A Arte da Omissao

Paradise Papers (1)

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Sobre a investigação Paradise Papers:

O Paradise Papers é uma investigação global sobre actividades  em paraísos fiscais, de algumas das pessoas e empresas mais poderosas do mundo.

Os 13,4 milhões de arquivos expostos a público, oriundos de uma combinação de fornecedores de serviços em paraísos fiscais e de registos de empresas de alguns dos países mais secretos do mundo, foram analisados pelo  «Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação» (ICIJ – Ndt) e 95 parceiros dos media.

Os arquivos foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

Os documentos  incluem cerca de 7 milhões de contratos de empréstimos, demonstrações financeiras, emails, contractos de alienação fiduciária em garantia e outra papelada de quase 50 anos da Appleby, empresa líder de advocacia offshore com escritórios nas Bermudas e além.

Também incluem arquivos de uma empresa pequena familiar de confiança, a Asiaciti e registos de empresas em 19 jurisdições secretas. Os registos variam entre folhas de cálculo com transacções corporativas complexas de 100 páginas e livros de pagamentos, a registos corporativos simples de países, como o do Antiga e Barbuda, que não menciona publicamente os nomes dos seus accionistas e directores.

Os arquivos Paradise Papers como um todo,  expõem participações em paraísos fiscais de líderes políticos e  seus financiadores, bem como de empresas com nomes familiares que reduzem os seus impostos através de transacções realizadas em segredo. Também são revelados  negócios financeiros de bilionários e celebridades.

Os arquivos  Paradise Papers incluem muito mais informações sobre cidadãos, residentes e empresas dos EUA que as investigações anteriores do ICIJ – pelo menos 31.000 deles.

O ICIJ colaborou com mais de 380 jornalistas em seis continentes e em 30 idiomas. Muitos membros da equipe passaram um ano a usar plataformas on-line para comunicarem entre si e partilharem documentos. Os jornalistas seguiram registos judiciais, obtiveram divulgações financeiras de políticos na África, Europa, América Latina e América do Norte, preencheram pedidos de acesso a informação, e realizaram centenas de entrevistas a especialistas em impostos, legisladores e insiders da indústria.

Um agradecimento especial ao Pulitzer Center on Crisis Reporting pelo apoio a  elementos visuais do projecto, e ao «Neo4j» pelo suporte ao banco de dados. (fonte)

O que é exposto:

  • registos confidenciais sobre os refúgios financeiros de marcas icónicas e corretores de energia de todo o espectro político.
  • interesses e actividades no exterior de mais de 120 políticos e líderes mundiais, incluindo a rainha Elizabeth II e 13 conselheiros, principais doadores e membros do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump.
  • a engenharia fiscal de mais de 100 empresas multinacionais, onde se incluem a Apple, Nike e Botox-maker Allergan
  • orgias de compras em paraísos fiscais levadas a cabo por empresas multinacionais na África e na Ásia e que usam empresas de fachada na Maurícia e Singapura para reduzir impostos.
  • acordos secretos  e empresas escondidas ligadas à Glencore, o maior comerciante de mercadorias do mundo
  • informações detalhadas sobre as negociações da Glencore na República Democrática do Congo, de valiosos recursos minerais
  • Fornece detalhes de como proprietários de jactos e iates, incluindo estrelas de realeza e dos desportos, usaram estruturas de evasão fiscal da Ilha de Man
  • Fonte

SecureDrop

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ – Ndt), encoraja delatores a apresentarem de forma segura todas as formas de conteúdo que possam ser do interesse público – documentos, fotos, videoclipes, bem como dicas de histórias Aceitamos todas as informações relacionadas com possíveis irregularidades por parte de entidades corporativas, governamentais ou serviços públicos de qualquer país, de qualquer lugar do mundo. Nós fazemos o nosso melhor para garantir a confidencialidade das nossas fontes.

O SecureDrop é um sistema de código aberto para submissão de delatores, apoiado pela Freedom of the Press Foundation. Entrar em contacto connosco através do nosso servidor encriptado SecureDrop é uma maneira de partilhar documentos e mensagens com o ICIJ,  e que lhe permite proteger sua identidade, mesmo de nós.

Ao usar o nosso serviço SecureDrop, não colhemos nenhuma informação da sua identificação (como o seu endereço IP, localização ou detalhes do seu navegador da internet),  nem enviaremos cookies persistentes ao seu navegador ou incorporaremos serviços de terceiros nas nossas páginas do SecureDrop. Todas as informações fornecidas serão armazenadas encriptadas, e somente serão desencriptadas numa máquina  que nunca se liga  a nenhuma rede.

Existe uma série de precauções que pode e deve tomar para se proteger, antes de usar nosso sistema SecureDrop:

Não o deve usar directamente depois de visualizar esta página. Em vez disso, deve anotar as instruções e o URL abaixo, depois passar para uma rede diferente da que costuma usar (uma rede pública wifi sem senha é o melhor) para iniciar o processo. As instruções abaixo representam os requisitos mínimos para aceder ao nosso serviço SecureDrop:

  1. Baixe e instale o  Tor browser (ou, para adicional protecção, use o Tails operating system, o qual já  inclui por defeito o Tor)
  2. navegar para o seguinte  URL: dcdoialeklnkb6fg.onion.
  3. siga as instruções para se ligar e comunicar convosco. Ser-lhe-á  fornecido um único código secreto que tem de memorizar ou guardá-lo num local seguro, de forma a aceder às nossas respostas.

Apesar destas medidas de segurança, nenhum sistema on-line é perfeito e o uso do serviço é da sua responsabilidade.

Correio electrónico encriptado

O ICIJ também usa encriptação PGP ( Pretty Good Privacy – Ndt): a nossa chave publica pode ser encontrada no  MIT Public Key Server (fingerprint: 986A 572D 3B95 BD42 331E 839A B532 F18C 2A17 696B); o nosso endereço de  email é contact@icij.org.

Nota:se usar a nossa chave PGP pública para entrar em contacto connosco por e-mail, somente o conteúdo da sua mensagem será encriptado – a linha do assunto, o nome do remetente e outras informações do cabeçalho não estarão encriptados.

Existem uma série de medidas de segurança básicas que pode usar para se proteger, ao fornecer informações sensíveis ou confidenciais. Por exemplo, detalhes das chamadas telefónicas feitas a partir de um grande edifício são frequentemente registados nos sistemas electrónicos do edifício; os detalhes das chamadas dos telemóveis são rotineiramente recolhidos pelos fornecedores  provedores e autoridades governamentais; e os detalhes do acesso à rede e do uso da Internet podem ser gravados e armazenados em várias junções ao longo do caminho. É mais seguro usar um telefone público quando entrar em contacto com um repórter, assim como é mais seguro usar um cibercafé para enviar arquivos.

Em última análise, sentimos que nenhuma forma electrónica de comunicação é totalmente segura – às vezes, as formas mais seguras são as formas antigas. Pode enviar por correio documentos impressos ou arquivos electrónicos num dispositivo de armazenamento portátil (uma pen drive, disco rígido, cartão de memória, dvd, cd, etc.) e directamente para o ICIJ. mais aqui

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One comment on “Paradise Papers (1)

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This entry was posted on 6 de Novembro de 2017 by in corrupção, delatores, Paradise Papers and tagged .

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