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Provedor de Justiça Europeu apela à revisão do papel de Barroso no Goldman Sachs

O Provedor de Justiça Europeu pediu uma reavaliação formal sobre a posição actual do ex presidente da Comissão da UE, José Manuel Barroso, na Goldman Sachs. Barroso foi acusado de violação ética e conflito de interesses.

De acordo com o Provedor de Justiça, que liderou uma investigação de um ano, há novas revelações de que Barroso se encontrou com um alto funcionário da UE em Outubro passado para o pressionar em nome do banco de Wall Street, apesar de ter sido avisado para não pressionar os seus ex-empregadores.

“Revelar o assunto ao comité de ética mais uma vez demonstraria que a Comissão tomou muito a sério a preocupação pública com esse caso e os danos causados à imagem das instituições da UE – apesar do trabalho árduo e ético da grande maioria das pessoas que neles trabalhe neles “, disse a provedora Emily O’Reilly nesta quinta-feira.

Barroso responde no Tweet: “As recomendações do Provedor de Justiça Europeu publicadas hoje não envolvem qualquer avaliação legal de minhas funções, como ela confirmou numa carta que me disponibilizou na sua página dela”.

  • As recomendações da Provedora de Justiça Europeu publicadas hoje não envolvem qualquer avaliação legal das minhas funções, como confirmou numa carta que me disponibilizou na sua página
    – José Manuel Barroso (@JMDBarroso) 15 de Março de 2018

Ele acrescentou que o Comité Ético Ad Hoc independente havia analisado a sua “nomeação profissional há mais de um ano e não achou que isso implicasse qualquer violação de minhas funções”. Barroso foi o primeiro ministro de Portugal de 2002 a 2004, e mais tarde foi presidente da Comissão Europeia de 2004 a 2014.

Em 2016, o Chefe do Executivo da UE, Jean-Claude Juncker, lançou uma investigação de ética sobre o seu antecessor Barroso, para examinar se este tinha violado uma obrigação vitalícia para os ex-comissários “se comportarem com integridade”.

Barroso foi ilibado pelo comité de ética de violar quaisquer regras ao ir trabalhar para o Goldman Sachs, onde deveria ajudar a “limitar os efeitos negativos da Brexit”. No entanto, sua decisão de se juntar ao banco de Wall Street foi muito criticada, com mais de 130 mil pessoas a assinarem uma petição para “medidas exemplares”. Eles disseram que ele tinha falhado no que diz respeito a “comportar-se com integridade e discrição”.

Barroso diz que o Goldman Sachs não é um “cartel da droga“, no discurso contra o inquérito da UE      – – terence hooson (@terencehooson) 24 de Setembro de 2016

Goldman Sachs, que ajudou a estimular a crise financeira de 2008, é também culpado por ajudar a Grécia a esconder a sua situação financeira para poder entrar na zona do euro em 2000.

A UE tem o poder de pedir ao tribunal da UE que reduza as pensões dos antigos comissários que violem as obrigações dos tratados de agirem com integridade, mas tal passo não teria precedentes. (farinha do mesmo saco – Ndt)

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This entry was posted on 15 de Março de 2018 by in União Europeia and tagged .

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