A Arte da Omissao

ACORDEM

Arábia Saudita – Golpe Palaciano em Riade

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Tradução do artigo  Coup de Palais à Riyad

de Thierry Meyssan

Enquanto a guerra contra o Daesh termina no Iraque e na Síria, e a guerra contra o pseudo Curdistão parece ter sido descartada, vários Estados do Médio Oriente Alargado retomam a iniciativa. Aproveitando a fluidez do momento, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita eliminou brutalmente os membros da família real susceptíveis de contestarem o seu poder. Não foram só as lutas pelo poder regional que  foram modificadas pela guerra. Um dos principais actores acaba de mudar os seus objectivos.

| Damasco (Síria) 7 de Novembro de 2017

Nota do tradutor: «MBS» corresponde à forma abreviada que Thierry Meyssan usou para se referir ao príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman, filho do Rei Salman

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Após sete anos de guerra, foram arrasadas cidades inteiras no Afeganistão, Arábia Saudita, Iraque, Líbia, Síria, Turquia e no Iémen, mas nenhuma fronteira foi alterada.

Um novo período no Oriente Médio

Diz-se que a natureza odeia o vazio.

O fim do «Emirado Islâmico do Iraque e da Síria» («Daesh» de acordo com o acrónimo em árabe) – que perde sucessivamente Mossul sob os golpes do exército iraquiano, Rakka tomada pelo Exército dos EUA e Deir Ez-Zor, liberta pelo exército sírio – fecha uma guerra e abre um novo período.

O fracasso de Massoud Barzani (actual presidente da região do Curdistão iraquiano – Ndt) em reconhecer a anexação da Quircuque (cidade no Iraque – Ndt)  pelos Curdos do PDK  (Partido Democrático do Curdistão – Ndt),  afasta o projecto de um novo Estado colonial, o pseudo Curdistão, que seria uma base avançada do exército israelita contra o Irão.

Enquanto o Médio Oriente alargado está devastado, particularmente a Líbia, Síria, Iraque, Iémen e Afeganistão, existem ainda quatro Estados que podem promover os seus interesses: Israel, Arábia Saudita, Turquia e Irão. Para o fazerem, todos têm de tomar a iniciativa antes do encontro entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, agendado para a cimeira da APEC, «Cooperação Económica Ásia-Pacífico» em Danang (8 a 10 de Novembro).

A 3 de Novembro, Israel declarou estar pronto para proteger os drusos do sul da Síria (pequena comunidade religiosa autónoma que reside sobretudo no Líbano, Israel, Síria, Turquia e Jordânia – Ndt),  dos jihadistas que acabavam de atacar a aldeia síria de Hader.

Desde o início de 2017, que Telavive tem tentado criar um movimento separatista druso no sul da Síria, sob o modelo do movimento separatista curdo no norte do país e no Iraque. O Mossad (serviço secreto do Estado de Israel – Ndt) recrutou o major sírio Khaldoun Zeineddine que tentou proclamar um Druzistan. Mas ele não conseguiu incorporar mais do que uma dúzia de combatentes contra Damasco.

No mesmo dia, a Turquia reuniu várias organizações jihadistas em Idleb (cidade da Síria – Ndt) para criar um “Governo da Salvação Nacional”, presidido por Muhammad Al-Sheikh com «Riyad Al-Asaad» como vice-primeiro ministro (militar sírio que serviu como comandante do Exército Livre da Síria. Foi coronel da Força Aérea da Síria durante 30 anos, até desertar em Julho de 2011 – Ndt).  Para o governador de Idleb, Ancara (Capital da Turquia – Ndt) retomou a ideia do seu aliado Catari que, em 2012, já havia fundado um governo sírio alternativo com o nome de “Coligação Nacional Síria”.

Nenhum sinal veio de Teerão, provavelmente porque a República Islâmica do Irão é o único dos quatro principais Estados da região a ter vencido o Daesh e os Barzanis. Por conseguinte, não é do seu interesse modificar a nova situação.

