A Arte da Omissao

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Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 2ª parte

Exércitos secretos da NATO ligados ao terrorismo?

NATO’s Secret Armies (“Os Exércitos Secretos da Nato”), foi publicado em 2005 pelo investigador suíço Daniele Ganser, professor de História Contemporânea na Universidade da Basileia. Nele, apresenta ao mundo  como ao longo de 50 anos os Estados Unidos da América, prepararam e executaram diversos atentados na Europa Acidental, atribuindo a responsabilidade à esquerda anti-imperialista, tendo como único objectivo, desacreditar a resistência europeia perante os próprios europeus no contexto da Guerra Fria. Segundo o autor, não há garantias que a estratégia tenha ficado para trás. Pelo contrário, o estratagema da “guerra contra o terror” continua a ser usado nos dias de hoje.

Nesta Obra, Ganser descreve as operações clandestinas da NATO durante a guerra fria. A sua investigação foi despoletada por uma história que fez as manchetes do mundo em 1990, mas que rapidamente desapareceu, assegurando que mesmo hoje os exércitos secretos da NATO permaneçam isso mesmo – secretos. Até agora, nenhuma investigação completa aos exércitos secretos da NATO foi levada a cabo – uma tarefa que Ganser resolveu empreender sozinho e com bastante sucesso.

Nota: links dentro de «» e realces desta cor são da minha responsabilidade

A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – Continuação

Após a morte de Franco em 1975, Delle Chiaie decidiu que a Espanha não era mais um lugar seguro e partiu para o Chile. Lá, o ditador de direita Pinochet instalado pela CIA recrutou-o para perseguir e matar opositores chilenos na ‘Operação Condor’ nas Américas. Depois disso, Caccola mudou-se para a Bolívia, montou esquadrões da morte para proteger o governo de direita e engajou-se mais uma vez no ‘assassinato ilimitado’.

Stefano Delle Chiaie, nascido na Itália em 1936, continua a ser o membro terrorista mais conhecido dos exércitos secretos que lutou clandestinamente contra o comunismo na Europa e exterior durante a Guerra Fria. O terrorista de direita permaneceu um perigo para os movimentos de esquerda de todo o mundo, mas depois de ter fugido da Espanha, raramente voltou ao Velho Continente, com excepção de 1980, que a policia italiana o considerou suspeito de realizar o sangrento massacre ferroviário de Bolonha.

A 27 de Março de 1987, aos 51 anos, o intocável foi finalmente preso na capital da Venezuela pelo serviço secreto local. Poucas horas depois, agentes do serviço secreto italiano e da CIA estavam presentes no local. Cacolla não expressou arrependimento pelas suas acções, mas, em poucas palavras, chamou a atenção para o facto de que nas suas guerras secretas contra a esquerda, tinha sido protegido por uma série de governos, os quais queriam que ele realizasse certas acções, que ele então executou: ‘Os massacres ocorreram. Isso é um facto. Os serviços secretos encobriram os rastros. Esse é outro facto.’ (22)

Como Franco vagamente antecipou o fim dos seus dias, promoveu o seu oficial de ligação à CIA e arquitecto mestre dos serviços secretos, Carrero Blanco, ao posto de primeiro-ministro espanhol em Junho de 1973. No entanto, Blanco, devido à sua brutalidade foi odiado por grandes segmentos da população e em Dezembro do mesmo ano, o seu carro passou por cima de uma mina terrestre da ETA e foi destruído. Antes tida como ‘folclorista’, a organização terrorista espanhola e francesa ETA, que lutava pela independência basca, com o assassinato de Blanco, estabeleceu-se como um perigoso inimigo do Estado.

Após a morte de Franco em 20 de Novembro de 1975, a transformação do temido aparato de segurança da Espanha foi difícil. O SECED (Servicio Central de Documentation de la Defensa), o serviço secreto militar espanhol mais proeminente, mudou o seu rótulo para CESID (Centro Superior de Informacion de la Defensa). Já o seu primeiro director, o General José Maria Burgon Lopez-Doriga, providenciou para que fosse composta na sua maioria por ex-membros da SECED.

