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Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 1ª parte

Exércitos secretos da NATO ligados ao terrorismo?

NATO’s Secret Armies (“Os Exércitos Secretos da Nato”), foi publicado em 2005 pelo investigador suíço Daniele Ganser, professor de História Contemporânea na Universidade da Basileia. Nele, apresenta ao mundo  como ao longo de 50 anos os Estados Unidos da América, prepararam e executaram diversos atentados na Europa Acidental, atribuindo a responsabilidade à esquerda anti-imperialista, tendo como único objectivo, desacreditar a resistência europeia perante os próprios europeus no contexto da Guerra Fria. Segundo o autor, não há garantias que a estratégia tenha ficado para trás. Pelo contrário, o estratagema da “guerra contra o terror” continua a ser usado nos dias de hoje.

Nesta Obra, Ganser descreve as operações clandestinas da NATO durante a guerra fria. A sua investigação foi despoletada por uma história que fez as manchetes do mundo em 1990, mas que rapidamente desapareceu, assegurando que mesmo hoje os exércitos secretos da NATO permaneçam isso mesmo – secretos. Até agora, nenhuma investigação completa aos exércitos secretos da NATO foi levada a cabo – uma tarefa que Ganser resolveu empreender sozinho e com bastante sucesso.

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL

Em Maio de 1926, o general Gomes da Costa encenou um golpe de Estado militar em Portugal, aboliu a constituição e parlamento e transformou o país numa ditadura. Na sua esteira, o ditador Salazar chegou ao poder.

Durante a Guerra Civil Espanhola, Salazar apoiou o ditador de direita de Franco na vizinha Espanha com tropas e suprimentos. A partir daí, os dois ditadores, numa aliança estratégica de direita que efectivamente protegeu grande parte da frente ocidental, garantiram a Hitler e Mussolini que Portugal também permaneceria neutro durante a Segunda Guerra Mundial. Os quatro ditadores concordavam que o comunismo, tanto na União Soviética como nos seus próprios países, deveria ser combatido e derrotado.

Quando a União Soviética saiu vitoriosa na Segunda Guerra Mundial e Hitler e Mussolini foram derrotados, Em 1956, Salazar e Franco viram-se numa situação delicada. No entanto, enquanto os Estados Unidos sob o presidente Truman continuava a luta contra o comunismo numa escala global, os dois ditadores da Península Ibérica ganharam pelo menos o apoio silencioso de Washington e Londres.

Apesar do apoio de Salazar ao golpe na Espanha e da sua aliança com Hitler e Mussolini e, para surpresa de muitos, Portugal em 1949 conseguiu figurar entre os membros fundadores da NATO. Posteriormente, Salazar governou Portugal quase sozinho durante quase quatro décadas até morrer em 1970, altura em que o país pôde iniciar a sua transição para um Estado democrático e tornar-se membro da União Europeia.

Como nas ditaduras da direita na América Latina e no estado policial espanhol de Franco, a população de Portugal também era controlada por um aparato de segurança que operava sem transparência e fora do controlo legal ou parlamentar. A guerra secreta contra a oposição política e os comunistas foi, portanto, generalizada durante o governo de Salazar.

As operações foram realizadas por vários serviços e organismos, mas principalmente pelo serviço secreto militar português PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado).

Na ausência de uma investigação detalhada sobre as redes da direita e operações secretas na ditadura de Portugal, as ligações com o exército anticomunista da NATO permanecem vagas e misteriosas.

A existência de exércitos secretos da CIA e da NATO em Portugal foi revelada pela primeira vez em 1990, após a revelação do exército staybehind italiano, Gladio.

A imprensa internacional revelou (1):

‘Em Portugal, uma estação de rádio de Lisboa informou que células da rede associada à Operação Gladio estiveram activas durante os anos 1950 para defender a ditadura de direitado Dr. Salazar’.

Cinco anos depois, o escritor americano Michael Parenti, sem fornecer mais fontes, afirmou que os operativos da Gladio ‘ajudaram a sustentar um regime fascista em Portugal’. (2) Mais especificamente, a imprensa local afirmou em 1990 que o exército secreto em Portugal se chamava ‘Aginter Press’.

