A Arte da Omissao

Inglaterra: Governo financiou o terrorismo na Síria

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Tradução do artigo “UK Gov’t Exposed For Funding Terrorist “Councils,” “Police,” And “White Helmets

de Brandon Turbeville, Activist Post, 12 de Dezembro de 2017

A BBC surpreendeu recentemente com um raro acto de jornalismo, ao expor o financiamento do governo do Reino Unido a terroristas na Síria, através de um programa de ajuda estrangeira que distribuiu milhões de libras dos contribuintes ao longo de anos. O dinheiro foi concedido a companhias globais como a « Adam Smith International (ASI) », que o canalizava depois para os extremistas. No foco do artigo da BBC, está o facto do dinheiro dos contribuintes ter sido fornecido à Free Syrian Police (FSP), força policial operada por Conselhos  “rebeldes”.

Enquanto a ASI argumenta que o Free Syrian Police é uma força de segurança desarmada, uma chuva de evidências demonstram o contrário. O FSP é uma força de segurança fortemente armada, fortemente sectária, são unidades de terror usadas por unidades de terroristas. Eles são, na realidade, mais uns terroristas usados para controlar e oprimir o povo da Síria. Disto, não há dúvida.

De acordo com a BBC;

O governo suspendeu um projecto de ajuda estrangeira, após uma investigação da BBC Panorama ter descoberto que o dinheiro dos contribuintes estava a ser desviado para extremistas na Síria.
Oficiais de uma força policial da síria apoiada pelo Reino Unido colaboraram também com os tribunais dos extremistas que executavam sentenças brutais.
Um porta-voz do governo do Reino Unido disse ter levado “muito a sério” as alegações da cooperação com grupos terroristas.
A Adam Smith International (ASI), empresa britânica que administra o projecto, negou fortemente as alegações.
A Polícia Síria Livre (FSP) foi criada após o início das insurreições na Síria, para manter a lei e ordem em  partes do país controladas pelas forças da oposição.
Desde Outubro de 2014 que a Adam Smith International (ASI) executa o projecto.
A Grã-Bretanha foi um dos seis países dadores que financiaram o projecto, que fornece policiamento comunitário às áreas controladas pelos rebeldes nas  províncias de Aleppo, Idlib e Daraa.
Destina-se a ser uma força policial civil desarmada e não cooperar com grupos extremistas, mas a investigação da BBC Panorama encontrou exemplos em que não era esse o caso. Algumas das suas alegações contra o projecto incluem:
  • Polícia que coopera com tribunais que executam execuções sumárias – incluindo um caso onde duas mulheres foram mortas
  • Polícia a ser paga em dinheiro e depois a ser obrigada a entregar  fundos a um grupo extremista que controla a área
  • Policiais escolhidos a dedo por um grupo extremista
  • Nomes de pessoas mortas e fictícias encontradas em folhas de pagamento da polícia
Boris Johnson, Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos, anunciou em Abril que o Reino Unido iria entregar mais 4 milhões de libras esterlinas para o Access to Justice and Community Security (AJACS), financiada pelo Reino Unido e que suporta a Polícia Síria Livre (FSP)

A BBC continua, realçando as conexões entre o dinheiro fornecido à FSP, bem como as conexões entre ela a outros grupos terroristas como Nour al-Din al-Zinki. O relatório afirma:

A  BBC Panorama obteve documentos da Adam Smith International (ASI), que mostram nomes de pessoas mortas e fictícias  nas folhas  de pagamento à polícia.
Uma delegacia de polícia em Koknaya na província de Idlib deveria ser a base de 57 policiais. Mas os documentos mostram que quando a equipe da Adam Smith International (ASI) a visitou em Setembro de 2016, não encontrou um único polícia.
A ASI disse que os oficiais foram contabilizados em visitas subsequentes. A empresa suspendeu agora o pagamento de todos os salários na delegacia de polícia de Koknaya. Disse ainda que identificou poucos exemplos em toda a Síria, onde policiais falecidos permaneceram na lista dos pagamentos de salários.
Os documentos também mostram como alguns policiais da província de Aleppo foram obrigados a entregar dinheiro ao grupo extremista – Nour al-Din al-Zinki – grupo que controlava a área.
O movimento Nour al-Din al-Zinki foi associado a atrocidades, incluindo a decapitação de um jovem prisioneiro em 2016.
Um relatório da Adam Smith International de Julho de 2016 alertou que 20% de todos os salários da polícia foram entregues “para pagar o apoio militar e segurança que o Nour al-Din al-Zinki oferece às cinco estações da  Polícia Livre da Síria (FSP,  localizadas em áreas sob o seu controle”.
A FSP, além de entregar parte do dinheiro da ajuda britânica ao  Nour al-Din al-Zinki, trabalhou também com um tribunal desse grupo terrorista, “mediante a redacção de mandados, entrega de avisos e transferência de criminosos até ao tribunal”.

