A Arte da Omissao

a incapacidade dos EUA admitirem a realidade na ONU

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Tradução do artigo  À l’Onu, l’incapacité US d’admettre la réalité

de Thierry Meyssan

Enquanto os presidentes Putin e Trump avançam sobre a questão da Síria, altos funcionários da ONU de origem norte americana começaram um confronto com a Rússia. Ao recusarem  investigar um crime que já o julgaram a priori, provocaram não um, mas quatro vetos no Conselho de Segurança. Para Thierry Meyssan, o comportamento esquizofrénico dos Estados Unidos na cena internacional atesta tanto a divisão da administração Trump quanto o declínio do imperialismo norte-americano.

| Cairo (Egipto) |  21 de Novembro de 2017

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Nikki Haley (embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas – Ndt), ao repensar  a posição do seu antecessor distante Adlai Stevenson, durante a crise dos mísseis cubanos, denunciou o incidente em Khan Sheikhoun com fotografias terríveis. No entanto, o mecanismo da investigação, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) recusou-se a autenticar essas alegadas “evidências”. Jeffrey Feltman (secretário-geral adjunto da ONU para os assuntos políticos -Ndt) está sentado ao lado da embaixadora.

Decididamente, pouco mudou desde o 11 de Setembro de 2001. Os Estados Unidos continuam a manipular a opinião pública internacional e as ferramentas das Nações Unidas, certamente por diferentes razões, mas sempre com o mesmo desprezo pela verdade.

Em 2001, os representantes dos Estados Unidos e Reino Unido, John Negroponte e Stewart Eldon, disseram que os seus dois países tinham acabado de atacar o Afeganistão em legitima defesa, após os ataques em Nova York e Washington.[1] O secretário de Estado na altura, Colin Powell, comprometeu-se a distribuir no Conselho de Segurança um dossier completo com as evidências das responsabilidades afegãs. 16 anos depois, ainda aguardamos por esse documento.

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O secretário de Estado Colin Powell é membro do Conselho de Segurança. Ele brandiu o que apresentou como um frasco de antrax capaz de matar toda a população de Nova York e acusou o Iraque de se ter preparado para atacar os Estados Unidos. Washington nunca se desculpou por esta charada.

Em 2003, o mesmo Colin Powell foi explicar ao Conselho de Segurança, durante uma intervenção transmitida por televisões de todo o mundo, que o Iraque também estava envolvido nos ataques do 11 de Setembro e que estava a preparar uma nova agressão contra Estados Unidos com armas de destruição maciça [2].  No entanto, quando ele terminou as suas funções no governo dos EUA, admitiu num canal de televisão do seu país que as muitas acusações de seu discurso eram falsas [3]. 14 anos depois deste discurso, ainda estamos à espera das desculpas dos EUA no Conselho de Segurança.

Todos esqueceram já as acusações dos EUA ao presidente Saddam Hussein, acerca da sua responsabilidade nos ataques do 11 de Setembro (desde então, Washington atribuiu os mesmos ataques à Arábia Saudita,  hoje em dia ao Irão, sem nunca apresentar qualquer evidência em nenhum desses quatro casos). Recordamos, no entanto, o debate que durou meses sobre as armas de destruição em massa. Na época, a Comissão das Nações Unidas de Vigilância, Verificação e Inspecção (UNMOVIC) não encontrou nenhum vestígio dessas armas. Um braço de ferro opôs o seu director Hans Blix, primeiro nos Estados Unidos, depois nas Nações Unidas e, por fim, no mundo ocidental.

Washington afirmava que o Sr. Blix não encontrou essas armas porque estava a fazer um mau trabalho, enquanto assegurava que o Iraque não tinha a capacidade de fabricar essas armas. Independentemente disso, os Estados Unidos bombardearam Bagdá, invadiram o Iraque, derrubaram o presidente Saddam Hussein, enforcaram-no, ocuparam o seu país e saquearam-no.

