrido, antes da polícia ter divulgando detalhes sobre o número de vítimas,e  acrescentou: “protejam-se, vários atiradores estão à solta”.

A polícia disse que não havia outros suspeitos. (fonte)

é aflitivo ver quanto tempo as pessoas dedicam a ver/ler / ouvir publicações na suas páginas de facebook, sem quaisquer conteúdo.

É a alienação pura e o mais grave é que ainda não o perceberam.

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This entry was posted on 3 de Outubro de 2017 by in desinformação e mentiras, Facebook, google.

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