. . . . .
A cooperação policial continuou, apesar das alegações de tortura e execuções sumárias envolvendo o tribunal de Al Qasimiyeh.
Crispin Blunt, membro do Parlamento e ex-presidente da Comissão dos Assuntos Externos, disse que a FSP não deveria apoiar os tribunais extremistas.
Ele disse: “Existem condenados à morte por homossexualidade”.
“Claramente, isso é completamente e totalmente inaceitável por qualquer padrão e a ideia de que o dinheiro dos contribuintes britânicos estava associado a isso, é completamente abominável“.

. . . . .

A BBC Panorama também descobriu que a Polícia Síria Livre (FSP) prestou apoio a tribunais administrados pelo ramo sírio de Al Qaeda – Jabhat al-Nusra – que aplicou punições extremas.
Policiais estiveram presentes quando duas mulheres foram condenadas à morte perto de Sarmin em Dezembro de 2014. Fontes disseram à Panorama que os policiais fecharam a estrada para que a execução pudesse ocorrer.
A Adam Smith International (ASI) diz que os policiais que participaram na lapidação não estavam formalmente sob controlo da FSP e que na altura foram removidos.
A Panorama também viu evidências de que al-Nusra escolhia a dedo policiais em duas estações na província de Idlib.
A ASI diz que os policiais impostos pelo al-Nusra foram detectados em menos de dois meses e que os pagamentos à estação foram então interrompidos.

O “jornalismo” da BBC foi feito quase há um ano por jornalistas independentes

Vamos ser claros, o relato sobre o financiamento do Reino Unido à Polícia Síria Livre terrorista foi o resultado do  trabalho realizado em Janeiro de 2017 por Vanessa Beeley da 21st Century Wire.

O seu artigo, The ‘Free Syrian Police’ Made In The UK – Vanessa Beeley Exposes West’s Shadow State Project, contem uma entrevista com Mike Robinson e Brian Gerrish da UK Column, a respeito dos fundadores da FSP e dos movimentos dos media de hoje sobre o papel dela em áreas controladas pelos terroristas da frente Nusra e ISIS e noutra região de Idlib, também ocupada por terroristas. Ainda assim, BBC, mais vale tarde do que nunca.

No entanto, há muito mais a contar, comparando com o que a BBC reportou. Em nenhum lugar do relatório da BBC Panorama, se encontram referências incriminadoras aos Capacetes Brancos e às suas próprias ligações com a Polícia Síria Livre, não se encontram as conexões flagrantes desses grupos a terroristas (ou seja, líderes terroristas de Capacetes Brancos, da Polícia Síria Livre, etc.), não se encontram as atrocidades recentes ou actuais cometidas pelo FSP e Capacetes Brancos, ou as águas enlameadas das mudanças dos nomes dos grupos terroristas, de modo a tornar mais difícil a identificação em termos gerais do apoio ocidental ao terrorismo na Síria.

Assim, o que a BBC fez não pode ser chamado de jornalismo de investigação (já que a investigação e o jornalismo ocorreram há quase um ano), é um branqueamento projectado para esconder a natureza do verdadeiro envolvimento do Reino Unido na guerra da Síria, o seu financiamento e apoio ao terrorismo e a realidade de que os Capacetes brancos não são mais do que terroristas.

Embora os Estados Unidos tenham sido o principal adepto do terrorismo nos últimos seis anos, o Reino Unido seguiu-lhe o exemplo, ainda que discretamente.

O envolvimento financeiro do Reino Unido na guerra contra a Síria centra-se no fundo « Conflict Stability and Security Fund  (CSSF) », anteriormente conhecido como « Conflict Pool ».

De acordo com a organização, “O Fundo de Conflito, Estabilidade e Segurança (CSSF) fornece apoio ao desenvolvimento e segurança em países que correm o risco de conflito ou instabilidade e é o único fundo do governo que usa  despesas de defesa e « Official Development Assistance (AOD) » para oferecer e apoiar actividades de segurança, defesa, manutenção da paz, construção de paz e estabilidade”.