O método dos EUA, depois de 2001, não estava relacionado com o anterior. Em 1991, o presidente Bush (pai) assegurou-se de colocar o Direito Internacional do seu lado antes de atacar o Iraque. Ele empurrou  o presidente Saddam Hussein para invadir o Kuwait.  Ele obteve o apoio de quase todas as nações do mundo. Pelo contrário, em 2003, o filho Bush apenas mentiu. Muitos Estados distanciaram-se de Washington, enquanto ocorriam as maiores manifestações pacifistas da história, de Paris a Sidney, de Pequim ao México.

Já em 2012, o Escritório de Assuntos Políticos da ONU redigiu uma rendição total e incondicional da Síria «x»[4]. Seu director, Jeffrey Feltman, antigo adjunto da Secretária de Estado Hillary Clinton,  usou todos os meios à disposição para formar a maior coligação da história e acusar a Síria de todos os tipos de crimes, nenhum dos quais nunca foi provado.

Se os Estados que detêm o documento de Feltman decidiram não o publicar, será para preservar as Nações Unidas. Na verdade, é inaceitável que os meios da ONU tenham sido utilizados para promover a guerra quando esta instituição foi criada para preservar a paz. Não tendo as mesmas obrigações que um Estado, publiquei um estudo detalhado sobre este vil documento em Under Our Eyes [5]. (livro do autor – Ndt)

Em 2017, o Mecanismo de Investigação Conjunta entre a ONU e a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ),  criado a pedido da Síria para investigar o uso de armas químicas no seu território, foi objecto do mesmo braço de ferro como o que opôs Hans Blix a Washington. Excepto que desta vez, as frentes inverteram-se. Em 2003, a ONU defendeu a paz. Mais hoje, Jeffrey Feltman foi reeleito e ainda é o número 2 da ONU. Desta vez, é a Rússia que se opõe aos funcionários internacionais pró-americanos em nome da Carta.

Embora o trabalho do Mecanismo de Investigação Conjunta tenha sido debatido de forma normal durante o seu primeiro período – de Setembro de 2015 a Maio de 2017 – as discussões arriscaram a dicotomia quando o guatemalteco Edmond Mulet colocou na sua direcção, Virginia Gamba; uma nomeação que pode ser imputada ao novo Secretário Geral da ONU, o português António Guterres.

O Mecanismo de Investigação mobiliza funcionários internacionais da ONU e da «OPAQ». Esta prestigiada organização internacional recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2013, particularmente pelo seu trabalho de monitorização da destruição de armas químicas sírias pelos Estados Unidos e Rússia. No entanto, o seu director, o turco Ahmet Üzümcü, evoluiu. Em Junho de 2015, foi convidado para ir a Telfs Buchen (Áustria) para a  reunião do Grupo Bilderberg, o clube da NATO.

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Em Dezembro de 2015, Ahmet Üzümcü é condecorado com a Legião de Honra pelo Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, o homem,  que acha que o Presidente al-Assad «não tem o direito de viver» e que a al-Qaïda «fez o bom trabalho».

A questão foi ainda mais grave do que a de 2003, a quando da disputa entre Hans Blix e o outro lado dos Estados Unidos que ameaçavam intervir contra o Iraque, se a ONU provasse a existência de armas destruição em massa. Em 2017, a disputa é entre a Rússia e Edmond Mulet, que poderia validar mais tarde a intervenção dos EUA contra a Síria. De facto, Washington já decidiu, considera a Síria como responsável por um ataque com gás sarin em Khan Cheikhoun e já bombardeou a base aérea de Cheyrat [6].

Se o Mecanismo de Investigações se desviar de uma maneira ou de outra do discurso de Washington, obrigará os Estados Unidos a pedir desculpas e a compensar a Síria. Os funcionários internacionais pró-EUA, consideram portanto, que a sua missão está concluída e que a Síria bombardeou a sua própria população com gás sarin,  que alegadamente manteria ilegalmente na Base Aérea de Cheyrat.

