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“Sob os nossos olhos” (3/25) – Irmandade Muçulmana como força de apoio da MI6 e CIA

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

« Sous nos yeux » (3/25) –   – “Sob os nossos olhos” (3/25)

Tradução do artigo Les Frères musulmans comme force d’appoint du MI6 et de la CIA

(A Fraternidade Muçulmana como força de apoio da MI6 e da CIA)

De Thierry Meyssan

Continuamos a publicar o livro de Thierry Meyssan, “Sous nos yeux“. Neste episódio, ele descreve como o presidente Jimmy Carter e o seu assessor de segurança nacional, Zbigniew Brzezinski, usaram as capacidades terroristas da Irmandade Muçulmana contra os soviéticos.

 Rede Voltaire / Damasco (Síria) 28 de Junho de 2019

O conselheiro de segurança nacional Zbigniew Brzezinski imaginou usar a Irmandade Muçulmana para operações terroristas contra o governo comunista no Afeganistão; o que levou à intervenção da URSS.

3 – A Irmandade ao serviço da estratégia Carter / Brzezinki

Em 1972-73, James Craig, responsável do Ministério das Relações Exteriores – e provavelmente do MI6 – e o embaixador britânico no Egipto, Sir Richard Beaumont, começaram uma intensa pressão para que o seu país e os Estados Unidos confiassem na Irmandade Muçulmana não apenas no Egipto, mas em todo o mundo muçulmano contra os marxistas e nacionalistas. Sir Craig foi pouco depois nomeado embaixador de Sua Majestade na Síria, depois na Arábia Saudita, e encontrará um ouvido atento na CIA.

Sir James Macqueen Craig, especialista em Médio Oriente, convenceu o Reino Unido a usar a Irmandade Muçulmana em operações secretas fora do Egipto. Ele foi também quem desenhou o plano da «Primavera Árabe», seguindo as linhas da operação de 1915 de Lawrence da Arábia.

Muito mais tarde, concebeu as “Primaveras Árabes”.

Em 1977, Jimmy Carter foi eleito presidente nos Estados Unidos. Ele nomeia Zbigniew Brzezinski como seu consultor de segurança nacional. Este último decide usar o islamismo contra os soviéticos. Dá luz verde aos sauditas para aumentarem os seus pagamentos à Liga Islâmica Mundial, organiza mudanças de regime no Paquistão, Irão e Síria, desestabiliza o Afeganistão e faz do acesso norte-americano ao petróleo do Oriente Médio, uma meta da segurança nacional. Ele confiou os meios militares à Irmandade.

Esta estratégia foi explicada claramente por Bernard Lewis na reunião do Grupo Bilderberg [1] que a NATO organizou em Abril de 1979 na Áustria. O islamólogo anglo-israelita-americano garantiu aí, que a Irmandade Muçulmana poderia não só desempenhar um grande papel diante dos soviéticos e causar distúrbios internos na Ásia Central, como também fragmentar o Médio Oriente no interesse de Israel.

Contrariamente à crença popular, a Irmandade não seguiu apenas o plano de Brzezinski, foram além dele e obtiveram a assistência de Riade e Washington para formar outros ramos da Irmandade noutros países: ramos que iriam ser lançados mais tarde. Naquela época, o rei da Arábia Saudita doava uma média de US $ 5 bilhões por ano à Liga Islâmica Mundial, que se expandia para 120 países e financiava guerras. Como indicação, US $ 5 bilhões equivalem ao orçamento militar da Coreia do Norte. A Liga obtém o Estatuto consultivo no Conselho Económico e Social das Nações Unidas e o de observador na Unicef.

O general Muhammad Zia-ul-Haq, o primeiro chefe de Estado da Irmandade Muçulmana fora do Egipto, permite que os combatentes da Irmandade tenham uma base de retaguarda contra os comunistas afegãos.

No Paquistão, o general Muhammad Zia-ul-Haq, chefe do Estado Maior das Forças Armadas formado no Fort Bragg, nos Estados Unidos, derruba o presidente Zulfikar Ali Bhutto e enforca-o. Membro da Jamaat-e-Islami, ou seja, da versão local da Irmandade Muçulmana, ele islamiza a sociedade. A lei da sharia é gradualmente estabelecida – incluindo a pena de morte por blasfémia – e é instalada uma vasta rede de escolas islâmicas. É a primeira vez que a Irmandade está no poder fora do Egipto.

No Irão, Brzezinski convence o Xá a sair e organiza o regresso do imã Rouhollah Khomeini, que se define como «islâmico xiita». Na juventude, em 1945 Khomeini encontrou-se com Hasan el-Banna no Cairo para o convencer a não alimentar conflitos sunitas / xiitas. Posteriormente, ele traduziu dois livros de Sayyid Qutb.