Na realidade, o fundo CSSF  é um fundo de lama usado como um conjunto de recursos sempre pronto a ser despejado em zonas de conflito ou em áreas que devem ser transformadas em zonas de conflito, através das tácticas de desestabilização ocidentais. (infelizmente e com os exemplos já existentes, temos que questionar sempre entidades que contêm a palavra paz no seu nome ou a usam como chavão. Uma vergonha -Ndt) 

O próprio site do CSSF afirma que o governo britânico alocou 1,163 bilião de libras esterlinas só em 2017-2018. São 1.163 biliões de libras dos contribuintes britânicos alocados para terroristas na Síria, enquanto a Grã-Bretanha se afunda ainda mais numa depressão económica, nos padrões de vida do terceiro mundo e no colapso cultural. Ainda assim, apesar da admissão pública dela em relação à quantidade de dinheiro atribuída pelo governo, a organização tem sido bastante reservada quando se trata da Síria. Uma recente pergunta parlamentar da baronesa Caroline Cox revelou que a « UKFCO »  (agência governamental inglesa- Ndt) financiou terroristas na Síria pelo menos durante três anos através do fundo CSSF.

Lord Ahmad de Wimbledon da UKFCO declarou: “O valor do fundo CSSF para a Síria é de £ 69 milhões no actual exercício financeiro, foi de £ 64 milhões em 2016-17 e de £ 66 milhões em 2015-16″.

O governo do Reino Unido colocou quase 200 milhões de libras nos seus proxies terroristas na Síria, mas, apesar de ser do  conhecimento público, ele não divulgará os nomes dos destinatários desses fundos.

O fundo CSSF,  através da « Adam Smith International (ASI) » e da « Integrity Global », forneceu directamente e indirectamente dinheiro  a terroristas que operam na Síria, particularmente em lugares como Aleppo Oriental, via a FSP, capacetes brancos e “conselhos locais”, todos eles, rostos diferentes do mesmo aparelho terrorista conhecido como frente al -Nusra.

Vanessa Beeley detalhou no seu artigo White Helmets & ‘Local Councils’ – Is the UK FCO Financing Terrorism in Syria with Taxpayer Funds?, o rastro de dinheiro proveniente do governo do Reino Unido através da Adam Smith International e Integrity Global até aos terroristas do al-Nusra. Eu encorajo o leitor a aceder e a ler o artigo na íntegra.

Durante a sessão de perguntas a « Lord Bates », funcionários britânicos admitiram claramente que o governo britânico estava a financiar forças policiais e Conselhos Locais. Vanessa Beeley escreve no seu artigo:

Com referência ao financiamento da « UKFCO » ao que são claramente grupos de “oposição” controlados pelo terrorismo, as perguntas mais recentes apresentadas pela Baronesa Cox em Outubro de 2017, levantaram a questão  se o governo do Reino Unido tem a certeza que os fundos irão proscrever organizações com ligações passadas ou presentes à al Qaeda ou a grupos extremistas associados a Allepo oriental e a Idlib, via o programa « Support to Emerging Local Governance in Syria (Tamkeen) »:
1. Com referência à resposta de Lord Ahmed de 20 de Setembro (« HL 1252 »), Baroness Cox « perguntou » ao governo qual papel do Tamkeen na entrega do apoio do Reino Unido aos moderados na Síria; quais os Conselhos Locais que recebem assistência do Reino Unido através do Tamkeen;  se irá indicar se as pessoas associadas às organizações proscritas, especialmente aquelas com vínculos passados ou presentes à Al Qaeda, são ou foram membros desses Conselhos, durante os períodos em que receberam assistência do Reino Unido?
« Resposta » de Lord Bates: “ O programa « Support to Emerging Local Governance in Syria (Tamkeen) »“, que terminou em 2016 e o seu sucessor “Strengthening Governance Structures (Tatweer)“, apoiam Conselhos Provinciais e Locais na Síria, ajudando-os a fornecer governança local e serviços abertos e responsáveis. O Tatweer opera em 16 Conselhos Locais sírios identificados como os que necessitam de apoio imediato e serviços básicos em Idlib, Aleppo, Daraa e Rif Damascus. O DFID (Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido – Ndt) possui controlos extensivos para garantir que a ajuda do Reino Unido atinja os que dela necessitam e que não beneficie extremistas ou grupos  terroristas, incluindo processos de verificação para garantir que tais grupos não façam parte dos Conselhos com os quais trabalhamos. Nós administramos activamente os riscos de operarmos na Síria. Paramos de financiar qualquer projecto ou subprojecto onde tenhamos alguma preocupação que possa beneficiar grupos proscritos. ” ~ Lord Bates
2. Com referência à resposta de Lord Ahmad de 20 de Setembro (HL1252),  a Baroness Cox « perguntou »  se a ajuda do governo do Reino Unido concedida através do programa Tamkeen foi gasto em áreas do norte da Síria, presentemente sob o controle de Hayat Tahrir Al Sham (coligação jihadista liderada pela organização que mudou o nome de Al Nusra), ou do grupo jihadi Ahrar Al Sham; e se essa assistência continua a ser disponibilizada essas áreas?
« Resposta » de Lord Bates: os programas Tamkeen e Tatweer oferecem suporte para melhorar a capacidade e os processos dos Conselhos Provinciais e Locais no norte da Síria. O DFID (Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido – Ndt), possui controlos extensivos para garantir que o auxílio do Reino Unido atinja aqueles que precisam dele e que não beneficie extremistas ou grupos terroristas, como o Hayat Tahrir Al Sham, incluindo processos de verificação para garantir que esses grupos não façam parte dos Conselhos com os quais trabalhos. Nós administramos activamente os riscos de operarmos na Síria. Paramos de financiar qualquer projecto ou subprojecto onde tenhamos alguma preocupação de que possa beneficiar grupos proscritos. “~ Lord Bates

