A Arte da Omissao

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Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 2ª parte

Exércitos secretos da NATO ligados ao terrorismo?

NATO’s Secret Armies (“Os Exércitos Secretos da Nato”), foi publicado em 2005 pelo investigador suíço Daniele Ganser, professor de História Contemporânea na Universidade da Basileia. Nele, apresenta ao mundo  como ao longo de 50 anos os Estados Unidos da América, prepararam e executaram diversos atentados na Europa Acidental, atribuindo a responsabilidade à esquerda anti-imperialista, tendo como único objectivo, desacreditar a resistência europeia perante os próprios europeus no contexto da Guerra Fria. Segundo o autor, não há garantias que a estratégia tenha ficado para trás. Pelo contrário, o estratagema da “guerra contra o terror” continua a ser usado nos dias de hoje.

Nesta Obra, Ganser descreve as operações clandestinas da NATO durante a guerra fria. A sua investigação foi despoletada por uma história que fez as manchetes do mundo em 1990, mas que rapidamente desapareceu, assegurando que mesmo hoje os exércitos secretos da NATO permaneçam isso mesmo – secretos. Até agora, nenhuma investigação completa aos exércitos secretos da NATO foi levada a cabo – uma tarefa que Ganser resolveu empreender sozinho e com bastante sucesso.

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL (continuação)

As vítimas mais proeminentes dos assassinatos políticos perpetrados pelos soldados secretos da Aginter em Portugal e colónias incluíam Humberto Delgado, líder da oposição portuguesa, Amílcar Cabral, uma das principais figuras revolucionárias de África e Eduardo Mondlane, líder e presidente do partido de libertação de Moçambique e do movimento FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), assassinado em Moçambique colonial em Fevereiro de 1969. (16)

Apesar da brutalidade empregada, Portugal não conseguiu impedir que as suas colónias se tornassem independentes. Goa tornou-se parte da Índia em 1961. Guiné-Bissau tornou-se independente em 1974. Angola e Moçambique alcançaram a sua independência em 1975, enquanto Timor Leste foi invadido no mesmo ano pela Indonésia.

Junto com as guerras coloniais, a Aginter também influenciou directamente as guerras secretas contra os comunistas na Europa Ocidental. A evidência disponível a partir de agora sobre os exércitos stay-behind da NATO e a guerra secreta na Europa Ocidental sugere que talvez mais do que qualquer outro exército secreto, a Aginter Press com sede em Lisboa foi responsável por muita brutalidade e derramamento de sangue em Portugal e além.

Os soldados secretos do Aginter Press operavam com uma mentalidade diferente. Ao contrário dos soldados secretos, por exemplo, dos suíços P26 ou do norueguês ROC, os membros do português stay-behind Aginter Press travaram guerras reais nas colónias, morreram em batalha e foram comandados por um capitão que via a violência como a principal ferramenta para resolver conflitos depois de servir no Vietname, Coreia e Argélia.

Talvez a atrocidade mais documentada cometida pelos soldados secretos na Europa Ocidental na sua batalha anticomunista, seja o massacre da Piazza Fontana que atingiu a capital política da Itália, Roma, e a capital industrial italiana, Milão, pouco antes do Natal em 12 de Dezembro de 1969. Naquele dia, quatro bombas explodiram em Roma e Milão matando indiscriminadamente 16 cidadãos, predominantemente agricultores que depois de um dia no mercado queriam depositar os seus modestos ganhos na Banca Nationale Dell ‘Agricultura na Piazza Fontana em Milão, enquanto 80 ficaram mutilados e feridos. Uma bomba na Piazza Fontana não explodiu porque o seu cronómetro falhou. Ainda assim, ao entrar em cena o serviço secreto militar italiano (SID) juntamente com a polícia, destruiu imediatamente as provas comprometedoras e fez explodir a bomba após a sua descoberta.

O massacre foi realizado exactamente de acordo com as estratégias das guerras secretas elaboradas por Guerin Serac. O serviço secreto militar italiano culpou a esquerda pelo massacre, deixou partes de uma bomba como prova na cidade do conhecido editor de esquerda, Giangiacomo Feltrinelli, e prendeu imediatamente vários comunistas. (17)

Um relatório interno do serviço secreto militar italiano SID datado de 16 de Dezembro de 1969 já tinha alegado na época, que os massacres de Roma e Milão tinham sido cometidos pela direita política com o apoio da CIA. (18)

Ainda assim, o público italiano foi levado a acreditar que os fortes comunistas italianos tinham começado a usar a violência para chegar ao poder. Presumivelmente, o massacre foi executado pelos grupos da direita OrdineNuovo e Avanguardia Nazionale, que cooperaram estreitamente com os exércitos stay-behind na guerra secreta. O extremista da direita italiano Guido Giannettini, que esteve directamente envolvido no massacre, cooperou estreitamente com a Aginter Press, com sede em Lisboa.