A partir do fim de Outubro, o tom começou a aumentar entre alguns funcionários da ONU e da Rússia. Contrariamente ao que a imprensa ocidental afirmou, o diferendo não estava relacionado com as conclusões  do Mecanismo de Inquérito, mas exclusivamente com os seus métodos; Moscovo recusou antecipadamente quaisquer conclusões obtidas através de métodos não-conformes com os princípios internacionais, estabelecidos no quadro da Convenção sobre Armas Químicas e da OIAC [7].

O gás sarin é um neurotóxico extremamente letal para os seres humanos. Existem variantes deste produto, o clorosarin e cyclosarin, e uma versão ainda mais perigosa, o VX. Estes produtos são absorvidos pela pele e passam directamente para o sangue. Em algumas semanas ou meses degradam-se no ambiente, não sem consequências para os animais que entrem em contacto com eles. Quando entra no chão, devido à ausência de oxigénio e luz, podem perdurar durante muito tempo.

Basta ver as fotografias do ataque em Khan Cheikhoun, que mostram, passadas algumas horas, pessoas a recolherem amostras sem usarem roupas protectoras para cobrir a pele, para se saber com certeza que, se foi utilizado algum gás, não poderia ter sido sarin nem um dos seus derivados. Para mais detalhes, consulte o estudo do professor Theodore Postol, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que desmantela um por um, os argumentos dos chamados especialistas da [8]. («mais aqui» e «aqui» – Ndt)

No entanto, contrariamente aos princípios da Convenção sobre Armas Químicas, o Mecanismo de Investigação não foi ao local para recolher amostras, analisá-las e identificar o gás utilizado, se houvesse um.

Em Maio e Junho de 2017, a Rússia questionou a OPCW sobre este facto, a qual respondeu que estava a estudar as condições de segurança para essa deslocação, e por fim, acabou por concluir que não era necessário, pois, segundo ela “não restam duvidas sobre o uso de sarin“. (merece que se relembre, o secretário de Estado Colin Powel,  a agitar um frasco com o alegado “antrax”, facto que levou à destruição do Iraque  – Ndt).

O Mecanismo de Investigação foi para a base aérea de Cheyrat onde, de acordo com Washington, o gás sarin teria sido ilegalmente armazenado e carregado em bombardeiros. Mas, apesar da insistência da Rússia, ele recusou-se a recolher amostras.

Da mesma forma, o Mecanismo de Investigações recusou-se a estudar as revelações da Síria, acerca do fornecimento  de gás a jihadistas, pelas empresas norte-americanas e britânicas,  Federal Laboratories, NonLethal Technologies e Chemring Defense UK [9].

Os Estados Unidos e seus aliados admitiram no projecto de resolução que apresentaram a 16 de Novembro, que os funcionários públicos internacionais deveriam realizar as suas investigações “de forma adequada ao cumprimento do mandato”. [10]

A Rússia rejeitou o relatório do Mecanismo de Investigação em vista do seu diletantismo e recusou-se três vezes na renovação do seu mandato. Rússia vetou em 24 de Outubro [11] e 16 [12] e 17 de Novembro, como tinha feito a 12 de Abril [13], quando os Estados Unidos e a França [14] tentaram condenar a Síria por este suposto ataque com gás sarin. Foi a 8ª,  9ª, 10ª e 11ª vez que ela usa o seu veto na questão síria.

Não está claro o  motivo pelo qual Washington apresentou ou fez apresentar a mesma declaração ao Conselho de Segurança quatro vezes de diferentes maneiras. Este balbuciar já ocorreu no início da guerra contra a Síria, a 4 de Outubro de 2011, 4 de Fevereiro e 19 de Julho de 2012, quando a França e os Estados Unidos tentaram que Conselho condenasse o que eles chamaram de repressão à primavera síria. Na época, a Rússia afirmou o contrário, que não havia uma guerra civil, mas sim uma agressão externa. Em todas as ocasiões, os ocidentais responderam que “convenceriam” o seu parceiro russo.