Vanessa Beeley, que viajou para a Síria e Aleppo Oriental  durante 2016 e 2017, conta o que encontrou ao lado do jornalista sírio Khaled Iskef, demonstrando uma ligação clara entre as organizações britânicas e a “oposição” terrorista na Síria. Ela escreve:

Durante o tempo em que estive em Aleppo Oriental em 2016/17 com o jornalista sírio, Khaled Iskef, traduzimos documentos (em árabe) que ele encontrou e  que referiam duas organizações do Reino Unido, a Adam Smith International (ASI) e a Integrity Global,  ligadas ao financiamento de Estruturas da “oposição” síria em Aleppo Oriental. A tradução de um desses documentos revela que, em Maio de 2014, o DFID (Departamento para o Desenvolvimento Internacional) esteve envolvido no financiamento de uma iniciativa do Conselho Local através dessas empresas:
O programa, financiado pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional (DFID Adam Smith e Integrity fornecerão assistência técnica através de equipes de consultoria locais, bem como recursos técnicos e financeiros para atender às necessidades mais urgentes. Este programa está actualmente a trabalhar  em 10 comunidades excelentes e espera-se aumentar a assistência a 40 comunidades. ”~ retirado do documento.

Por favor, anote: Pode ver os documentos citados por Vanessa Beeley no seu artigo White Helmets and ‘Local Councils’ – Is The UK FCO Financing Terrorism In Syria With Taxpayer Funds o qual recomendo a todos os leitores.

Estes documentos [fotos deles estão  incluídos no seu artigo] foram encontrados entre detritos em vários centros da Frente Nusra (Al Qaeda na Síria), em  edifícios do Conselho da Aleppo Oriental e em centros dos Capacete Brancos. Vale ressaltar que estas três entidades que operaram na parte ocupada de Aleppo Oriental até Dezembro de 2016, sempre trabalharam umas com as outras, partilhando instalações e edifícios ou ao lado umas das outras nos vários distritos de Aleppo Oriental, onde centraram as suas actividades.
O fundo «Conflict Stability and Security Fund (CSSF)» entrou em vigor no dia 1 de Abril de 2015 e a Adam Smith International (ASI) e Integrity Global foram adicionadas à “lista dos fornecedores premiados com um lugar no enquadramento do fundo  CSSF”. A ASI e Integrity que são financiadas pela FCO (agência governamental do Reino unidos – Ndt) através do fundo CSSF, oferecem “assistência” à “oposição” síria e tal foi conseguido através de uma variedade de agentes de divulgação, um dos quais o  Programa Tamkeen, que afirma “construir resiliência em comunidades sírias” e que estabelece, financia e apoia os “Conselhos locais” nas áreas terroristas, tais como Aleppo Oriental e Idlib. Adequadamente, Tamkeen significa “empoderamento” em árabe.

Vanessa Beeley cita um vídeo filmado no distrito de Al Sha’ar,  Aleppo Oriental, em Julho de 2017, onde mostra um prédio do Conselho de Aleppo Oriental, financiado pelo Tamkeen, em frente a uma antiga garagem que foi requisitada pela Frente Nusra  (também conhecida como al-Qaeda) usada  como fábrica de bombas.