Os Irmãos e o revolucionário iraniano concordam em questões sociais, mas não em questões políticas. Brzezinski percebe o seu erro no mesmo dia da chegada do aiatola em Teerão, porque ele foi rezar nas sepulturas dos mártires do regime do Xá e apela ao exército para se rebelar contra o imperialismo.

Brzezinski cometeu um segundo erro ao enviar a Força Delta para resgatar os espiões americanos que estavam detidos na sua embaixada em Teerão. Mesmo que ele tenha conseguido mascarar aos olhos dos ocidentais que os seus diplomatas eram falsos, ele ridiculariza os seus soldados na fracassada operação «Estufa da águia» e instala no Pentágono a ideia que será necessário melhorar os meios para derrotar os muçulmanos.

O bilionário saudita Osama bin Laden, herói do Ocidente contra os soviéticos.

No Afeganistão, Brzezinski configura a «Operação Ciclone». Entre 17.000 e 35.000 Irmãos muçulmanos, de quarenta países, lutarão contra a URSS que veio defender a seu pedido a República Democrática do Afeganistão da Irmandade [2] – nunca houve uma «Invasão soviética», como reivindicado pela propaganda dos EUA. Não serão mais de 15.000 de cada vez. Estes vêm em apoio a uma coligação de combatentes conservadores e a Irmandade Muçulmana local, incluindo Pashtun Gulbuddin Hekmatyar e Tajik Ahmed Chah Massoud.

A grande parte das suas armas veem de Israel [3] (Charlie Wilson’s War: The Extraordinary Story of How the Wildest Man in Congress and a Rogue CIA Agent Changed the History of Our Times, George Crile, Grove Press (2003), oficialmente o seu inimigo jurado, mas agora seu parceiro. Todas essas forças são comandadas do Paquistão, pelo general Muhammad Zia-ul-Haq e financiadas pelos Estados Unidos e Arábia Saudita. É a primeira vez que a Irmandade é usada por anglo-saxões para fazer guerra.

Entre os combatentes presentes estão os futuros líderes das guerras caucasianas, «Jemaah Islamiyah» da Indonésia, o grupo «Abu Sayyaf» das Filipinas e, claro, a Al Qaeda e o Daesh. Nos Estados Unidos, a operação anti-soviética é apoiada pelo Partido Republicano e por um pequeno grupo de extrema-esquerda, os trotskistas dos social-democratas dos EUA.

A estratégia de Carter / Brzezinski representa uma mudança de escala [4] (Les dollars de la terreur, Les États-Unis et les islamistes, Richard Labévière, Éditions Bernard Grasset (1999). English version: Dollars for Terror: The United States and Islam, Algora (2000)). A Arábia Saudita, que até então era o financiador de grupos islâmicos, passa a ser o responsável por administrar os fundos da guerra contra os soviéticos. O director geral dos serviços secretos da Arábia Saudita, o príncipe Turki (filho do então rei Fayçal), tornou-se uma figura-chave em todas as cúpulas de inteligência ocidentais.

O palestiniano Abdallah Azzam e o saudita Osama Bin Laden foram treinados em Riade por Mohammad Qutb, irmão de Sayyid Qutb. Eles lideraram sucessivamente os combatentes da Irmandade Muçulmana no Afeganistão.

Como os problemas entre árabes e afegãos são recorrentes, o príncipe Turki envia primeiro o palestiniano Abdallah Azzam, o «Imã da jihad», para restaurar a ordem entre os Irmãos e administrar o escritório local da Liga Mundial Islâmica. Quem o substitui é o bilionário Osama binLaden. Azzam e Bin Laden foram treinados juntos na Arábia Saudita pelo irmão de SayyidQutb.

Também durante o mandato de Carter, a «Vanguarda Combatente» da Irmandade Muçulmana empreendeu uma longa campanha de terror na Síria, incluindo o assassinato de cadetes não-sunitas da Academia Militar de Alepo. Eles têm campos de treino na Jordânia, onde os britânicos lhes fornecem formação militar. Durante esses anos de liderança, a CIA consegue intermediar uma aliança entre a Irmandade Muçulmana e o ex-grupo comunista de Riyad Al-Turk.

Este e os seus amigos, Georges Sabra e Michel Kilo, tinham rompido com Moscovo durante a guerra civil libanesa para apoiar o campo ocidental. Eles afiliam-se ao grupo trotskista dos EUA, os Social-democratas. Os três homens escrevem um manifesto onde afirmam que a Irmandade Muçulmana forma o novo proletariado e que a Síria só pode ser salva pela intervenção militar americana. (Cartar presidiu entre 1977 e 1981. Já nessa altura, segundo o autor, a Síria tinha que ser “salva” com uma intervenção militar – Ndt)

Por fim, a Irmandade tentou um golpe em 1982, com o apoio do Baath iraquiano (que então colaborava com Washington contra o Irão) e da Arábia Saudita. Os combates que se seguiram em Hama (cidade Síria -Ndt) deixaram 2.000 mortos de acordo com o Pentágono, 40.000 de acordo com a Irmandade e a CIA.