Assim, a guerra secreta em cooperação com extremistas da direita italianos foi autorizada a continuar, conforme relatado pela imprensa durante a descoberta dos exércitos secretos de Gladio em 1990: ‘Há uma semana, o jornal espanhol El Pais descobriu a última ligação conhecida entre a Espanha e a rede secreta. Carlo Cicuttini, ligado à Gladio, participou activamente do massacre de Atocha em Janeiro de 1977 em Madrid’, noticiou a imprensa sobre a guerra secreta.

‘Então um comando da extrema-direita atacou o escritório de um advogado intimamente ligado ao Partido Comunista Espanhol, onde morreram cinco pessoas. O ataque causou pânico, pois caiu directamente no movimento de transição da Espanha e temia-se ser o início de novos ataques na tentativa de impedir a transição da Espanha para a democracia’. (23)

Carlo Cicuttini, o guerreiro secreto e terrorista da direita fugiu para a Espanha a bordo de um avião militar, depois do massacre de Peteano em 1972. Anos depois a bomba foi rastreada até ao terrorista da direita Vincenzo Vinciguerra e exército secreto, pela juíza Felice Casson. Tinha começado a descoberta do Rede Gladio em toda a Europa. Na Espanha, Cicuttini travou uma guerra secreta por Franco, que por sua vez o protegeu da justiça italiana. Em 1987, a Itália condenou Cicuttini à prisão perpétua pelo seu papel no massacre de Peteano. Mas a Espanha, agora uma democracia, numa ilustração da influência contínua nos bastidores do aparato militar, recusou-se a entregá-lo aos italianos, pois o direitista casou-se com a filha de um general espanhol e tornou-se cidadão espanhol. Somente em Abril de 1998, aos 50 anos, o extremista da direita Cicuttini foi preso na França e entregue à Itália. (24)

Como todos os outros exércitos secretos na Europa Ocidental, a rede anticomunista espanhola às vezes cultivava contactos estreitos com a NATO. O general italiano Gerardo Serravalle, comandante do Gladio italiano de 1971 a 1974, escreveu após a descoberta da rede em 1990, um livro sobre o braço italiano do exército secreto da NATO. (25) No seu livro, o General relata que em 1973, os comandantes do exército secreto da NATO reuniram-se com o CPC (Clandestine Planning Committee – NdT) em Bruxelas, numa reunião extra ordenada para discutir a admissão da Espanha de Franco no CPC.

O serviço secreto militar francês e a CIA dominante tinham supostamente solicitado a admissão da rede espanhola, enquanto a Itália representada por Serravalle teria se oposto à sugestão, pois era bem conhecido que a rede espanhola protegia terroristas italianos da direita procurados pela Itália. ‘As nossas autoridades políticas’, fundamentou o General italiano Gerardo Serravalle, ‘ter-se-iam encontrado numa situação de extrema vergonha perante o Parlamento’ se fosse revelado que a Itália não apenas dirigia um exército secreto, mas também cooperava estreitamente com a rede secreta espanhola que abrigava e protegia terroristas italianos. Portanto, a Espanha não foi oficialmente admitida no CPC. (26)

Numa segunda reunião do CPC, desta vez em Paris, membros do serviço secreto de Franco estiveram mais uma vez presentes. Eles argumentaram que a Espanha deveria ter permissão para se tornar um membro oficial do centro de comando do Gladio, porque por muito tempo deu aos Estados Unidos o direito de instalar mísseis nucleares americanos no seu território e navios militares e submarinos nos seus portos, mas não estava a receber nada em troca da NATO. Abrigado atrás dos Pirineus e longe da fronteira soviética, a função pós-invasão do exercito stay-behind parecia não ter sido a primeira coisa na mente dos agentes do serviço secreto espanhol presentes na reunião.