A surpresa veio de Riade (capital da Arábia Saudita – Ndt). A família real não procurou impor uma nova ordem regional, mas o príncipe Mohammed bin Salame (príncipe herdeiro da Arábia Saudita – Ndt)  derrubou a ordem esclerosada do seu reino.

A Demissão de Saad Hariri

No dia 4 de Novembro, às 11:00 GMT, Saad Hariri, primeiro-ministro libanês,  anunciou a sua renúncia ao vivo no canal de televisão Al-Arabiya , a partir do hotel Ritz em Riade e na presença do Príncipe herdeiro saudita, “MBS”.

Lendo estritamente o texto que lhe foi escrito, Saad Hariri esqueceu de repente que presidia a um governo que inclui ministros do Hezbollah. Ele disse:

«Onde o Irão está presente, semeia divisão e destruição. A prova é a sua interferência nos países árabes, sem mencionar o seu profundo rancor contra a nação árabe (…) O Irão tem um controle sobre o destino dos países da região (…) O Hezbollah é o braço do Irão não só no Líbano, mas também noutros países árabes (…) Infelizmente, percebi que os compatriotas estão de mãos dadas com o Irão, que busca proteger o Líbano do seu ambiente árabe. Gente Gloriosa do Líbano, o Hezbollah conseguiu, graças às suas armas, impor uma situação de facto (…) Quero dizer ao Irão e seus acólitos que são perdedores. As mãos que atacam os Estados árabes serão cortadas. E o mal virar-se-á contra aqueles que o exercitam.»

Este texto dramático enterra o conflito religioso sunita/xiita para relançar o dos árabes racistas contra os persas. É um progresso apesar das aparências, na medida em que as oportunidades de guerra são mais limitadas, os sunitas e os xiitas vivem misturados, enquanto os árabes e persas estão instalados em territórios separados. Concretamente no Líbano, essa mudança não muda muito. Acima de tudo, este texto não indica os motivos da renúncia do primeiro-ministro.

Saad Hariri acrescentou que temia pela sua vida. Al-Arabiya (rede televisiva – Ndt) explicou pouco depois, que Saad teria escapado nos dias precedentes a uma tentativa de assassinato. No entanto, a polícia libanesa primeiro e, a segurança geral libanesa depois, lançaram dúvidas ao negarem saber de tal ataque.

O canal televisivo garantiu também que Rafic Hariri, pai de Saad, tinha sido assassinado em 2005 pelas  mãos do Irão, no entanto durante anos acusou os presidentes libanês e sírio, Emile Lahoud e Bashar al-Assad, de terem ordenado o assassinato.

No final de seu discurso, Saad Hariri telefonou o presidente libanês Michel Aoun, para anunciar oficialmente a sua demissão. A conversa foi muito breve e ele não respondeu à questão sobre os motivos da demissão.

O ministro saudita dos Assuntos do Golfo assegurou que, ao contrário do que se poderia pensar à primeira vista, a Arábia Saudita não tinha aprisionado Saad Hariri e que ele poderia regressar ao Líbano quando desejasse. Mesmo antes de ele terminar seu discurso, o seu rival Ashraf Rifi, antigo director da Polícia Central (FSI) e depois ministro da Justiça libanesa, regressava a Beirute do seu exílio na Itália. Além disso, sendo o Sr. Hariri uma das pessoas mais endividadas do mundo – pessoalmente deve cerca de US $ 4 biliões ao governo saudita – não parece capaz de tomar uma decisão contrária aos interesses do seu credor.

Aproximadamente às 23:45 UT, rebeldes «Houthi» dispararam um míssil balístico do Iémen para o aeroporto King Khaled em Riade, o qual foi interceptado por mísseis anti-míssil Patriot. Com as armas sofisticadas dos Houthis fornecidas pelo Irão, observadores ligaram a demissão de Hariri ao míssil e concordaram tratar-se de uma resposta ao seu discurso anti-iraniano..