O juiz Salvini explicou aos senadores italianos que investigam a guerra secreta na Itália que ‘Nessas investigações surgiram dados que confirmam as ligações entre a Aginter Press, Ordine Nuovo e Avanguardia Nazionale‘. Constatou-se que Guido Giannettini tinha contactos com Guerin Serac em Portugal desde 1964. Constatou-se que os instrutores da Aginter Press … vieram a Roma entre 1967 e 1968 e instruíram os militantes da Avanguardia Nazionale no uso de explosivos.’

O juiz Salvini concluiu que, com base nos documentos e testemunhos disponíveis, emerge que a frente da CIA Aginter Press desempenhou um papel decisivo na operação da guerra secreta na Europa Ocidental e iniciou os grandes massacres para desacreditar os comunistas na Itália. (19)

Esse facto foi ainda confirmado num depoimento de muita importância em Março de 2001 pelo general Giandelio Maletti, ex-chefe da contra-inteligência italiana, num julgamento de extremistas da direita acusados de matar 16 pessoas no massacre de Piazza Fontana.

Maletti testemunhou perante um tribunal de Milão que ‘A CIA, seguindo as directrizes do seu governo, queria criar um nacionalismo italiano capaz de travar o que via como um deslize para a esquerda e, para isso, pode ter feito uso do terrorismo de direita.’

Foi um testemunho importante, que confirma que a CIA é uma organização terrorista. ‘Não se esqueça de que Nixon estava no comando’, elaborou Maletti, ‘e Nixon era um homem estranho, um político muito inteligente, mas um homem de iniciativas pouco ortodoxas’. (20)

O juiz italiano Guido Salvini confirmou que os rastros levam a ‘um serviço secreto estrangeiro’. ‘Ao dizer “serviço secreto estrangeiro”, quer referir-se à CIA?’ indagaram os jornalistas italianos. Salvini respondeu cautelosamente: ‘Podemos dizer que sabemos muito bem quem ajudou nos preparativos para os massacres e quem se sentou à mesma mesa de onde foram dadas as ordens para os massacres. Essa é a verdade.‘ (21)

Além de lutar contra o comunismo na Itália, o capitão Guerin Serac enfatizou que a luta anticomunista deveria ser travada numa escala global. Portanto, os agentes do Aginter, incluindo o americano Jay Sablonsky, junto com  CIA e as Forças Especiais dos Boinas Verdes dos EUA participaram no infame contra terrorismo guatemalteco de 1968-1971, no qual cerca de 50.000 pessoas, a maioria civis, foram mortas.

Além disso, agentes do Aginter estiveram presentes no Chile em 1973, envolvidos quando a CIA destituiu o presidente socialista eleito Salvador Allende e o substituiu pelo ditador da direita Augusto Pinochet. (22) Do seu porto seguro na ditadura de direita de Portugal, o Aginter foi capaz de despachar os seus soldados secretos para vários territórios em todo o mundo.

Isso só mudou quando, em Maio de 1974, a ‘Revolução das Flores’ de Portugal finalmente aboliu a ditadura e abriu o caminho para uma transição democrática do país. Os soldados secretos do Aginter sabiam que a sobrevivência da sua organização dependia da sobrevivência da ditadura de direita. Ao saber que oficiais da esquerda nas forças armadas portuguesas planeavam um golpe para iniciar a ‘Revolução das Flores’, os agentes do Aginter conspiraram com o general de direita Spínola contra os centristas portugueses. O plano era ocupar as ilhas portuguesas dos Açores no Atlântico e usá-las como território independente e base offshore para operações secretas contra o continente português.

Incapazes de concretizar o seu plano, o Aginler Press foi varrido juntamente com a ditadura quando a 1 de Maio de 1974 a ala esquerda dos militares portugueses assumiu o poder e pôs fim à ditadura que durava quase a meio século.