É interessante notar que hoje a crença comum ocidental afirma que a guerra na Síria começou com uma revolução democrática que deu errado e que foi capturada pelos jihadistas. No entanto, ao contrário do que foi reivindicado, não há provas da menor demonstração de democracia entre 2011-12 na Síria. Todos os vídeos publicados na época são a favor do presidente al-Assad ou contra a República Árabe da Síria, nunca pela democracia. Nenhum vídeo inclui slogan ou cartaz pró-democracia. Todos os vídeos das chamadas “manifestações revolucionárias” deste período foram gravados às sextas-feiras, à saída das mesquitas sunitas, jamais em qualquer outro dia e nunca em qualquer outro lugar de reunião que não fosse uma mesquita sunita.

É verdade que em alguns vídeos ouvimos frases, incluindo a palavra “liberdade”. Ao ouvir melhor, percebemos que os manifestantes estão a exigir não a “liberdade” no sentido ocidental, mas a “liberdade para aplicar a Sharia“. Se você encontrar um documento rastreável que possa me contradizer sobre uma demonstração com mais de 50 pessoas, agradeço que ma comunique, e eu a publicarei.

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O presidente Trump para não dar a oportunidade à sua oposição de o acusar de ter ido buscar ordens junto ao KGBista Vladimir Putin,  não teve nenhum encontro privado com ele, mas na foto os dois homens espelham o seu entendimento (Đà Nẵng, 11 de Novembro de 2017).

A obstinação dos EUA em manipular os factos poderia ser um sinal do alinhamento da Administração Trump com a política dos quatro mandatos anteriores. Mas esta suposição é contrariada pela assinatura de um memorial secreto em Amã, a 8 de Novembro de 2017, entre a Jordânia [15], Rússia e Estados Unidos e a Declaração Conjunta dos Presidentes Putin e Trump a 11 de Novembro, em Da Nang, à margem da cimeira de APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico -ndt) [16].

O primeiro documento não foi publicado, mas sabemos por indiscrições que não leva em conta a exigência israelita  de criar uma zona neutra no território sírio, a 60 quilómetros além, não da fronteira israelita, mas da linha de cessar-fogo de 1967. Nunca perdendo uma oportunidade de derramar óleo no fogo, o governo britânico reagiu ao fazer com que a BBC publicasse fotografias de satélite da base militar iraniana em El- Kiswah (45 quilómetros da linha de cessar-fogo)  [17].

Como esperado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou imediatamente o acordo entre as grandes potências e anunciou a reserva do direito de Israel de intervir militarmente na Síria para preservar a sua segurança [18]  (Mas a Síria atacou / invadiu Israel? – Ndt); Este comentário constitui uma ameaça e, como tal, viola a Carta das Nações Unidas.

Além disso, todo mundo viu ao longo de sete anos que o pretexto das armas para o Líbano tinha as costas largas. Por exemplo, a 1 de Novembro, as Forças de Defesa de Israel bombardearam ilegalmente uma área industrial em Hassiyah, alegando destruir armas destinadas ao Hezbollah. Na verdade, o alvo era apenas uma fábrica de cobre, essencial para a restauração da distribuição de electricidade no país [19]. (que cegueira global!-Ndt)

No que diz respeito à Declaração de Đà Nẵng, houve progressos claros. Assim, ela estabelece pela primeira vez que todos os sírios poderão participar nas próximas eleições presidenciais. Até agora, os sírios exilados estavam  proibidos de votar pelos membros da Coligação Internacional em violação da Convenção de Viena.