Esse vídeo pode ser visto aqui

Continua Vanessa Beeley,

A « imagem »  (presente no artigo de Vanessa) mostra o pó preto que a Frente Nusra usava para encher reservatórios e latas de gás, semelhante ao que é usado nas  bombas DIME ou “Tungsten” implantadas contra Gaza por Israel em 2012 e 2014. Esses mísseis ao explodir libertariam as nano partículas metálicas que passariam das feridas para os órgãos internos das vítimas, causando danos inoperáveis e eventual septicemia a partir da qual geralmente não há recuperação.
Esses mísseis mortais foram também utilizados regularmente contra os 1,5 milhões de civis sírios que viviam em Aleppo Ocidental, protegida pelo governo sírio, durante a ocupação terrorista e extremista de Aleppo Oriental. De acordo com testemunho civil, após a libertação de Aleppo Oriental, esses mísseis foram também usados contra civis dos distritos ocupados por facções terroristas, cuja responsabilidade era depois atribuída ao avançado exército árabe sírio.
O programa Tamkeen nasceu e alimentou depois os “Conselhos Locais”, que operavam na área ocupada pelos terroristas em Aleppo oriental. De acordo com Brita Haji Hassan, o autoproclamado “prefeito de Aleppo” em 2016, disse numa entrevista que deu ao The Guardian, que o programa forneceu ao  Conselho da cidade de Aleppo Oriental  £ 820,000 (Maio de 2016).
Enquanto Brita Haji Hassan fazia um grande esforço para descrever o seu “município” auto assumido como “Aleppo libertado”, naturalmente não mencionou a presença terrorista dominada pela Frente Nusra que cometia atrocidades contra os civis sírios que ousaram resistir à ideologia extremista dos seus ocupantes ou à sua brutal opressão. Em Dezembro de 2016 Brita  tentou reforçar o mito de que poucos combatentes da Frente Nusra permaneceram em Aleppo Oriental e que eles tinham sido superados em número pelos “moderados” que o elegeram como seu representante. Um representante das “instituições democráticas” associadas.
Instituições democráticas … como o tribunal da Sharia no complexo do Hospital Eye & Childrens do distrito de Qadi Alasker, ocupado pelo ISIS até Janeiro de 2014 e depois pela Frente Nusra em coordenação com a Frente Al Shameya e outras brigadas extremistas. A seguinte entrevista a  Ahmad Aldayh foi realizada em Maio de 2017. Aldayh havia sido preso nesta particular “instituição democrática”.
Os terroristas prenderam uma pessoa, o único filho da sua família. Eles prenderam-no porque encontraram uma foto no seu telemóvel, com um de seus amigos a carregar a bandeira síria. Os terroristas torturaram-no durante três horas, e depois executaram-no.”

Dr. Nabil Antaki, um gastroenterologista eminente de Aleppo, disse isto sobre os delírios da grandeza de Brita Haji Hassan:
“Voltando ao assunto deste pseudo prefeito, Brita Hagi Hassan, posso assegurar-lhe, que ele é um prefeito de nada. Ninguém em Aleppo tinha ouvido falar dele antes de ter aparecido do nada por artes ocidentais. […] Eu peço a todos os meus amigos no Ocidente, por favor, não acreditem nas mentiras dos media e governo e, tenho uma mensagem para esses medias: Basta! Parem de mentir!”

Voltando à Adam Smith International (ASI), é importante notar que a BBC relata o último escândalo como se fosse o único em que ela esteve envolvida. No entanto, em Março de 2017, os fundadores da ASI foram forçados a sair quando o governo do Reino Unido alegadamente congelou contractos futuros devido a questões relacionadas com a integridade ética da empresa. As questões de integridade toldaram a evidência de que a ASI estava a lucrar com a exploração de documentos do «DfID» que vieram a público. A empresa também foi criticada por tentar “influenciar indevidamente” um inquérito parlamentar fabricando “cartas de apreciação” de “beneficiários” dos projectos da ASI.

Depois de toda a imprensa e furor terem morrido, ficou claro que o congelamento dos  bens e as queixas do governo do Reino Unido eram meramente cenas de teatro. Pelo menos em Agosto de 2017, a « UKFCO » estava novamente a emitir  pagamentos à ASI.

Vanessa Beeley escreve:

Talvez de uma forma bastante ingénua, se possa supor que o escândalo que afectou o «DfID» seria transferido para os gestores da UKFCO e do fundo CSSFUm olhar rápido aos gastos de “mais de £ 25.000” da  FCO do Reino Unidos,  mostram pagamentos contínuos feitos à ASI, inclusive na entrada actualizada a 29 de Setembro de 2017.
Na verdade, só no mês de Agosto de 2017, a Adam Smith International (ASI) recebeu £ 3,79 milhões da UKFCO. Parece que esta última está feliz em usar um canal questionável e corrupto para transferir fundos que quase certamente irão entrar nas mãos de grupos terroristas internacionalmente proclamados e seus afiliados, desta vez na Síria.