Três semanas após o golpe revolucionário, em 22 de Maio de 1974, unidades especiais da Polícia Portuguesa por ordem dos novos governantes invadiram a sede da Aginter Press na Rua das Praças em Lisboa, para encerrar a agência sinistra e confiscar todo o material. Mas nessa altura o local estava deserto. Com boas relações com a comunidade de inteligência, todos os agentes da Aginter Press foram avisados e passaram à clandestinidade e ninguém foi preso. Saindo às pressas dos seus escritórios, alguns documentos foram deixados para trás. As unidades especiais da polícia conseguiram recolher uma grande quantidade de evidências criminais, que provam que a Aginter Press da CIA estava activamente engajada no terrorismo.

Enquanto a jovem democracia tentava fazer frente ao aparato de segurança deixado pela ditadura, o serviço secreto militar PIDE e a Legião Portuguesa estavam a ser dissolvidos. A ‘Commission to dissolve the PIDE and the Portuguese Legion’ (Comissão para a Extinção da PIDE e da Legião Portuguesa) soube rapidamente que a PIDE com o apoio da CIA, tinha dirigido um exército secreto denominado Aginter Press e exigiu, assim, que lhe fossem fornecidos os arquivos compilados sobre a Aginter Press.

A história do exército secreto de Portugal estava prestes a ser investigada pela primeira vez quando de repente os arquivos desapareceram. ‘O dossier “Aginter-Press” foi retirado da Comissão de dissolução da PIDE e Legião Portuguesa, e depois desapareceu’, o diário português O Jornal relatou o escândalo com muito pesar anos depois no seu artigo sobre a rede Gladio. (23)

Como pôde isso acontecer? Porque é que a comissão não foi mais cuidadosa com os seus dados confidenciais? O jornalista italiano Barbachetto, da revista política de Milão L’Europeo, lembrou mais tarde: ‘Três dos meus colegas estavam presentes durante o confisco do arquivo Aginter. Eles conseguiram tirar fotos de partes, apenas de partes muito pequenas da grande quantidade de dados confiscados.’

Sob os títulos ‘Máfia’ ou ‘Contribuintes financeiros alemães’, os documentos confiscados indicavam os nomes falsos de apoiantes da Aginter. ‘Os documentos foram destruídos por militares portugueses‘, recorda Barbachetto, ‘porque obviamente temiam complicações diplomáticas com os governos da Itália, França e Alemanha, caso as actividades da Aginter nos vários países europeus fossem revelada’. (24)

A PIDE foi substituída por um novo serviço militar português denominado SDCI (Serviço Director e Coordenador de Informações – Ndt), que investigou o exército secreto Aginter e concluiu que a organização sinistra tinha quatro tarefas.

Em primeiro lugar, tinha sido um internacional e bem conectado ‘escritório de espionagem dirigido pela polícia portuguesa e, através dele, a CIA, o BND da Alemanha Ocidental ou “Organização Gehlen“, a Spanish Direccion General De Seguridad, o South African Bureau for State Security (BOSS) da África do Sul e, posteriormente, o grego KYP‘.

Próximo dessa tarefa de recolha de informações, a Aginter Press funcionou em segundo lugar como um ‘centro de recrutamento e treino de mercenários e terroristas especializados em sabotagem e assassinato’.

De acordo com o documento da SDCI, a Aginter Press foi em terceiro lugar um ‘centro estratégico para operações de doutrinação política neofascista e de direita na África Subsaariana, América do Sul e Europa em conjunto com uma série de regimes fascistas, figuras bem conhecidas da direita e grupos neofascistas internacionalmente activos’.

Quarto, a Aginter tinha sido um exército anticomunista secreto, uma ‘organização fascista internacional chamada ‘Ordem e Tradição’ com uma ala paramilitar clandestina chamada OACI, “Organisation Armee contre le communisme International‘”. (25)

‘As bombas foram colocadas em embaixadas argelinas em quatro países diferentes, França, Alemanha, Itália e Grã-Bretanha’ e fizeram parecer que a oposição argelina era ruim, quando ‘na realidade os atentados foram realizados pelo grupo de Guerin Serac, que assim demonstrou a sua grande capacidade de camuflagem e infiltração’.

