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Ucrânia – Caça a Hunter: Evidências revelam escândalo de Biden e da Burisma da Ucrânia, vinculado a empresa dos EUA

nota do tradutor: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

Tradução do artigo de Sergey Belous, Hunting for Hunter: Evidence Reveals Biden, Burisma Ukraine Bond Scandal, Tied to U.S. Firm 

26 de Novembro de 2019

O escritor Sergey Belous é um jornalista independente. Ele cobriu a guerra em Donbass desde 2014, além de trabalhar em antigos países Jugoslavos.

 

“Vamos enviar quantias enormes de dinheiro para um país e eles são corruptos, eles roubam o dinheiro que entra na conta bancária de todos?”

Essa foi a infame questão retórica colocada pelo presidente Donald Trump, que desencadeou um furacão de críticas dos seus oponentes políticos no Capitol Hill. Imediatamente, o presidente foi acusado de «exagerar» sobre a corrupção ucraniana, que, e vamos lembrar, desencadeou o processo de impeachment dos democratas contra Trump.

Segundo os democratas, Trump alegadamente pressionou o recém-eleito presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para este instar as autoridades de Kiev a iniciarem uma investigação sobre o alegado envolvimento do norte-americano Hunter Biden em esquemas de corrupção – em troca da pronta ajuda militar e financeira.

Normalmente, isto não atrairia tanta atenção, se não fosse o facto de Hunter Biden ser filho de Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA e candidato à presidência do Partido Democrata em 2020. Portanto, Trump está a ser acusado de solicitar um ‘Quid Pro Quo’  a um governo estrangeiro para minar o seu suposto político rival nas próximas eleições de 2020. Mas isto é apenas uma parte da história.

Por alguma razão, muitos nos Estados Unidos permanecem inconscientes de que esta mesma investigação foi iniciada há três anos antes pelo Gabinete do Procurador-Geral (GPO) da Ucrânia, o mesmo que foi forçado a recuar na investigação à empresa ucraniana de gás e energia Burisma Holdings, como resultado de um ultimato dado por ninguém menos que Joe Biden.

Em 2016, durante uma das suas muitas visitas oficiais a Kiev, o ex-vice-presidente dos EUA, Biden, ameaçou revogar a decisão de alocar US $ 1 bilhão em crédito e garantias de empréstimo se o Viktor Shokin que tinha iniciado a investigação, não fosse imediatamente demitido.

Surpreendentemente, o próprio Joe Biden para além de não ter escrúpulos em se intrometer de forma tão directa e dura nos assuntos do governo ucraniano, como até se gabou disso abertamente durante um painel de discussão no Conselho de Relações Exteriores em Washington em 23 de Janeiro de 2018:

“And I went over, I guess, the 12th, 13th time to Kiev. And I was supposed to announce that there was another billion-dollar loan guarantee. And I had gotten a commitment from [the President of Ukraine] Poroshenko and from [ex Prime Minister of Ukraine] Yatsenyuk that they would take action against the state prosecutor. And they didn’t. So they said they had—they were walking out to a press conference. I said, nah, I’m not going to—or, we’re not going to give you the billion dollars. They said, you have no authority. You’re not the president. The president said—I said, call him. I said, I’m telling you, you’re not getting the billion dollars. I said, you’re not getting the billion. I’m going to be leaving here in, I think it was about six hours. I looked at them and said: I’m leaving in six hours. If the prosecutor is not fired, you’re not getting the money. Well, son of a bitch. He got fired. And they put in place someone who was solid at the time.”

Em Português:

“E eu fui pela 12ª, 13ª vez, a Kiev. Eu deveria anunciar que havia outra garantia de empréstimo de um bilião de dólares. Eu tinha conseguido um compromisso do [Presidente da Ucrânia] Poroshenko e do [ex-primeiro ministro da Ucrânia] Yatsenyuk, de que eles iriam agir contra o promotor do Estado (nosso Ministério Público- Ndt). E eles não o fizeram. Então disseram que estavam – a ir para uma conferência de imprensa. Eu disse, não, eu não vou – ou, não vamos dar o bilião de dólares. Eles disseram que eu não tinha autoridade, que eu não era o presidente. Eu respondi que lhe ligasse. Eu disse, estou a dizer-vos, não vão receber o bilião de dólares. Vou sair daqui, acho que eram cerca de seis horas. Olhei para eles e disse: vou embora daqui a seis horas. Se o promotor não for demitido, não recebem o dinheiro. Bem, filho da puta. Ele foi demitido. E colocaram alguém que na época era sólido.