Serravalle relata no seu livro que, em vez disso estavam interessados em ter uma rede secreta para lutar contra os socialistas e comunistas espanhóis. ‘Em todas as reuniões há “uma hora da verdade”, só é necessário esperar por ela. É a hora em que os delegados dos serviços secretos, relaxados com uma bebida ou um café, estão inclinados a falar francamente. Em Paris, essa hora chegou durante o intervalo para o café. Aproximei-me de um membro do serviço espanhol e comecei a dizer que o seu governo talvez tenha superestimado a realidade do perigo da ameaça do Leste. Eu queria provocá-lo. Ele olhou para mim com total surpresa, admitiu que a Espanha tinha o problema dos comunistas (los rojos). Aí estava, a verdade.’ (27)

A Espanha tornou-se membro oficial da NATO em 1982, mas o general italiano Serravalle revelou que muito antes tinham ocorrido contactos não oficiais. A Espanha, como disse o general, ‘não entrou pela porta, mas entrou pela janela’. O exército secreto espanhol, por exemplo, participou de um exercício do exército stay-behind comandado pelas forças dos EUA na Europa na Baviera, Alemanha, em Março de 1973 e a convite dos Estados Unidos. (28)

Segundo Pietro Cedomi, autor especializado na organização clandestina do tipo stay-behind, a Gladio, refere que ‘Após a entrada da Espanha na NATO em 1982, a estrutura do stay-behind ligada ao CESID (Centro Superior de Informacion de la Defensa), sucessor do SECED (Servicio Central de Documentación – Ndt), juntou-se ao ACC (Allied Clandestine Committee – Ndt). Nesta última, geraram-se disputas principalmente por parte dos italianos do SISMI [Italian Militar y Secret Service], que acusaram os espanhóis de apoiarem indirectamente os neofascistas italianos através do «stay-behind»  “Red Quantum” (unidade secreta da NATO em Espanha – Ndt).’ (29)

Permanece a dúvida se os socialistas espanhóis sob o primeiro-ministro Felipe Gonzalez que alcançou o poder em 1982, estavam cientes dessa cooperação secreta com a NATO. A relação com a CESID chefiada pelo Coronel Emilio Alonso Manglano foi caracterizada pela desconfiança e impotência do novo governo democrático. Em Agosto de 1983 foi revelado que agentes da CESID monitoravam secretamente as conversas do governo socialista, operando a partir das caves do prédio do governo. Apesar do escândalo que se seguiu, o director da CESID, Manglano, não foi demitido.

Após a transição verdadeiramente notável e pacífica em1986, de uma ditadura para uma democracia, a Espanha foi recebida como um novo membro da União Europeia e muitos esperavam que o aparato do serviço secreto fosse finalmente derrotado e estivesse sob sólido controlo democrático. No entanto, tais esperanças, como em várias outras democracias na Europa Ocidental, foram também quebradas na Espanha, com a descoberta dos exércitos secretos por toda a Europa Ocidental.

Quando a imprensa começou a noticiar sobre os exércitos secretos no final de 1990, Carlos Carnero, membro comunista espanhol do parlamento levantou a suspeita fundada de que a Espanha poderia ter funcionado como uma importante base Gladio, abrigando neofascistas de vários países protegidos pelo governo de Franco. As suas preocupações foram confirmadas por Amadeo Martinez, um ex-coronel das forças armadas espanholas que foi forçado a deixar o exército devido aos seus comentários críticos, quando declarou à imprensa em 1990 que, sim, uma estrutura ligada a Gladio existira sob Franco também em Espanha, que, entre outras operações delicadas, espiou políticos da oposição. (30)

Depois disso, a televisão estatal espanhola transmitiu uma reportagem sobre a Gladio, na qual confirmava que agentes dela tinham treinado na Espanha durante a ditadura de Franco. Um oficial italiano envolvido com os exércitos secretos testemunhou que soldados do exército secreto da NATO tinham treinado na Espanha desde pelo menos de 1966 até meados da década de 1970. O ex-agente disse que ele próprio e mais 50 pessoas foram instruídas numa base militar em Las Palmas, nas Ilhas Canárias espanholas. De acordo com a fonte, os instrutores do Gladio eram principalmente dos Estados Unidos. (31)

Outros estavam menos informados. Javier Ruperez, primeiro embaixador espanhol na NATO de Junho de 1982 a Fevereiro de 1983, explicou à imprensa que não tinha conhecimento da Gladio. Ruperez, membro do conservador Partido Popular (PP) espanhol e director da Comissão de Defesa na época das descobertas da Gladio, declarou: ‘Nunca soube nada sobre esse assunto. Não tinha a mais vaga ideia do que estou a ler agora nos jornais.’