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Em poucas horas, Mohammad bin Salman eliminou todos os outros possíveis pretendentes ao trono e seus principais aliados.

A tomada do poder de «MBS»

Os acontecimentos aceleraram.

Poucos minutos depois, o rei Salman assinou dois decretos. O primeiro colocou na reforma antecipada o Chefe do Estado-Maior da Marinha, demitiu o Ministro da Economia e o Príncipe Muteb, filho do ex-rei Abdullah e chefe da Guarda Real. O segundo decreto estabeleceu uma Comissão Anti-Corrupção sob a presidência de  «MBS».

A imprensa anunciava igualmente a entrada em vigor da nova lei antiterrorista, a qual inclui, acessoriamente, disposições que condenam a penas de 5 a 10 anos de prisão, à difamação ou insulto público ao rei ou ao príncipe herdeiro.

Passada uma hora, a Comissão Anti-Corrupção reuniu-se e adoptou uma série de medidas que tinham sido preparadas com antecedência. 11 príncipes, 4 ministros em exercício e dezenas de antigos ministros foram acusados de desvio de fundos. Foram imediatamente presos pelo novo comandante da Guarda Real e, alguns  deles, foram processados já sob a nova lei antiterrorista.

Entre os condenados, estavam as três personalidades destituídas anteriormente pelo rei, entre os quais o ex-comandante da Guarda Real, o Príncipe Muteb. Saber-se-á durante o dia, que as contas bancárias dos suspeitos foram apreendidas e que, se forem declarados culpados —o que é apenas uma formalidade— os seus bens serão atribuídos ao Tesouro Nacional.

De acordo com a Agência de Notícias da Arábia Saudita, os suspeitos alegadamente desviaram indevidamente dinheiros a quando das inundações de 2009 e  da crise do coronavírus, (Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS); uma acusação eventualmente bem fundada mas que não os distingue dos outros caciques do regime.

Embora nenhuma lista nominativa dos suspeitos tenha sido publicada, sabemos que o príncipe Walid Ben Talal está nela. Considerado como um dos homens mais ricos do mundo, ele foi um embaixador secreto do reino em Israel. A sua empresa, a Kingdom Holding Company, accionista do Citygroup, Apple, Twitter e Euro-Disney, caiu 10% na abertura da Bolsa de Valores de Riade na manhã de domingo, antes da sua cotação ser suspensa.

Contrariamente às aparências, parece que as vítimas da purga não foram escolhidas por causa das suas funções ou ideias, o que parece validar o discurso oficial anti-corrupção.

Na noite de domingo, um helicóptero caiu perto de Abha. Foi relatado que vários dignitários morreram no acidente, incluindo um certo Príncipe Mansour.

O sucesso de «MBS», que acabou de derrubar a oligarquia para estabelecer a sua autocracia, não é indicador da sua capacidade para governar. Apenas com 32 anos, esse filho super-rico não teve a oportunidade de conhecer o seu povo e só entrou na política há dois anos. As suas primeiras decisões foram catastróficas: decapitar o líder da oposição e a guerra contra o Iémen. Ao neutralizar todos os que poderiam opor-se a ele,  terá que garantir um suporte popular para exercer o poder.

Já tomou diversas medidas a favor dos jovens (70% da população) e das mulheres (51% da população). Por exemplo, abriu cinemas e organizou concertos – até agora interditos. Autorizou as mulheres a conduzir  a partir de 2018. Em breve, será necessário abolir, por um lado, a sinistra polícia religiosa, e por outro, o sistema de tutela das mulheres e libertar os homens deste fardo, para poder relançar a economia.