O juiz Salvini destacou que a bomba em frente à embaixada da Argélia em Frankfurt não explodiu e foi meticulosamente analisada pela polícia alemã. ‘Para entender as ligações de Guerin Serac e da Aginter Press, é importante notar a complexa fabricação da bomba’. Ela continha C4, um explosivo usado exclusivamente pelas forças dos EUA e que nunca foi usado em nenhum dos atentados anarquistas. Repito, esta era uma bomba muito sofisticada. O fato de a Aginter ter o C4 à disposição, certamente mostra os contactos que ela possuía.’ (26)

Quando a ditadura da direita espanhola desmoronou com a morte do ditador Franco em 20 de Novembro de 1975, Guerin Serac e seu exército secreto foram novamente forçados a fugir. A polícia espanhola demorou a investigar o que a Aginter tinha deixado para trás e somente em Fevereiro de 1977 encenou uma incursão na rua Pelayo 39 de Madrid, onde na sede da Aginter descobriram esconderijos de armas com rifles e explosivos. Nessa altura, Delle Chiaie, Guerin Serac e seus soldados secretos há muito haviam deixado a Europa rumo à América Latina, onde no Chile de Pinochet muitos encontraram uma nova base operacional segura. Guerin Serac foi visto pela última vez na Espanha em 1997. (27)

Em Portugal, a atenção do público foi mais uma vez atraída pela história do exército anticomunista secreto e misterioso quando no final de 1990, o primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti revelou que existiam exércitos secretos da NATO na Itália e além. A 17 de Novembro de 1990 as descobertas europeias chegaram a Lisboa quando o diário português Expresso, com o título “Gladio. Os soldados da Guerra Fria” reportou que ‘o escândalo trespassou as fronteiras da Itália e até agora a existência de redes secretas Gladio foi confirmada oficialmente na Bélgica, França, Holanda, Luxemburgo, Alemanha e semioficialmente na Suécia, Noruega, Dinamarca, Áustria, Suíça, Grécia, Turquia, Espanha, Reino Unido e Portugal.’ (28)

Em 16 de Novembro de 1990, Fernando Nogueira, Ministro da Defesa português declarou ao público que não tinha conhecimento da existência de qualquer tipo de sucursal do Gladio em Portugal e alegou que não existia nem no seu Ministério da Defesa nem no Estado-Maior das Forças Armadas Portuguesas ‘qualquer informação sobre a existência ou actividade de qualquer “estrutura Gladio” em Portugal’. (29)

O jornal português Diário De Noticias lamentou que ‘a lacónica posição agora defendida por Fernando Nogueira esteja a ser confirmada, de uma forma ou de outra, por antigos Ministros da Defesa, como Eurico de Melo e Rui Machete, bem como pelo [antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros] Franco Nogueira e pelo marechal Costa Gomes, que confirmaram ao DN não ter nenhum conhecimento sobre o assunto. A mesma posição também foi assumida por parlamentares da oposição na Comissão Parlamentar de Defesa. ‘ (30)

Costa Gomes, antigo oficial de ligação português na NATO, insistiu não ter conhecimento de uma rede secreta ligada à NATO, ‘apesar de entre 1953 e 1959 ter participado em todas as reuniões da Aliança’. Ao mesmo tempo, admitiu porém, que um Gladio português poderia ter estado ligado à PIDE ou a certas pessoas em Portugal que não eram membros do governo. ‘Essas ligações’ explicou Costa Gomes, ‘se existiram, teriam corrido paralelamente às estruturas oficiais’, pelo que lhe eram desconhecidas.

À semelhança de Costa Gomes, Franco Nogueira, que tinha sido ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar, afirmava: ‘Nunca tive a menor ideia da existência desta organização. Nem mesmo durante o tempo em que fui ministro dos Negócios Estrangeiros estive em contacto com funcionários da NATO, nem durante o período posterior.’ Ele Explicou que se o Gladio esteve activo em Portugal, ‘a actividade seria certamente do conhecimento do Dr. Salazar’. Claro que Salazar teria, como Nogueira deu a entender, transmitido essa informação ao seu ministro dos Negócios Estrangeiros: ‘Seria muito difícil para mim acreditar que a rede tivesse ligações à PIDE ou à Legião Portuguesa. Portanto, estou convencido de que esse Gladio não existia no nosso país, apesar de, claro, que tudo é possível na vida.’ (31)

Enquanto os governantes não eram capazes de fornecer informações sobre a guerra secreta, a imprensa portuguesa observou o óbvio e lamentou que ‘obviamente vários governos europeus não controlaram os seus serviços secretos’, criticando a NATO por ter seguido ‘uma doutrina de confiança limitada. Tal doutrina afirma que certos governos não agiriam suficientemente contra os comunistas e, portanto, não mereciam ser informados sobre as actividades do exército secreto da NATO’. (32)

Apenas um oficial militar português de alto escalão esteve disposto a revelar partes do segredo se o seu nome não fosse revelado. Um general português, que tinha sido chefe do Estado-Maior português, confirmou ao O Jornal que ‘existia de facto um serviço paralelo de operação e informação em Portugal e nas suas colónias, cujo financiamento e comando escapava às Forças Armadas, mas dependia do Ministério da Defesa, do Ministério do Interior e do Ministério dos Assuntos Coloniais’. O general confirmou que esta operação paralela e serviço de informação estava também directamente ligada à PIDE e à Legião Portuguesa. (33) Não houve qualquer investigação parlamentar sobre o caso, muito menos um relatório parlamentar e com estas vagas confirmações o assunto ficou em descanso.