Posteriormente, centenas de prisioneiros são assassinados em Palmira (cidade Síria -Ndt) pelo irmão do presidente Hafez el-Assad, Rifaat, que será demitido e forçado a exilar-se em Paris, de onde tenta um golpe contra o seu próprio irmão. Os trotskistas são presos e a maioria dos Irmãos foge para a Alemanha (onde já mora o antigo Guia Sírio Issam Al-Attar), e França (como AbuMoussab «O Sírio», onde o Chanceler Helmut Kohl e o presidente François Mitterrand lhes concede asilo.

Dois anos depois, um escândalo eclodiu no seio da oposição exilada, no momento da divisão: três milhões de dólares desapareceram de um envelope de 10 milhões, doado pela Liga Islâmica Mundial.

4 – Rumo à constituição de uma Jihad internacional

Durante os anos 80, a Liga Islâmica Mundial recebeu instruções de Washington para transformar a sociedade argelina. Durante uma década, Riade (Capital da Arábia Saudita- Ndt) ofereceu a construção de mesquitas nas aldeias. A elas são sempre acrescentados um dispensário e uma escola. As autoridades argelinas estão ainda mais satisfeitas com esta ajuda, já que não podem mais garantir o acesso de todos à saúde e educação. Gradualmente, as classes trabalhadoras argelinas começam a distanciar-se de um Estado que não as ajudam mais e aproximam-se das generosas mesquitas.

O presidente Bush pai, ex-director da CIA, tornou-se amigo do embaixador saudita, o príncipe Bandar ben Sultão ben Abdelaziz Al Saoud, que mais tarde se tornaria seu homólogo, chefe dos serviços secretos do seu país. Ele considera-o como seu filho adoptivo, daí o apelido de Bandar Bush.

Quando o príncipe Fahd se tornou rei da Arábia Saudita em 1982, colocou o príncipe Bandar (filho do ministro da Defesa) como embaixador em Washington, cargo que ocupou pelo resto do seu reinado. A sua função é dupla: por um lado, gere as relações saudita-americanas e por outro actua como interface entre o director dos serviços secretos turcos e a CIA.

Fez também amizade com o vice-presidente e ex-director da CIA George H.W. Bush, que o considerava seu “filho adoptivo”; depois, com o secretário de defesa Dick Cheney e com o futuro director da CIA, George Tenet. Tornou parte da vida social das elites, juntou-se à principal seita do Pentágono, The Family, bem como ao ultraconservador clube Bohemian Club de San Francisco.

Bandar comanda os jihadistas a partir da Liga Islâmica Mundial. Ele negocia com Londres a compra de armas da British Aerospace para o seu reino em troca de petróleo. Os contractos do “pombo” (em árabe Al-Yamamah) custarão a Riade entre 40 e 83 bilhões de libras esterlinas, uma parte significativa das quais será transferida pelos britânicos ao príncipe.

Em 1983, o presidente Ronald Reagan confiou a Carl Gershman, ex-líder dos social-democratas dos EUA, a administração da nova Fundação Nacional para a Democracia [5]. É uma agência dependente do acordo dos «Five Eyes» e camuflada como uma ONG. É a vitrina legal dos serviços secretos australiano, britânico, canadiano, americano e neozelandês. Carl Gershman já trabalhou com seus camaradas trotskistas e seus amigos da Irmandade Muçulmana no Líbano, Síria e Afeganistão. Ele cria uma vasta rede de associações e fundações que a CIA e MI6 usam para apoiar a Irmandade sempre que possível. Ele afirma ser da “doutrina Kirkpatrick“: todas as alianças são justas quando servem aos interesses dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a CIA e MI6, que criaram a Liga Anticomunista Mundial (WACL) no auge da Guerra Fria, irão usá-la para trazer os fundos necessários para a jihad ao Afeganistão. Osama bin Laden junta-se a essa organização, que possui vários chefes de Estado. [6] (Inside the League: The Shocking Expose of How Terrorists, Nazis, and Latin American Death Squads Have Infiltrated the World Anti-Communist League, Scott & Jon Lee Anderson, Dodd Mead & Company éd. (1986). La Ligue anti-communiste mondiale, une internationale du crime, de Thierry Meyssan, Rede Voltaire, 12 de Maio de 2004)

Em 1985, o Reino Unido, fiel à sua tradição de conhecimento académico, criou um instituto responsável pelo estudo das sociedades muçulmanas e como os Irmãos poderiam influenciá-las, o Oxford Centre for Islamic Studies.