Os “Conselhos  Locais”

Vanessa Beeley volta-se para a natureza dos “conselhos locais” financiados pelo Reino Unido e que operam na Síria, particularmente um conhecido como o Conselho de Comando em Aleppo Oriental, área controlada por terroristas. Ela escreve:

O Conselho de Comando de Aleppo, uma unificação de todos os “conselhos” distritais de Aleppo Oriental, foi criado em meados de Novembro, enquanto as ferozes batalhas pela libertação de Aleppo Oriental das facções terroristas apoiadas pelo ocidente estavam a chegar ao fim. O avanço do exército árabe sírio (SAA) apertou o nó em torno dos enclaves finais de terroristas que incluíam a Cidade Velha de Aleppo e a Mesquita Omayyed, onde essas fotos foram tiradas. Assim, o Conselho Local, última posição estabelecida  pelo programa Tamkeen e financiada pela FCO chegou ao fim.
Um estudo « da foto » e a natureza dos seus assuntos podem dar algumas pistas sobre as afiliações terroristas desses membros do Conselho, mas um indivíduo em particular destaca-se, Omar Salkho. Salkho (imagem ligada no artigo), que está sentado no centro da fotografia era membro do grupo extremista “moderado” apoiado pelos EUA, o Harakat Nour al Din Zenki A notoriedade deste grupo aumentou a sua  proeminência após ter torturado e decapitado publicamente uma criança palestiniana, Abdullah Issa, em Julho de 2016.
A UKFCO  “negligenciou” as actividades terroristas e as afiliações dos Conselhos Locais que financiavam por procuração, assim como ignoraram a fraude criminal e a semente desonesta conduzida pela ASI?

Mas Omar Salkho não era simplesmente uma excepção ou, como disse o ex-porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, “um incidente aqui e ali”. As afiliações dos Conselho Locais com terroristas e os terroristas que ocupavam cargos dentro desses Conselhos eram bastante comuns. Como Vanessa escreve,

Em Dezembro de 2013, Abdulaziz Maghrabi (visto acima), combatente militante foi eleito presidente do Conselho de Aleppo Oriental. Naquela época, o acima mencionado (pseudo prefeito- Ndt) Hagi Hassan, era seu deputado. Num artigo da Al Araby que se focou em Abdulaziz Maghrabi, ele disse ter estado  com as brigadas islâmicas de Al Tawhid, quando Aleppo Oriental foi invadida pela primeira vez em 2012.
Abdulaziz  foi eleito para a presidência do Conselho de Aleppo Oriental e lá formou em 2013 a “defesa civil”, também conhecida como Capacetes Brancos, com o apoio de patrocinadores e criadores internacionais desta organização híbrida, pseudo de primeira resposta.

1ª foto (da minha responsabilidade- Ndt)

2ª foto (da minha responsabilidade- Ndt)

