A Arte da Omissao

ACORDEM

O Irão mostra o seu apoio à NATO na Líbia

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

Tradução do artigo Iran openly backs NATO in Lybia

 Rede Voltaire – 17 de Junho de 2020

Nota: este artigo é referenciado no artigo de Thierry MeyssanComment Washington entend triompher traduzido aqui

 

A16 de Junho de 2020, o governo iraniano anunciou que está a apoiar militarmente o presidente al-Sarraj da Irmandade Muçulmana na Líbia.

Lembramos os leitores que o Presidente al-Sarraj foi colocado no poder pelos anglo-saxões e posteriormente reconhecido pelas Nações Unidas, que o viam como uma maneira de eliminar a Irmandade Muçulmana na Líbia. Portanto, tornou-se de facto na única autoridade legal, apenas para mais tarde revelar os seus vínculos com a Irmandade.

A Irmandade Muçulmana é uma organização política secreta criada por Hassan el-Banna no Egipto, no quadro da invenção de uma forma de islão pelos Britânicos para conquistar o Sudão com o Exército egípcio e a Universidade al-Azhar. Essa parte da Irmandade (Ikwan) foi reorganizada pelos anglo-saxões após a Segunda Guerra Mundial, segundo o modelo da Maçonaria Ocidental, que usariam em muitos outros países para impulsionar a sua agenda imperialista.

O plano anglo-saxão por trás da “Primavera Árabe” era permitir que a Irmandade Muçulmana fosse colocada no poder em qualquer lugar do Oriente Médio. Desempenhou um papel fundamental no derrube da Líbia pela NATO (leia absolutamente nosso estudo de seis partes sobre a história mundial da Irmandade Muçulmana (traduzido aqui -Ndt)

Ao manifestar o seu apoio à Irmandade Muçulmana, o Irão regressa à sua política pré-Revolução Islâmica quando Shah Reza Pahlevi era o “policial dos Estados Unidos no Médio Oriente”, bem como à sua política da década de 1990, quando enviou os Guardas Revolucionários para lutar ao lado dos sauditas, na Bósnia e Herzegovina sob o comando da NATO [1] (Wie der Dschihad nach Europa kam, Jürgen Elsässer, NP Verlag (2005) ; version française : Comment le Djihad est arrivé en Europe, préface de Jean-Pierre Chevénement, Xenia (2006). Intelligence and the war in Bosnia 1992-1995 : The role of the intelligence and security services, Nederlands Instituut voor Oologsdocumentatie (2010).

Agora, as forças iranianas lutarão novamente, desta vez ao lado dos turcos, sob ordens da NATO.

A opinião ocidental, com lavagem cerebral por anos de propaganda, falhou em entender as múltiplas reversões do Irão nos últimos quarenta anos. Continua, erroneamente, a considerá-lo como um país monolítico.

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This entry was posted on 27 de Julho de 2020 by in GEOPOLÍTICA MUNDIAL, Irão, Líbia, Nato and tagged , , .

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