Sob o título ‘”Gladio” esteve activo em Portugal’, o diário O Jornal informou um público atordoado no país em que ‘A rede secreta, erigida no seio da NATO, financiada pela CIA e, cuja existência foi recentemente revelada por Giulio Andreotti, tinha uma filial em Portugal nas décadas de 1960 e 1970. Chamava-se “Aginter Press“‘ e estaria supostamente envolvida em operações de assassinato em Portugal, bem como nas colónias portuguesas na África. (3)

A Aginter Press não era nenhuma agência de notícias, Não imprimia livros ou folhetos de propaganda anticomunista, mas treinou terroristas da direita e especializou-se em truques sujos e em guerra secreta em Portugal e mais além. A misteriosa e brutal organização era apoiada pela CIA e dirigida por oficiais europeus de direita que, com a ajuda da PIDE, recrutaram militantes fascistas. A investigação do Senado italiano sobre o Gladio, a guerra secreta e massacres na Itália, descobriu que extremistas italianos da direita também foram treinados pela Aginter Press.

Enquanto esteve em Portugal, foi revelado que uma subdivisão da Aginter Press denominada ‘Organization Armee contre le communisme International’ (OACI) também operava na Itália. Os senadores italianos descobriram que a CIA apoiou a Aginter Press em Portugal e que a organização secreta era liderada pelo Capitão Yves Guillon, mais conhecido pelo nome adoptado de «Yves Guerin Serac», um especialista em guerra secreta que tinha recebido medalhas de herói de guerra dos Estados Unidos e a estrela de bronze americana pelo seu envolvimento na Guerra da Coreia.

O relatório italiano sobre o Gladio concluiu que ‘na realidade a Aginter Press, segundo os últimos documentos adquiridos pela investigação criminal, era um centro de informação directamente ligado à CIA e ao serviço secreto português, especializado em operações de provocação.’ (4)

Enquanto o governo de Portugal se esquivou a investigar a história da sinistra Aginter Press e a guerra secreta, a Comissão do Senado italiano que investigava o Gladio e os massacres de 1997 continuou a sua pesquisa e questionou o juiz italiano Guido Salvini.

Com conhecimento especializado em terrorismo da direita na Itália e noutros países, Salvini também estudou em detalhes os documentos disponíveis da Aginter Press. Um membro da comissão que investigava o Gladio, o senador Manca perguntou-lhe:

‘De acordo com a sua análise, acha que CIA é o responsável directo pelas operações realizadas pela Aginter Press?’

O juiz Salvini respondeu:

‘Senador Manca, agora fez uma pergunta muito importante’

e devido à sensibilidade política da sua resposta pediu que pudesse responder apenas durante uma sessão secreta. Tal foi acertado e os documentos continuam inacessíveis. (5)

Publicamente, o juiz Salvini enfatizou que ‘é difícil dar uma definição precisa da Aginter Press’, embora em termos vagos, ele sugerisse o seguinte: ‘É uma organização, que em muitos países incluindo a Itália, inspira e apoia estratégias de grupos seleccionados, que intervêm de acordo com um protocolo definido contra a situação que desejam combater.’

Salvini continuou a dizer que o exército secreto anticomunista da CIA, Aginter Press, operava ‘de acordo com os seus objectivos e valores, que na sua essência são a defesa do mundo ocidental contra uma provável e iminente invasão da Europa pelas tropas da União Soviética e países comunistas’. (6)

O exército secreto português da Aginter Press, de acordo com o juiz Salvini, realizou como a maioria dos outros exércitos secretos Gladio na Europa Ocidental, uma dupla tarefa. A rede stay-behind treinou clandestinamente para a eventualidade de uma invasão soviética e, na ausência de tal invasão durante a Guerra Fria, visou grupos políticos de esquerda de acordo com as estratégias da guerra secreta em vários países da Europa Ocidental.

Embora muitos membros da Aginter Press tenham estado activos na guerra secreta anticomunista sob diferentes rótulos nas décadas anteriores, ela foi oficialmente fundada em Lisboa só em Setembro de 1966. Na época, as operações domésticas, muito mais do que o medo de uma invasão soviética, parecem ter dominado o pensamento estratégico dos seus fundadores e da CIA.