Na foto 2 acima [disponível aqui] (Novembro de 2016), vemos Maghrabi com o grupo extremista Abu Amara. Abu Amara actuou como a agência de segurança mais brutal em Aleppo Oriental, superando mesmo a frente Nusra nas atrocidades cometidas contra civis sírios sob sua ocupação. Na primeira foto com Ahrar Al Sham, Maghrabi está a usar uma camisa com o logótipo do grupo  Abu Amara, o que demonstra a estreita relação de trabalho entre essas duas organizações terroristas. De acordo com  depoimento civil em Aleppo Oriental – a frente Nusra, os grupos extremistas Abu Amara e Ahrar Al Sham bem como outras facções formaram um grupo fortemente integrado de brigadas terroristas.
De acordo com um relatório do Al Monitor, Abdul Qadir al-Saleh, comandante militar da Brigada de al-Tawhid,  fez a seguinte declaração em 2013:
Saleh elogiou recentemente Jabhat al-Nusra e “ a alta coordenação entre eles e o resto das facções que combatem no terreno. … [existe] uma grande coordenação com eles no lado militar. ”
Esta não foi a primeira vez que ele fez tal afirmação. Em Abril, expressou a sua “completa rejeição ao facto do Jabhat al-Nusra ter sido incluído na lista do terrorismo dos EUA”, acrescentando que o grupo não se envolveu em terrorismo.”
Quando falei com membros da antiga Defesa Civil REAL da Síria do Leste Aleppo,  expulsos de Aleppo Oriental pelos grupos militantes, disseram-me que esses grupos haviam assumido os centros de Aleppo Oriental em 2012-2013, matando muitos membros da sua equipe, sequestrando outros e roubando os seus equipamentos. Um dos ex membros  disse-me que tentaram forçá-lo a ficar e trabalhar com eles, mas conseguiu escapar para Aleppo ocidental, segura e sem terroristas, onde permaneceu sob a protecção do governo sírio durante toda a ocupação liderada pela frente Nusra de Aleppo Oriental até Dezembro 2016. Na sua fuga, foi forçado a deixar os seus filhos adolescentes para trás em Aleppo Oriental.
Ficou marcado pelos Capacetes Brancos e facções terroristas e seria assassinado se tentasse voltar a entrar em Aleppo Oriental através de qualquer um dos postos de controlo terroristas. Outros membros da sua equipe contaram como eles e suas famílias, agora a trabalhar e a viver Aleppo Oriental, foram deliberadamente atacados por facções militantes, mesmo durante as missões de resgate.
De acordo com testemunhos de civis e ex-combatente sírios em Aleppo Oriental e que retomaram as suas vidas normais em Aleppo, após a evacuação final das facções terroristas em Dezembro de 2016, Abdulaziz Maghrabi (mais conhecido como Abu Salma) não abandonou as suas conexões terroristas em nenhum ponto. Ele continuou a ser membro activo dos grupos extremistas Abu Amara e frente Nusra.  Tem sido regularmente fotografado com Ahrar Al Sham e Abu Amara e em manifestações com militantes da frente Nusra.
Nesta foto (colocada em cima por mim – Ndt), Abdulaziz Maghrabi é visto a ser entrevistado pela Tv Halab Today, durante uma manifestação da frente Nusra em Aleppo Oriental, em Setembro de 2014 (a bandeira negra da frente Nusra pode ser vista em segundo plano):
Maghrabi postou o seguinte vídeo seguinte na sua página do Facebook em Agosto de 2017, onde homenageia os militantes do grupo  Abu Amara – “Há um ano, com um dos bons antes do lançamento da batalha Ramousie”. Abu Amara preparava-se para a campanha para evitar que o SAA (exército árabe sírio – Ndt) e  aliados retomassem a estrada de Castello, uma linha de abastecimento humanitário para civis de Aleppo e um ponto de entrada essencial de armas para os grupos terroristas que ocupam Aleppo Oriental:
Enquanto os EUA e o Reino Unido recusaram firmemente designar o Ahar Al Sham como uma organização terrorista, vale a pena notar que, em Outubro de 2016, “um tribunal alemão condenou quatro apoiantes do grupo islâmico Hardrar Ahrar Al-Sham, por  forneceram munições e equipamentos no valor de milhares de dólares para a Síria, para ajudar o terrorismo. Pode ser um precedente para novos julgamentos.” Essa decisão histórica marcou Ahrar Al Sham como um grupo terrorista internacional com práticas de atrocidades e que actua na Síria: (A Alemanha também não está isenta de responsabilidades nesta invasão à Síria – Ndt)
“Descrevendo o grupo radical como “uma organização terrorista estrangeira” que busca retractar-se como um membro da chamada oposição moderada na Síria, o tribunal citou os reconhecimentos  públicos do grupo sobre o aumento dos ataques suicidas e a preparação dos assaltos a aldeias alaítas. ~ ajuda a grupos terroristas
O grupo Ahrar Al Sham também está incluído no Jaish al Fatah (Exército da Conquista) ao lado da Frente Nusra. Este “exército” terrorista é liderado pelo Xeique Abdullah Muhaysini, educado em Riade e  criador dos treinos de crianças bombas suicidas. O trecho a seguir é tirado de um vídeo filmado no campo de Hama no início deste ano, com terroristas da Fatah Al Sham, Capacetes Brancos e Abdullah al-Muhaysini, que acolhem os terroristas vindos de Daraya. Vejam:

Abdulaziz Maghrabi era sem dúvida um terrorista e ao mesmo tempo presidente do Conselho de Aleppo  e fundador dos Capacetes Brancos em  Aleppo Orientar, entidades financiadas pela UKFCO, através do fundo infame, CSSF, entre uma série de outros patrocinadores internacionais como os EUA, via USAID & Chemonics, Catar, Holanda, França, Alemanha, Japão, Dinamarca e Canadá. Entre os que oferecem suporte logístico ou treino aos Capacete Branco está a Nova Zelândia.

Os Capacetes Brancos – Ligados ao Conselho de Aleppo Oriental

Vanessa Beeley relata outro aspecto que o relatório da BBC não menciona – a ligação entre o Conselho terrorista de Aleppo Oriental (que a BBC tentou retractar como infelizmente corrompido por alguns jihadistas que entraram no seu seio) e os Capacetes Brancos. Ela escreve,

