A Arte da Omissao

os marionetistas da crise migratória

Tradução de

Les tireurs de ficelles de la crise migratoire

 

| Damasco (Síria) | 2 de Maio de 2016
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- Peter Sutherland, representante especial do Secretário-Geral da ONU, encarregue das migrações internacionais

Antigo Comissário Europeu Irlandês para a Concorrência, depois Director Geral da Organização Mundial do Comércio (1993-1995); ex-director da BP (1997-2009), presidente da Goldman Sachs International (1995-2015);  ex-director do Grupo Bilderberg, presidente da secção europeia da Comissão Trilateral, e Vice-Presidente da Mesa Redonda Europeia de Industriais.
Se o Sr. Sutherland nunca perde uma oportunidade para enfatizar o dever moral de ajudar os refugiados – católico tradicional, foi assessor do IESE Business School da Opus Dei e, desde 2006, consultor da Administração do Património da Santa Sé – é principalmente um bajulador das migrações internacionais. Entrevistado em 21 de Junho de 2012 pela Comissão de Assuntos Internos da Câmara dos Lordes, ele disse que todos devem ter a oportunidade de estudar e trabalhar no país da sua escolha, – o que é inconsistente com todas as políticas de restrição das migrações- , e que as migrações criam uma dinâmica crucial para o desenvolvimento económico, independentemente do que dizem os cidadãos dos países de acolhimento. Por isso, concluiu ele, a União Europeia deve enfraquecer a homogeneidade das suas nações. [1]
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- Gerald Knaus, director-fundador da European Security Initiative (ESI)

Sociólogo austríaco,  trabalhou de 1993 a 2004 na Bulgária, Bósnia-Herzegovina e Kosovo – no final do mandato de Bernard Kouchner ,  em primeiro lugar para as ONGs e depois para a UE. Conduziu pesquisas, de 2005 a 2011 no Centro Carr para a Política de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, após o qual publicou o livre  Can Intervention Work ?. Em 1999 fundou o ESI na Bósnia-Herzegovina. O Instituto recebeu a sua primeira subvenção do Instituto da Paz dos EUA, uma instituição irmã da National Endowment for Democracy (NED), uma  dependente do Pentágono. Então Knaus parte para Washington, onde é recebido precisamente pela (NED), National Endowment for Democracy,  pela Fundação Carnegie, e pelo American Enterprise Institute. Foi também recebido por James O’Brien e James Dobbins no Departamento de Estado e por Leon Fuerth, na Casa Branca.

Em breve, a ESI passou a ser financiada pelo fundo German Marshall, a Fundação Mott,  e o Open Society Institute (George Soros), a Fundação Rockefeller Brothers, e pelos governos da Holanda, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Suécia e Suíça.

Em 2004, publicou um relatório assegurando que a imputação segundo a qual 200.000 sérvios tinham sido expulsos do Kosovo é uma mentira da propaganda russa. Em 2005,  lançou a teoria segundo a qual o AKP turco é uma formação  “Calvinista islâmica” e que busca criar uma forma de “democracia-muçulmana.

No seu livro, Can Intervention Work? – que publicou com Rory Stewart, ex-tutor dos príncipes William e Harry do Reino Unido e que tinha conhecido no Kosovo,  o qual sucessivamente, se tornou assistente de Paul Bremmer, em Meyssan durante a ocupação do Iraque, e depois director do Carr Center for Humans Rights Policy congratula-se com as invasões dos Estados Unidos e desenvolve uma nova concepção de colonização. Segundo ele, o “intervencionismo humanitário” é legítimo, mas só pode ser bem sucedido se levar em conta as realidades locais. Elabora o elogio a Richard Holbrooke, que também conheceu no Kosovo. Seu livro será promovido por Samantha Power, que é como ele uma ex-associada de Holbrooke, e que havia criado e dirigido o Centro Carr para a Política dos Direitos Humanos, onde Gerald foi pesquisador.

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- Diederik Samsom, deputado holandês, Presidente do Partido do Trabalho

Físico nuclear,  ex-gerente de campanha sobre o Clima e Energia do Greenpeace. Eleito deputado (pela proporcionalidade) desde 2003, tornou-se presidente do seu grupo parlamentar e presidente do seu partido. No entanto, falha à presidência  do Parlamento e à função de  primeiro-ministro. Ele  recusou-se a participar do governo de coligação que apoia e, permanece presidente do seu grupo na Assembleia.

Ele teria um QI de 136 e ganhou duas vezes uma competição televisiva de testes de inteligência. Ele diz ser ateu militante, é vegetariano e não fumador. Em Junho de 2014,  foi convidado pelo primeiro-ministro Mark Rutte para a reunião do Grupo Bilderberg, onde pode conversar com Peter Sutherland – mas não com Rory Stewart, que havia sido convidado para a reunião de 2012-.

De acordo com  observadores políticos holandeses, Diederik Samsom é a principal vitima do referendo de apoio ao Acordo Europeu com a Ucrânia. Ele estava pessoalmente envolvido nessa questão e contra a Rússia. A sua derrota traduz-se de acordo com as sondagens num recuo, de metade a três quartos, na influência do seu partido.

 [1] “EU should ’undermine national homogeneity’ says UN migration chief”, Brian Wheeler, BBC, June 21st, 2012.
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This entry was posted on 5 de Maio de 2016 by in Crise de refugiados and tagged , , , .

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