O período foi caracterizado por protestos da esquerda em grande escala em vários países da Europa Ocidental contra a Guerra do Vietname e o apoio dos EUA às ditaduras de direita na América Latina e Europa Ocidental, onde se incluiu Portugal. Tanto o ditador Salazar como a PIDE temiam os efeitos potencialmente desestabilizadores do movimento social e, entre outros instrumentos, contaram com a Aginter Press para o combater.

A maioria dos soldados secretos que na segunda metade da década de 1960 se juntou ao exército secreto Aginter Press da CIA em Lisboa, tinham lutado anteriormente na África e Sudeste Asiático, tentando em vão impedir a perda de colónias europeias para fortes movimentos de independência.

O próprio director de imprensa da Aginter, o capitão Yves Guerin Serac, um militante católico e anticomunista recrutado pela CIA, era um ex-oficial do exército francês que viu a França a ser derrotada por Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Yves Guerin Serac foi um veterano da Guerra do Vietname francesa (1945-1954), um veterano da Guerra da Coreia (1950-1953) e um veterano da Guerra da França na Argélia.

Guerin Serac serviu na infame 11ª Demi-Brigade Parachutiste du Choc, uma unidade especial de truques sujos do serviço secreto francês SDCE , intimamente ligada ao exercito stay-behind francês, e em 1961 fundou juntamente com outros oficiais do 11º du Choc a clandestina e ilegal Organisation Armee Secrete (OAS) para manter o controlo francês sobre a Argélia colonial, derrubar o governo francês do presidente De Gaulle e substituí-lo por um Estado francês autoritário militantemente anticomunista.

Mesmo depois da Argélia ter ganho a sua independência em 1962 e De Gaulle ter fechado a OEA, ex-oficiais dela, incluindo Guerin Serac, corriam grande perigo. Eles fugiram da Argélia e, em troca de asilo e outras facilidades, ofereceram as suas habilidades notáveis em guerra secreta, acção secreta, contra terrorismo e terrorismo a ditadores na América Latina e  Europa. (7)

A diáspora da OAS fortaleceu internacionalmente redes militantes da direita e, em Junho de 1962, Yves Guerin Serac foi contratado pelo ditador Franco para usar as suas habilidades junto com o exército secreto espanhol na luta contra a oposição espanhola. Da Espanha, Guerin Serac passou para o Portugal de Salazar, pois o país, segundo a sua análise, não era apenas o último império colonial remanescente, mas também o último baluarte contra o comunismo e o ateísmo.

Anticomunista convicto da Guerra Fria, Guerin Serac ofereceu os seus serviços a Salazar: ‘Os outros depuseram as armas, mas eu não. Depois da AOS, fugi para Portugal para continuar a luta e expandi-la às suas próprias dimensões – quer dizer, a uma dimensão planetária.’ (8)

Em Portugal, Guerin Serac ligou-se a direitistas franceses e fugitivos da AOS, quando «Jacques Ploncard d’Assac» o apresentou à classe da direita governante e à PIDE. Devido à sua vasta experiência, Guerin Serac foi recrutado como instrutor dos paramilitares da Legião Portuguesa e das unidades de contraguerrilha do exército português. Foi nesse contexto que ele ergueu a Aginter Press como um exército ultra secreto anticomunista com o apoio da PIDE e da CIA.

A Aginter Press montou campos de treino nos quais instruiu mercenários e terroristas num curso de três semanas em técnicas de acção secreta, incluindo terrorismo com bombas, assassinato silencioso, técnicas de subversão, comunicação clandestina, infiltração e guerra colonial.

Ao lado de Guerin Serac, o terrorista de direita italiano Stefano Delle Chiaie estava entre os fundadores da Aginter Press. Mais tarde Delle argumentou, ‘Agimos contra os comunistas e contra o estado burguês, contra a democracia que nos privou da nossa liberdade. E, portanto, tivemos que usar a violência. Éramos considerados criminosos, mas na realidade éramos apenas vítimas de um movimento liberal antifascista. Portanto, queríamos tornar as nossas ideias públicas, queríamos ser ouvidos em todo o mundo.’