(16) Ibid. And Christie, delle Chiaie, p. 30.

(17) Senato del  la    Commissione  parlamentare  d’inchiesta  sul  terrorismo  in Italia  e  sulle  cause  della  mancata  individuazione  dei  responsabiliy  delle  stragi: Il  terrorismo,  le  stragi  ed  il  contesto  storico  politico.  Redatta  dal  presidente  della Commissione, Senatore Giovanni Pellegrino. Roma 1995, p. 157.

(18) Fabrizio  Calvi  and  Frederic  Laurent  produced  a  remarkable  documentary  on  the massacre  entitled  Piazza  Fontana:  Storia  di  un  Complotto  broadcasted  on  December 11, 1997 at 8:50 p.m. on the Italian state television Rai Due. And was shown again in its  French  version,  L’  Orchestre  Noir:  La  Strategic de  la  tension,  in  two  blocks  on anuary  13,  1998  and  January  14,  1998  at  20:45  on  French  Channel  Arte.  Relying strongly  on  oral  history  they  questioned  a  large  number  of  witnesses  including  the judges that for years investigated the massacres, Guido Salvini and Gerardo D’Ambrosio, as  well  as  right-wing  extremists  Stefano  Delle  Chiaies,  Amos  Spiazzi,  Guido Giannettini, Vincenzo Vinciguerra, and officials including Captain Labruna and Prime Minister Gulio Andreotti of the DCI. Moreover they interviewed Victor Marchetti and Marc Wyatt of the CIA.

(19) Commissione parlamentare d’inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della mancata individuazione  dei  responsabili  delle  stragi.  9th  session,  February  12,  1997.  URL:  www.parlamento.it/parlam/bicam/terror/stenografici/steno9.htm

(20) Philip Willan, Terrorists ‘helped by CIA’ to Stop Rise of Left in Italy. In: British daily The Guardian, March 26, 2001. Willan is an expert on US covert action in Italy. He published  the  very  valuable  book  Puppetmasters.  The  Political  Use  of  Terrorism  in Italy (London: Constable, 1991).

(21) Italian daily La Stampa, June 22, 1996

(22) Peter Dale Scott, Transnational Repression: Parafascism and the US. In: British periodical Lobster Magazine, Nr. 12, 1986, p. 16.

(23) Joao Paulo Guerra, ‘Gladio’ actuou em Portugal. In: Portuguese daily O Jornal, November 16, 1990.

(24) Koch and Schrom, Aginter, p. 8.

(25) Quoted in Christie, delle Chiaie, p. 28.

(26)  Commissione parlamentare d’inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della man-cata individuazione dei responsabili delle stragi. 9th session, February 12,1997. URL; www.parlamento.it/parlam/bicam/terror/stenografici/steno9.htm.

(27) Koch and Schrom, Aginter, pp. 11-12.

(28)  Portuguese daily Expresso, November 17, 1990

(29) Portuguese daily Diario De Noticias, November 17, 1990.

(30) No author specified, Ministro nega conhecimento da rede Gladio. Franco Nogueira disse ao DN que nem Salazar saberia da organizacao. In: Portuguese daily Diario De Noticias, November 17, 1990.

(31) Ibid

(32) No author specified, Manfred Woerner explica Gladio. Investigadas ligacoes a extrema-direita. In: Portuguese daily Expresso, November 24, 1990.

(33) Joao Paulo Guerra, ‘Gladio’ actuou em Portugal. In: Portuguese daily O Jornal, November 16, 1990.

 

Os exércitos secretos da NATO

Os exércitos secretos da NATO – PREFÁCIO

Os exércitos secretos da NATO – RECONHECIMENTOS

Os exércitos secretos da NATO – INTRODUÇÃO 

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 1ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 2ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 1ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 2ª parte

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This entry was posted on 19 de Dezembro de 2020 by in guerra fria, Nato, Redes militares secretas stay-behind and tagged , , .

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