Porque é que este caso é tão importante? O inquérito original à corrupção iniciado há três anos, concentrou-se nas actividades ilícitas de uma das maiores empresas privadas de produção de gás na Ucrânia – a Burisma Holdings, propriedade de Mykola Zlochevsky, ex-ministro da Ecologia, sob o olhar do então presidente Vikor Yanukovich, cujas licenças para o desenvolvimento de novos depósitos de gás foram emitidas pelo próprio ministério chefiado por Mykola Zlochevsky.

No entanto, o facto mais significativo aqui é o seguinte: logo após o golpe de Estado de Maidan em Fevereiro de 2014 na Ucrânia, Hunter Biden foi nomeado para o Conselho de Administração da Burisma Holdings, supostamente como chefe do departamento jurídico, levando para casa a boa soma de $ 83.000 por mês. De notar que essa soma é quatro vezes maior que o salário de seu pai como vice-presidente dos Estados Unidos.

Outra coincidência surpreendente: ao mesmo tempo que o filho Hunter é transferido para a Burisma, o seu pai Joe Binden vem a Kiev para uma visita oficial, onde exortou o governo ucraniano a reduzir a sua dependência do fornecimento de gás natural da Rússia. Por alguma razão, a Casa Branca de Obama optou por ignorar o que era um óbvio conflito de interesses.

No entanto, não foi apenas o filho do vice-presidente que teve o seu dedo no bolo da Burisma Holdings. Um amigo próximo do enteado de John Kerry, Devon Archer, também fazia parte do Conselho de Administração da empresa.

Se o que Serhiy Leschenko, jornalista e ex-parlamentar ucraniano escreveu, é algo a seguir, após a mudança de poder na Ucrânia, o círculo do Procurador-Geral, Yuri Lutsenko, entregou ao advogado pessoal de Trump, Rudolf Guiliani, um documento onde se afirma que em Março de 2014 o ex-Ministro da Ecologia Mykola Zlochevsky sugeriu ao então Secretário de Estado dos EUA John Kerry e ao Vice-Presidente Joe Biden, que os lucros da Burisma Ltd fossem partilhados entre eles e os pagamentos recebidos via Hunter Biden e Devon Archer. Em troca, Zlochevsky obteve o patrocínio dos principais funcionários dos Estados Unidos e a reputação da sua empresa devido à composição “respeitável” do seu Conselho de directores, à medida que a sua reputação crescia rapidamente aos olhos dos seus parceiros, concorrentes e órgãos estatais.

Como era de se esperar, as actividades da Burisma Holdings logo atraíram a atenção das autoridades ucranianas. A empresa era suspeita de evasão fiscal, lavagem de dinheiro e desvio de recursos do Estado.

Logo depois, em Janeiro de 2015, a Procuradoria-Geral, chefiada por Vitaliy Yarema, colocou o proprietário da empresa, o ex-Ministro da Ecologia Mykola Zlochevsky na lista dos procurados.

Mais tarde, o sucessor de Yarema no cargo, Viktor Shokin continuou com o caso Burisma, com o objectivo de montar uma investigação sobre as alegações de corrupção, e até iniciou uma investigação separada sobre as actividades do Conselho de Administração da empresa, que incluía Hunter Biden (filho de Jo Biden – ndt).

Mas, o fim da história já e conhecida: depois de Viktor Shokin ter sido demitido, a procura por Zlochevsky foi encerrada a 13 de Setembro de 2016 e os processos criminais encerrados por Yuri Lutsenko. Tudo foi acertado com o pagamento de US $ 7,5 milhões em impostos e multas. Assim, o plano inicial do ex-Ministro da Ecologia Mykola Zlochevskye de contratar Biden e Archer para fornecer “cobertura” funcionou: os seus patronos atenderam às suas expectativas.

Devemos aqui lembrar os leitores, que o candidato supostamente “sólido” de Washington para Procurador-Geral ganhou uma reputação notória para si mesmo na Europa devido ao seu estado embriagado nos aeroportos alemães, e nem tinha um diploma de direito, normalmente um requisito no país para um cargo superior de aplicação da lei. Como isso foi aprovado pelos supostos especialistas em “anticorrupção” da Embaixada dos EUA em Kiev, teria sido uma boa pergunta para o painel de inquisidores do congressista Schiff.

Recentemente, houve um novo desenvolvimento acerca deste caso na Ucrânia – com o Gabinete do Procurador-Geral a apresentar a  14 de Novembro de 2019 novas acusações contra o proprietário da Burisma (Mykola Zlochevsky – Ndt). Andriy Derkach não-alinhado apresentou a questão (com o colega Oleksandr Dubynsky do Partido Servo do Povo no poder) na conferência de imprensa a 20 de Novembro.

