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Julian Assange: Lady Emma Arbuthnot, a juíza que supervisiona o processo de extradição de Julian Assange envolvida num conflito de interesses – 1 parte

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

Tradução do artigo  The son of Julian Assange’s judge is linked to an anti-data leak company created by the UK intelligence establishment, de Matt Kennard e Mark Curtis  do Daily Maverick15 de Novembro de 2019 

Legenda: Alexander Arbuthnot é o filho de Lady Emma Arbuthnot, a magistrada chefe de Westminster que supervisiona o processo de extradição de Julian Assange.

Vista aérea da sede das Comunicações do Governo (« GCHQ ») em Cheltenham, oeste da Inglaterra. A GCHQ é a principal agência de vigilância do Reino Unido. A Darktrace, empresa anti fugas de dados, foi fundada por altos cargos  da  GCHQ em 2013. (Foto: GCHQ)

O filho da juíza de Julian Assange, está ligado a uma empresa anti fuga de informações criada por altos cargos de serviços secretos  do Reino Unido e, por funcionários recrutados de agências secretas dos EUA, as quais estão por trás da acusação daquele país ao fundador do WikiLeaks.

O filho de Lady Emma Arbuthnot, a magistrada chefe de Westminster que supervisiona os processos de extradição de Julian Assange, é o vice-presidente e consultor em cibersegurança  numa empresa que investiu fortemente noutra fundada pela GCHQ e MI5 e que busca impedir fugas de dados.

O empregador de Alexander Arbuthnot, a empresa europeia de capital privado «Vitruvian Partners», investiu milhões de libras na Darktrace, uma empresa de cibersegurança que conta também com altos funcionários recrutados directamente das Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e Agência Central de Inteligência (CIA).

Essas agências  estão por trás da acusação do governo dos EUA a Julian Assange,  por este ter publicado documentos secretos.

A Darktrace também teve acesso a dois ex-primeiros-ministros do Reino Unido e a um ex-presidente dos EUA, Barack Obama.

As revelações suscitam outras preocupações sobre possíveis conflitos de interesses e aparência de parcialidade em relação a Lady Arbuthnot aos seus laços familiares com altos cargos militares e dos serviços secretos do Reino Unido e EUA. O marido de Lady Arbuthnot é Lord James Arbuthnot, ex-ministro da Defesa do Reino Unido que tem extensos vínculos com a comunidade militar do Reino Unido

Até onde se sabe, Lady Arbuthnot não revelou potenciais conflitos de interesses, no seu papel de supervisão  do caso de Assange. No entanto, as orientações legais do Reino Unido declaram que “qualquer conflito de interesses numa situação litigiosa tem de ser declarada.”

Seu filho, Alexander Arbuthnot, formado na escola britânica Eton, ingressou na Vitruvian Partners como vice-presidente em Dezembro de 2018 e provavelmente está a gerir a conta da empresa Darktrace. A Vitruvian, que possui um portfólio de mais de 4 bilhões de libras, fez o seu primeiro investimento na Darktrace em Abril de 2018, liderando um consórcio de empresas que envolviam 50 milhões de libras.

Alexander Arbuthnot, consultor na Vitruvian sobre segurança cibernética” era a manchete no Intelligence Online quando este ingressou, enquanto o artigo referia que a empresa “tinha aumentado recentemente seu investimento em segurança cibernética”. A Darktrace parece ser uma das duas empresas de cibersegurança do portfólio da Vitruvian.

As relações foram mais consolidadas em 2018, quando Sophie Bower-Straziota, colega de Alexander Arbuthnot que na época era directora administrativa da Vitruvian, foi nomeada para o conselho da Darktrace.

2ª parte

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This entry was posted on 19 de Novembro de 2019 by in Europa, Jornalismo, Julian Assange, USA and tagged .

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