 A estreita ligação entre o Conselho de Aleppo Oriental e os Capacetes Brancos é demonstrada por:
1. Ambos são financiados pela UKFCO, através do fundo infame CSSF, (entre outros patrocinadores) e através de vários intermediários. Para os Capacetes Brancos, é a sua «Mayday Rescue» que actua como o principal agente da lavagem dos fundos da agência governamental UKFCO.
2. Os seus centros operacionais em Aleppo Oriental estavam sempre próximos uns dos outros e ao lado dos centros militares da Frente Nusra  – e também ao lado da  “Free Syrian Police”, esta última também financiada pela UKFCO.
3. O grupo dos Capacetes Brancos em Aleppo Oriental foi estabelecido por Abdulaziz Maghrabi,  presidente do Conselho de Aleppo Oriental (EAC), com afiliações claras a grupos terroristas dentro da Síria. Maghrabi também é um militante activo desses grupos, admitido por ele próprio.
4. Os Capacetes Brancos de Aleppo Oriental, de Idlib e de outras áreas ocupadas pelo terrorismo da Síria, proclamaram consistentemente e sem reservas a sua lealdade a grupos terroristas como o Ahrar Al Sham e Frente Nusra nas suas contas nos media sociais. Uma pesquisa recente realizada pelo Blog da Guerra da Síria identificou 65 agentes dos Capacetes Branco que professaram a sua participação  ou alianças com grupos de extremistas. Esta pesquisa analisou mais de 200 contas dos media digitais pertencentes a Capacetes Brancos individuais e a investigação continua em andamento. As 65 contas que foram destacadas são as mais extremas, mas todas as outras também exibiram tendências extremistas.
5. O logótipo do Conselho de Aleppo Oriental foi visto nas mangas dos casacos dos Capacetes Brancos, abandonados nos seus centros em vários distritos de Aleppo Oriental. Os Capacetes Brancos foram evacuados de Aleppo Oriental em Dezembro de 2016, juntamente com facções militantes e extremistas lideradas pela frente Nusra. A foto abaixo mostra Ismail Alabdullah, um Capacete Branco, com o uniforme dos Capacetes Brancos, mas com o logótipo do Conselho de Aleppo Oriental na manga esquerda da jaqueta. (Foto: página do Facebook de Alabdullah)
6: Na infografia seguinte (ligada no artigo de Vanessa Beeley), verá que Hagi Hassan substituiu Abdulaziz Maghrabi como presidente do Conselho de Aleppo Oriental em 2016. Hassan acompanhou o líder geral dos Capacetes Brancos, Raed Saleh (canto superior esquerdo da infografia), até Paris em Outubro de 2016, onde foram recebidos pelo ex-presidente francês, François Hollande e lhes foi dado acesso à Assembleia Nacional. O “Conselho Local” de Aleppo Oriental trabalhou lado a lado com os Capacetes Brancos e grupos terroristas na Síria ao mesmo tempo que pressiona por uma escalada militar ou uma intervenção humanitária da coligação norte-americana, neste caso, a França.
Outra evidência da relação de trabalho estreita entre a UKFCO e o programa Tamkeen é demonstrada por Gareth Bayley, Representante Especial do Reino Unido para a Síria dessa agência  (com base no Peru)  e a sua carta para a equipe do Tamkeen, a quando da perda do seu líder Ayman Sheikha,  durante as batalhas pela Aleppo Oriental em Novembro de 2016.
Infelizmente, Bayley nunca expressou preocupação pessoal ou condolências pelos mais de 11 mil civis assassinados em Aleppo Ocidental por ataques vindos de Aleppo Oriental controlada pelos terroristas, durante o cerco de 5 anos levado a cabo pelas próprias organizações que a UKFCO  financiou  durante esse período. A maioria dos civis sírios mutilados ou mortos em Aleppo Ocidental eram crianças.

Conclusão

Enquanto o governo do Reino Unido continua a afirmar que não financia extremistas na Síria, o facto é que todos os grupos “rebeldes” não são mais do que apresentações diferentes da mesma força  terrorista financiada e dirigida pelo Ocidente, pelo Conselho de Cooperação do Golfo e Israel, com o propósito de derrubar o governo secular de Bashar al-Assad.

Este artigo, Vanessa Beeley, e até mesmo o branqueamento da BCC demonstram, que o governo do Reino Unido claramente financia terroristas contra a Síria, apesar do facto dos Estados Unidos serem hoje o principal defensor do terrorismo. O governo do Reino Unido, através da sua agência « UKFCO » e suas subsidiárias, documentou o seu próprio apoio aos terroristas através do fornecimento de dinheiro aos Capacetes Brancos, à Polícia Síria Livre e aos Conselhos Locais, organismos existentes nas áreas controladas por terroristas. Essas últimas revelações apenas servem para confirmar o que os jornalistas independentes, como Iskef e Beeley, confirmaram há quase um ano. No entanto, há muito mais dinheiro e ligações muito mais profundas entre o governo britânico e o terrorismo na Síria, do que o relatório de branqueamento da BBC. Além do financiamento, o Reino Unido desdobrou agentes de inteligência e do  SAS dentro da Síria com o objectivo de apoiar e proteger os terroristas que lutavam contra o governo sírio.

Para aqueles que não estão familiarizados com a verdadeira natureza dos Capacetes Brancos, recomenda-se a leitura dos seguintes artigos:

 

 

 

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One comment on “Inglaterra: Governo financiou o terrorismo na Síria

  1. voza0db
    13 de Dezembro de 2017

    Financiou agora 🙄

    Gostar

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