Particularmente, Andriy Derkach disse: “De acordo com as acusações feitas pelo GPO contra Mykola Zlochevsky, Biden e os seus parceiros receberam US $ 16,5 milhões pelos seus serviços relacionados às actividades da Burisma. Jo Biden recebeu dinheiro que não teve origem nas actividades bem-sucedidas da Burisma, nem de quaisquer ideias ou recomendações de negócios brilhantes. Foi obtido por meios criminosos. Isso é o que o GPO afirma.”

Indirectamente, a alegação de Andriy Derkach foi confirmada pelo promotor Kostyantyn Kulyk, que estava encarregado da investigação da Burisma e que afirmou numa das suas recentes entrevistas:

Os fundos que entraram nas contas da Burisma tinham origens ilegais. Essas duas empresas foram administradas, usadas, por um homem próximo a Taras Kozak. Portanto, os fundos que entraram nas contas da Burisma tiveram origens ilegais e, mais tarde, de acordo com as evidências que temos, foram transferidos para contas de quatro pessoas, incluindo a de Hunter Biden (filho de Joe Biden – Ndt).”

O mais interessante é que em Abril de 2019, numa entrevista anterior ao jornal The Hill, o promotor Kostyantyn Kulyk revelou outra informação importante: na época, quando a investigação de Burisma estava em andamento, a embaixadora dos EUA Marie Yovanovitch,  bloqueou os vistos dos oficiais do Gabinete do Procurador Geral (GPO), de forma a interromper as suas visitas de trabalho aos EUA, onde esperavam partilhar os arquivos dos casos com os seus colegas americanos.

“Deveríamos partilhar essas informações durante uma viagem de trabalho aos Estados Unidos”, disse Kulyk, antes de acrescentar: “No entanto, o embaixador [dos EUA] impediu-nos de obter os vistos. Ela não negou explicitamente os nossos vistos, mas também não nos deu “.

Mais especificamente, eles tinham evidências dos negócios ilícitos por parte de empresários ucranianos do círculo interno do ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich. Segundo os advogados, esses empresários tinham desviado fundos do orçamento da Ucrânia com a ajuda de uma financeira americana – uma empresa com ligações a membros de alto escalão do establishment do Partido Democrata dos EUA.

“Essa ponte entre Burisma e Biden demonstra-nos as formas de desviar do dinheiro: Zlochevsky (dono da Burisma Holdings – Ndt) lavou dinheiro para várias empresas de Yanukovich (antigo Presidente da Ucrânia -Ndt) de uma só vez, através das suas três empresas nos Estados bálticos”, disse Oleksandr Dubynsky, o que parece corroborar a história de Derkach sobre a forma como estava a ser executada a operação de lavagem. de dinheiro.

“No geral, era uma operação global que começava por sacar dinheiro do orçamento ucraniano, depois era transferido para empresas offshore e, por fim, investido em títulos estatais ucranianos”

 

As alegações de Derkach refletem as acusações feitas contra Zlochevsky – que é acusado de “legalização (lavagem) dos fundos obtidos ilegalmente por meio da compra pela Franklin Templeton Investments de títulos do estado no valor total de US $ 7,4 biliões.” Os parlamentares apontaram as conclusões das investigações do Gabinete do Procurador Geral, segundo as quais o dinheiro criminoso que pertencia à família e ao círculo íntimo de antigo Presidente da Ucrânia, Yanukovich, foi transferido para jurisdições offshore durante 2013-2014 e, em seguida, através da Franklin Templeton Investments, o dinheiro voltou para a Ucrânia onde foi investido em títulos do Estado.

Assim, tal como enfatiza Oleksandr Dubynsky, os beneficiários do esquema roubavam fundos do povo ucraniano, que eram depois devolvidos ao país sob a forma de dívida soberana. Dessa forma, os cidadãos ucranianos foram assaltados duas vezes, e todos com a ajuda de um esquema criminoso com a Burisma Holdings no centro.

É importante observar que Zlochevsky (dono da Burisma Holdings – Ndt) conseguiu fazer tudo isso devido aos seus influentes “amigos” americanos e ao Conselho de Administração mencionados anteriormente.

Foram realizadas operações financeiras complexas com a ajuda de Valeria Gontareva, na altura chefe do Banco Nacional da Ucrânia e que agora reside em Londres – ela negociou o perdão pelos títulos que foram congelados anteriormente após a mudança de regime em 2014.

De facto, o esquema foi adoptado com satisfação por Petro Poroshenko (quinto presidente da Ucrânia de 2014 até 2019 – Ndt), que continuou a aumentar a dívida soberana da Ucrânia.