Com 30 anos, Delle Chiaie em meados da década de 1960, juntamente com Guerin Serac e o apoio da CIA, montou o exército secreto Aginter.  E mais disse, ‘junto com um amigo francês meu [Guerin Serac] decidi naquela época [1965], criar a agência Aginter Press, a fim de poder defender as nossas opiniões políticas.’ (9)

Nos anos que se seguiram, Delle Chiaie tornou-se talvez no terrorista de direita mais brutal directamente ligado à guerra secreta. Na Itália, envolveu-se em golpes de Estado e massacres, incluindo o massacre da Piazza Fontana em 1969, e na América Latina junto com o nazi Klaus Barbie, o ‘açougueiro de Lyon‘, apoiou ditaduras da direita. (10)

‘Os nossos combatentes consistem em dois tipos de homens: (1) Oficiais que vieram até nós dos combates na Indochina e Argélia, e alguns que até se alistaram connosco após a batalha pela Coreia’, o próprio Guerin Serac, director da Aginter, descreveu o exército secreto anticomunista. ‘(2) Intelectuais que, nesse mesmo período, voltaram a sua atenção para o estudo das técnicas de subversão marxista.’

Esses intelectuais, como observou Guerin Serac, formaram grupos de estudo e partilharam experiências ‘na tentativa de dissecar as técnicas de subversão marxista e lançar as bases de uma contra técnica’. Para Guerin Serac, era claro que a guerra tinha de ser travada em vários países: ‘Durante este período, estabelecemos sistematicamente contactos estreitos com grupos de ideias semelhantes que surgiam na Itália, Bélgica, Alemanha, Espanha ou Portugal, com o propósito de formar o cerne de uma Liga de Luta verdadeiramente ocidental contra o Marxismo.’ (11)

Vindos directamente de teatros de guerra, muitos soldados secretos e, acima de tudo, seus instrutores, onde se inclui Guerin Serac, tinham pouco respeito ou conhecimento de soluções não violentas para conflitos.

O próprio Guérin Serac, junto com muitos outros, estava convencido de que, para derrotar o comunismo na Europa Ocidental, eram necessárias operações terroristas secretas. Serac declarou sem especificamente indicar o Estado alvo: ‘Na primeira fase da nossa actividade política, temos de criar o caos em todas as estruturas do regime‘, duas formas de terrorismo podem provocar tal situação: o terrorismo cego (cometer massacres indiscriminadamente que causam um grande número de vítimas), e o terrorismo selectivo (eliminar pessoas escolhidas)‘.

Em cada caso, o terror realizado secretamente pela extrema-direita teve que ser atribuído à esquerda, como insistiu o mestre e eminência parda do terrorismo anticomunista: ‘Esta destruição do Estado deve ser realizada tanto quanto possível sob o disfarce de “actividades comunistas”‘.

Os ataques terroristas dos exércitos secretos são concebidos como um meio para desacreditar o governo governante e forçá-lo a virar para a direita: ‘Depois disso, devemos intervir no seio dos militares, do poder jurídico e da Igreja, de forma a influenciar a opinião popular, sugerir uma solução e demonstrar claramente a fragilidade do actual aparato jurídico… a opinião popular deve estar polarizada de tal forma que nos apresentemos como o único instrumento capaz de salvar a nação. É óbvio que precisaremos de recursos financeiros consideráveis para realizar tais operações.’ (12)

A CIA e o serviço secreto militar de Salazar, a PIDE, forneceram apoio financeiro para o terrorismo do capitão Guérin Serac. No final de 1974 foi encontrado um documento da Aginter, intitulado ‘Nossa Actividade Política’ que descreve como um país pode ser alvo de uma guerra secreta: ‘Acreditamos que a primeira fase da actividade política deve ser a de criar as condições que favoreçam a instalação do caos em todas as estruturas do regime’

Ao ser o componente mais essencial da estratégia, a violência infligida teve de ser atribuída aos comunistas e os vestígios tiveram de ser plantados em conformidade. ‘Na nossa opinião, o primeiro movimento que devemos fazer é destruir a estrutura do Estado democrático sob o disfarce de actividades comunistas e pró-chinesas.’