Acima de tudo, «MBS» anunciou que quer transformar o islamismo do seu país numa religião “normal”. Declarou que para além de modernizar o «Wahhabism», quer também limpar os «hádices» – a lenda dourada de Mahomet – com as suas passagens violentas ou contraditórias; um projecto secular que entra em conflito com a prática de toda a comunidade muçulmana nos séculos recentes. Ele já prendeu mais de mil Imãs (autoridades religiosas do islamismo – Ndt) e teólogos.

Esta estratégia impede «MBS» de travar uma guerra contra o Irão e o Hezbollah,  e nega o discurso oficial actual: não é possível considerar uma guerra contra Teerão, porque desde que a Guarda Revolucionária iraniana veio ajudar os Houthis (denominação mais comum do movimento político-religioso maioritariamente xiita zaidita do noroeste do Iémen – Ndt), a Arábia Saudita sofreu derrota após a derrota no Iémen. E é impossível mobilizar os sauditas sob a bandeira, enquanto o «MBS» reforma radicalmente a sociedade.

Em retrospectiva, este golpe palaciano tinha sido anunciado nos dias anteriores. «MBS» tinha declarado que era necessário estar pronto para a mudança que ocorreria na noite de sábado para domingo. Obviamente, não é possível que a queda do governo libanês e a decapitação da família real saudita tenham sido organizadas sem a aprovação de Washington.

De acordo com a Casa Branca, o presidente Trump e «MBS» falaram por telefone durante o dia 4 de Novembro (hora dos EUA), conversa que poderia ter ocorrido antes do golpe palaciano ou durante a operação. Foi concluído discretamente um acordo, que prevê que a oferta pública da aquisição da Aramco (companhia petrolífera estatal saudita e a maior companhia do ramo do mundo em termos de reservas de óleo cru e de produção – Ndt) seja lançada na Bolsa de Valores de Nova Iorque e não em Riade.

Além disso, o discurso anti-iraniano de Saad Hariri foi precedido por uma campanha de Washington. Desde 10 de Outubro, que a administração Trump prometeu recompensas pela prisão de dois comandantes da Resistência Libanesa e apresentou um plano contra as actividades financeiras dos Guardas Revolucionários do Irão, enquanto o Congresso votou pelo menos cinco leis contra Hezbollah.

Hipóteses de leitura

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Saad Hariri, bastardo real do clã Fadh.

A imprensa não estabeleceu a ligação da demissão de Saad Hariri à purga da família real saudita. Do mesmo modo, limita-se a constatar o golpe sem questionar a identidade dos suspeitos presos. A verdade é que ela esqueceu o funcionamento das monarquias absolutas. Proponho uma outra hipótese de leitura desses eventos.

Antes de mais, lembremos que quando o rei saudita Abdullah morreu, o príncipe herdeiro era o príncipe Moukrine.

A família real estava dividida em três clãs:

  • o do príncipe Muteb, filho do antigo rei Abdallah
  • o do filho do ministro do Interior, Neyef,
  • o do príncipe Mohammad bin Salman, filho do rei Salman

Lembremos também o segredo do polichinelo: Saad Hariri (primeiro-ministro libanês – Ndt) não é filho biológico do seu pai legal, mas um bastardo da família Saud, do clã Fadh.

Em Abril de 2015, o príncipe herdeiro Moukrine foi dispensado das suas funções. Mohamed Ben Nayef sucedeu-lhe e «MBS» entrou na política, tornando-se subitamente herdeiro em segundo lugar. Em Junho de 2017, conseguiu destituir Nayef e colocá-lo em prisão domiciliar. Para se tornar no único pretendente, faltava-lhe eliminar o clã Abdallah. Para tal, tinha que demitir o príncipe Muteb, apesar do  controle deste último na Guarda Real, sem esquecer Saad Hariri, o qual poderia oferecer ajuda aos membros do seu clã, na qualidade de Primeiro Ministro de do Líbano.

Se Saad Hariri ainda não foi preso, é porque, apesar da sua renúncia, ainda tem de actuar temporariamente como primeiro-ministro do Líbano para despachar assuntos correntes até o seu sucessor assumir o cargo.