O algoritmo do esquema corrupto é o seguinte: com a ajuda de empresas de investimento americanas, os fundos desviados do orçamento do Estado Ucraniano eram efectivamente “legalizados” ao serem investidos em títulos do Estado Ucraniano, com pagamentos de juros de 6 a 8% em dólares e 15 a 17% em UAH (Hryvnya, moeda da Ucrânia).

Como resultado, a dívida soberana aumentou rapidamente. A Ucrânia precisa recorrer mais a emprestimos emprestar para atender às dívidas antigas.

Como resultado, quase 40% do orçamento actual do Estado é gasto no reembolso da dívida soberana, incluindo as taxas de juros inflacionadas dos títulos do Estado.

 “Um sistema de drenagem de recursos financeiros do país foi criado pelo pagamento de quantias colossais de juros – 14 a 16 por cento ao ano. Ou seja, estamos a pagar juros pelo dinheiro que nos foi roubado. O pagamento anual de 440 biliões de UAH (US $ 18,3 biliões) do orçamento do Estado pode ser o nosso passo final em direcção ao incumprimento. A Ucrânia está a ser transformada num país falido. Isso pode acontecer no final de 2019 ou nos primeiros meses de 2020,” conclui Dubynsky.

“Vamos revelar as informações sobre o esquema de pirâmide financeira criada na Ucrânia e desenvolvida por todos, começando com Yanukovich (presidente da Ucrânia de 25 de fevereiro de 2010 até 22 de fevereiro de 2014 – Ndt) e depois por Poroshenko (quinto presidente da Ucrânia de 2014 até 2019 – Ndt).

Esse sistema ainda está em uso sob a orientação do actual conselho de administração do Banco Nacional, garantindo que o dinheiro flua no interesse de pessoas que roubaram milhões de dólares, que o levaram para fora e compravam títulos públicos ucranianos, transformando-os em dívida soberana ucraniana”. disse  Dubinsky, antes de acrescentar que “nos dois casos de Yanukovich e Poroshenko, Ms. Gontareva e as empresas que ela controla estavam a investir em fundos roubados”.

Pode-se dizer, uma batalha dos oligarcas, embora essa narrativa tenha estado notoriamente ausente nos grandes media e durante os processos do impeachment da Câmara dos EUA.

No contexto do escândalo Trump-Ucrânia que está a ser construído pelos democratas e sua fiel media, a conexão entre o mencionado fundo, Franklin Templeton (empresa norte americana- Ndt) e o Partido Democrata merece atenção especial:

“O filho do fundador da Templeton, John Templeton Jr., foi um dos maiores doadores da campanha eleitoral do presidente Obama“, explicou Derkach na conferência de imprensa conjunta. “Outra figura com ligações ao fundo é Thomas Donilon, presidente do BlackRock Investment Institute, o maior accionista da Franklin Templeton Investments. É significativo que ele (Donilon) tenha servido anteriormente como consultor de segurança nacional do presidente Obama. ”

Com base nisso, os conflitos de interesses partidários vão muito além dos Bidens.

“O presidente Zelensky (actual presidente da Ucrânia -Ndt) deve pegar no telefone, marcar para Trump e pedir ajuda e cooperação na luta contra a corrupção, ou então deve voar para Washington. A questão da luta contra a corrupção internacional na Ucrânia, com o envolvimento de cidadãos, empresários e funcionários dos EUA, deve ser a questão principal da reunião entre os dois presidentes ”, enfatiza Andriy Derkach

É exactamente isso que a investigação do impeachment liderada pelos democratas parece estar a tentar impedir.

Na verdade, a conversa telefónica anterior com Zelensky provou ser onerosa para Trump, embora, a julgar pelos factos listados acima, as preocupações do presidente americano em relação ao carácter corrupto do sistema estatal ucraniano estavam bem fundamentadas. Os próprios ucranianos são muito mais pessimistas, uma realidade diária ilustrada na declaração de um artigo sarcástico escrito em 2015 no Facebook,  do popular blogueiro ucraniano e apresentador de TV, Oleksiy Durnev:

“Um pensamento está a torturar-me ao longo dos últimos dias – que eu não posso telefonar para os nossos manipuladores lá  na Europa e dizer: Pessoal, não nos dê dinheiro! O nosso governo assemelha-se a um drogado sem esperança, que diz à mãe que é melhor drogar-se  do que sofrer abstinências. Se quiser ajudar-nos, construa fábricas aqui, dê-nos emprego, pague os impostos aqui, dê novas tecnologias à nossa agricultura, dê-nos especialistas, deixe os nossos alunos fazerem os seus cursos, mas por favor não nos dê dinheiro!

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This entry was posted on 27 de Novembro de 2019 by in Ucrânia, USA and tagged , , , , .

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