Hassan el-Tourabi e Omar el-Bechir impõem a Irmandade Muçulmana no Sudão. No contexto particularmente sectário e retrógrado do país, eles discordarão da Irmandade antes de se destruírem.

Em 1989, os Irmãos tiveram sucesso num segundo golpe, desta vez no Sudão, em benefício do Coronel Omar el-Béchir. Não demorou muito para que o Guia local, Hassan el-Turabi, fosse nomeado Presidente da Assembleia Nacional. Este último, numa conferência realizada em Londres, anuncia que o seu país se tornará na base de retaguarda dos grupos islâmicos no mundo.

Também em 1989, a Frente de Salvação Islâmica (FIS) surgiu na Argélia, em torno de Abassi Madani, enquanto o partido no poder entrava em colapso devido a vários escândalos. A FIS é apoiada nas mesquitas «oferecidas» pelos sauditas e, consequentemente, pelos argelinos que as frequentam há uma década. Graças à rejeição aos líderes que detinham o poder e não por adesão à sua ideologia, ele venceu as eleições locais. Considerando o fracasso das políticas e a impossibilidade ontológica de negociar com os islamitas, o exército realizou um golpe de estado e cancelou as eleições. O país afunda-se numa guerra civil longa e mortal, da qual pouco se sabe. Os guerrilheiros farão mais de 150.000 vítimas.

Os islamitas não hesitam em praticar punições individuais e colectivas, por exemplo, quando massacram os moradores de Ben Talha – culpabilizados por terem votado apesar da proibição da fatwaDecisão jurídica baseada na lei islâmica»-Ndt) – e arrasaram a vila. Claramente, a Argélia serve como um laboratório para novas operações. Há rumores de que são os militares, e não os islamitas, que estão a matar os moradores. Na realidade, apenas algumas autoridades dos serviços secretos treinados nos Estados Unidos juntam-se aos islamitas e semeiam a confusão.

Em 1991, Osama bin Laden, que tinha retornado à Arábia Saudita como herói da luta anticomunista no final da guerra afegã, brigou oficialmente com o rei quando os “sourourists” se levantaram contra a monarquia. Essa insurgência, o “Renascimento Islâmico”, durou quatro anos e terminou com a prisão dos principais líderes. Mostra à monarquia – que imaginava ter toda a autoridade – que, ao promover uma mistura de religião e política, os Irmãos criaram as condições para uma revolta através das mesquitas.

Nesse contexto, Osama bin Laden afirma ter oferecido a ajuda de alguns milhares de veteranos afegãos contra o Iraque de Saddam Hussein, mas, surpreendentemente, o rei pareceu preferir o milhão de soldados dos Estados Unidos e seus aliados. “Portanto” exilou-se no Sudão, na realidade com a missão de recuperar o controlo dos islamitas que escaparam da autoridade da Fraternidade Muçulmana e se levantaram contra a monarquia.

Com Hassan el-Tourabi, Osama organiza conferências populares pan-árabes e pan-islâmicas, onde convida representantes dos movimentos islâmicos e nacionalistas de cerca de cinquenta países. A ideia é criar no nível partidário o equivalente ao que a Arábia Saudita já fez com a Organização da Conferência Islâmica, que reúne vários Estados. Os participantes não sabem que as reuniões são pagas pelos sauditas e que os hotéis onde são realizadas estão monitorizadas pela CIA. De Yasser Arafat ao Hezbollah libanês, todos participam.

 

 

O FBI conseguiu condenar o BCCI, um gigantesco banco muçulmano que, com o tempo, se tornou no usado pela CIA nas suas operações secretas, notadamente o financiamento da guerra no Afeganistão – mas também o tráfico de drogas na América Latina [7]. (The BCCI Affair, John Kerry & Hank Brown, US Senate (1992); Crimes of a President: New Revelations on the Conspiracy and Cover Up in the Bush and Reagan Administration, Joel Bainerman, SP Books (1992); From BCCI to ISI: The Saga of Entrapment Continues, Abid Ullah Jan, Pragmatic Publishing (2006)

Quando a falência foi declarada, os seus pequenos clientes não são reembolsados, mas Osama bin Laden consegue recuperar US $ 1,4 mil milhões para continuar o trabalho da Irmandade Muçulmana ao serviço de Washington. A CIA transferiu as suas actividades para o Faysal Islamic Bank e a sua subsidiária Al-Baraka.

 continua ….

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This entry was posted on 13 de Junho de 2020 by in Irmandade Muçulmana, Livros, Sous nos yeux and tagged , , .

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