Mas Ashraf Rifi (rival de Saad Hariri, antigo director da Polícia Central (FSI) e depois ministro da Justiça libanesa – Ndt), que retornou a Beirute para preencher o posto,  precisa de algum tempo para ser legalmente nomeado. Especialmente porque o presidente Michel Aoun do Líbano não quer apressar-se e pretende esclarecer o actual imbróglio.

Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, não hesitou em defender Saad Hariri durante um discurso que passou na televisão na noite de domingo. Disse que o primeiro-ministro se demitiu sob coação de «MBS» e que este evento constitui uma interferência adicional saudita no Líbano. Por fim e  graças à intervenção francesa, o primeiro-ministro libanês foi autorizado a deixar a Arábia Saudita e ir para os  Emirados Árabes Unidos.

A maioria das personalidades presas foi transferida para o hotel Ritz, onde Saad Hariri os esperava, e foram colocados sob prisão domiciliária.

Como era necessário garantir que ninguém pudesse competir com “MBS”, também era necessário cortar o ramo do antigo Príncipe herdeiro Moukrine. Tal aconteceu com o acidente do helicóptero que matou o seu filho, o Príncipe Mansour. Em dois dias, mais de 1.300 personalidades foram presas.

Nem o próprio Saad Hariri, nem o Irão, anteciparam os acontecimentos de 4 e 5 de Novembro. O Guia Ali Khamenei (actual Líder Supremo do Irão – Ndt) tinha enviado o antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Akbar Velayati, ao Líbano. O enviado reuniu-se com todos os líderes libaneses, incluindo o Primeiro-Ministro. Todas as reuniões correram bem e a realizada com Saad Hariri terminou com uma troca de parabéns. Foi apenas nos minutos que se seguiram que o último foi chamado a Ride com urgência.

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Moscovo e Washington, únicos vencedores do golpe Palaciano

Atenta ao que estava a acontecer,  a Rússia acompanhou o movimento ao ampliar a sua influência. O rei Salman foi a Moscovo a 5 de Outubro. Embora  aliado dos Estados Unidos,  tem comprado, bem como o seu homólogo turco, o Presidente Recep Tayyip Erdoğan, armas russas – incluindo mísseis S-400. Ao ter abandonado o seu apoio ao terrorismo desde o discurso do presidente Donald Trump em Riade em Maio passado, conseguiu concordar com um plano para o intercâmbio de informações antiterroristas.

Após ter assinado uma série de contractos, o rei Salman acordou em manter limitações na produção de petróleo após a oferta pública de aquisição da Aramco, o que deveria incentivar a especulação e, portanto, preços mais elevados. Este último acordo foi finalizado e discretamente assinado hoje em Tashkent.

No dia 1 de Novembro, o presidente Vladimir Putin foi a Teerão.assegurou ao seu homólogo iraniano, Xeque Hassan Rohani, que as declarações do seu homólogo americano que contestou o acordo nuclear de 5 + 1 não seriam seguidas. Ele relembrou ao Guia Ali Khamenei a exigência dos israelitas de não terem os Guardas da Revolução, nem o Hezbollah no sul da Síria. Acima de tudo, ele concordou com o aiatolá, com um plano para o futuro da Síria com base na ideia de que agora a Arábia Saudita deixará de desempenhar um papel destrutivo.

Finalmente, o Grande Médio Oriente evoluiu da ditadura obscurantista para o despotismo esclarecido. Em qualquer caso, a mudança de métodos, líderes e objectivos em Riade abre muitas oportunidades. Cada um dos actores regionais tentará adaptar-se ainda mais aos seus interesses antes que a situação congele mais uma vez.

Thierry Meyssan

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This entry was posted on 22 de Novembro de 2017 by in Arábia Saudita, Israel, Libano, Medio Oriente Alargado and tagged , , .

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