Também Fernando Moran, primeiro ministro das Relações Exteriores do Partido Socialista Espanhol (PSOE), no cargo até Julho de 1985, testemunhou para o registo que nada sabia sobre Gladio: ‘Durante o meu tempo como ministro, ou em qualquer outro momento, eu estive ciente da menor informação, indicação ou boato sobre a existência de Gladio ou de qualquer coisa semelhante.’ (32)

O parlamentar Antonio Romero, membro do partido espanhol da oposição Esquerda Unida (IU), interessou-se pelo misterioso caso e contactou ex-agentes do comércio secreto, ao que se convenceu de que essa rede secreta tinha operado também na Espanha e ‘agido contra militantes Comunistas e anarquistas, bem como contra os mineiros das Astúrias e os nacionalistas catalães e bascos’. (33)

A 15 de Novembro de 1990, Romero pediu ao governo espanhol sob o primeiro-ministro socialista Felipe Gonzalez e ao ministro da Defesa, Narcis Serra, que explicasse exactamente qual papel, se algum, o país desempenhou com relação à operação Gladio e aos exércitos secretos da NATO. Já um dia depois, o primeiro-ministro da Espanha, Felipe Gonzalez, afirmou na frente da imprensa que a Espanha ‘nem mesmo foi considerada’ para um papel na Gladio. (34)

Mas Romero queria uma resposta mais específica e fez três perguntas, das quais a primeira foi: ‘O governo espanhol pretende pedir à NATO, como membro, explicações sobre a actividade e existência de uma rede Gladio?’  Com a segunda questão também sobre a aliança da NATO, Romero quiz saber se o Executivo espanhol ‘vai iniciar um debate e um esclarecimento sobre as actividades da Gladio ao nível dos Ministros da Defesa, dos Ministros das Relações Exteriores e Primeiros-Ministros do Estados membros da NATO?’ E, por fim , Romero quis saber se o governo espanhol estava a considerar a possibilidade da deslealdade da NATO, na medida em que ‘alguns países aliados haviam operado ilegalmente através da Gladio, sem que a Espanha fosse informada disso quando entrou na NATO [em 1982]?’ (35)

No dia seguinte, os jornais espanhóis apresentam a manchete: ‘O serviço secreto espanhol cultiva laços estreitos com a NATO. [ministro da defesa] Serra ordena investigação sobre a rede Gladio na Espanha.’

Dentro da frágil área política pós-fascista da Espanha, o tópico foi obviamente altamente explosivo porque a imprensa baseada em fontes não identificadas revelou que os activistas da Gladio foram recrutados entre militares e membros da extrema direita’. Serra ficou muito nervoso e na primeira resposta aos jornalistas estava ansioso por realçar que ‘quando chegamos ao poder em 1982, não encontramos nada desse tipo’, acrescentando, ‘provavelmente porque entramos na NATO muito tarde, quando a Guerra Fria acalmava’.

Além disso, Serra assegurou à imprensa espanhola que, em resposta à pergunta do parlamentar Romero, tinha ordenado que fosse realizada uma investigação no seu Departamento de Defesa sobre as possíveis conexões da Espanha com a Gladio. No entanto, fontes próximas do governo revelaram à imprensa que a investigação interna foi concebida para esconder mais do que revelaria, uma vez que ‘visava confirmar que esta organização específica não operou em Espanha’. (36) É revelador que Serra, que estava a visar um encobrimento, tinha confiado a investigação ao CESID e, portanto, tecnicamente, o suspeito estava a investigar o crime.