Quanto à «Coligação Nacional das Forças da Oposição e Revolucionárias», ela boicotava as eleições porque este corpo era dominado pela Irmandade Muçulmana, segundo a qual “O Alcorão é a nossa Lei”, e não há espaço para eleições em regime islâmico.

O contraste entre o progresso das conversas entre a Rússia e os EUA sobre a Síria, por um lado, e a teimosia dos mesmos Estados Unidos em negar os factos perante o  Conselho de Segurança da ONU é impressionante.

É interessante observar o embaraço da imprensa europeia, em face do trabalho dos presidentes Putin e Trump e da teimosia infantil da delegação dos EUA no Conselho de Segurança. Quase nenhum dos media referiu o Memorando de Amã, mas todos comentaram a Declaração Conjunta mesmo antes de ser publicada, com base numa nota simples da Casa Branca.

Quanto às infantilidades da embaixadora Nikki Haley no Conselho de Segurança, os media europeus observaram por unanimidade que as duas Grandes Potências não chegaram a um acordo e ignoraram os argumentos russos, longamente  explicados por Moscovo.

É claro que, se o presidente Trump tenta reverter as políticas imperialistas dos seus predecessores, os funcionários internacionais da ONU pró-EUA não conseguem adaptar-se à realidade. Depois de 16 anos de mentiras sistemáticas, não conseguem pensar de acordo com os factos, mas apenas com as suas fantasias. Esse comportamento é característico da perda de poder dos impérios.

 

[1] Referência: Onu S/2001/946 e S/2001/947.

[2] « Discours de M. Powell au Conseil de sécurité de l’ONU », par Colin L. Powell, Réseau Voltaire, 11 février 2003.

[3] “Colin Powell on Iraq, Race, and Hurricane Relief”, ABC, September 8, 2005.

[4] “A Alemanha e a ONU contra a Síria”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria) , Rede Voltaire, 28 de Janeiro de 2016.

[5] Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump, Thierry Meyssan, Demi-Lune, 2017.

[6] “Porquê Trump bombardeou Shairat ?”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria) , Rede Voltaire, 3 de Maio de 2017.

[7] « Observations émises par le Ministère russe des Affaires étrangères au sujet du dossier chimique syrien », Réseau Voltaire, 23 octobre 2017.

[8] “O relatório da CIA sobre o incidente de Khan Shaikhun é uma falsificação grosseira”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 18 de Abril de 2017.

[9] “Londres e Washington têm fornecido armas químicas aos jiadistas”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Agosto de 2017, www.voltairenet.org/article1…

[10] « Projet de résolution sur le Mécanisme d’enquête conjoint Onu-OIAC (Véto russe) », Réseau Voltaire, 16 novembre 2017.

[11] « Projet de résolution sur le renouvellement du Mécanisme d’enquête conjoint (Veto russe) », « Utilisation d’armes chimiques en Syrie (Veto russe) », Réseau Voltaire, 24 octobre 2017.

[12] « Projet de résolution sur le Mécanisme d’enquête conjoint Onu-OIAC (Véto russe) », Réseau Voltaire, 16 novembre 2017.

[13] « Débat sur l’incident chimique présumé de Khan Cheïkhoun (veto russe) », Réseau Voltaire, 12 avril 2017.

[14] « Évaluation française de l’attaque chimique de Khan Cheikhoun », Réseau Voltaire, 26 avril 2017.

[15] « La Jordanie apporte son soutien à la Syrie », Réseau Voltaire, 29 août 2017.

[16] « Déclaration commune des présidents russe et états-unien sur la Syrie », Réseau Voltaire, 11 novembre 2017.

[17] “Iran building permanent military base in Syria – claim”, Gordon Corera, BBC, November 10, 2017.

[18] “Israel rejeita o acordo de paz russo-americano na Síria”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 20 de Novembro de 2017.

[19] « Israël bombarde une usine de cuivre en Syrie », par Mounzer Mounzer, Réseau Voltaire, 3 novembre 2017.

 

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