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Julian Assange:Lady Emma Arbuthnot, a juíza que supervisiona o processo de extradição de Julian Assange envolvida num conflito de interesses – 4 parte

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

Tradução do artigo  The son of Julian Assange’s judge is linked to an anti-data leak company created by the UK intelligence establishment, de Matt Kennard e Mark Curtis  do Daily Maverick15 de Novembro de 2019 

Legenda: Alexander Arbuthnot é o filho de Lady Emma Arbuthnot, a magistrada chefe de Westminster que supervisiona o processo de extradição de Julian Assange. Lord Arbuthno é o marido de  Lady Emma Arbuthnot.

Darktrace, CIA e NSA

A Darktrace concentrou-se particularmente em entrar no mercado dos EUA e recrutou ex-agentes da CIA e NSA. Em Novembro de 2013, Mike Lynch, o investidor que inicialmente se aproximou com a ideia da Darktrace, exaltou as virtudes da empresa numa conferência em Londres com Alec Ross, o então assessor de tecnologia da então secretária de Estado Hillary Clinton, e Martin Howard, director de política cibernética da GCHQ.

Ross criticou pessoalmente Julian Assange.

A conferência foi organizada pela IRM, Instituto de gestão de riscos de Cheltenham, em cujo conselho consultivo, o marido de Lady Arbuthnot, Lord Arbuthnot, permaneceu até Novembro de 2018.

A empresa rapidamente recorreu à comunidade de inteligência dos EUA para recrutar novos funcionários. Em Julho de 2014, a Darktrace anunciou o recrutamento de “dois altos funcionários da comunidade de inteligência dos EUA”, especificamente da NSA.

Um deles foi Jim Penrose, que passou 17 anos na agência como especialista em segurança de dados e serviu como chefe do Operational Discovery Center, onde ajudou a desenvolver novos recursos  – os programas de vigilância em massa revelados por Edward Snowden.

O outro  foi Jasper Graham, outro veterano da NSA que – como director técnico – trabalhou com o Cyber Command dos EUA para desenvolver um plano estratégico para responder a ataques cibernéticos.

O presidente dos EUA, Donald J Trump, a falar na sede da CIA em Langley, Virgínia, EUA, em 21 de Janeiro de 2017. A Darktrace tinha recrutado funcionários directamente da CIA. O governo Trump tornou prioritário o ‘Trabalho para derrubar’ o WikiLeaks e iniciou o processo de extradição para trazer Julian Assange para os  EUA e ser processado sob a Lei de Espionagem. (Foto: Olivier Douliery / Piscina)

Pouco mais de um ano após o lançamento da Darktrace, a empresa abriu o seu primeiro escritório nos EUA em Washington DC.

No ano seguinte, a Darktrace fazia parte de um “grupo seleccionado”, escolhido pelo governo dos EUA para uma missão comercial a Tóquio, Seul e Taipei.

No mesmo mês, a Darktrace anunciou outro golpe: o recrutamento do ex-director da CIA, Alan Wade, para o seu conselho consultivo.

Wade passou 35 anos na CIA – servindo também como director de segurança – antes de se aposentar em 2005 e,  recebeu várias medalhas pelo seu serviço. Agora, faz parte do conselho da Assyst, empresa de cibersegurança sediada em Herndon, Virgínia, a 20 minutos de carro da sede da CIA.

Outro recruta para a Darktrace foi Justin Fier, director de cyber inteligência e análise, que entrou para  empresa depois de “trabalhar para agências de inteligência dos EUA no combate ao terrorismo”. De 2002 a 2008, Fier trabalhou para o fabricante de armas Lockheed Martin, também em Herndon, Virgínia.

No início deste ano, a Darktrace recrutou Marcus Fowler, ex-fuzileiro naval e veterano ao longo de 15 anos na CIA, para ser seu novo “director de ameaças estratégicas”.

Na CIA e segundo o próprio Fowler, trabalhou no “desenvolvimento de operações cibernéticas globais e estratégias técnicas” e “conduziu quase semanalmente briefings a  altas autoridades americanas”.

Não se sabe ao certo, se existem relacionamentos entre a  NSA e CIA com os seus ex-funcionários, agora na Darktrace.

A CIA deixou claro que está “a trabalhar para derrubar” a organização WikiLeaks.

Foi recentemente revelado que a agência recebeu de uma empresa de segurança espanhola, áudio e vídeo das reuniões particulares de Julian Assange na embaixada do Equador, onde se incluiem também áudio e vídeo das reuniões dele com os seus advogados, que agora o representam no caso da extradição, com a supervisiosão da mãe de Alexander Arbuthnot, Lady Arbuthnot.

Alexander Arbuthnot e sua mãe, Lady Arbuthnot , não responderam aos pedidos para comentar.

1ª parte

2ª parte

3ª parte

 

Actualização: A advogada do WikiLeaks, Jen Robinson, disse que Lady Emma Arbuthnot, a juíza que presidia o processo de extradição de Julian Assange e envolvida num conflito de interesses, não estará mais presente no caso. (fonte)

Todos sabemos que o WikiLeaks não é um hacker. É um site jornalístico que expõe o que as suas fontes lhe entregam. A acusação dos EUA a Julian sob a lei de espionagem é uma aberração.

Mas mais aberrante ainda, é presenciar a passividade, o enterrar da cabeça na areia da maioria da classe jornalística. Cuidado, que a caixa de pandora pode ser aberta. E se acontecer, o jornalismo nunca mais será o mesmo. Se calhar, até é merecido.

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This entry was posted on 19 de Novembro de 2019 by in Europa, Jornalismo, Julian Assange, USA and tagged .

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