Não foi uma grande surpresa quando na sexta-feira, a 23 de Novembro de 1990 e em resposta à pergunta de Romero, Narcis Serra na frente do parlamento afirmou que, com base na investigação do CESID, a Espanha nunca tinha sido membro da rede secreta Gladio, ‘nem antes ou depois do governo socialista’. Em seguida, Serra acrescentou cautelosamente que ‘foi sugerido que houve alguns contactos na década de 1970, mas vai ser muito difícil para o actual serviço secreto conseguir verificar esse tipo de contacto’. Serra, cada vez mais vago na sua declaração, referiu-se ao ‘bom senso’ em vez de usar documentos, testemunhos, factos e números: ‘Como a Espanha não era membro da NATO na época, o bom senso diz que não poderia haver laços muito estreitos’.  A imprensa espanhola não achou graça e criticou o facto do Ministro da Defesa estar a divulgar propaganda ou não ter conhecimento ou controlo sobre o Departamento que presidia. (37)

Acima de tudo, Romero também não ficou satisfeito com as respostas de Serra e insistiu que o director em exercício do CESID teria que ser interrogado. ‘Se o CESID nada sabe sobre isso, o General Manglano deve ser demitido’, concluiu Romero em frente à imprensa. O General Manglano não era apenas o Director em exercício do CESID, mas também o delegado espanhol na NATO para assuntos de segurança. O escândalo Gladio culminou na Espanha quando o General Manglano, apesar do pedido do legislativo, se recusou a tomar posição. Furioso, Romero concluiu que, obviamente, na Espanha também ‘temos militares de alto escalão estão envolvidos no caso Gladio‘. (38)

Após o fracasso do governo em lançar luz sobre o caso secreto, a imprensa espanhola questionou o funcionário governamental aposentado mais proeminente da jovem democracia e perguntou-lhe se sabia mais sobre o caso misterioso. Calvo Sotelo, primeiro-ministro espanhol de Fevereiro de 1981 a Dezembro de 1982 e que durante a sua gestão tinha nomeado o General Alonso Manglano para Director do CESID, afirmou que a Gladio não existiu na Espanha: ‘Não tenho conhecimento de que alguma vez tenha existido aqui algo assim e, sem dúvida, eu teria sabido, se aqui tivesse existido’. Quando os jornalistas insistiram que os exércitos da Gladio tinham existido secretamente por toda a Europa Ocidental, Sotelo explicou com raiva que a rede Gladio era ‘ridícula e também criminosa’, acrescentando que ‘Se eles me tivessem informado de uma coisa tão maluca, eu teria agido’. (39)

Sotelo confirmou que, quando a Espanha embarcou na sua nova experiência democrática como uma nação nascente após a morte de Franco, havia temores sobre o que o Partido Comunista Espanhol (PCE) poderia fazer. Mas ‘o resultado modesto dele nas primeiras eleições, e o resultado ainda mais modesto nas eleições seguintes, acalmou os nossos temores’.

Na época, Sotelo era um promotor proeminente da adesão da Espanha à NATO. Mas, à imprensa, sublinhou que a Espanha ao entrar, não tinha sido informada por escrito pela NATO da existência de uma rede secreta de Gladio: ‘Não houve correspondência escrita sobre o assunto’, acrescentou enigmaticamente, ‘e, portanto, também não havia necessidade de falar sobre isso, se é que fosse isso que se falava’. Sotelo explicou que houve poucas reuniões com o pessoal da NATO antes da Espanha ingressar na Aliança em Maio de 1982, destacando que já no final do mesmo ano o PSOE tinha chegado ao poder e ele tinha sido substituído como primeiro-ministro por Felipe Gonzalez. Não houve investigação parlamentar espanhola sobre a Gladio e nenhum relatório público detalhado.