O documento continuou a enfatizar que grupos militantes de esquerda tiveram que ser infiltrados e manipulados: ‘Além disso, temos pessoas que se infiltraram nesses grupos e, obviamente, teremos que adaptar as nossas acções ao caracter do meio – propaganda e acção de um tipo que pareça ter emanado dos nossos adversários comunistas.’ Os soldados secretos concluíram que essas operações de falsa bandeira ‘criarão um sentimento de hostilidade para com aqueles que ameaçam a paz de todas as nações’, ou seja, os comunistas. (13)

Durante a fase inicial da Aginter Press, um dos principais esforços dos seus oficiais, mercenários e terroristas treinados, era enfraquecer e destruir os grupos guerrilheiros de libertação nacional que operavam nas colónias portuguesas. Assim, em meados da década de 1960, o primeiro teatro de operações da Aginter Press não foi a Europa, mas a África, onde Portugal lutou contra os movimentos de libertação nacional nas suas colónias.

A Aginter despachou os seus chefes de operação para os países que fazem fronteira com a África portuguesa. ‘O objectivo deles incluía a liquidação dos líderes dos movimentos de libertação, infiltração, instalação de informadores e provocadores bem como a utilização de falsos movimentos de libertação.’ (14)

As guerras secretas foram travadas em coordenação com a PIDE e outros ramos do governo português. ‘A Aginter Press assinou contractos com a PIDE para realizar operações especiais e missões de espionagem.’ (15)

 

(1) John Palmer, Undercover NATO Group ‘may have had terror links’. In: British daily The Guardian, November 10, 1990.

(2) Michael Parenti, Against Empire (San Francisco: City Light Books, 1995), p. 143.

(3) Joao Paulo Guerra, ‘Gladio’ actuou em Portugal. In: Portuguese daily O Jornal, November 16, 1990.

(4) Senato della Repubblica. Commissione parlamentare d’inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della mancata individuazione dei responsabiliy delle stragi: Il terrorismo, le stragi ed il contesto storico politico. Redatta dal presidente della Commissione, Senatore Giovanni Pellegrino. Roma 1995, pp. 204 and 241.

(5) Commissione parlamentare d’inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della man-cata individuazione dei responsabili delle stragi. 12th session, March 20, 1997. URL: http://www.parlamento.it/parlam/bicam/terror/stenografici/stenol2.htm.

(6) Commissione parlamentare d’inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della mancata individuazione dei responsabili delle stragi. 9th session, February 12, 1997. URL: http://www.parlamento.it/parlam/bicam/terror/stenografici/steno9.htm.

(7) Jeffrey M. Bale, Right wing Terrorists and the Extraparliamentary Left in Post World War 2 Europe: Collusion or Manipulation? In: British periodical Lobster Magazine, Nr. 2, October 1989, p. 6.

(8) French periodical Paris Match, November 1974. Quoted in Stuart Christie, Stefano delle Chiaie (London: Anarchy Publications, 1984), p. 27.

(9) Egmont Koch and Oliver Scrom, Deckname Aginter Die Geschichte einer faschistischen Terror Organisation, p. 4. (Unpublished essay of 17 pages. Undated, ca. 1998).

(10) See Christie, delle Chiaie, passim.

(11) Ibid.,p. 29.

(12) This document was allegedly found in the former office of Guerain-Serac after the Portuguese revolution of 1974. It is contained in the Belgian dictionary on terrorism in Belgium by Manuel Abramowicz. See entry ‘Guerin Serac’ in: Le dictionnaire des annees de plomb belges. On the Internet: http://www.users.skynet.be/avancees/idees.htm.

(13) Quoted in Christie, delle Chiaie, p. 32. Also in Lobster, October 1989, p. 18.

(14) Ibid.,p. 30

(15) Joao Paulo Guerra, ‘Gladio’ actuou em Portugal. In: Portuguese daily O Jornal, November 16, 1990.

Os exércitos secretos da NATO

Os exércitos secretos da NATO – PREFÁCIO

Os exércitos secretos da NATO – RECONHECIMENTOS

Os exércitos secretos da NATO – INTRODUÇÃO 

Os exércitos secretos da NATO – Ataque terrorista em Itália

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 1ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 2ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 1ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 2ª parte 

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This entry was posted on 17 de Dezembro de 2020 by in guerra fria, Nato, Redes militares secretas stay-behind and tagged , , .

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