(22) Senato delta Repubblica. Commissione parlamentare d’inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della mancata individuazione dei responsabiliy delle stragi: II ter-rorismo, le stragi ed il contesto storico politico. Redatta dal presidente della Commis-sione, Senatore Giovanni Pellegrino. Roma 1995, p. 203.
(23) Angel Luis de la Calle, Gladio: ligacoes obscuras em Espanha. In: Portuguese daily Expresso, December 8, 1990. And Miguel Gonzalez, Un informe oficial italiano implica en el crimen de Atocha al ‘ultra’ Cicuttini, relacionado con Gladio. El fascista fue condenado en el proceso que ha sacado a la luz la estructura secreta de la OTAN. In: Spanish daily El Pais, December 2, 1990.
(24) International news agency Agence France Press, April 17, 1998.
(25) Gerardo Serravalle, book Gladio (Roma: Edizione Associate, 1991). Another Italian General who  commanded  the  Gladio  army  from  1974  to  1986,  Paolo  Inzerilli,  also  wrote a  somewhat  apologetic  book  on  the  secret  army,  Paolo  Inzerilli,  Gladio.  La  Verita negata (Bologna: Edizioni Analisi, 1995).
(26) Serravalle, Gladio, p. 81.
(27) Ibid, p. 82.
(28) Ibid, p. 82.
(29) Pietro Cedomi, Services Secrets, Guerre Froide et ‘stay-behind’ Part III. Repetoire des resaux S/B. In: Belgian periodical Fire! Le Magazin de l’Homme d’Action, November/ December 1991, p. 83.
(30) Josef Manola, Spaniens Geheimdienste vor der Durchleuchtung. Naehe zu Rechtsradikalen. In: German daily Der Standard, November 17, 1990.
(31) Spain says it never joined Gladio. TV says agents trained there. Reuters, international news service, November 23, 1990. Compare also Leo Muller, Gladio. Das Erbe des Kalten Krieges. Der NATO Geheimbund und sein deutscher Vorlaufer (Hamurg: Rowohlt, 1991), p. 53.
(32) Calvo Sotelo asegura que Espana no fue informada, cuando entro en la OTAN, de la existencia de Gladio. Moran sostiene que no oyo hablar de la red clandestina mientras fue ministro de Exteriores. In: Spanish daily El Pais, November 21, 1990.
(33) Calvo Sotelo asegura que Espana no fue informada, cuando entro en la OTAN, de la existencia de Gladio. Moran sostiene que no oyo hablar de la red clandestina mientras fue ministro de Exteriores. In: Spanish daily El Pais, November 21, 1990.
(34) Germany to dissolve Gladio resistance network. Reuters international news service, November 16,1990.
(35) IU recabara en Bruselas informacion sobre la red Gladio en Espana. In: Spanish daily El Pais, November 20, 1990.
(36) El servicio espanol de inteligencia mantiene estrechas relaciones con la OTAN. Serra ordena indagar sobre la red Gladio en Espana. In: Spanish daily El Pais, November 16,1990
(37) Spain says it never joined Gladio. TV says agents trained there. Reuters international news service, November 23, 1990.
(38) IU recabara en Bruselas informacion sobre la red Gladio en Espana. In: Spanish daily El Pais, November 20, 1990.
(39) Calvo Sotelo asegura que Espana no fue informada, cuando entro en la OTAN, de la existencia de Gladio. Moran sostiene que no oyo hablar de la red clandestina mientras fue ministro de Exteriores. In: Spanish daily El Pais, November 21, 1990.

Os exércitos secretos da NATO

Os exércitos secretos da NATO – PREFÁCIO

Os exércitos secretos da NATO – RECONHECIMENTOS

Os exércitos secretos da NATO – INTRODUÇÃO 

Os exércitos secretos da NATO – Ataque terrorista em Itália

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 1ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM PORTUGAL – 2ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 1ª parte

Os exércitos secretos da NATO – A GUERRA SECRETA EM ESPANHA – 2ª parte 

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This entry was posted on 27 de Dezembro de 2020 by in guerra fria, Nato, Redes militares secretas stay-behind and tagged , , , , .

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